A melhor maneira de encontrar o seu cliente é ser encontrado por ele?

Todos passam por dúvidas na carreira, na profissão, no relacionamento e tantos outros campos das nossas pacatas vidas cidadãs. A dúvida faz parte da certeza. Alias, só temos certeza de algo quando, um dia qualquer, a colocamos em dúvida e reafirmamos nossa fé no caminho que escolhemos.

A dúvida é o que move o ser humano para o próximo passo. Que gera o desequilíbrio que faz com que cresçamos e evoluamos. A dúvida é algo que inspira e revigora.

Sabemos, portanto, que estamos no caminho certo a partir do momento em que perguntamos – e toda dúvida é uma pergunta – e recebemos a resposta, seja de que modo for, que não precisamos nos preocupar.

Outro dia fiz uma pergunta.
Na minha profissão, quem é o mais adequado ouvinte e oráculo para se perguntar algo?
Sim, o Google.

Como um jovial estudante – que sempre deveríamos ser – que treme ante à possibilidade da verdade não desejada, perguntei.

Digitei no Google uma frase que venho repetindo desde 2005 – “A melhor maneira de encontrar o seu cliente é ser encontrado por ele”.
Digitei também a variante “a melhor maneira de encontrar o seu consumidor é ser encontrado por ele”.

No mercado hiper pulverizado de hoje em dia é impossível para qualquer anunciante varrer todas os veículos e lugares que um consumidor possa estar. De mídia de banheiro a outdoor, de tv cultura a webrádios. Se formos considerar a internet, então, aí é que o problema se torna ainda maior.

Na primeira edição do Google Marketing, meu livro preferido 😉 escrevi essa frase para exemplificar de maneira didática o problema cada vez maior de se encontrar o seu consumidor ante a quantidade estúpida de veículos e mídias. Diante desse cenário, o melhor é ser encontrado por seu consumidor – daí toda a questão da encontrabilidade.

Se você não é encontrado, você não existe.

Após alguns segundos escrevendo a frase, como que inserindo uma chave na fechadura minimalista da tela do Google, ele me abriu as portas que me levaram à resposta inquirida.

O intrépido robô do buscador mais famoso do mundo partira em busca da resposta e me retornara, em apenas 0,47 segundos, 410 resultados.

Algumas das ocorrências trazidas pelo Google eram meu próprio blog ou artigos escritos por mim em diversos sites. Porém, havia mais. Muito mais.

Sites, blogs, reportagens, twits e afins que repetiam incansavelmente a minha frase (com ou sem o devido crédito). Tudo bem, na internet o “Control C, Control V” não é mais só um hábito, faz parte da cultura digital.

Com um meio sorriso, cheguei à conclusão que queria.

Fim das dúvidas. Estou no caminho certo.

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Conrado Adolpho

Minha missão no mundo: "Construir um mundo melhor por meio da internet". Autor do livro "Os 8Ps do Marketing Digital" e entusiasta da internet como fenômeno social.

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