PontoCON - Blog do Conrado

Slides da palestra de sábado - 06/fev - na 50ª Feninjer.

posted by Conrado Adolpho in Internet

WORKSHOP GOOGLE MARKETING

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Um treinamento intensivo  que apresentará estratégias avançadas para a geração de tráfego e lucro por meio da internet, com uma metodologia clara e resultado comprovado por dezenas de empresas em todo país.

COM ESSE WORKSHOP VOCÊ APRENDERÁ:

Conceito de marketing e vendas digitais;

Como a internet pode aumentar seu volume de négocios;

Comportamento do consumidor digital;

Como posicionar o site da sua empresa no primeiro lugar do Google, na busca natural e na busca paga;

Como divulgar o próprio negócio em redes sociais;

Como mensurar o resultado de cada ação analisando o que deu certo e o que não deu, melhorando, assim, as ações de marketing digital seguintes;

Como analisar dados para que sirvam de informações  estratégicas na tomada de decisão;

Como prospectar mercado e descobrir novas opurtunidades na web.

Data: 24 e 25 de março de 2010.

Horário: 8h30 às 17h30

Carga Horária: 16h

Informe-se: 51. 3211. 0399

Material da palestra em Porto Alegre - 28jan

posted by Conrado Adolpho in Internet

Pessoal,
Só agora consegui colocar online o material da palestra de ontem em Porto Alegre.
Acessem o link: http://www.publiweb.com.br/arquivos

Grande abraço a todos e me digam o que acharam da palestra.
Conrado Adolpho

O produto mais valioso e lucrativo do mundo.

Os estudos do comportamento do consumidor sobre o que nos faz comprar têm evoluído muito nos últimos anos. Muito se tem descoberto sobre nossos desejos ocultos e necessidades latentes que nos fazem tirar o escorpião do bolso e satisfazer nossas vontades de consumo.

Todo esse estudo, porém, em uma hora ou outra acaba tendo que ser reiniciado, pelo menos parcialmente, pelo advento de novas tecnologias. A internet é uma dessas novas tecnologias que nos faz repensar muitos conceitos a respeito das vendas de uma empresa.

A economia, como nós conhecemos atualmente, se baseia em um tênue equilíbrio entre oferta e demanda, pode-se dizer também, entre escassez e abundância. O escasso é caro, o abundante é barato.

No mercado de 100 anos atrás, produtos eram escassos devido ao acesso restrito à tecnologia e informação era escassa devido ao acesso restrito a faculdades e livros, portanto, produtos e informação eram caros e muito valorizados.

O que é escasso tem alto valor agregado. O que é abundante é commodity. Para se ganhar dinheiro, venda escassez. Foi isso que sempre nos ensinaram. A indústria de joias se baseia nesse conceito.

O que dizer em um mundo que qualquer empresa pode mandar fabricar um produto na China e vender por um terço do preço de custo de seus concorrentes e em que qualquer cidadão pode acessar uma quantidade abissal de informação na internet?

O resultado é simples: margens espremidas, vendedores desolados.

Uma regra da economia nos diz que toda abundância gera uma escassez. Informação é abundante, Não dá para ler tudo. Carros são abundantes, as cidades tem tido uma dificuldade crescente de administrar o trânsito, cada vez mais caóticos. Excesso de informação e excesso de carros na rua gera uma escassez de tempo.

Quantas vezes você falou a frase “estou sem tempo” nessa semana?

Consumidores procuram utilizar seu tempo da melhor maneira possível, porque ele é cada vez mais raro. Se não há tempo, o valor está na relevância da solução certa e imediata. Tempo é dinheiro. Quem entrega tempo, recebe dinheiro.

Nesse cenário, a internet nos cai como uma luva. Nos possibilita viver com limites muito mais abrangentes. Nos amplia e multiplica nosso tempo.

Em certas circunstâncias é como uma boa dose de álcool: ela amplifica o que há nos recônditos de nosso ser. O anonimato virtual permite que nos expressemos sem pudores mostrando quem realmente somos. Para o bem e para o mau.

Qualquer consumidor gostaria de pesquisar em mais de 100 lojas – do “mundo real” – para descobrir qual vende o produto mais barato e fazer o melhor negócio. Algo impraticável em qualquer rua da cidade.

No mundo online, isso é possível. Em um site de comparação de preços o consumidor realiza seu desejo do melhor negócio. O site de comparação de preços vende tempo.

Qualquer consumidor gostaria de receber seu produto em casa ao invés de ter que enfrentar filas e trânsito. Sites de comércio eletrônico o fazem. Esses sites vendem tempo.

