Categoria: Internet

Blog: líder (de novo) de uma nova era – o Lifestream

Os blogs já tiveram seu dias de hype, hoje alcançaram uma maturidade maior e encontraram seu papel na sociedade digital. Quando o Twitter começou a crescer no Brasil muita gente especulou que seria o fim do blog, não vejo sentido nessa afirmação.

Também se especulou que com Flickr, Twitter e YouTube, os blogs perderiam a sua função de “diário online”, porque quem quisesse postar vídeos teria seu canal no YouTube, quem quisesse postar fotos teria seu perfil no Flickr e assim sucessivamente. Também não vejo sentido nessa afirmação. Explico o porquê. O blog está mudando seu papel na sociedade digital.

Segundo Jorn Barger, o inventor dos blogs, um blog acaba sendo “um registro de todas as URLs que você quer guardar e compartilhar”. O blog vira uma central de hipertexto que terá posts cada vez mais linkados, para alguns mercados, posts cada vez mais curtos, se aproximando do Twitter, e com links diversos para outras publicações para que o leitor aprofunde o conhecimento sobre aquele tema o quanto desejar.

Links de outras publicações – fotos, vídeos etc. – que o próprio blogueiro produziu e outras que o blogueiro descobriu. Uma espécie de agregador de conteúdo da vida digital do blogueiro. O Blog não irá morrer, apenas mudará um pouco seu formato devido à entrada de novos players.

O blog foi o precursor da descentralização da informação. Eliminou, como já vimos, o controle da informação pela grande mídia. Até então, a informação era controlada e produzida de maneira centralizada e parcial. Pela própria natureza da internet, criada por militares como uma rede de informação descentralizada – conceito gerado pelo medo de uma hecatombe nuclear -, o cedro do poder sobre a informação agora está dividido entre milhões e milhões de usuários.

Agora, o blog passa pela descentralização de seu papel. Antes, se tudo era produzido nos seus posts, hoje a produção pessoal é espalhada pela web. Vivemos em uma época do consumer-generated-media. Qualquer um pode produzir sua própria notícia, seu próprio programa de TV no YouTube ou de rádio, seu próprio e-book e vendê-lo no Lulu.com, sua produção fotográfica está no Flickr, suas apresentações de Power Point e webcast, no SlideShare.

A independência dos usuários e a cada vez menor subserviência às grandes mídias criaram uma nova realidade. Os blogs são os precursores da popularização da veiculação de conteúdo próprio. Blogs são fáceis de criar e de manter – tudo o que é necessário na web.

O poder dos blogs vem principalmente do fato de serem eles a verdadeira expressão do pensamento dos usuários na web. Não dá para expressar alguns pensamentos em 140 caracteres, dá apenas para falar qual o tema deste pensamento, e que ele está na íntegra no blog. O blog tende a se tornar cada vez mais simples. Uma boa dica nesse sentido é o Posterous.

Há uma tendência também entre escritores e jornalistas que o blog seja seu espaço de expressão pessoal por meio de textos. Assim como o Flickr é para fotos e o YouTube é para vídeos, o blog é para textos e agrupamento de links para outros lugares.

Pelos parágrafos acima podemos perceber que os blogs estão se tornando agregadores de conteúdos externos produzidos ou descobertos pelos seus blogueiros. Um blog acaba sendo uma rede social de sites. A web 2.0 em si promovendo a relação não somente entre pessoas, mas entre os próprios sites.

Os blogs cada vez mais tendem a se transformar em ferramentas sociais. Dada à enorme quantidade de ferramentas sociais de que dispomos – e o blog sendo um natural agregador de conteúdo e links – em pouco tempo não fará mais sentido acompanharmos fotos, vídeos, textos e mensagens de uma pessoa espalhadas por toda a web, fará sentido seguirmos a pessoa, não seu conteúdo. Isso é o que estão chamando de “lifestreaming”.

O Wordpress já está seguindo essa tendência. Lançaram o problogue, adquiriram o BuddyPress, uma série de plugins que permite ao Wordpress se transformar em uma rede social, como no post do Tiago Doria sobre o assunto.

O blog irá se reinventar. Redefinir o seu papel.

A mudança será que ao invés de seguirmos o conteúdo produzido no blog pela pessoa que administra o blog, seguiremos o conteúdo produzido por essa pessoa em toda a rede. Partindo do pressuposto de que, no fundo, sendo a internet uma rede de pessoas, não seguimos conteúdo, seguimos as pessoas. Porém, o reflexo delas é o conteúdo que produzem. Você é o que produz, porém, essa frase começa com a palavra “você” e não com a palavra “conteúdo”.

No Lifestrem Blog há dezenas de ferramentas de lifestream para você começar a exercitar este novo conceito na sua empresa. As mais populares são a SocialThing, o Tumblr e o FriendFeed. Vale a pena conferir.

Fonte: iMasters

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De volta à empresa circular

Viver no caos não é mais uma opção: é uma imposição. Viver em um ambiente que muda constantemente é a realidade. A regra é que nenhuma regra é válida por muito tempo.

Tenho defendido o modelo circular de processos nas empresas e volto a debater esse tema nesse artigo por se tratar de uma discussão da maior importância. A empresa circular demanda um outro tipo de dinâmica – a constante revisão de processos, produtos e pensamentos. Muitos diretores de marketing e publicitários em geral podem dizer que não há tempo para isso dada a já assombrosa demanda diária para atingir metas impraticáveis. O mundo, realmente, está cada vez mais difícil de se compreender e de caminhar de forma segura.

