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ONDE VOCÊ ESTAVA ONTEM NO INTERVALO DO JORNAL NACIONAL?

posted by admin in Artigo, Marketing Digital

Tive uma idéia: vou montar um twitter em que as pessoas só tenham que responder uma pergunta – onde estava ontem no horário do intervalo do Jornal Nacional? 

As respostas serão as mais variadas possíveis. Um certo diretor de empresa estaria na empresa resolvendo os penúltimos problemas do dia. Um certo aluno de faculdade estaria na Internet navegando no Orkut e no last.fm. Um certo gerente de marketing estaria fazendo uma pós para garantir a sua empregabilidade e por aí vai. Ah…haveria também um certo executivo de meia-idade que estaria vendo o Jornal Nacional, mas na hora do intervalo aproveitou para zapear pela tv a cabo e ver se estaria começando algo interessante. 

Não me entenda mal. O Jornal Nacional e a Rede Globo ainda detêm as maiores audiências do país, porém, de uma maneira cada vez mais fragmentada e caótica. As diversas opções disponíveis para atualmente para consumo de conteúdo, as tarefas da vida cotidiana e o comportamento cada vez mais multitarefa do consumidor (que é capaz de ouvir música, ver TV, mexer o mingau e ainda estudar para uma prova, tudo ao mesmo tempo) está minando a cada dia a retenção da informação. Para empresas que apostam boa parte de suas fichas neste que é um dos espaços mais caros da propaganda brasileira, é melhor apostar no número 10 em uma roleta de um cassino. As chances de retorno também são bem pequenas, mas será bem mais divertido. 

A TV não é mais o que era. A cena da família reunida na hora do jantar está ficando tão rara quanto a mesma família reunida no intervalo de um programa de TV. O horário nobre de hoje em dia é o seu horário. Aquele que você está disponível para consumir informação, seja esperando o filho na escola, seja no intervalo do curso de inglês, seja esperando o avião no aeroporto. 

Dado que não há mais um horário e um veículo comum que detenha os altíssimos graus de audiência e atenção de outrora, a missão de encontrar consumidores nesse mar de possibilidades é cada vez menor. Para resolver esse problema existem algumas soluções que estão começando a ser exploradas a vão ser determinantes para o futuro pós-horário nobre para a propaganda. 

Uma das opções é estar onde o consumidor está, seja esse lugar qual for. Esta opção já foi descoberta pelas agências há um tempo razoável e, daí, surgiram propagandas em vidros traseiros de ônibus, banheiros, notas fiscais e outros lugares bem inusitados.  É uma maneira válida e segue o conceito de que “se todos estão na frente da TV, vamos usar a TV, se estão procurando outras fontes, estaremos lá também”. Como diria Milton Santos, o espaço está à venda. 

O inconveniente dessa solução é o seu custo. Estar em todos os lugares custa caro e não garante resultados. Impressionar o seu consumidor com uma mensagem em cada pedaço de mundo não só cansa o usuário, causa poluição visual como pode até resultar no efeito contrário – o que chamo de Spam off-line.

O espaço e as soluções inusitadas são muito boas para chamar a atenção do consumidor e fazê-lo seguir pelo bom e velho A.I.D.A., porém,  não garante a retenção da mensagem por longo prazo, não garante vendas e muito menos retorno sobre o investimento. Uma propaganda criativa nem sempre é uma propaganda que gera vendas. Chamar a atenção não é vender, embora ajude muito. 

A solução que cada vez mais sentimos estar próximas é a comunicação via smartphone. Se o horário nobre hoje é o seu horário nobre,  ter um celular dotado de todas as funcionalidades possíveis para passar vídeos, sons, mensagens de texto e outros tipos de formato de dados se torna bem interessante. É como levar o rádio, a TV, a revista, o jornal e sabe-se-lá-mais-o-que no bolso. 

Empresas que estão começando a navegar por estes mares terão boas chances de ultrapassar concorrentes e obter grandes fatias de market-share em um futuro próximo. 

Uma outra solução para o dilema atual da comunicação é estar disponível e visível para o consumidor na hora em que ele precisar. Ao contrário de se estar e todos os lugares que o consumidor está – em que o “input” parte da empresa – estar disponível onde quer que o consumidor esteja faz com que o “input” parta do consumidor. É uma diferença sutil e muito importante. É como um vendedor invisível de uma loja de calçados, quando o consumidor olha para o lado à procura de alguém que lhe diga o preço de um determinado modelo, ele aprece para ajudá-lo. Elimina a poluição visual e não cansa o consumidor com as tentativas desesperadas (e muitas vezes, despreparadas) para chamar a sua atenção. 

Nessa seara quem tem se destacado são os mecanismos de busca, em especial, o Google. Sou suspeito para falar sobre o Google, afinal, além de ser um dos poucos profissionais do país a ser certificado pelo maior mecanismo de busca do mundo e ter um livro chamado “Google Marketing”, tenho uma agência que trabalha campanhas online em ferramentas do Google – a Publiweb. Porém, não há como negar que tudo isso tem um fundamento – o fato de hoje ele deter, no mercado brasileiro, comprovados 90% de market-share em um país que detém os maiores tempos de navegação do mundo, que tem mais de 40 milhões de internautas e que tem uma das maiores taxas de adoção da Internet e banda larga do planeta. 

