Curso de Marketing Digital – aula gratuita do curso 8Ps

Olá, amigos,

Como todos sabem estou ministrando um curso de Formação e Certificação de Consultores de Marketing Digital segundo a metodologia 8Ps do Marketing digital. O curso tem duração de 30 horas (16 horas presenciais e 14 horas online). As aulas dos módulos online tem entre 2 e 3 horas de duração. Uma das aulas eu resolvi divulgar aqui gratuitamente para que vocês vejam como que o curso se desenvolve.

Resolvi divulgar a aula 4, que é sobre a integração de várias competências do marketing em ambiente interativo. Essa aula ensinará bastante a micro, pequenos e médios empresários de como utilizar a internet de um modo sinérgico.

A explicação detalhada de cada um dos pontos pode ser aprendida no curso de certificação e no meu livro “Os 8Ps do Marketing Digital“.

Espero que gostem da aula :)

“Inovação Acelerada pela Multidão”, segundo Chris Anderson

Um professor meu, chamado Roquete (o lendário Roquete) sempre falava de uma frase que até hoje trago comigo e cito em meu livro: “copiar para criar, criar para competir, competir para vencer. Já estamos na segunda fase”, proferida por Takeo Fukuda, primeiro ministro do Japão em 1968. Japão depois de ser arrasado por duas grandes guerras.

De fato, foi o aconteceu ao longo de alguns anos.

Estamos frente a um novo estágio da humanidade, o do aprendizado utilizando o que o outro aprendeu. Imaginem quantas pessoas não tem coisas a ensinar. Esse vídeo do Chris Anderson – o sempre brilhante Chris Anderson – dá bem uma ideia do que está por vir nesse novo estágio. É muito bom estar vivendo nessa época.

Eu confesso que já aprendi passos de forró pé-de-serra no YouTube. Também confesso que já aprendi muito com as palestras do TED, pelos vídeos da próprio site deles. Vídeos tornam a informação concisa, direta, estimulando várias partes de nosso cérebro ao mesmo tempo. Faz com que assimilemos muito mais informação por espaço de tempo do que qualquer outro meio. O próximo estágio é uma entrada USB em nosso cérebro – um método Matrix de aprendizado. Por enquanto, temos o vídeo.

Friedrich Hayek falava que “a civilização assenta-se no fato de que nós todos nos beneficiamos de conhecimento que nós não possuímos”, porém, disperso na sociedade. O que nos leva fatalmente a assimetrias informacionais.

A internet espalha o conhecimento de um modo que ele não podia prever. O que Hayek diria hoje com a web? Quão maravilhado não ficaria com as possibilidades desse novo meio?

Um outro caso, que vou também retirar das palestras do TED é o do vídeo abaixo do projeto “Buraco na Parede”. Outro vídeo que vale muito a pena assistir. Apenas 17 minutos da sua vida por algo impagável :)

Escrevi essa história em um outro post meu. Vou reproduzir o que escrevi anteriormente:

A educação tem sido uma outra área em que a internet tem transformado vidas. Sugata Mitra com seu projeto entitulado “buraco na parede”, que em 1999 embutiu um computador ligado à internet em uma bairro pobre de Nova Deli e percebeu que as crianças aprenderam muita coisa sozinhas ao interagir com uma máquina que a grande maioria delas nunca sequer tinha visto. O indiano Salman khan, que foi notícia em praticamente todo o mundo, que ajuda gratuitamente crianças a entender matérias como matemática, física e biologia por meio de vídeos no YouTube.

A minha crença de que a internet pode mudar o mundo se torna cada vez mais forte ao observar casos como esses.

Moda masculina na visão de um quase engenheiro

Sempre tive dificuldades de lidar com moda. Não essa moda das passarelas ou das Fashions Weeks, mas aquela moda prosaica. O terno com gravata, o jeans com o tênis. A moda do dia a dia. É lógico que estou muito longe do dia em que vesti uma calça mostarda com uma malha vermelha. Já não faço mais isso.

Muitos homens, porém, têm dificuldades em combinar suas roupas. São sapatos, cintos, gravatas, camisas, calças e tantos outros nomes de panos que nos dão a embalagem necessária em nossa sociedade. O que mulheres tiram de letra, homens, grande parte das vezes, não sabem sequer o básico.