Poderia listar uma quantidade enorme de exemplos de negócios criados na era virtual que vendem tempo para o consumidor em última instância. O valor atualmente está no tempo e qualquer solução que gere economia de tempo para o seu consumidor terá seu valor reconhecido e terá margens maiores.

A questão do tempo também impacta as empresas. Ligações frias, visitas sem planejamento e prospects sem qualificação são pecados imperdoáveis para o mundo pós-crise.

Costumo dizer que “a melhor maneira de encontrar o seu consumidor é ser encontrado por ele”. Em um mercado tão pulverizado e exigente quanto o atual, a melhor solução é gerar uma demanda constante de prospects para a sua marca deixando para o vendedor fazer aquilo que ele faz de melhor: vender.

É nesse ponto que entra o marketing para resolver alguns problemas, principalmente o de gerar demanda. Qual vendedor não gostaria de receber dez, vinte prospects por dia – quantos ele conseguir atender? Pessoas já qualificadas, ou seja, que já desejam o produto ou serviço comercializado.

Para gerar essa demanda constante, o grande gerador de leads acaba sendo o Google por meio de estratégias de marketing digital.

Esse é apenas o início da história, mas é crucial para que entenda o novo mundo que se anuncia por meio de seus bits e bytes. É crucial para que sua empresa aprenda o que de fato gera valor para o consumidor atualmente.

Venda tempo!

Fonte: ADVB/RS

Como aumentar a taxa de conversão do seu site

posted by Conrado Adolpho in Artigo, Dicas, Internet

A função de uma boa estratégia de internet é gerar tráfego e aumentar a taxa de conversão. Para conseguir tráfego, temos o Google e as técnicas de otimização de sites. Para gerar conversão, é preciso aumentar o caráter persuasivo do site. É preciso usar textos, imagens e vídeos para convencer o usuário que a sua empresa é a melhor solução para ele.

Sempre que você resolve ir a uma loja do shopping comprar um bom terno ou a uma concessionária comprar um carro, você tem uma aula de persuasão (caso pegue um bom vendedor). Vamos estudar quais os elementos de persuasão utilizados e como transportá-los para o ambiente digital.

O 1º elemento de persuasão que você deve utilizar são números. Mostre, por exemplo, o índice de satisfação com seus produtos ou serviços. Qual o percentual que um cliente de um curso de inglês pode aumentar em seu salário depois de fazer o curso. Existem várias maneiras de mostrar números no site. Cada negócio tem o seu.

Números tornam sólido o que, a princípio, parece ser só um benefício intangível.

O 2º elemento persuasivo é o que chamamos de “argumento de autoridade”. Imagine que você produza chuteiras e consiga um jogador de futebol para testemunhar que suas chuteiras são as melhores do mercado. Ele grava um depoimento em vídeo dando uma opinião positiva sobre as chuteiras e posta tal vídeo no YouTube.

O 3º elemento é o de “prova social”. Ele se resume na seguinte ideia: “Se todo mundo está fazendo isso, então isso deve ser bom”. No site significa ter um bom número de depoimentos de clientes falando de sua experiência com o produto (falando bem, é claro).

O argumento de “prova social” também pode ser utilizado fora do site quando, por exemplo, várias pessoas em redes sociais, fóruns e blogs falam bem de sua marca. Quanto mais gente falando sobre ela, melhor.

O 4º elemento persuasivo é a “reciprocidade”. Quando você oferece algo para seu consumidor gratuitamente, ele se sente um pouco na obrigação de retribuir. Por exemplo, você pode oferecer gratuitamente um arquivo em PDF. Em troca disso, você pede seu e-mail - ele deve fornecer o e-mail para receber o link para baixar o PDF. A reciprocidade é um excelente argumento porque lida com um sentimento forte no ser humano - a gratidão.

O 5º elemento persuasivo é o “envolvimento”. Quando um consumidor assina uma newsletter de sua empresa ou baixa um arquivo PDF sobre um assunto de seu interesse e, para isso, deixa o e-mail, ele está se envolvendo com sua empresa. Quando ele entra no chat para ter um atendimento on-line, também. Sempre que você envolve um contato em mais formas de comunicação de seu negócio você torna a venda mais próxima.

Qualquer vendedor de shopping sabe disso quando pergunta seu nome e vai começar a atendê-lo. Ele está envolvendo você na experiência de compra. Quanto mais íntima dele é a sua marca, a probabilidade de compra aumenta.

