Blog do Conrado

Archive for the Internet category

Virei uma palavra-chave!

Eu confesso. De vez em quando eu procuro meu próprio nome na Internet.
Porém, qual não foi minha surpresa quando digitei meu próprio nome e vi que tinha virado uma palavra-chave no link patrocinado da Saraiva.
Provavelmente por causa do meu livro “Google Marketing” que é vendido na Saraiva, dentre outras livrarias.
Esse mundo plano é fogo. Virei uma palavra-chave :)

Nova Seção: WebCaras

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Vamos bancar a Revista Caras do meio digital: Sergey Brin casou-se no início de maio com Anne Wojcicki.
O que diabos essa notícia tem a ver com nosso negócio de buscas: tudo.
Anne é uma das fundadoras da empresa 23andMe, pequena firma de pesquisa genética, empresa na qual o Google investiu cerca de US$ 4 milhões.

Pense Internet: O Google hoje reune dados da maioria das buscas do mundo em um mercado bilionário. A personalização das buscas é uma promessa cada vez mais próxima e quem conseguir isso primeiro com êxito vai se distanciar dos concorrentes a anos luz. As buscas são basicamente algoritmos que fazem cálculos muito rápidos.

Uma empresa de pesquisa genética poderia muito bem desenvolver juntamente com o Google uma ferramenta de pesquisa baseada em estudos sobre o DNA humano e suas preferências nas buscas de qualquer coisa personalizando as buscas emum nível inimaginável….

Estou viajando muito? :)

Sala dos professores

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Nem só de Internet vive um homem. Trago uma ótima dica de programa na Internet - Rádio Eldorado (pela Internet) com o programa “Sala dos Professores” - das 19h40 às 20h00, segundas, quartas e sextas.
Excelente.

Guee the Google

posted by admin in Internet

Acabo de descobrir um jogo genial: Guee-the-Google.
O jogo consiste em uma seleção aleatória de 20 imagens dos resultados de pesquisa do Google e você tem 20 segundos para descobrir qual a palavra-chave que gerou aquelas imagens.
Treina seu inglês, sua velocidade de digitação, sua capacidade de relacionar imagens que tenham algo em comum e a quantidade de tempo que você tem ocioso :)
vale a pena.
Minha maior pontuação foi 191 :(

YouTube paga para internautas

posted by admin in Internet

O YouTube divulgou que pagará a alguns internautas, selecionados, a renda obtida na tela do vídeo postado postado pelo usuário, por meio de links patrocinados clicados. Já não era sem tempo disso acontecer. Porém, há algumas reflexões a serem feitas.
Quando quanlquer internauta puder ganhar seus trocos com seus vídeos, e não só os selecionados, ou seja, todos podendo ganhar na cauda longa do faturamento de links patrocinados, vai ter muita gente veiculando vídeos para ganhar uns trocados.
Se tratando de YouTube, que “quanto mais idiota, melhor” o mico vai ser pago em escala mundial.
Vamos esperar que o YouTube não vire a Rede Globo, que subestima a inteligência do telespectador por conta de bons trocados de audiência aproveitando essa mórbida atração do homem pelo esquisito, tragico-cômico e pela diversão com a medíocridade humana.
Se o YouTube é um retrato de uma geração, tenho medo do que pode vir pela frente.
Enfim, se o ser humano é realmente bom, e é realmente a sociedade (ou o dinheiro) que o corrompe….esperemos o melhor disso.

Microsoft + Yahoo < Google ?

posted by admin in Internet

O que acham dessa proposição?
Será uma tautologia? Se tratando de Internet nada é tão verdadeiro nem tão absoluto.

As negociações da Microsoft para a compra do Yahoo (que valeria os seus US$50 bi) já são antigas, porém, não avançaram. Quem sabe agora, frente a onipotência colorida do Google a Microsoft e o Yahoo se fundam para enfrentar o oponente comum.

Afinal, Carl Marx estava certo quando disse que o mercado no fim das contas se resumiria a poucas empresas. Al Ries também dizia isso, e olha que quando disseram isso, a Internet não existia nem em sonho, literalmente.

Após o comunicado, as ações da Microsoft caíram 1,7% e as do Yahoo subiram 16%. É interessante pensar nesses números.

Leiam 2 vezes…ou melhor, leiam 20 vezes.

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DETALHES PODEM DECIDIR O SUCESSO OU O FRACASSO DE UM SITE
Consultores de web design listam os erros e pontos mais importantes a serem considerados na criação de uma página

Do New York Times

A idéia de que se você construir eles virão pode ter funcionado para Kevin Costner no filme “Campo dos Sonhos”, mas certamente não funciona para websites. Construa um site de aparência ruim, cheio de texto mal escrito, e seus potenciais clientes vão embora sem dó. Construa um que é atraente, convincente e inteligente, e erros crucias de design ainda farão com que poucas pessoas saibam que seu site existe.