Estar visível na primeira página do Google pode significar lucro exorbitante para uma empresa. A indústria de SEM (Search Engine Marketing) movimenta nos Estados Unidos mais de 10 bilhões de dólares e isso só tende a aumentar ao longo dos próximos anos. 

Links Patrocinados e Otimização de sites (SEO – Search Engine Optimization) parecem ser as “bolas da vez” no marketing em todo o mundo. Essa onda está chegando como uma tsunami no Brasil, com agências de SEM sendo compradas por outras agências, profissionais montando suas agências SEM e grandes agências montando também suas estruturas para defender o quinhão de seus clientes nesse mercado. 

O problema é que, apesar de parecer muito imediato e fácil fazer marketing de buscas, quando vemos os cases da BMW e da Volks, que foram ameaçadas de terem seus sites banidos do Google por utilização de técnicas ilícitas – percebemos que podem ter mais caroços dentro desse angu. 

Marketing de busca é uma área do marketing que ainda está sendo descoberta e se renova a cada dia. A busca não está nem 10% resolvida. A união do conceito de busca com o comércio eletrônico que está recém-iniciado pode criar cenários bem interessantes para empresas de todo o mundo.  

Um sujeito está no banho e descobre que o shampoo está no fim, dali mesmo ele já consegue um canal direto com sua assistente virtual para fazer o pedido de um novo shampoo, simplesmente jogando a embalagem antiga na lixeira dotada de RFID, escolher o fornecedor mais barato em um site de comparação de preços , fazer a compra ou escolher fazer tudo isso no modo automático recebendo o seu shampoo no dia seguinte antes do horário do banho. 

Arriscar prever o futuro está cada dia mais arriscado. Ele chega cedo demais para ser chamado de futuro e supera nossas expectativas. Situações como essas farão parte do cotidiano de qualquer pessoa comum. 

Várias outras soluções para o problema da comunicação no novo mundo digital ainda estão aparecendo e sendo criadas. O importante é estar atento, perceber as tendências e criar soluções de negócios sobre o que elas trazem em termos de conceito. 

Pelo que o mundo está mostrando as soluções interativas serão as que mais vão arrebanhar consumidores – aquelas soluções em que o consumidor participa. Conceitos como Comércio Social , web 2.0 e siglas que mais parecem uma sopa de letrinhas estarão cada vez em nossas vidas e as empresas que não se mexerem perderão essa sopa e os lucros que ela pode trazer.

O intervalo do Jornal Nacional, definitivamente, não é mais o mesmo.

O concorrente invisível

Você já pensou em quais são seus concorrentes?

O conceito de concorrência mudou muito nos últimos anos. O comerciante que disputa clientes na mesma rua que você não é necessariamente o seu maior concorrente. Em termos geográficos, pode até ser, mas a geografia hoje está cada vez mais longe de ser um fator determinante em negócios.

O anunciante da página ao lado do jornal no qual fez seu anúncio semanal também não necessariamente é um concorrente forte. Muito provavelmente os seus maiores concorrentes são empresas que sabem como entrar na mente do seu usuário sem nem ao menos você conhecê-lo. Eles vão até onde o seu consumidor está mais propenso a comprar - eles oferecem uma proposta de valor personalizada e com um custo muito menor do que o seu. Eles são as novas grandes empresas que, mesmo sem estar na mesma rua ou página de jornal que você, disputam clientes com sua empresa de igual para igual - eles estão na Internet.

Leia esse trecho da Época Negócios:

“O McDonald’s tem uma estratégia muito agressiva na internet como canal de venda. O vice-presidente de marketing e comunicação da empresa, Mauro Multedo, informa que hoje 20% das vendas de delivery são provenientes da internet. “Esse percentual deve aumentar rapidamente para 50% quando passarmos a permitir o pagamento com cartão de crédito online”, diz.”

O McDonalds, que tem seus pilares na localização de suas lojas, está investindo agressivamente na Internet. Uma empresa que entende que em muito pouco tempo haverá as empresas interativas e as empresas falidas. Ou você conversa com seu cliente através da web, ou ele vai procurar outra empresa para conversar.

O engraçado é que essa conversa só acontece nos bastidores e, por isso mesmo, ela é muito difícil de ser mensurada, vista ou avaliada pelas empresas que não participam dela. É o relacionamento invisível que começa a ameaçar seu negócio sempre que um cliente seu entra sorrateiramente em um site do seu concorrente ou recebe um e-mail dele.

Hoje existem ações de marketing que se desenvolvem debaixo de nossos narizes, ou de nossos monitores, e nem por isso conseguimos vê-la, mensurar seus resultados ou avaliar o impacto delas sobre nossos negócios. O concorrente invisível está agindo a todo o momento seduzindo seus clientes e você não consegue ver como nem onde.