O 6º elemento persuasivo, e um dos mais fortes, é o argumento de escassez. Lembra-se daquele dia em que foi comprar um produto na loja, percebeu que estava caro, mas acabou levando-o porque era o último? Esse é o argumento mais forte que existe entre todas as técnicas de vendas.

O ser humano não gosta de perder a liberdade de escolha. Enquanto há um produto na prateleira ou uma promoção sem tempo para terminar, o consumidor pode escolher entre levar o produto ou não levar. A partir do momento em que o produto acabou, só há uma opção: não levar. Ele não poderá mais “voltar depois” para comprar o produto.É preciso que um site utilize elementos da escassez da mesma maneira que um vendedor em um shopping.

O consumidor é um player extremamente emocional nesse jogo de compra e venda. A razão, muitas vezes, só serve para justificar a decisão tomada pela emoção. A compra só não ocorrerá se a razão não conseguir nenhum motivo ao menos razoável para isso. Então, dê motivos para a razão comprar.

Aproveite essa dica que lhe ofereço. Utilizando os argumentos persuasivos você pode conseguir aumentar sua taxa de conversão em até 200% como já fizeram centenas de empresas que hoje são campeãs de venda. (Viu só como tais elementos realmente convencem?).

Fonte: iMasters

Contar história e construir relacionamentos: a essência da web das próximas décadas

Marketing de relacionamento por meio da web? Conteúdo direcionado para nichos? Utilizar mecanismos de busca para aumentar tráfego? Posicionar marcas por meio da web? Comunicação viral? Mashups? Blogs corporativos? Web 2.0? Permitir que o consumidor direcione o desenvolvimento de seus produtos?

Não. Não é nada disso que acontece hoje em dia no universo publicitário. Empresas tentam em vão fisgar um consumidor a todo custo com anúncios e chamadas que lembram grosseiras adaptações de práticas cinqüentenárias, que cada vez dão menos resultados. Repetir na internet as formas tradicionais de publicidade é um retrocesso cômodo, porém, perigoso para anunciantes e marcas que ainda confiam cegamente nos resultados do passado.

A época atual é do relacionamento. A palavra de ordem é personalizar a comunicação, os produtos, os serviços e criar um laço emocional com consumidores de modo que estes escolham sua empresa pelo coração, não pelo produto ou pelo preço. Os conhecidos 4 P’s (Preço, Praça, Produto, Promoção) mudaram de forma substancial. Fazer publicidade hoje é contar histórias, é envolver e emocionar. Na questão de envolvimento, a web leva uma grande vantagem.

Como diria Ajaz Akmed, da AKQA, “A melhor publicidade é a não publicidade”. Concordo em gênero, número e grau. Relacionamento não é publicidade, é envolvimento.

Em vez de costurar uma relação vitalícia com seu usuário, empresas tentam impingir uma série de produtos e serviços não-direcionados e de maneira pouco discreta (exceção honrosa feita a algumas empresas como a Natura e algumas outras, que estão fazendo um excelente trabalho de marketing de relacionamento, tanto pela internet quanto fora dela).

O chamado “marketing de imitação” faz com que todos os sites se pareçam. Se mudarmos o logotipo do canto superior esquerdo, podemos utilizar o site de uma imobiliária e substituí-lo por um de uma fabricante de autopeças. Parece que todos foram feitos pela mesma produtora web. Não há diferenciação nenhuma entre a comunicação de cada um deles com seu público - apesar de a comunicação com cada público ser completamente diferente.

Como uma empresa pode esperar ser inovadora ou gerar uma vantagem competitiva se sua principal entrada para o mercado é uma mera cópia de seus concorrentes?

Não é de admirar que muitas empresas que tiveram gênese em cubículos de repúblicas de faculdades transformem-se em negócios multimilionários. Apenas chegaram ao mercado com a inovação peculiar dos jovens, com seu DNA interativo e os anseios que o mercado já tinha. Anseios a que diretores de marketing, gerentes de comunicação e criativos de grandes agências não estavam prestando atenção, verdadeiramente: mudanças pelas quais passa seu mercado ou dificuldade de entender o que enxergam. Como disse um executivo de meia-idade amigo meu - parece que eu estava adormecido e acordei no meio desse mundo completamente diferente.

Entendo que na correria dos prazos e tarefas nem sempre dá tempo para entender esse novo mundo, mas vale a pena tentar. A pena de não prestar atenção nos movimentos do mercado - e não aprender com eles - é ver seus clientes esvaírem-se para outras empresas que saibam o que fazer com todas essas novas ferramentas interativas.