Dada essa dificuldade que não é só minha, imaginei um sistema para ajudar homens a se vestir. O sistema se baseia em um conjunto de letras que devem combinar. Por exemplo:

“A” significa camisa. “B” significa calça.
“1″ significa uma cor clara. “2″ significa uma cor escura.

Desse modo, “A1″, significa camisa clara.

Algumas regras devem ser seguidas nesse ponto:
A1 deve combinar com B2, não repetir o mesmo número. Camisa clara combinando com calça escura.

Digamos que, em um estágio mais avançado, cada cor tenha um número. Digamos que azul seja a cor 4. Azul claro é 41, azul escuro é 42. Gravata é letra C.
Uma camisa azul clara (A41) deverá combinar com uma gravata azul escura (C42).
Se criarmos as matizes diferentes de azul 41, 42, 43, 44, 45…, quanto maior é o algarismo da unidade, mais escuro é o tom de azul.

Se zero fosse branco, 1 fosse cinza (sendo que 11 seria cinza bem claro e 15 seria preto). 3, roxo. 4, azul. 5, vermelho. 6, verde. 7, laranja. Podíamos fazer uma combinação: A41B14C43. Calça cinza escura, camisa azul clara e gravata azul escura.

Além do zero e 1, que seriam branco e tons de cinza, os números pares seriam cores frias e os números ímpares seriam cores quentes. O ideal é fazer um look com cores quentes (utilizando somente números ímpares na unidade das dezenas) ou um look com cores frias (utilizando somente números pares na unidade das dezenas).

É lógico que não daria para criar muito, mas o objetivo é não errar tanto.

Um método desse seria ótimo para deficientes visuais. Imagino números bordados na etiqueta da roupa. Deficientes visuais conseguiriam combinar cores e se vestir bem sem errar e sozinhos. Seria interessante também para um e-commerce de roupas masculinas para combinar.

Uma pessoa que comprasse uma calça B45 – azul marinho, escura – o sistema poderia lhe sugerir uma gravata C41 – azul clara – como um produto sugerido no fechamento da compra. Um sistema “combina com”.

Se os números fossem de 3 algarismos, o primeiro seria a cor, o segundo algarismo seria o tom da cor e o terceiro seria o padrão do tecido: xadrez, listas verticais, listas horizontais etc.

Será que isso tem lógica? Será que dá para criar um sistema algébrico racional para representar, ao menos a parte não criativa da moda, algo que é tão baseado em sensibilidade?

Slides das palestras de Juiz de Fora (29/ago) e de Vitória (30/ago)

Amigos,

Os slides das palestras que dei em Juiz de Fora e Vitória já estão no meu perfil do Slide Share para download. A foto a seguir é da palestra de Vitória, com mais de 300 pessoas. Participação total.

 

Em breve teremos o curso de formação e certificação de consultores de marketing digital em Juiz de Fora e Vitória. Acompanhem o blog e o meu Facebook para saberem das datas (elas serão definidas em breve).

Obrigado à calorosa recepção de todos os mais de 600 participantes de Juiz de Fora e Vitória. Duas cidades que adoro. Obrigado, mesmo ;)

Abraços a todos!

FInalmente, Social Commerce

Na segunda edição do Google Marketing, em 2008, falei de uma tendência que prometia muito, o comércio social, ou s-commerce. Naquela época ainda não havia uma rede social flexível para possibilitar tal ação por parte das lojas.

O programa de filiados é uma espécie de s-commerce, porém, bem low profile. Faltava tecnologia e um grande player para apoiar a tendência e transformá-la em realidade. Eu disse “faltava”. Em algumas palestras e em um post, já havia falado na relação entre o comércio por catálogo e pela internet.

Após um projeto de um ano, o Magazine Luiza lança sua plataforma social de venda C2C – consumidores vendendo para consumidores produtos do Magazine por meio de redes sociais. Como eu diria: poético :)

Esse movimento, certamente, vai mexer com o mercado e muitos outros players o seguirão. Aparecerão empresas para criar estratégias de s-commerce para e-commerces. Entraremos em uma nova era de micro-segmentação em que o comércio irá se integrar ao social. Para quem leu o livro 8Ps, em que o mercado econômico irá se integrar melhor ao mercado social. Talvez essa ação seja o elo perdido para tal integração.