O concorrente invisível entra nas casas de seus atuais clientes sem ao menos sabermos quem ele é. Faz isso sem estardalhaço, sem colocar outdoors nas ruas ou campanhas na TV.  É um ente que tira seus clientes de sua empresa sem você saber porque.

Esse concorrente invisível é de várias formas, segmentos ou tamanhos. Ele está na Internet 24 horas por dia se relacionando com seus clientes, atraindo-os para um comprometimento cada vez maior com suas marcas e oferecendo produtos e serviços bem mais atraentes do que os seus.

A Casa & Vídeo - magazine muito presente no Rio de Janeiro - faz anúncios em diversas cidades do país na qual ela não tem uma loja sequer - direcionando os leitores para o site da loja.

Pense na cidade em que você se escontra. Provavelmente as lojas mais tradicionais de sua localidade não é a loja que domina o comércio eletrônico de sua região. O Submarino e o Mercado Livre não tem uma loja sequer e rouba grossas fatias de seus compradores.

O conceito de concorrência não é mais o mesmo. O concorrente invisível pode minar seus clientes sem nem ao menos sua empresa saber para onde ele está (ou se ele “está” em algum lugar).

É claro que essa moeda tem dois lados. A sua empresa também pode ser o concorrente invisível. Também pode ganhar clientes em qualquer lugar do país ou do mundo tirando clientes de tradicionais e estabelecidas lojas ou empresas de cada região. Também pode seduzir clientes que nunca chegariam a você se não fosse por meio da web.

Que a Internet não é uma moda passageira ou uma onda, você já sabe. O que você provavelmente ainda não sabe é como utilizar essa ferramenta que todos dizem ser a 8ª maravilha do mundo de forma a lhe gerar faturamento. Esse é um problema comum já que as faculdades não formam profissionais interativos. Estes se formam na prática, aprendendo com os seus próprios erros e acertos.

Pense no conceito de concorrência invisível e avalie sua estratégia de marketing de maneira a enxergar o que está de fato acontecendo no novo mundo digital. Seja um concorrente invisível ou seja engolido por ele.

dez mil, cem mil, um bilhão…é só uma questão de zeros…e zeros não valem muito mesmo.

posted by admin in Artigo, Diversos

A bandeira da China foi recentemente banhada de sangue. Vi uma manchete que atualizava o número de mortos em mais de 10 mil no terremoto que deveria abalar a vida de cada ser humano da Terra - como aquela “queda na força” que Obi-Wan sentiu em Star Wars quando Darth Vader explodiu uma planeta inteiro com sua “estrela da morte” (Ok…concordo que o papo está ficando muito geek).

Eu disse “Deveria abalar a vida de cada ser humano da Terra”. O tempo verbal certo, pois a preocupação que vi estampada em alguns jornais não foi nem o número de mortes nem o luto universal. O que no Brasil seria uma catástrofe que levaria embora a população de muitos bairros e até de algumas cidades - na China não passou de erro percentual - e bem baixo por sinal.

Tudo na China é grandioso. Sua população é enorme, a economia cresce absurdamente, as obras para as Olimpíadas são monumentais. Uma ânsia de provar ao mundo sua antiga vocação para “Terra do Meio” - o centro do mundo. Pelo que sai de notícias de lá, a China se tornou mesmo o centro do mundo, ou melhor, o centro da mídia.

Parece que o Egito renasceu co olhinhos puxados, porém, com a mesma ânsia megalomaíaca.

Como um enorme transatlântico de pedra, contudo, a China afirmou que nada mudará por causa dessa catátrofe (Afinal, transantlânticos não mudam tão facilmente de rota, senão o Titanic não teria virado filme). O que são 10 mil mortos frente a mais de 1 bilhão de vidas que clamam pelo reconhecimento mundial de sua primazia e excelência nos jogos olìmpicos? O transatlântico continua firme em seu objetivo de se tornar mais rápido e mais potente triturando e esmigalhando qualquer iceberg desavisado que esteja a sua frente.

A bandeira que há muito já era vermelha não se abalou com o sangue derramado. Sua cor não mudou e sua história absorverá mais essas mortes, algo que parece natural nesse mundo de excessos. 

Pensando nessa tragédia, o que mais me chamou a atenção foram as notícias que vi em vários jornais: “Terremoto na China não afetou instalações olímpicas“.

Entendi…o que são 10 mil vidas frente à gradiosidade do espetáculo chinês que nos reserva das próximas olimpíadas?

“De acordo com Li Jiulin, engenheiro-chefe do projeto do “Ninho de Pássaro”, o estádio pode resistir a um tremor de terra de magnitude 8″. Pena que os mais de 10 mil mortos não possam mais se abrigar nesse bunker pos-moderno para escaparem das mãos desse Deus ateu e comunista que sacudiu a terra da grande muralha.

Salve o progresso e a estatística.

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José Roberto: Uma curiosidade Conrado, em seu texto você disse que o Google é o segundo site mais v...
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