Implementar um processo circular em uma empresa implica muitas horas de discussão e muitas semanas ou meses de adaptações e recriações. E o pior de tudo, viver em uma incerta realidade. Sinto muito, mas é como sua empresa deverá ser nas próximas décadas e, pensando bem, a vida de todos nós já é assim, mas tendemos a negar tal fato.

O marketing veio se modificando ao longo dos últimos anos, moldando-se ao mercado porque é dele que extrai suas leis. As mudanças do comportamento do consumidor exigiram que as empresas mudassem (ou quebrassem). Tal ciclo de mudanças não acabou, e nem vai acabar, pois o ser humano evolui a cada instante.

O consumidor, visto muitas vezes como um target – uma massa disforme de indivíduos sem rosto e sem nome – agora tem perfil no Orkut e blog. Cada um quer ser tratado como indivíduo e não como estatística. Diante da valorização cada vez maior do sujeito em si, em detrimento da valorização de grupos de predicados semelhantes, a empresa precisa ter não só a capacidade de mudar, mas de aprender de forma autônoma sobre qual direção tomar diariamente. Deve ser flexível e ágil o suficiente para modificar seu rumo com base em observações das tendências mais sutis, estabelecendo um estado de alerta ininterrupto.

A empresa deve ser uma leitora de almas, deve prover a si a liberdade de mudar de opinião, ideia ou produto quando perceber que algum elemento de seu mix de ideias, (seja em átomos ou bits) não for mais relevante ao seu cliente. A empresa não pode ter medo de errar, pois o erro faz parte do aprendizado. Não existe sucesso sem fracasso.

As empresas – e as pessoas – correm dia a dia atrás de um objetivo determinado e, quando finalmente o alcançam, acham que a viagem terminou. Esse é o raciocínio linear-ocidental-católico-corporativo que prega que existe sempre um fim para a jornada, o mesmo raciocínio que fixa seus olhos no fim da estrada reta e que não consegue evitar a aflição diante da curva que nunca termina. O corporativismo que prega as férias de fim de ano como a redenção final, o encerramento do ciclo – a nova chance de começar de novo, agora do jeito certo. Existe um texto atribuído ao Mario Quintana que traduz muito bem isso:

“O cara que inventou o ano com 365 dias é um gênio, é exatamente o suficiente pra gente achar que já está cansando, quando de repente, vem um novo ano e ganhamos força, novos planos, novos sonhos e aguentamos mais um ano de trabalho (quando na verdade vai ser tudo a mesma coisa)”

Um pensamento que nos conforta uma vez que, se temos a consciência de onde é o início e de onde é o fim, temos também a sensação de que dominamos o processo por completo e só nos basta segui-lo. A finitude linear nos é mais aprazível do que ao infinito incômodo do círculo.
Em um processo circular, o fim e o início se confundem e se transmutam em todos os pontos do próprio caminho. Assim, as empresas devem procurar uma organização de processos e gestão como numa távola redonda arturiana, em que todos os pontos, ou homens, tem igual importância. O mesmo pensamento filosófico oriental que originou o princípio da dualidade complementar constantemente em mutação do yin-yang, expressa no tão conhecido diagrama do Taiji, chinês.

A empresa circular aprende com o mercado e corrige sua estratégia de maneira contínua. Enxerga o mercado como um todo, uma unidade em que, não só, há uma revisão constante do valor que se está entregando para seus clientes, mas também olha e analisa todos os aspectos desse cliente – pessoal, profissional, social e familiar – como já pregava o japonês Kaizen na década de 50.

Assim como a internet deixa à mostra a marca da empresa tanto no aspecto institucional quanto promocional, mixando ambos em uma só imagem, o indivíduo do século XXI também tem todos os seus campos mesclados e apresentados na web, desde o seu perfil profissional no LinkedIn, até suas queixas pessoais em um fórum sobre doenças de pele. É sobre esse indivíduo completo (e complexo) que se deve ter consciência.

A empresa circular deve aprender a aprender. É uma “empresa aprendiz”, orgânica, humilde diante do que não sabe e eficiente no que sabe, com a consciência de que um de seus maiores ativos é a capacidade de resposta frente à mudança. Segue o mercado transformando-o e sendo transformada por ele.

A empresa circular sabe que a jornada é tão respeitável quanto o destino. Negando a filosofia maquiavélica, os fins não justificam os meios porque, tão ou mais importante que o destino, é a maneira como ele é alcançado. O raciocínio linear mira somente o destino enquanto o raciocínio circular analisa cada passo dado que encerra em si mesmo o fim e o início do caminho. Da mesma maneira como cada célula de nosso corpo é parte e todo ao mesmo tempo, já que traz em em si nossa própria sequência vital de DNA.

A internet é em si mesma um processo circular. Não tem início, não tem fim. A navegação é protagonizada por cada indivíduo e é única dado o infinito número de possibilidades geradas pelo intertexto, pelas conexões e links, pela interação. Não há fórmulas prontas nem caminhos já traçados. Diante desse cenário, parece insano seguir velhas regras.

É preciso aprender fazendo. É preciso fazer aprendendo. Ir e voltar, destruir e reconstruir, mudar, trocar, perguntar, experimentar. O que se apresenta diante de nossos narizes e teclados é um mundo inseguro e cheio de incertezas que exige um novo olhar sobre si. Ampliar o campo de visão para os 360º circulares e repensar os modelos tradicionais lineares e orientados para o fim ? e não para o meio ? é imperativo e necessário para sobreviver à guerra do mercado que hoje acontece de forma declarada.

Pense de forma circular para que seu negócio sobreviva às novas exigências desse consumidor 2.0 que não tolera mais uma empresa que não o entenda.