Seu website é como um cartão de visitas digital, dizem os designers. É a primeira olhada on-line em sua empresa que o cliente tem. Com sorte, não será a última.

Um site precisa ter conteúdo viciante, diz Vincent Flanders, um consultor de web design na região de Seattle, EUA, que criou o webpagesthatsuck.com, um site que analisa por que algumas páginas não funcionam. “As pessoas precisam estar dispostas a se esgueirar por um cano de esgoto para isso.”

Não são apenas pequenas empresas que cometem erros em seus sites. Grandes companhias podem ser tão ruins quanto em grandes erros de design.

Uma companhia global diz em sua página de abertura que “Ferramentas de gerenciamento de carreira comprovadas e nativas associadas a uma série abrangente de iniciativas integradas evoluíram para garantir que os empregados continuem a sustentar uma cultura de alto desempenho, e o recrutamento e a seleção são baseados nas competências necessárias.”

Isso é “só jargão”, diz Flanders. “As palavras não são compreensíveis por seres humanos.”

Segundo Jakob Nielsen, um consultor de web sites e autor do livro “Priorizando a Usabilidade da Web”, é essencial que uma página envie a mensagem da companhia rapidamente, porque os visitantes são fugidios. A maioria não vai além do que está na sua cara.

Estudos feitos pela empresa de Nielsen, a firma de design de internet Nielsen Norman Group, em Fremont, Califórnia, mostram que apenas 50% dos visitantes da web “descem” por uma página para ver o que há além da parte visível em seu monitor de PC.

“Os usuários gastam 30 segundos avaliando a home page”, diz Nielsen. “Uma empresa precisa explicar o que faz em muito poucas palavas.”

Com descobertas como essas, não é surpresa que as páginas tenham de atingir em cheio o visitante, em termos visuais. Se um site não responde às perguntas do usuário sobre uma empresa, a concorrência acaba de somar um ponto. Por exemplo, a primeira coisa que os consumidores querem quando visitam o site de um restaurante é quando está aberto. Mas muitas vezes essa informação só é encontrada após uma navegação por muitas outras páginas. Como resultado, “o site fracassa”, diz Nielsen.

“É questão de destacar o básico”, diz Baris Cetinok, diretor de gerenciamento de produto do Office Live, da Microsoft, um site que oferece hospedagem gratuita na web e ferramentas de design para pequenas empresas.

Os visitantes precisam imediatamente saber “quem você é, o que você faz e como as pessoas podem chegar até você”, diz Cetinok.

Além de boa gramática, Nielsen sugere que as companhias listem um endereço físico, incluam uma foto do prédio e não peçam a potenciais clientes que preencham formulários para simplesmente fazer uma pergunta. “Isso imediatamente comunica perigo”, diz.

Fazer um site ficar bonito é complicado pelo fato de que não necessariamente dois monitores mostraram a página do mesmo jeito. Os usuários podem configurar o tamanho padrão de suas fontes para que fiquem maiores ou menores, de forma que é impossível saber exatamente como o texto irá aparecer para cada um.

E o quanto da página de abertura de um site pode ser vista pelos usuários varia, dependendo da resolução da tela.

Os problemas são complicados por designers que estão em Los Angeles ou Nova York, e não, digamos, Texas, pois “eles pensam que todo mundo tem um monitor grande e uma conexão rápida”, diz Neil Hettinger, co-proprietário da Lead Pencil Ad Design, uma companhia de design e marketing em Manhattan Beach, Califórnia. Ele sugere a mistura de texto e gráficos num website, com texto escuro contra um fundo claro para facilitar a leitura.

Se você está vendendo um produto, use imagens em miniatura (thumbnail) que podem ser ampliadas ao serem clicadas, diz Nielsen, não um gráfico que pode ser girado em todas as direções. Caso contrário, “você verá produtos em ângulos esquisitos”.

“A regra mais importante em design de web é eliminar design desnecessário”, diz Flanders. Ele recomenda não adicionar gráficos grandes e giratórios que levam um longo tempo para carregar.
Ele também aconselha donos de empresa a não adicionar imagens introdutórias espalhafatosas que forçam o usuário a ver um vídeo ou uma animação.

“Páginas “splash” são necessárias apenas para pornografia, cassinos e sites de multinacionais que precisam direcionar os usuários para a página de um país em particular”, diz Flanders.

Gráficos também não fazem nada para ajudar um site a ser descoberto por mecanismos de busca como Google ou Yahoo. Esses sites vasculham a internet por palavras-chave, assim como a freqüência e qualidade de um site que se liga a outro.