É claro, saiba que você ganhará amigos vendedores, o que, dependendo do amigo não vai lhe agradar muito, porém, o amigo invasivo você perdoa, a marca, não.

 

Gamificação: um mundo em jogo

Se você tem trinta e poucos anos, você deve se lembrar de Enduro, Pitffal, Pac Man e, principalmente, Decathlon – o destruidor de joysticks. Os tempos em que um Atari e um grupo de amigos para contarmos e disputarmos nossos pontos eram o suficiente. As dicas de jogos que se espalhavam pela comunidade – a rede social offline.

Foi uma época que marcou a muitos de nós em todo o mundo. A época do Atari passou, mas a época dos jogos, não. A indústria de games já fatura mais do que a indústria de cinema, já há um bom tempo. O público-alvo dos games elevou sua faixa etária ao longo dos últimos anos. Adultos e pós-adolescentes povoam os compradores de jogos, seja online – como os famosos MMORPG (Massively multiplayer online role-playing game) – ou os jogos de consoles como Nintendo Wii ou Play Station 3.

O que mostrei nos parágrafos anteriores pode até ser novidade para alguns leitores, porém, existe um desdobramento dessa tendência que devemos ficar muito atentos, pois vai mudar a nossa maneira de fazer negócios.

Acompanhe meu raciocínio. Se você se lembra bem da sua época de gamer, o que mais escutava era “esse menino é viciado nesse jogo” ou a sua mãe gritando algo do tipo “Carlos Alberto, eu já falei para você largar esse joguinho e vir logo jantar”. Chamar o nome todo é uma técnica utilizada por mães do mundo todo e sempre deu certo para dar o tom de seriedade quando somos crianças.

Esse estado imerso na realidade do jogo em que o mundo real se torna irrelevante é chamado “estado de fluxo”. Eu chamaria por um outro nome – engajamento.

“Peraí, você falou engajamento?”, você deve estar pensando. Essa não é uma das palavras mais cobiçadas de um mundo em que as marcas enfrentam cada vez mais concorrência? É ela mesma.
Parece que os jogos já resolveram há muito tempo a questão de engajamento do consumidor, tanto que os advergames já são realidade há muito tempo. Ou então, marcas anunciando dentro de jogos, como Fifa.

Se os jogos geram engajamento, ao invés de levarmos nossas marcas do mundo real para dentro dos jogos, por que não trazer o jogo para o mundo real em que estão nossas marcas? Essa é a pergunta que muitos norte-americanos estão se fazendo em alimentando uma tendência chamada “gamificação”. Um dos poucos nomes referência nesse assunto é Gabe Zichermann.

Segundo uma palestra ministrada por ele no TedX em Bruxelas, “70% das aplicações das 2.000 maiores empresas do mundo serão gamificadas até 2.015″. A Gartner prevê que 50% dos seus processos de inovação serão também eles gamificados.

A palavra me foi apresentada em uma agradável conversa com o amigo Israel Nacaxe – gamificação. O que é um processo gamificado, afinal? Levar para rotinas comuns do dia a dia os conceitos de games, como recompensas por ações, diversos níveis a serem explorados (tome como exemplo os badges do Foursquare), colaboração, ranking board e muitos outros.

Por outro lado, adesão a games é algo muito fácil à natureza humana uma vez que eles permitem várias chances de vencer em um mundo em que tudo é possível e, principalmente, começar de novo. Algo que não é possível, mas desejado, na “first life”. Os games atuam no cerne da teoria de Maslow. As duas grandes molas que movem o ser humano são o medo e o prazer. A punição por não ter feito, prática comum em empresas de todos os tipos, trabalha no campo da punição. A recompensa por ter feito, no universo gamificado.

A gamificação não atua no “fun” puro e simples, mas no aumento de prazer e engajamento em tarefas cotidianas, aquelas tarefas naturalmente chatas e de difícil adoção. O universo dos games baseados em puramente em diversão é apenas o início de tudo isso. A gamificação irá invadir o mundo inclusive de quem diz coisas do tipo “não tenho paciência para jogos. Isso é coisa de criança ou de quem não tem o que fazer”. Não se engane, você também será gamificado em pouco tempo.