Fonte: iMasters

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O que o seu consumidor on-line quer? Segurança

Geralmente, quando viajo para dar uma palestra, almoço no Montana Grill. O principal motivo pelo qual sou tão assíduo da marca é que a chance de “algo dar errado” é mínima (uma comida de que não gosto ou algo que não caia bem no meu estômago em pleno dia de palestra). Montana Grill é Montana Grill em todos os lugares.

Assim como eu, o consumidor procura, em última instância, segurança. Por isso, o modelo de franquias tem dado tão certo, quando feito do jeito certo por franqueado e franqueadora. Na impossibilidade de pesquisar sobre um novo restaurante diante da enorme quantidade de ofertas e na escassez do próprio tempo disponível para tal, o consumidor prefere pegar um atalho: almoça em um restaurante cuja marca e cujo prato já são conhecidos.

Comprar segurança significa diminuir o que chamamos de “dissonância cognitiva” – a distância entre o esperado e o recebido. Quanto maior essa distância – no caso do “recebido” ser pior do que o “esperado” -, mais insatisfeito ficará com a experiência de compra.

Se você compra um CD pirata da Billie Holiday e vem um do Frank Aguiar, você não liga muito – pagou barato e você já estava preparado caso essa experiência de compra desse errado. Se você compra, porém, uma Audi prata e recebe um Fusca verde, a dissonância cognitiva vai causar-lhe muita dor de cabeça.

Por esse motivo, quanto mais complexo o produto, quanto mais caro e quanto mais importante for a compra para o consumidor, mais ele vai pesquisar na web sobre ele e sua loja antes de comprar.

Uma prova disso são os fóruns, que são visitados por 48% do público que pesquisam produtos na web antes de comprá-los. Muito utilizados, por exemplo, por compradores de notebooks e de câmeras digitais. Os fóruns acabam sendo vistos como imparciais, ao contrário dos anúncios das empresas, cada vez mais desacreditados.

Uma das maneiras de seu site diminuir a chamada dissonância cognitiva é apresentar o maior número de informações que conseguir sobre um determinado produto. A informação no site de uma empresa, seja ela de comércio eletrônico ou não, é fundamental para fazer com que o consumidor se sinta mais seguro, e compre.

Utilize dezenas de fotos sobre o produto, tanto do produto em diversos ângulos como também sendo utilizados por pessoas em diversas situações (utilizando o Flickr, por exemplo), apresente depoimentos de empresas que já contrataram o serviço da sua empresa, mostre a política de privacidade e prazos para entrega ou execução do serviço.

Forneça informações técnicas para quem quiser se aprofundar (utilizando o Scribd e o SlideShare), vídeos instrucionais (utilizando o YouTube), medidas de tamanho, fotos 3D e todos os outros recursos que imaginar.

Para agregar todas essas informações no site da sua empresa, quanto mais se utilizar de recursos da tão aclamada web 2.0, mais o seu consumidor perceberá a sua empresa como de vanguarda, menos gastará com banda e mais a sua empresa estará em evidência na internet.

Informe seu consumidor e ele comprará mais de você. Consumidor seguro é consumidor comprador. Não tenha medo de informar o consumidor para que ele compre em outro lugar. Isso vai acontecer em certa medida, porém, a percepção de credibilidade gerada suplantará em muito a perda de clientes para o concorrente.

A partir do momento que você informa o seu consumidor sobre os aspectos principais do seu produto, mais ele irá confiar em você e, consequentemente, comprar de sua loja.

Informar o consumidor também significa abrir um canal de comunicação entre os compradores do seu produto. Os consumidores têm acreditado cada vez mais na opinião de outros consumidores e cada vez menos na opinião das empresas. Deixe que seus consumidores falem do seu produto e tenha a certeza de que isso lhe dará muito mais credibilidade para a marca.

Fonte: iMasters

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Princípios do marketing digital e da sociedade da nova economia global

Vivemos em um mundo baseado em bits. A informação mudou dos catálogos impressos ou dos jornais em papel para sites de e-commerce e blogs. O mundo que, segundo Alvin Tofler, vive na era da informação, agora passa por transformações que ele próprio não preveria na década de 80, quando lançou seu clássico “A Terceira Onda”.

Os princípios que regem o mercado da sociedade contemporânea não são os mesmos que a trouxe até aqui. Os papéis perderam seus contornos e as instituições, sua credibilidade.

É preciso se reinventar.

Nesse cenário de turbulência e mudanças, novos princípios se fazem necessários. Apresento a seguir um breve roteiro para que webmasters e profissionais interativos de marketing se encontrem: os 6 princípios do marketing da nova sociedade digital.

Vamos explorar inicialmente o ambiente interno, principalmente ao que tange a sua empresa. Logo depois, irei mostrar o que sua empresa deve fazer com relação ao ambiente externo – principalmente no que tange ao consumidor.

1. Seja simples
Cada dia mais, o ser humano tem procurado a simplicidade. Há preocupação com o meio ambiente, crise no modelo consumista dos Estados Unidos e outras áreas, inclusive na tela principal e minimalista do Google. Não ache que é isso é fácil!

A internet está apenas recriando o modelo de simplificação que passa pelos mais diversos campos do conhecimento de tempos em tempos. A simplificação democratiza e isso por si só já faz com que todo um setor da economia mude devido à entrada das massas. O que antes era restrito a uma minoria, de uma hora para a outra se abre à população que faz com que todas as regras sejam modificadas.

Eastman o fez com a Kodak no final do século XIX, simplificando a fotografia a ponto de permitir que o consumidor comum pudesse tirar suas próprias fotos. Lutero o fez no final do século XV traduzindo a Bíblia do latim para o alemão. Steve Jobs o fez com a interface dos computadores no final do século XX. Cada um a sua maneira imprimiu sua marca na história da humanidade.