Texto dentro de imagens, como o nome de uma loja numa fotografia, não pode ser visto por mecanismos de busca. E a velha prática de incluir palavras-chave em letra branca com fundo branco não aumentará o ranking de um site; na verdade fará o oposto.

“A primeira vez que uma palavra é usada num site é significante”, diz Matt Cutts, um engenheiro de software da Google. “Se aquela palavra é usada 50 vezes, há um retorno diminuído.”

“Se você coloca palavras escondidas no seu site, você é um idiota completo”, diz Flanders. “Você será pego pelos mecanismos de busca, ou outros vão te entregar.”

Se a sua empresa atual localmente, faça com que a área geográfica inteira que você atende seja mencionada em texto no seu site. Para aumentar o número de sites que se ligam ao seu, liste seu negócio em diretórios on-line, e mencione-o em vários blogs.

A Google oferece ferramentas gratuitas de webmaster que automaticamente analisam um site para determinar se ele está sendo otimizado por mecanismos de busca.

No final, arrumar um lugar proeminente num mecanismo de busca é o único modo de garantir que o seu site será visto pelos que podem aumentar seu negócio.

“Se o seu site não estiver listado na primeira página de resultados de busca, você pode muito bem não existir”, diz Nielsen.

Lorem ipsum dolor sit

posted by admin in Internet

“Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua.“

Entendeu alguma coisa?

Esse é o famoso “Lorem ipsum dolor sit” que povoa os layouts de designers do mundo inteiro.

Ao contrário do que muitos pensam, esse texto tem sentido e uma história.

Ele nos remete ao ano 45 a.C., e é da obra de Cícero “de Finibus Bonorum et Malorum”, que pode ser traduzido como “Os extremos do bem e do mau”.

Embora pareça estranho começarmos nosso bate-papo com uma citação em latim, ela tem muito a ver com o assunto que a vou lhes trazer hoje.

Há alguns anos, na primeira agência em que trabalhei fui apresentar uma peça para um cliente. No dia da apresentação me preparei e fui defender a minha criação. Eu queria impressionar.

Era minha primeira peça. Estava com todas as teorias na ponta da língua, todo o jargão publicitário e todos os conceitos tinindo. E lá fui eu para defender a peça:

- Seu Luiz,

Após ler o briefing do job e estudar o target e, em virtude do budget, me ative a uma peça mais orgânica, porém, que posicione a marca e crie um efeito residual que proporcione um incremento de market-share. Optei pelo approach de uma linha criativa que privilegie o pb e o minimalismo estético. Vamos a ela.

E mostrei a peça.

A peça era um banner. Não, não banner de Internet. Ainda não existia a Internet. Nessa época a palavra “rede” era utilizada somente por pescadores ou por membros da Amway.

Era um banner de pano, com 5 metros de altura e um metro e meio de comprimento, branco e escrito em letras pretas garrafais: “Sabão Luiz”.

O seu Luiz, era o proprietário de uma fábrica de sabão em uma cidade de 150.000 habitantes do interior de São Paulo. Sua única funcionária era sua esposa, dona Candice.

Ele simplesmente não entendeu nada do que eu disse. E eu achando que estava defendendo um comercial de 30 segundos na rede Globo – horário nobre.

Seu Luiz, que permaneceu muito atento a tudo que eu tinha dito, me disse uma frase que eu nunca me esqueci: Olha rapaz, de tudo isso que você me falou eu não entendi nenhuma palavra, mas eu tenho uma coisa pra dizer: Luiz se escreve com “s”, e não com “z”.

Eu tinha escrito o nome do cliente errado em uma banner de 5 metros de altura. Isso me deu uma lição muito importante.

Fale a linguagem do cliente. Se eu tivesse dito a ele: “esse banner vai fazer com as pessoas lembrem do seu sabão e isso vai fazer o sabão vender mais”, talvez o erro no nome dele não fosse afinal tão sério assim. Eu me preocupei demais em defender a minha peça falando a minha linguagem e esqueci o cliente.

A Internet é um mundo maravilhoso para se criar palavras. É link, é CPM, é otimização de sites e uma série de outras palavras que parecem ter saído de algum idioma estranho. Estamos tão acostumados a nos comunicar com estes conceitos tão natural para nós que nos esquecemos que o cliente, o principal motivo de nós estarmos aqui, não entende bilhufas do que estamos querendo transmitir.

Para muitos clientes nossa defesa de uma peça ou de uma ação soa como se estivessemos falando “Lorem ipsum dolor sit”, incompreensível para qualquer mortal que passe menos de 5 horas plugado no mundo.

Da próxima vez que for conversar com seu cliente lembre-se de não falar “Lorem ipsum dolor sit”, mas sim tratá-lo como se você fosse do mesmo mundo que ele, embora nem sempre isso seja verdade.

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