Empresas de todos os portes perdem uma grande quantia de capital ao considerar que internet é sinônimo de site e que site é sinônimo de cartão de visitas. Perdem lucratividade quando consideram que um “sobrinho” que aprendeu HTML ou Flash em um curso de uma escola de informática está apto a gerir uma estratégia de marketing digital. Utilizar as diversas ferramentas para chegar ao público-alvo para entreter seu consumidor e criar um relacionamento que culminará em credibilidade e fidelidade, e em outras palavras, lucro, é um desafio.

O que esse sobrinho pode saber sobre “contar histórias”?

A internet é um meio que oferece em primeira instância comunicação, informação, entretenimento e interatividade. Gastamos 77% de nosso tempo com essas atividades. O resto é consequência desses quatro. As empresas precisam oferecer exatamente isso para o usuário visando o relacionamento de longo prazo.

Enxergar nem sempre é ver. É preciso ter conceitos consolidados para interpretar mudanças que podem estar ocorrendo sob seu próprio nariz.

Fonte: iMasters

Para ter sucesso em 2010, estude 2009

Imagine-se na seguinte situação: você precisa que alguém leve você até o aeroporto para pegar um vôo hoje à meia-noite. A má notícia é que o aeroporto fica há 50 km de sua casa. Você tem duas pessoas para pedir tal favor, sua sogra, para a qual você negou o mesmo favor meses atrás, e seu irmão, que já marcou de sair com a namorada hoje à noite.

Elimine a possibilidade pegar um táxi ou um ônibus, para que o início desse artigo faça algum sentido.

Tenho certeza de que se disso dependesse uma promoção em sua carreira, iria pensar muito bem em quais argumentos iria usar com cada um. É claro que usar a mesma conversa com cada um deles não seria a melhor estratégia, uma vez que cada um tem motivações diferentes.

É exatamente assim que temos que agir com nosso público-alvo, agir de forma diferente com cada um. Personalizar a comunicação para grupo de pessoas que entra em contato com você. Para o segmento de sogras, a comunicação é uma, para o segmento de irmãos, é outra.

Antes de falar qualquer coisa que seja, é preciso primeiro analisar qual “idioma” seu interlocutor entende. É muito diferente comunicar, por exemplo, uma mudança de cidade para um executivo de 50 anos do mesmo modo que para a filha dele de 12 anos.

As motivações, os valores, a experiência de vida e tudo o mais são muito diferentes de pessoa para pessoa.

Se em um simples processo comunicativo é preciso escutar primeiro antes de falar, imagine em um processo complexo, como é a comunicação pela internet. De nada adianta ter um site se você não sabe nada sobre quem vai acessá-lo.

Você corre o risco de tentar vender bichinhos de pelúcia para aquele executivo de 50 anos e ações da Petrobrás para a filha dele. Antes de pensar em projetar ou planejar um site, é preciso conhecer seu consumidor digital.

Quanto mais você conhece seu usuário, mais consegue vender para ele. Por exemplo: se você descobre que boa parte das buscas por um determinado produto que você vende está no nordeste e seu negócio fica em São Paulo, isso faz com que, a partir dos dados vindos da web, você pense em estratégias diferentes para sua empresa.

Vale a pena prospectar tal mercado? Será que há uma oportunidade de mais negócios por lá? O valor pelo qual eu venderia meu produto no nordeste cobriria os custos de deslocamento?

O consumidor no Brasil vem mudando dia a dia e, mais importante do que aprender tudo sobre ele, é aprender a aprender sobre ele continuamente.

Você sabia, por exemplo, que apenas 25% dos internautas brasileiros possuem renda acima de cinco salários mínimos, segundo estudo da agência Avenida Brasil – agência especializada em consumo de baixa renda? De que forma isso define a criação de produtos em sua empresa?

Com relação ao comércio eletrônico, estima-se que 70% do potencial de expansão do segmento de comércio eletrônico venha das classes C, D e E.

Outro dado interessante para empresários de comércio eletrônico, é que, segundo Febraban, em 2007, mais de 25 milhões de pessoas físicas usaram a internet para transações bancárias – bem mais do que tivemos em 2009, em termos de compradores on-line. Ou seja, temos um número enorme de pessoas já lidando com dinheiro on-line, mas que ainda não estão comprando on-line.

Quando esse mercado, que já usa o internet banking, tiver credibilidade suficiente para comprar on-line, teremos um salto nas compras on-line. O público da internet é o mesmo público-alvo do dito “mundo off-line”. A separação entre “online” e “offline” é apenas para fins didáticos, afinal o consumidor é um só. É importante, contudo, que não perca o off-line de vista, pois é ele que modificará o público on-line de amanhã.