A diferença é que a internet está mudando (e simplificando) muito mais campos do conhecimento do que qualquer um dos anteriores conseguiu até então. A internet gera acessibilidade em massa para informações que até antes eram propriedade de poucos. Não dependemos mais dos escribas do faraó, agora todos podemos escrever e ler também. A busca pela simplicidade tem sido um valor nos dias atuais, e as empresas que a apresentarem para o consumidor ganharão sua simpatia porque torna o complexo, simples. O inacessível, democrático.

Simples não quer dizer simplório, medíocre ou mal feito, mas tão elaborado que só seja apresentado ao usuário o que realmente é imprescindível. A simplicidade pode ser mais complexa do que a complexidade. Para ser simples é preciso ser exato. A Apple é um exemplo de empresa que preza pela simplicidade advinda da extrema complexidade.

2. Seja ético
Vivemos na era da transparência. É importante percebermos que, com a internet, nada mais pode ser escondido por muito tempo. É mais fácil ter a ética como um valor acima de todos os outros.

Ser ético é mais do que dizer a verdade e ser transparente em suas atitudes. Ser ético é revelar os segredos de sua instituição para o consumidor como uma forma de pedir sua anuência. É destinar a seu cliente tempo para explicar por que sua empresa está fazendo isso ou aquilo. Ser ético é devolver à sociedade aquilo que ela lhe deu em forma de lucros.

Ética é um conceito muito debatido e subjetivo, mas é fácil saber o que não é ético. Como na frase, “na dúvida, faça a coisa certa”, as empresas precisam se mostrar para seus clientes como éticas, acima de tudo.

Escândalos como o da Enron só aumentam a descrença do consumidor em relação às instituições. Há uma frase que resume bem essa situação: “à mulher de César não basta ser honesta, é preciso parecer honesta”.

É preciso que sua empresa inspire credibilidade e respeito junto ao consumidor. A campanha do Banco Real, no Brasil, “Todo dinheiro é igual?”, reflete bem um encaixe do banco com as exigências do consumidor. No site do Banco Real podemos ler a seguinte frase: “Para o Banco Real, um negócio só é bom mesmo quando é bom para todos: para as empresas, a sociedade e o meio ambiente”. Quando imaginaríamos ouvir isso há 30 anos?

3. Seja “encontrável”
O número de ofertas para o consumidor torna-se tão grande que o problema não é mais você ser escolhido em vez de seus concorrentes. O problema hoje é você ser encontrado antes deles e, além disso, na hora em que o consumidor precisa.

Se você não usufrui do privilégio de ser uma marca top of mind como Xerox ou Coca-Cola, é melhor pensar cada vez mais em técnicas de “encontrabilidade”.

Mesmo essas marcas já estão pensando em encontrabilidade. Afinal, se tecnologia não é mais um diferencial entre empresas, qualquer produto vai resolver meu problema. Ser encontrado antes pode fazer toda a diferença.

Sempre digo que “A melhor maneira de encontrar o seu consumidor é ser encontrado por ele”. Repita isso como um mantra.

No próximo artigo, vamos explorar o que deve ser feito quanto ao seu ambiente externo e como que é o consumidor que deve dar os rumos da sua empresa.

Vamos explorar agora o ambiente externo na relação da empresa com o consumidor.

Os próximos 3 princípios do marketing na sociedade digital nos mostram que o consumidor é o ponto de partida de todas as suas ações, inclusive, na renovação da sua própria empresa.

Vamos a eles.

4. Ponha o usuário no início (e no final) de sua cadeia de valor
Pense em seu consumidor como a base de decisão de todas as coisas. O consumidor deve ser de fato o início e o final de todas as decisões da empresa. Não há nenhuma novidade no que estou dizendo, mas algumas empresas vão além de simplesmente ouvir o cliente, deixando-o influenciar diretamente o próprio produto, como no caso da camiseteria.com.
Isso é por o cliente em seu devido lugar: a direção da empresa.

O Google usa a técnica de lançar produtos semiacabados para que os próprios usuários contribuam para seu acabamento e melhoramento. São sempre lançados em formato “beta” e podem levar alguns anos até que estejam terminados.
Vivemos em um mundo “beta” em que não mais tempo para planejar durante dois anos o lançamento de um produto, sob pena de, ao lançá-lo, ele já esteja obsoleto.

A obsolescência contemporânea está sendo levada a níveis exorbitantes em que produtos de alto valor agregado, como câmeras ou notebooks, se tornem antigos em semanas ou até dias.

Isso faz com que suas inovações saiam mais rápido do laboratório, diminuam a responsabilidade de estarem 100% concluídas e, portanto, sem possibilidade de erros, testando o produto no próprio mercado, o melhor lugar para testes. Muitas vezes o próprio consumidor, além de apontar os problemas, também os resolve.

5. Crie relacionamentos
Vender cada vez mais torna-se uma consequência dos relacionamentos que sua empresa criou ao longo do tempo. O vendedor tirador de pedidos, se é que ainda existe, está com os dias contados.

Empresas que promovem o relacionamento crescem a olhos vistos na “era do atendimento ao consumidor”. A internet está repleta de ferramentas para que as empresas criem tais relacionamentos de forma duradoura e em grande escala, basta a sua empresa querer.

Internet, é propaganda, é conversar, contar histórias. Isso é relacionamento. Conte histórias, converse com seu consumidor.