O fato de termos uma geração que cresceu em meio à explosão de games entre as décadas de 70 e 80, a geração XY – o maior grupo etário do país, entre 20 e 40 anos hoje – altera de maneira significativa a estratégia das empresas que necessitam gerar engajamento de seu público-alvo. O processo de gamificação atua em um universo de prazer aprendido pelos jogos ao longo de décadas.

Professores têm usado processo gamificados de aprendizado em sala de aula para aumentar a atenção dos alunos – lembre-se que vivemos em uma época de crise de atenção gerando menor recall de marca devido à quantidade abissal de estímulos. Uma prefeitura têm utilizado técnicas de games em radares – carros que passam abaixo da velocidade limite em radares passam a participar de uma loteria custeada pelas multas dos carros que passam no radar acima da velocidade permitida.

Os antigos programas de fidelidade nada mais são do que uma gamificação prosaica, porém, não planejado como game e sem vários elementos que perfazem tal processo de maneira formal. É lógico que definir gamificação é algo razoavelmente complexo uma vez que ainda é uma nuvem intangível com alguns poucos resultados práticos – muito positivos, contudo. No Brasil é assunto de alguns poucos blogs, mas já mostra sua força em iniciativas pelo mundo.

Agora que entendemos o conceito macro do que é a gamificação, imagine trabalhar tal tema com o que vivemos hoje nas redes sociais. Juntarmos pontos em radares e mostrarmos nosso ranking no Facebook ou ganharmos um badge de “chef” porque compramos três vezes no mês um molho de tomate. Um mundo em que o MMORPG será a nossa própria vida em rede. Micropagamentos, assim como alguém que compra uma vaquinha roxa no Colheita Feliz, transformarão o que é mercado social – luta pela reputação pelo ranking em um processo gamificado juntando pontos e dinheiro (como um ranking de um anúncio de Adwords) – em mercado econômico, dinheiro vivo no caixa das empresas gerando uma experiência positiva e engajada do público-alvo.

Tenho certeza de que abri uma porta para você, leitor, pensar e repensar em suas estratégias acrescentando um viés de “game based marketing” – leia o livro com o título entre as aspas – em seus negócios. Lembre-se de sua época de gamer e imagine se sua empresa se chamasse Enduro.

Preste atenção nesse assunto que ainda vai gerar muitas mudanças no mercado. Gamifique-se.

Minha entrevista na CBN

Amigos,

Compartilho com vocês a seguir o vídeo da entrevista que fiz na CBN.

Imagem de Amostra do You Tube

Slides da palestra na Paraíba.

Amigos do Sebrae,

Os slides da palestra ministrada em João Pessoa já estão disponíveis para download :)

Abraços a todos

Sim. Nós podemos mudar o mundo

Confesso que andei um pouco sumido desse blog. O lançamento do livro “Os 8 Ps do Marketing Digital” ( o novo nome que a 4a edição do “Google Marketing” terá), os cursos de certificação de consultores de marketing digital, a criação de uma ONG e todos os outros projetos tiraram o meu tempo e impediu que eu me dedicasse ao blog.

Bom…mas agora eu voltei :)

E nessa volta quero brindar-lhes com um artigo sobre alguns movimentos sobre uma internet voltada para a sociedade. Algumas palavras que mostram minha opinião a respeito do tema: internet como instrumento de uma retomada da consciência de humanidade solidária. Sobre a reflexão de qual é o nosso papel aqui no planeta Terra.

Sim. Nós podemos mudar o mundo.

1968. No ano que não terminou – segundo Zuenir Ventura – Geraldo Vandré, levantava multidões com seu inflamado “para dizer que não falei de flores”. A época conturbada do regime militar gerava na, atualmente denominada, geração baby boomers desejos de mudar o mundo e transformar a sociedade em um lugar melhor para se viver.

Do movimento hippie do icônico “paz e amor” à luta armada contra o sistema militar que já dava ares de ditadura, o cenário mostrava a esquizofrenia vivida naqueles tempos, porém, que partilhava de um objetivo comum: mudar o mundo – algo que valia a vida e, muitas vezes, a morte.

Décadas se passaram e o desejo de mudar o mundo da geração que sobreviveu às loucuras dos anos 60 e 70 arrefeceu com a necessidade de pagar as contas nos anos 80 e 90. A roupa colorida deu lugar ao terno cinza. A mochila de lã, comprada na Bolívia, à maleta 007.