Comportamentos que não vemos no mundo off-line, devido as suas peculiaridades de distância e temporalidade, mostram-se cada vez mais consolidados no mundo on-line, em que o tempo e a distância têm conotações muito diferentes da “vida real”: a “first life”. Podemos citar a maior exigência e a busca mais criteriosa pelos melhores produtos e informações a respeito de um assunto.

Se formos analisar mais profundamente as diferenças de comportamento no mundo off-line e no mundo on-line, o consumidor on-line apenas externaliza aquilo que ele faria no mundo off-line, se tivesse condições.

Por exemplo, muitos consumidores pesquisariam preços de um determinado serviço em 30 ou 40 empresas antes de se decidir pela contratação em uma delas, porém, no mundo off-line isso se torna praticamente impossível. No mundo on-line, é fácil.

Eu diria que a internet é como álcool, ela potencializa o que já está latente dentro de cada um de nós. Vamos tratar comportamento on-line e off-line de modos diferentes apenas para exemplificar suas diferenças.

Estudar o comportamento de seu público consumidor é crucial para a criação de sua estratégia de negócios. Individualmente, tomamos decisões muito peculiares e imprevisíveis, porém, como grupo, somos muito previsíveis. É analisando essa previsibilidade que você deve trabalhar sua estratégia.

Para construir suas estratégias de marketing digital para 2010, comece estudando profundamente o que ocorreu em 2009 e descubra o que puder sobre seu público-alvo. Só assim fará 2010 ser mais lucrativo do que 2009.

Fonte: Aberje

O que devemos esperar da web em 2010

posted by Conrado Adolpho in Artigo, Blog, Internet

Quando, em 1984, foi lançado o filme “2010. O ano em que faremos contato”, seus produtores achavam que 2010 estava muito longe. No entanto, 2010, agora, chegou.

Arthur Clarke, autor da obra escrita em 1982 e que posteriormente deu origem ao filme, acertou em cheio em dar à tecnologia o papel de protagonista do filme. Assim como no filme, a tecnologia tem definido nossos rumos tanto no presente quanto no futuro.

Tecnologia atualmente passa pelo ambiente interativo.

Prever os acontecimentos na área de tecnologia interativa é tarefa para “Gatners” e “Popcorns”. Vou dar uma humilde contribuição com a minha visão de mercado. Vamos falar um pouco de como deverá ser a web em 2010 no Brasil.

Lá vamos nós com a nossa seção anual “mãe Dináh”.

2009 foi um ano marcado pela crise e pela (re)descoberta do Brasil por parte dos países que ainda achavam que a nossa capital era Buenos Aires. O fato da crise não ter abalado tanto nosso país nos mostrou que somos mais fortes do que parecemos. Um pouco do nosso complexo de vira-lata se perdeu ao longo do ano.

A demanda reprimida, os IPOs adiados e os investimentos abafados deverão explodir em 2010. Ponto positivo para as empresas que tiverem se posicionado corretamente ao longo de 2009. A web deverá ganhar boa parte dessa verba, principalmente devido a sua capacidade de mensuração. A exigência por resultados por parte dos acionistas estará cada vez mais acirrada no pós-crise e a web tem uma capacidade natural para tal.

É lógico que os anunciantes procurarão os fornecedores que se mostrarem mais profissionais no quesito mensuração, já que o mercado está cansando de posturas amadoras. A pressão por prazos e resultados estará cada vez mais em pauta.

A entrada de grupos internacionais no Brasil irá se intensificar e mais fusões e aquisições serão realizadas ao longo de 2010. Veremos uma solidificação dessa tendência. Isso irá gerar muitos novos empreendedores digitais com olhos para esse mercado nos próximos anos.

O Brasil deve desenvolver cada vez o empreendedorismo digital e acredito que nos próximos anos deverá se destacar nesse tema, principalmente com o empreendedorismo invadindo as escolas e sendo o brasileiro o povo que mais navega na web dentre todos os povos do mundo.

A escolha do país para sediar uma Copa e uma Olimpíada pegou o mundo de surpresa. Para muitas empresas, essa ficha ainda não caiu (um comentário que denuncia minha idade analógica).

É importante perceber que 2010 será o início de uma curva ascendente do Brasil rumo a esses grandes eventos tanto no “online” quanto no “offline”. As empresas que pegarem carona na preparação desses eventos poderão crescer muito, inclusive com gordos incentivos do governo.