A palavra “relacionamento” nos remete diretamente à palavra “pessoas”, e essa tem relação direta com “redes sociais”. A internet, como uma rede de pessoas cada vez mais será a internet das redes sociais. O conceito de redes sociais está em muitas coisas atualmente.

Entender de relacionamentos significa entender de redes sociais, significa estimular a “conversa”. É através delas que uma empresa consegue lidar com grandes quantidade de informações sobre pessoas e hábitos. As redes sociais são o melhor CRM que surgiu nos últimos tempos, devido a sua possibilidade de atualização colaborativa e auto-segmentação.

As redes sociais existem pelo único motivo que o ser humano precisa de um sentimento de “pertencimento”. Precisam saber que estão ligados a semelhantes seja por causa de um mesmo time de futebol, uma mesma marca de bolsa, um mesmo carro. A propaganda explora esse sentimento de pertencimento vendendo estilo de vida em vez de produtos.

O desejo de pertencimento por afinidade gera o que chamamos de clusterizações das redes sociais. Em outras palavras, pessoas se juntam em grupos distintos. É difícil, por exemplo, o cluster de redes sociais de atores de filmes de terror ter os mesmos membros do cluster de redes sociais de atores de filmes pornôs. São clusters que não se misturam muito.

Isso faz com que tenhamos que escolher os nossos clusters, em que redes queremos estar e quais os nossos pares. O desejo de ser algo e de pertencer a algo de cada um cria tais clusters. Por meio das redes sociais de um mesmo cluster cria-se relacionamentos. Passa-se a escutar muito mais ativamente seu consumidor. A época do “qualquer cor, desde que seja preto” acabou faz tempo. Personalize sua comunicação e faça com que ele se sinta único.

As ferramentas de personalização e a possibilidade de interferir diretamente em empresas e governos (quanto aos governos, em alguns países, já se derrubam políticos a partir de posts em blogs) fazem com que o consumidor seja o dono da bola e, com razão, eleito o “cidadão do ano” da Revista Time em 2006.

6. Renove-se a cada dia
Se a sua empresa, seu site ou seu produto, permanecer o mesmo durante muito tempo, perderá, invariavelmente, para os mais novos. Na sociedade do descartável, em que o consumidor procura ávido por produtos que venham arrefecer o seu desejo pelo novo, não se pode ser o mesmo durante muito tempo – é preciso se reinventar.

E, lógico, quem vai dizer para a sua empresa ou para o site de seu cliente, que caminho tomar nessa reinvenção, é o próprio consumidor.

Não dá para deixar de falar do Google nesse quesito. Google Maps, Google Phone, Gmail, Google AdWords, Google Adsense, Google Docs; Google isso, Google aquilo. Surpreender seu usuário sempre foi uma de suas principais vantagens competitivas.Todos os produtos que o Google lança remontam uma clara percepção de demanda por parte dos consumidores.

Um fato que evidencia essa postura do Google frente ao mercado é o de que, além de atrair mentes brilhantes por ser uma empresa estimulante e cool, como um dia foi a Microsoft, 20% do tempo (e estrutura) são dedicados para que seus funcionários criem produtos pessoais. É lógico que isso só é possível em uma empresa que transborda dólares pelo ladrão, mas não deixa de ser uma ótima estratégia para cultivar um ambiente inovador.

Sua capacidade de inovação sempre o coloca no topo das marcas em termos de divulgação e adoração. É lógico que o Google não é líder em tudo o que lança (quantas vezes você já utilizou o Google Checkout?), mas seu desempenho é invejável.

O Google Docs, por exemplo, contabilizou mais de 1,4 milhão de usuários em outubro de 2007, o que o coloca com folga na liderança do setor. Estamos falando de editores de textos e planilhas on-line, e não off-line, em que a Microsoft lidera com mais de 500 milhões de clientes para seu pacote Office no mundo (sem contar, é claro, os piratas).

A Apple também é uma empresa que se renova constantemente, criando novidades bem adaptadas aos anseios do mercado. Estar sempre se renovando não é fácil, mas se a sua empresa abrir as portas para que o mercado a ajude nessa missão, torna-se mais fácil. Seu consumidor quer participar. Ele quer fazer parte daquilo que irá comprar.

Podemos citar também a Build a Bear. Essa empresa genial vende uma experiência em que a criança escolhe, entre uma variedade de 30 bichinhos, qual ela deseja ter. A partir daí, é possível gravar um som para ir no enchimento – a criança pode incluir um coração dentro dele. O brinquedo recebe um código de barras, para, caso seja perdido, ser devolvido à loja.É penteado e perfumado com um cheirinho escolhido pelo dono, ganha um nome e tem certidão de nascimento impressa, além de ser vestido com uma enorme variedade de roupas e acessórios.

A empresa foi fundada em St. Louis em 1997 e já conta com 260 lojas nos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Irlanda. Há lojas franqueadas na Europa, Ásia e Austrália.

Esse exemplo mostra que mesmo sem ser uma empresa interativa, localizada na web, é possível utilizar os princípios do novo Marketing, do mundo dos bits, para levar tais conceitos ao mundo dos átomos.

Os novos princípios que regem o mercado representam um desafio às mentes mais brilhantes e também mostram, atualmente, que o talento se torna cada vez mais forte do que a tecnologia.

A valorização de hoje está centrada no indivíduo. Vivemos na Renascença Digital e é raciocinando dessa maneira que vamos entender cada vez melhor o nosso consumidor e o nosso mercado, entregando mais valor por um preço cada vez menor. Portanto, os 6 princípios do marketing da sociedade digital tendem a transformar as empresas em instituições mais competitivas, que trabalham com customização, interação com os consumidores e inovação contínua.