As pessoas vem e vão, mas o desejo de transformar o mundo continua latente como uma reminiscência de nossa espécie. É algo, ainda que vago, inerente ao ser humano. Muitos, absorvidos pelas tarefas cotidianas, não se deram conta do quanto o mundo vem se transformando nas últimas décadas em direção a essa vontade transformadora. Desde a queda do muro em 89, a sociedade tomou consciência de que poderia de fato mudar sua realidade se unindo em números cada vez maiores. Que a menor célula da sociedade – o cidadão – poderia iniciar uma revolução.

Vimos o desenvolvimento do terceiro setor, lideranças globais lutando em prol de um estilo de vida mais sustentável, a exigência cada vez maior de transparência por parte das empresas além de derrubadas de governos e movimentos sociais cada vez mais intensos.

Lógico que também vimos guerras motivadas por interesses individuais, crises geradas pela ganância e mortes causadas por motivos frívolos. A grande mudança reside no fato de que, diante de tais acontecimentos que sempre foram tão comuns ao longo dos séculos, estamos começando a questionar o nosso papel nesse mundo e repudiar com cada vez mais veemência tais atos.

Diante de situações cataclísmicas causadas pelo “Homo industrialis” ou de guerras motivadas por interesses camuflados, o cidadão comum, até então voz velada, passa a lutar para dirigir sua própria vida sem o apelo demagógico das seculares corporações voltadas exclusivamente para o lucro a qualquer preço . Seja aderindo e divulgando uma causa, seja boicotando uma marca, seja escolhendo um estilo de vida mais simples, porém, junto à família. Há um movimento do “nós” que toma conta das pessoas e muda mercados.

A sutil e gradual mudança na maneira de pensar de muitas pessoas se mostra como uma revolução subreptícia. Sem o fervor bélico das revoluções passadas, mas a cada indignação diante da morte vazia de uma criança em um assalto ou no descaso de uma empresa com um cliente. A revolta das massas que descobrem ter voz para mudar o mundo começa com um post em um blog ou um simples tweet.

Em meio a um quadro de mudança social, em meados da década de 90 algo de novo vem a tona. Timidamente no início, toma de assalto empresas, governos e setores inteiros da sociedade. A internet.

A grande rede, que conecta pessoas em todo as partes transformando o próprio planeta em um grande cérebro, vem como uma resposta para o desejo de transformação que já era um brado uníssono em povos de praticamente todo o mundo. A internet muda a economia ao passo que transforma o dinheiro em bits que trafegam livremente sem pátria e, tal qual Einstein postulou, dobra o espaço-tempo, colocando em uma mesma sala de bate-papo pessoas que se encontram fisicamente nos mais diversos lugares do mundo.

A internet muda a realidade das empresas na medida em que torna possível seu crescimento com menos risco e mais rentabilidade. Ao mesmo tempo que traz a ameaça da reclamação em grupo, traz a oportunidade do elogio, também em grupo.

Dinheiro, que sempre movimentou o mundo, não passa hoje de sequências numéricas na tela do seu notebook (ou smartphone). A “ponte aérea monetária” EUA-Europa agora é mais facilmente deslocada para uma start-up de um país “emergente” por intermédio de um meio que ignora o espaço. As micro e pequenas empresas – base da economia de um país e do fomento de melhores condições de vida local – agora tem vez e voz para mostrar ao mundo a qualidade de seu trabalho e, assim, dar uma vida mais digna aos seus proprietários e colaboradores. Exemplos não faltam, seja no Brasil ou na Índia, seja no Paquistão ou Bangladesh.

A internet muda regimes governamentais totalitaristas promovendo a democracia como um caminho natural, o melhor até então, que promove o bem comum, não o interesse individual.

Pela primeira vez as condições de vida de um ser humano podem não estar vinculadas ao lugar onde ele nasceu. Um computador antigo e uma linha de telefone abrem uma janela para o mundo e mostra a realidade possível em outras culturas.

Regimes de partido único, que antes controlavam a população por meio do controle extremo, hoje já sentem dificuldades em dispersar reuniões que engendram contra o sistema, não mais em uma célula de resistência – lugar físico facilmente detectável – mas na internet – um lugar virtual muito mais difícil de ser controlado.