Empresas ligadas ao segmento de turismo, treinamentos em hotelaria, construção civil e ensino de idiomas poderão ter grandes saltos a partir de 2010. A internet, sendo um ambiente global, privilegiará negócios que gerem receita vendendo informações via web para todo o mundo.

2010 também será o ano das eleições 2.0. Não acredito que será nessas eleições que os políticos aprenderão a utilizar a internet de modo eficaz. Se as empresas ainda não sabem, não serão os políticos – essa velha guarda matreira – que mudarão esse quadro.

Provavelmente algum político terá um case “melhorzinho” e ganhará a mídia, mas não será a regra. A estratégia será gerar mídia espontânea pela inovação sobre seu uso, mas não necessariamente sobre o resultado alcançado. Talvez o ilustre político digital, hoje desconhecido, tenha mais resultado para cargos menos disputados nas eleições de 2012 – as “eleições do fim do mundo”.

Não repetiremos um “case Obama” aqui pelo Brasil, pelo menos, não por enquanto.

O mercado de e-book readers no Brasil começará, mas não decolará. O valor do Kindle ainda é proibitivo para a maioria da população, mas já atingirá os “early adopters”. Se alguma política pública ajudar, talvez o e-book reader “pegue no tranco”, mas isso só no ano que vem – pós-eleição. Vejo que o caminho para as eleições 2.0 passam por redes sociais.

Empresas de web que focarem nos segmentos de futebol, devido à Copa, e no de eleições ganharão tráfego naturalmente e poderão se monetizar por conta desses eventos.

Os investimentos em web, sem dúvida, aumentarão e exigirão profissionais mais capacitados. Talvez em 2010 as faculdades comecem a pensar em incluir o marketing digital em sua grade de forma definitiva, mas isso lá para 2011 ou 2012. Essa lacuna será cada vez mais preenchida por cursos livres de empresas e consultores.

O comércio eletrônico continuará crescendo e, com o aumento da violência, o enclausuramento das pessoas em suas casas e as vendas de computadores para a classe C, não dará sinais de arrefecimento. A nova holding do grupo Pão de Açúcar e a B2W ajudarão na solidificação do segmento.

Enfim, 2010 promete, mas não será a panacéia digital. Vamos conter nossos ânimos e continuar crescendo a dois dígitos percentuais, que já é bem melhor do que as promessas de crescimento para o país.

Blog: líder (de novo) de uma nova era - o Lifestream

posted by Conrado Adolpho in Artigo, Blog

Os blogs já tiveram seu dias de hype, hoje alcançaram uma maturidade maior e encontraram seu papel na sociedade digital. Quando o Twitter começou a crescer no Brasil muita gente especulou que seria o fim do blog, não vejo sentido nessa afirmação.

Também se especulou que com Flickr, Twitter e YouTube, os blogs perderiam a sua função de “diário online”, porque quem quisesse postar vídeos teria seu canal no YouTube, quem quisesse postar fotos teria seu perfil no Flickr e assim sucessivamente. Também não vejo sentido nessa afirmação. Explico o porquê. O blog está mudando seu papel na sociedade digital.

Segundo Jorn Barger, o inventor dos blogs, um blog acaba sendo “um registro de todas as URLs que você quer guardar e compartilhar”. O blog vira uma central de hipertexto que terá posts cada vez mais linkados, para alguns mercados, posts cada vez mais curtos, se aproximando do Twitter, e com links diversos para outras publicações para que o leitor aprofunde o conhecimento sobre aquele tema o quanto desejar.

Links de outras publicações - fotos, vídeos etc. - que o próprio blogueiro produziu e outras que o blogueiro descobriu. Uma espécie de agregador de conteúdo da vida digital do blogueiro. O Blog não irá morrer, apenas mudará um pouco seu formato devido à entrada de novos players.

O blog foi o precursor da descentralização da informação. Eliminou, como já vimos, o controle da informação pela grande mídia. Até então, a informação era controlada e produzida de maneira centralizada e parcial. Pela própria natureza da internet, criada por militares como uma rede de informação descentralizada - conceito gerado pelo medo de uma hecatombe nuclear -, o cedro do poder sobre a informação agora está dividido entre milhões e milhões de usuários.

Agora, o blog passa pela descentralização de seu papel. Antes, se tudo era produzido nos seus posts, hoje a produção pessoal é espalhada pela web. Vivemos em uma época do consumer-generated-media. Qualquer um pode produzir sua própria notícia, seu próprio programa de TV no YouTube ou de rádio, seu próprio e-book e vendê-lo no Lulu.com, sua produção fotográfica está no Flickr, suas apresentações de Power Point e webcast, no SlideShare.

