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A “mão invisível” em 140 caracteres

20/07/2010 1 Comment
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É interessante como alguns fatos nos trazem à realidade de vivermos em uma época muito diferente das que a antecederam – uma era de twitters

A ansiedade pela informação inédita, a exigência pela resposta rápida muda nossa rotina a cada twitt (ou a cada e-mail, na versão século XX)

Os instantes que se perdem sem memória, mas não sem cachês, twitt a twitt por milhões de ilustres anônimos invadem nossos próprios instantes

Por alguns momentos, entendo a crítica mordaz a blogueiros (e twitteiros) sobre a prática do não jornalismo (ou a não prática do jornalismo)

Informações sem validação, a acusação partidária e, algumas vezes, apenas a crítica pela crítica para não deixar seguidores orfãos de twitts

Twitt de no máximo 140 caracteres para transmitir alguma coisa, qualquer coisa, alguma opinião e, algumas vezes, qualquer opinião de alheios

Enquanto isso, nos twitts, um episódio curioso: alguém me acusa de esconder links no código de um site desenvolvido – um pecado capital #SEO

Alguém retwittou para um alguém que retwitta mais alguém que retwittara alguém que acabou retwittando alguém que retwitta para alguém também

A relatividade do tempo dos Twitters e a ansiedade de informação imediata faz o trabalho da divulgação sem a validação da veracidade do fato

Descubro o acontecido e fico me perguntando o que tivera acontecido para aparecer um link escondido em um site que fizemos há mais de 3 anos

Nunca fizemos sites com links escondidos mas, a pergunta que ecoou na minha mente durante uns dias fora o que havia acontecido com esse link

Certamente, ninguém se preocupou em responder essa pergunta, de forma a verificar a informação, quando retwittou a retwittada de mais alguém

Acredito na “mão invisível” de Adam Smith e foi exatamente ela que agiu quando alguém, contudo, se preocupou em verificar e achou a resposta

Um erro de CSS quando, há praticamente 3 anos, um site que foi feito para uma versão antiga do IE 6 foi aberto em uma versão nova do Firefox

O Twitter é, de fato, uma ótima ferramenta para criticar, elogiar, provar que o mercado é mais inteligente do que um ou dois twitts isolados

Finalizando esse post, a despeito de todas as críticas feitas a blogueiros e twitteiros sobre a nova prática do não-jornalismo – como mencionei – fico muito satisfeito em ver como a informação imediata gerada pelo Twitter nos mostra que a democratização da comunicação ainda é a melhor forma de convívio (e de governo), além de proporcionar a transparência que tanto desejávamos há milênios.

Putz…passei de 140 caracteres!

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Comentários


  1. Marcio Okabe
    20/07/2010 at 15:09

    Olá Conrado,

    Apenas para dar créditos para pessoa correta. Foi o Leandro Marcel que levantou a bola de ser um erro de CSS.

    Abraços,
    Marcio Okabe

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