Fonte: Aberje

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Minha palestra sobre marketing digital na íntegra

Olá, amigos,

Abaixo, apresento a minha palestra na ADVB, em 22 de setembro – Porto Alegre – sobre marketing digital.
A palestra está na íntegra. Espero que gostem.

Palestra de Marketing Digital – palestrante Conrado Adolpho – ADVB/RS from Conrado Adolpho on Vimeo.

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Gerando credibilidade para sua marca por meio do conteúdo

Vender é se relacionar, e um meio de maximizar o efeito do site com o relacionamento na web é promover artigos e matérias em outros sites que tratem do assunto abordado nos textos.

A internet é basicamente um meio de informação, comunicação e entretenimento. Os portais, que sobrevivem graças à publicidade, precisam gerar tráfego que justifique o investimento de propaganda e, para tal, necessitam de muitos textos veiculados diariamente.

Uma das maneiras de aumentar o número de acessos a um site é gerando palavras-chave inseridas em um conteúdo que tenha relevância e, portanto, valor para o consumidor. Isso você já deve saber, porém, muitos dos portais não dispõem de jornalistas para escrever tais textos, então necessitam de colaboradores para gerar conteúdo. Pessoas, como você e eu, que entendem de um determinado assunto e se interessam em escrever sobre ele.

Lembrando-se de que todo texto produzido deve mencionar o autor, com um simples e-mail para o site que for publicá-lo pode-se solicitar a inclusão de um link para o site de sua empresa.

Experimente digitar “conrado adolpho” (entre “aspas” para só achar realmente o meu nome) no Google e veja o resultado de um trabalho de relacionamento na web feito a partir de 2004. Na minha última verificação havia mais de 30.000 ocorrências.

Como já mencionei, trata-se de um trabalho que traz inúmeras vantagens:

1. A mais imediata: gera links para o seu site, melhorando substancialmente minha posição nos buscadores.

2. Faz com que, mesmo pessoas que não teriam encontrado o seu site a partir de buscadores, acessem seu site devido a um artigo veiculado em outro site.

3. Cria uma imagem de credibilidade, uma vez que veicula a imagem da sua empresa em diversos sites diferentes que falam sobre o mesmo assunto.

4. Gera repetição do seu nome ou imagem, fixando-o na mente do seu público-alvo.

5. Apresenta você ou sua empresa para um público segmentado, que se interessa pelo assunto abordado e acessa os sites que veiculam informações sobre o mesmo.

Publicar conteúdo “off-site”, ou seja, em outros sites que não o seu, é uma das principais tarefas que sua empresa deve se dedicar em um planejamento de marketing digital.

O mercado de hoje mudou e uma das características desse novo mercado é que as pessoas acreditam cada vez mais nas opiniões de outros consumidores comuns do que em propagandas de sua empresa falando bem de você mesmo.

À medida que você publica conteúdo off-site, seja em diretórios, fóruns de discussão, comentários em blogs, artigos escritos sobre assuntos relativos a seu negócio, postagem de vídeos no YouTube, podcasts e várias outras maneiras, sua marca vai ficando evidente para seu mercado-alvo, criando valor para sua marca. Você cria uma presença on-line marcante.

A grande vantagem é que, atualmente, ainda está relativamente fácil de fixar sua marca e criar presença intensa na web devido ao fato que poucas empresas fazem isso de maneira profissional e eficiente.

A publicação de conteúdo off-site é uma ótima maneira de aumentar sua visibilidade e encontrabilidade, e isso não é só ação de empresa pequena.

Um exemplo veio recentemente da terceira maior rede varejista de eletroeletrônicos do país – o Magazine Luiza. Em dezembro de 2007, o Magazine Luiza fechou uma parceria com o YouTube para veicular vídeos explicativos sobre os produtos vendidos na rede. O Magazine Luiza investiu R$ 1,5 milhão nessa ação e pretende aumentar o investimento em mídia on-line cada vez mais.

Só o burburinho que tal iniciativa causou já lhe deu tantos links e referências que já fez valer o investimento.

Não é só o Magazine Luiza que utiliza o maior site de vídeos do mundo, incluem-se na lista a Nokia, a BMW e muitas outras empresas que reconhecem o potencial desse veículo para gerar recall para sua marca.

Outra grande vantagem de publicar conteúdo off-site vem de uma pergunta incessante de muitos empresários que acreditam que se conseguissem aparecer em uma entrevista na Oprah, na CNN ou em uma revista especializada, estariam ricos. Despendem enormes esforços de marketing para tal, mas o resultado é pífio.

Posso lhe garantir que a produção da Oprah recebe uma enorme quantidade de e-mails promovendo os mais diversos tipos de produtos e praticamente nenhum deles vai efetivamente ao ar.

Em vez de enviar releases para a produção de programas de grande audiência, sua estratégia de marketing digital deve ser diferente – você deve provocar uma matéria publicando conteúdo relevante e original sobre seu negócio.

Preste atenção, eu disse sobre seu negócio, não sobre seu produto ou sua empresa. Se você trabalha com fabricação de móveis fale sobre fabricação de móveis, decoração, tendências, novas tecnologias e não sobre como é o processo de fabricação de móveis na sua fábrica ou quais os prêmios que sua empresa ganhou no último ano. Lembre-se da relevância – regra básica no seu mercado.

Publicar conteúdo off-site pode significar para uma imobiliária publicar posts em fóruns sobre imóveis, quais as vantagem e desvantagens de se comprar ou alugar um imóvel com as atuais taxas de juros de aplicações e valor dos aluguéis.