A independência dos usuários e a cada vez menor subserviência às grandes mídias criaram uma nova realidade. Os blogs são os precursores da popularização da veiculação de conteúdo próprio. Blogs são fáceis de criar e de manter - tudo o que é necessário na web.

O poder dos blogs vem principalmente do fato de serem eles a verdadeira expressão do pensamento dos usuários na web. Não dá para expressar alguns pensamentos em 140 caracteres, dá apenas para falar qual o tema deste pensamento, e que ele está na íntegra no blog. O blog tende a se tornar cada vez mais simples. Uma boa dica nesse sentido é o Posterous.

Há uma tendência também entre escritores e jornalistas que o blog seja seu espaço de expressão pessoal por meio de textos. Assim como o Flickr é para fotos e o YouTube é para vídeos, o blog é para textos e agrupamento de links para outros lugares.

Pelos parágrafos acima podemos perceber que os blogs estão se tornando agregadores de conteúdos externos produzidos ou descobertos pelos seus blogueiros. Um blog acaba sendo uma rede social de sites. A web 2.0 em si promovendo a relação não somente entre pessoas, mas entre os próprios sites.

Os blogs cada vez mais tendem a se transformar em ferramentas sociais. Dada à enorme quantidade de ferramentas sociais de que dispomos - e o blog sendo um natural agregador de conteúdo e links - em pouco tempo não fará mais sentido acompanharmos fotos, vídeos, textos e mensagens de uma pessoa espalhadas por toda a web, fará sentido seguirmos a pessoa, não seu conteúdo. Isso é o que estão chamando de “lifestreaming”.

O Wordpress já está seguindo essa tendência. Lançaram o problogue, adquiriram o BuddyPress, uma série de plugins que permite ao Wordpress se transformar em uma rede social, como no post do Tiago Doria sobre o assunto.

O blog irá se reinventar. Redefinir o seu papel.

A mudança será que ao invés de seguirmos o conteúdo produzido no blog pela pessoa que administra o blog, seguiremos o conteúdo produzido por essa pessoa em toda a rede. Partindo do pressuposto de que, no fundo, sendo a internet uma rede de pessoas, não seguimos conteúdo, seguimos as pessoas. Porém, o reflexo delas é o conteúdo que produzem. Você é o que produz, porém, essa frase começa com a palavra “você” e não com a palavra “conteúdo”.

No Lifestrem Blog há dezenas de ferramentas de lifestream para você começar a exercitar este novo conceito na sua empresa. As mais populares são a SocialThing, o Tumblr e o FriendFeed. Vale a pena conferir.

Fonte: iMasters

De volta à empresa circular

Viver no caos não é mais uma opção: é uma imposição. Viver em um ambiente que muda constantemente é a realidade. A regra é que nenhuma regra é válida por muito tempo.

Tenho defendido o modelo circular de processos nas empresas e volto a debater esse tema nesse artigo por se tratar de uma discussão da maior importância. A empresa circular demanda um outro tipo de dinâmica - a constante revisão de processos, produtos e pensamentos. Muitos diretores de marketing e publicitários em geral podem dizer que não há tempo para isso dada a já assombrosa demanda diária para atingir metas impraticáveis. O mundo, realmente, está cada vez mais difícil de se compreender e de caminhar de forma segura.

Implementar um processo circular em uma empresa implica muitas horas de discussão e muitas semanas ou meses de adaptações e recriações. E o pior de tudo, viver em uma incerta realidade. Sinto muito, mas é como sua empresa deverá ser nas próximas décadas e, pensando bem, a vida de todos nós já é assim, mas tendemos a negar tal fato.

O marketing veio se modificando ao longo dos últimos anos, moldando-se ao mercado porque é dele que extrai suas leis. As mudanças do comportamento do consumidor exigiram que as empresas mudassem (ou quebrassem). Tal ciclo de mudanças não acabou, e nem vai acabar, pois o ser humano evolui a cada instante.

O consumidor, visto muitas vezes como um target - uma massa disforme de indivíduos sem rosto e sem nome - agora tem perfil no Orkut e blog. Cada um quer ser tratado como indivíduo e não como estatística. Diante da valorização cada vez maior do sujeito em si, em detrimento da valorização de grupos de predicados semelhantes, a empresa precisa ter não só a capacidade de mudar, mas de aprender de forma autônoma sobre qual direção tomar diariamente. Deve ser flexível e ágil o suficiente para modificar seu rumo com base em observações das tendências mais sutis, estabelecendo um estado de alerta ininterrupto.

