A Idade Pós-Contemporânea
Você já pensou o quanto dividimos as épocas das nossas vidas para entendê-la melhor? O quanto dividimos o conhecimento para torná-lo mais palatável?
O ser humano, para entender algo complexo, o particiona para torná-lo mais fácil de compreendê-lo. É como, ao ter dificuldades para engolir um comprimido muito grande, parti-lo para degluti-lo.
Nessa mesma linha, dividimos a história em Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna, Idade Contemporânea. Para cada transição, elegemos marcos: a invenção da escrita, a queda do Império Romano, a queda de Constantinopla e a Revolução Francesa.
Os grandes acontecimentos mundiais definem uma mudança de época. Da mesma forma que a Revolução Francesa terminou com uma época e nos trouxe uma nova, defendo que a “Idade Contemporânea” deveria terminar no advento da Internet.
Acredito que nossos bisnetos chamarão de “Idade Pós-Contemporânea” a época que começa em meados dos anos 90 do extinto século XX (possivelmente para terminar somente com a colonização de um outro planeta).
Considero o advento da web apenas um pouco menos importante que a invenção da escrita, mas certamente mais importante do que a Revolução Francesa e a queda do Império Romano. Passamos, ao invés de apenas registrar conhecimento, compartilhar conhecimento em nível global e remixá-lo acelerando de maneira significativa o crescimento intelectual da humanidade como um todo, ou pelo menos abrimos caminho para isso.
Imaginem quando houver um estado de conexão constante.
Imagine quando o seu celular for praticamente o seu “Alfred”, o mordomo perfeito que não só ouve, mas também responde na hora certa o que precisa ouvir sem que ao menos tenha que pedir.
Imagine crianças da Africa do Sul construindo um trabalho em grupo com crianças da China e crianças do Canadá.
Imagine um mundo de possibilidades que até então era ousado até sonhar.
Essa será a Idade Pós-Contemporânea. Um mundo em que os nossos bisnetos não perguntarão “como assim não tinha conexão?”, da mesma maneira que perguntariamos para nossos bisavós “como assim não tinha luz elétrica?”
A Idade Pós-Contemporânea já começou e só nos daremos conta de estarmos nela quando algum historiador de renome defini-la. Isso geralmente acontece depois de algumas gerações.
Tomara que até lá esse blog ainda esteja no ar

1 Comentário
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By Marcos Molina, 12/05/2009 @ 00:50
Meu Deus, eu tenho 17 anos , moro em Florianópolis e tenho orgulho de dizer que sou um internauta.Eu não consigo imaginar essa geração e as próximas gerações sem acesso a internet , ou seja , sem a informação “instântanea”. Concordo plenamente com a idade “Pós Contemporânea”, sou 100% a favor do uso CORRETO da internet , é uma ferramenta tão maravilhosa, poderosa e eficaz , eu sou uma prova disso, nunca entendi ao certo revolução industrial e muito menos tive saco pra história, porém nos últimos dias consegui tirar 9 em uma prova do professor mais rígido do meu colégio ( meu professor que é totalmente contra o uso de computador para estudo , ficou espantado ) , e hoje posso dizer que entendo a Revolução Industrial graças a internet