Para uma clínica de cirurgia plástica pode significar publicar uma série de artigos sobre quando é importante fazer uma cirurgia plástica e quando não fazer. Essa série de artigos pode ser veiculada em centenas de sites e blogs.

Para uma agência de viagens pode ser interessante publicar vasto conteúdo sobre dicas de diversos países para os quais vende pacotes e que têm maior apelo por parte do público-alvo.

Até aí o que estou falando é sobre publicação de conteúdo. Li certa vez que “você é o que você publica” – e é verdade.

O que você publica fala sobre sua experiência, sobre sua boa vontade de veicular material de qualidade para ajudar outras pessoas que tem um problema que você pode resolver e principalmente, fala que você é confiável, tem um nome a zelar, afinal, ninguém se daria ao trabalho de construir um nome na rede para depois “queimá-lo”. Quanto maior sua presença na rede, mais confiável você parecerá.

Produção de conteúdo original é um fator muito importante para que você e sua empresa aumentem sua visibilidade na rede e formem uma imagem sólida e perene ao longo do tempo.

Tenha em mente que conteúdo é uma das únicas coisas que realmente são relevantes para um usuário interessado em comprar um produto ou serviço.

A internet já se fixou para seus usuários como uma excelente ferramenta de pesquisa, principalmente de comparações entre produtos e de pesquisa de opinião a respeito de produtos diversos por pessoas isentas e descompromissadas com instituições.

Use isso a seu favor.

Fonte: iMasters

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O primeiro passo para ganhar dinheiro com e-commerce: conhecer o seu consumidor online

O comércio eletrônico tem crescido em todo o mundo de maneira espantosa. Para ter uma operação de sucesso em comércio eletrônico é preciso descobrir como é o seu consumidor e como ele age com relação às compras. Para isso, é preciso segmentar o mercado.

Grosso modo, todo mercado se divide em segmentos de acordo com seu comportamento, localização, hábitos de consumo e outros critérios. No comércio eletrônico não é diferente.

Inicialmente, podemos dividir os e-consumidores em light users (fizeram entre 1 e 3 compras na web nos últimos 6 meses) e heavy users (fizeram mais de 4 compras pela web nos últimos 6 meses). Essa classificação, contudo, é muito genérica. Não define com precisão os e-consumidores.

Aprofundando-se um pouco mais nesse assunto, em 2007, a eSatara, juntamente com estudos de consultorias como a Forrester, Gartner Group e JupiterResearch, elaborou uma pesquisa muito interessante em que mapeou os tipos de consumidores on-line, de pessoas físicas. Na classificação por comportamento frente à compra, temos um perfil que merece destaque, o disperso.

Os “dispersos” são os consumidores mais comuns, aqueles que abandonam o carrinho antes de concluir a compra. O principal problema do e-commerce em todo o mundo é o abandono de carrinhos e vários estudos e pesquisas são realizadas nesse sentido. Um estudo encomendado pelo PayPal e conduzido pela ComScore divulgou os motivos para o abandono de carrinhos na web.

Primeiramente a estatística apontou que em 2008 a média de carrinhos abandonados foi de 59,43%.

Realizei uma pesquisa informal com diversas pequenas empresas de comércio eletrônico e a maioria não ficou abaixo de 60%. Segundo o estudo, as 5 principais causas para o abandono do carrinho são:

* Os custos de envio da encomenda eram muito elevados: 43%.
* O valor total da compra era maior do que o esperado: 36%.
* Vou comparar preços em outra loja, antes de decidir: 27%.
* Queria falar com o Apoio ao Cliente antes da compra e não consegui: 16%.
* Esqueci o username e password: 14%.

É lógico que para cada um desses motivos há soluções simples que raramente são utilizadas pelas lojas on-line. A questão do frete, de fato, é um problema sério. É preciso pensar tal questão com muito cuidado, pois ela pode inviabilizar a venda. Dependendo de qual porcentagem representa o valor do frete, é interessante criar estratégias, como o “clube do frete” ou “frete grátis nas compras acima de…” para minimizar tal problema. Sendo esse problema responsável por mais da metade dos abandonos de carrinho, torna-se necessário tratar essa questão com prioridade absoluta para o aumento das vendas.

Outro problema apontado foi a questão do valor da compra ser maior do que o esperado. O fator “surpresa com o preço” é minimizado a partir do momento em que, no carrinho de compras, o total está visível durante todo o processo de compra, podendo o usuário excluir um determinado produto na hora que desejar.

Alguns abandonos de carrinho não têm a ver com a desistência da compra, mas sim porque a pessoa decidiu não comprar naquela hora. É importante que tenhamos o contato do usuário que vai pesquisar preços em outros sites. Se o tivermos, o sistema pode enviar um e-mail automático quando detectar o abandono do carrinho.

Há várias maneiras de obtermos tal contato do visitante. Uma delas é através de “cookies”, porém, uma porcentagem muito alta de internautas apagam esses programinhas de seus computadores. Outra maneira é oferecer uma vantagem adicional caso ele se “logue” no sistema assim que entrar no site, como por exemplo, chance de ganhar brindes surpresa ao navegar estando logado. Com isso a loja consegue monitorar a navegação e, caso ele abandone o carrinho, consegue-se entrar em contato com ele para reverter a venda.

Há dados que mostram que e-mails enviados para usuários que abandonam o carrinho conseguem diminuir o abandono definitivo em 30%.

Outro ponto importante – muitos usuários desejam algum contato humano antes de realizar a compra, principalmente para tirar alguma dúvida com relação a frete, especificações do produto, prazo de entrega e outras informações. Ter um atendimento on-line via chat é fundamental para aumentar as vendas do público que apresentam tal comportamento.