As revoluções nos países árabes parecem ser a melhor metáfora para a frase de Schopenhauer: “Todo homem toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo”. A internet amplia os limites do mundo dos jovens árabes que descobrem outras vias possíveis em outras povos e que anseiam viver em um país sem censura, sem controle, sem repressão. A motivação é a vontade de mudarem suas realidades. A principal arma, como afirmou Tifatul Sembiring, ministro indonésio das Comunicações, as redes sociais. Egito, Síria, Líbia, Tunísia foram apenas os primeiros sintomas da exigência da população que não aceita mais ser usada como massa de manobra. Indivíduos que querem ser tratados com as prerrogativas que o próprio nome deveria lhes atribuir – individualidade, seja na maneira de pensar e agir, seja nas palavras que escolhe para criticar ou elogiar governos e marcas.

A internet muda a economia industrial até então baseada no consumo como maneira de prosperidade de uma nação.

Uma informação estarrecedora se torna necessária nesse ponto. Para cada uma lata de lixo que geramos em nossas casas, outras setenta latas foram geradas na indústria para produzir o que hoje jogamos fora. Quanto mais a “obsolescência planejada” entra em nossas vidas, mais compramos e, portanto, mais lixo geramos.

Só o lixo que se acumula nos oceanos já representa 25% da área de todo o nosso planeta, “um enorme vaso sanitário que nunca dá descarga”, segundo Charles Moore – marinheiro e ambientalista descobridor da desconcertante “mancha do Pacífico”.

Para frear, um pouco que seja, a compra desenfreada no qual consiste o nosso modelo econômico baseado em produção industrial e estímulo ao consumo, um movimento está tomando de assalto nossa maneira de ver a vida baseada em marcas: o consumo colaborativo.

Por meio de site baseados no conceito de redes sociais, pessoas estão compartilhando e doando de roupas a bicicletas que não precisarão ser comprados diminuindo o lixo pessoal e a produção industrial voltada para o consumo – que gera ainda mais lixo. No ThredUp, pessoas compartilham roupas infantis. Foram 12 mil itens negociados nos 8 primeiros dias de funcionamento do site. No SharedEarth, 2 milhões de metros quadrados de terra excedente foram compartilhados com produtores potenciais sem jardim apenas nos 3 meses de funcionamento do site. No Freecycle 5,7 milhões de usuários em 85 países doam mais de 12 mil itens por dia pelo site.

A internet muda o cenário das ONGs por todo o mundo colocando pessoas que precisam e pessoas que desejam ajudar em contato por meio da rede.

A Surfrider, fundação para a proteção de oceanos e praias, teve mais de 145 mil horas de voluntariado de pessoas que atuam localmente e online desenvolvendo conversas nas redes sociais. O aplicativo “Causes” no Facebook, utilizado para levantar dinheiro para causas humanitárias, tem até o presente momento – dia 19 de julho, às 23h15 – 7.390.747 de usuários mensais. A internet foi a principal responsável por espalhar o movimento “Free Hug” pelo mundo a partir de um vídeo postado no YouTube que já teve mais de 60 milhões de visualizações. As pessoas que participam do movimento, simplesmente distribuem abraços grátis.

A educação tem sido uma outra área em que a internet tem transformado vidas. Sugata Mitra com seu projeto entitulado “buraco na parede”, que em 1999 embutiu um computador ligado à internet em uma bairro pobre de Nova Deli e percebeu que as crianças aprenderam muita coisa sozinhas ao interagir com uma máquina que a grande maioria delas nunca sequer tinha visto. O indiano Salman khan, que foi notícia em praticamente todo o mundo, que ajuda gratuitamente crianças a entender matérias como matemática, física e biologia por meio de vídeos no YouTube.

Na medicina a rede social PatientsLikeMe ajuda centenas de milhares de pessoas que compartilham informações sobre doenças dos mais diversos tipos a encontrarem novos tratamentos e maneiras de lidar com suas enfermidades a partir da experiência do outro, esteja este em qualquer lugar do mundo físico, mas no mesmo lugar no mundo virtual. No jornalismo a teoria da “Agenda-settings” cai por terra quando damos ao leitor o poder de ser o editor da sua própria notícia. Vários veículos começam a explorar o modelo de negócios do jornalismo cidadão, em que qualquer cidadão munido de um celular com câmera e acesso a internet, vira repórter. O fim do “furo” jornalístico.