A empresa deve ser uma leitora de almas, deve prover a si a liberdade de mudar de opinião, ideia ou produto quando perceber que algum elemento de seu mix de ideias, (seja em átomos ou bits) não for mais relevante ao seu cliente. A empresa não pode ter medo de errar, pois o erro faz parte do aprendizado. Não existe sucesso sem fracasso.

As empresas - e as pessoas - correm dia a dia atrás de um objetivo determinado e, quando finalmente o alcançam, acham que a viagem terminou. Esse é o raciocínio linear-ocidental-católico-corporativo que prega que existe sempre um fim para a jornada, o mesmo raciocínio que fixa seus olhos no fim da estrada reta e que não consegue evitar a aflição diante da curva que nunca termina. O corporativismo que prega as férias de fim de ano como a redenção final, o encerramento do ciclo - a nova chance de começar de novo, agora do jeito certo. Existe um texto atribuído ao Mario Quintana que traduz muito bem isso:

“O cara que inventou o ano com 365 dias é um gênio, é exatamente o suficiente pra gente achar que já está cansando, quando de repente, vem um novo ano e ganhamos força, novos planos, novos sonhos e aguentamos mais um ano de trabalho (quando na verdade vai ser tudo a mesma coisa)”

Um pensamento que nos conforta uma vez que, se temos a consciência de onde é o início e de onde é o fim, temos também a sensação de que dominamos o processo por completo e só nos basta segui-lo. A finitude linear nos é mais aprazível do que ao infinito incômodo do círculo.
Em um processo circular, o fim e o início se confundem e se transmutam em todos os pontos do próprio caminho. Assim, as empresas devem procurar uma organização de processos e gestão como numa távola redonda arturiana, em que todos os pontos, ou homens, tem igual importância. O mesmo pensamento filosófico oriental que originou o princípio da dualidade complementar constantemente em mutação do yin-yang, expressa no tão conhecido diagrama do Taiji, chinês.

A empresa circular aprende com o mercado e corrige sua estratégia de maneira contínua. Enxerga o mercado como um todo, uma unidade em que, não só, há uma revisão constante do valor que se está entregando para seus clientes, mas também olha e analisa todos os aspectos desse cliente - pessoal, profissional, social e familiar - como já pregava o japonês Kaizen na década de 50.

Assim como a internet deixa à mostra a marca da empresa tanto no aspecto institucional quanto promocional, mixando ambos em uma só imagem, o indivíduo do século XXI também tem todos os seus campos mesclados e apresentados na web, desde o seu perfil profissional no LinkedIn, até suas queixas pessoais em um fórum sobre doenças de pele. É sobre esse indivíduo completo (e complexo) que se deve ter consciência.

A empresa circular deve aprender a aprender. É uma “empresa aprendiz”, orgânica, humilde diante do que não sabe e eficiente no que sabe, com a consciência de que um de seus maiores ativos é a capacidade de resposta frente à mudança. Segue o mercado transformando-o e sendo transformada por ele.

A empresa circular sabe que a jornada é tão respeitável quanto o destino. Negando a filosofia maquiavélica, os fins não justificam os meios porque, tão ou mais importante que o destino, é a maneira como ele é alcançado. O raciocínio linear mira somente o destino enquanto o raciocínio circular analisa cada passo dado que encerra em si mesmo o fim e o início do caminho. Da mesma maneira como cada célula de nosso corpo é parte e todo ao mesmo tempo, já que traz em em si nossa própria sequência vital de DNA.

A internet é em si mesma um processo circular. Não tem início, não tem fim. A navegação é protagonizada por cada indivíduo e é única dado o infinito número de possibilidades geradas pelo intertexto, pelas conexões e links, pela interação. Não há fórmulas prontas nem caminhos já traçados. Diante desse cenário, parece insano seguir velhas regras.

É preciso aprender fazendo. É preciso fazer aprendendo. Ir e voltar, destruir e reconstruir, mudar, trocar, perguntar, experimentar. O que se apresenta diante de nossos narizes e teclados é um mundo inseguro e cheio de incertezas que exige um novo olhar sobre si. Ampliar o campo de visão para os 360º circulares e repensar os modelos tradicionais lineares e orientados para o fim ? e não para o meio ? é imperativo e necessário para sobreviver à guerra do mercado que hoje acontece de forma declarada.

Pense de forma circular para que seu negócio sobreviva às novas exigências desse consumidor 2.0 que não tolera mais uma empresa que não o entenda.

Fonte: iMasters

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