Nem vou comentar sobre softwares de código aberto sendo construídos de maneira colaborativa por desenvolvedores em todo o mundo, compras coletivas, inovação aberta em sites como o Innocentive auxiliando empresa a economizarem fortunas ou Zoopa gerando qualidade a partir da quantidade em um processo de “crowdsourcing”, educação à distância em cursos gratuitos da aclamada Harvard University disponíveis para qualquer um que domine minimamente o idioma inglês – ou aulas de inglês gratuitas pela internet no site da BBC ou em redes sociais dedicadas ao ensino de idiomas como o Livemocha – e outros temas que tantos outros já falaram.

A internet não é mais (se é que foi um dia) um meio para se enviar e-mails e criar perfis no Facebook. É muito mais. É a ferramenta que faltou na década de 60 para que nossos baby boomers pudessem levar a cabo seu objetivo de mudar o mundo. Não é de se espantar que nossa geração Y queira transformar a sociedade. Ela tem a motivação, a autoestima necessária e, principalmente, as ferramentas para isso.

A internet é muito mais do que uma revolução tecnológica, é uma revolução social. Vivemos em uma era que daqui a poucos anos conheceremos, juntamente com a revolução industrial ou a revolução francesa, a revolução digital. O período que passamos irá criar um marco histórico que mudará o planeta. A era de transição já está acontecendo há anos, mas, assim como um francês no meio da revolução francesa só pensava em escapar dos tiros e da guilhotina, estamos tentando nos encontrar em meio a tweets e aplicativos de iPhone. Não reconhecemos o local do redemoinho que nos encontramos. Precisamos de distanciamento.

Se haverá um fim do mundo em 2012, será o fim de uma velha consciência que nos trouxe em muitos campos a situações degradantes. Temos cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo que, mesmo com todo avanço tecnológico na área agrícola, ainda passa fome. A mortalidade infantil é maior do que cem para cada cem mil habitantes em países da África subsaariana. Ainda temos regimes escravos de trabalho, tráfico de mulheres e violência doméstica em índices alarmantes.

Acredito na internet como um ambiente em que a troca de informações entre pessoas dos mais diversos povos – nem a diferença de idiomas será mais empecilho com ferramentas como tradutores do Google em tempo real – fará com que as pessoas enxerguem o ponto de vista do outro. Boa parte das brigas e guerras ocorrem justamente pela falta de compreensão do ponto de vista alheio. Podemos resolver isso com a troca. Com a conversa no mesmo local virtual.

Não há limites para o que a humanidade pode fazer ao utilizar corretamente esse imenso cérebro global. A rede como o espelho da própria humanidade pode fazer com que, finalmente, encontremos a solução para os nossas mazelas – nos conhecermos como espécie e como indivíduos.

MindMap – Os 8 Ps do Marketing Digital – versão 1.1

Amigos,

Há algumas semanas (em 15/04) havia postado a versão 1.0 do Mind Map dos 8 Ps do Marketing Digital. Aproveitei os últimos dias para construir mais um pouco do Mind Map e estou liberando no link a seguir a versão 1.1, com várias melhorias e novos Ps desenvolvidos.

O Mind Map Os 8 Ps do Marketing Digital foi feito para que você consiga organizar as ações de marketing digital se baseando em um documento único e que lhe mostre a abrangência da teoria. Esse Mind Map ainda não está completo, mas já explora todos os Ps. Os 1º e 2º Ps estão bem mais desenvolvidos do que os demais.

Nas próximas versões que vou liberar do Mind Map 8 Ps, vou desenvolver melhor cada um dos Ps. Os itens de cada P que você vê no Mind Map tem relação direta com os Ps que você verá na 4ª edição do livro Google Marketing, que agora mudará seu nome e se chamará “Os 8 Ps do Marketing Digital”.

Clique no link a seguir (depois clique de novo no nome do arquivo na próxima página), faça o download gratuito do mapa e divirta-se :)

 

DOWNLOAD: Mind Map dos 8 Ps do Marketing Digital – versão 1.1

 

Acompanhe o meu Twitter (@conradoadolpho) ou o meu Facebook para saber sobre as futuras atualizações desse mind map.


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