E por último: é lógico que deve haver um campo de “esqueci minha senha” em todos os formulário que a exijam. Isso é questão de usabilidade.

A questão da usabilidade é muito importante em sites de comércio eletrônico. Mudanças desde como mudar o botão “comprar” de lugar ou de cor e aumentar a letra que descreve o produto, até instalar um chat on-line para atendimento podem aumentar as vendas em no mínimo 5%.

Vale a pena ver o link: http://www.nomoreabandonedcarts.com. Uma campanha bem-humorada da VeriSign sobre um recuperador de carrinhos abandonados.

Fonte: iMasters

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A revolução digital

Nesta semana, precisamente no dia 9 de novembro, comemora-se os 20 anos da queda do muro de Berlim. E no ano de 2009, também se comemora os 200 anos da Revolução Francesa. O que tais acontecimentos têm a ver com o nosso assunto corriqueiro – marketing digital?

Os 200 anos que se passaram, vieram com uma crescente valorização do indivíduo como célula fundamental da sociedade, trazendo de forma contundente a visão de mundo segundo princípios iluministas, que nortearam a chamada Revolução Francesa, entre 5 de maio de 1789 e 9 de novembro de 1799.

A noção de que o indivíduo é a parte mais importante da sociedade e de que seus direitos são inalienáveis é uma idéia recente. A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi assinada pela ONU apenas em 1948. Ao longo desses 200 anos de transformações, o povo percebeu que poderia provocar mudanças, sem depender de nenhum poder papal ou real, e mudar o mundo.

Nada, porém, chegou tão longe na valorização do sujeito e do poder de mudar o mundo quanto a internet. A rede não só colocou o indivíduo no centro das atenções, como lhe deu o poder de produzir suas próprias ideias. Seus próprios ideais.

A palavra marketing, na sua definição mais abrangente e conceitual – estudo do mercado – é o estudo, na realidade, dos desejos e necessidades dos consumidores. Esse estudo, com o advento da internet, está tomando a forma de marketing um a um, o estudo do menor dos “micro-targets” – o próprio sujeito.

Falando assim, para você leitor, isso parece óbvio, porém, apenas a minoria das empresas pensa dessa maneira. A maior parte delas ainda acha que o poder papal das mídias de massa é mais importante, que elas são as protagonistas, quando na realidade, o protagonista tem sido o próprio consumidor – um por um.

Ainda que a expressão “marketing digital”, para a maior parte das empresas e agências, seja sinônimo de site, e acabe sendo reduzida a um simples conjunto de letras e números chamado HTML com um layout bonitinho, alguns players desse mercado já enxergaram o poder que há por detrás de uma eficiente campanha via ambiente interativo.

Desde as pesquisas sobre as palavras-chave mais digitadas pelos consumidores, até a mensuração dos resultados de cada campanha – seguindo a metodologia dos 8 Pês – o marketing digital permite que as empresas tenham um resultado muito maior e preciso com um investimento relativamente baixo, em comparação com investimento em TVs e rádios, por exemplo.

Trabalhar indivíduo por indivíduo permite que um poderoso programa de fidelização seja implantado e que cada consumidor tenha suas necessidades e desejos atendidos. Permite que a empresa invista muito menos em comunicação transformando o próprio consumidor em veículo.

Na mesma linha da crescente valorização do sujeito e da época de mudanças que se iniciou em 1789, a internet veio para coroar a era da informação centrada no indivíduo. Trouxe para cada computador e lar a possibilidade de interferir na sociedade e de mudar os rumos de acontecimentos com o poder da sua opinião.

As últimas eleições dos EUA mostraram que isso não é utopia, é a pura realidade. O povo mudando os rumos do país a partir de uma rede sub-reptícia, como uma revolução silenciosa e irreversível. A política tem muito a mudar e a aprender com o novo mundo digital.

A decisão da derrubada do muro de Berlim veio de uma reunião do Partido, porém, a resistência à ideia separatista nunca abandonou as mentes dos alemães e, certamente, foi decisiva para que líderes socialistas apoiassem a reunificação. É engraçado e curioso pensar no que teria acontecido – ou em quanto tempo – caso a internet já existisse. Certamente as revoluções teriam acontecido muito mais rápido. Certamente o Partidão não teria se calado por tanto tempo frente ao clamor de uma multidão.

Os 20 anos da derrubada do muro de Berlim e os 200 da Revolução Francesa mostram o que o ser humano conquistou nesses 200 anos para si mesmo e mostram, também, que, ainda tem muito a conquistar. A revolução digital está apenas começando a se mostrar como uma consequência natural do período de mudanças que o mundo vem tendo ao longo dos últimos dois séculos.

A sua empresa está preparada para essa revolução?

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A melhor maneira de encontrar o seu cliente é ser encontrado por ele?

Todos passam por dúvidas na carreira, na profissão, no relacionamento e tantos outros campos das nossas pacatas vidas cidadãs. A dúvida faz parte da certeza. Alias, só temos certeza de algo quando, um dia qualquer, a colocamos em dúvida e reafirmamos nossa fé no caminho que escolhemos.

A dúvida é o que move o ser humano para o próximo passo. Que gera o desequilíbrio que faz com que cresçamos e evoluamos. A dúvida é algo que inspira e revigora.

Sabemos, portanto, que estamos no caminho certo a partir do momento em que perguntamos – e toda dúvida é uma pergunta – e recebemos a resposta, seja de que modo for, que não precisamos nos preocupar.

Outro dia fiz uma pergunta.
Na minha profissão, quem é o mais adequado ouvinte e oráculo para se perguntar algo?
Sim, o Google.

Como um jovial estudante – que sempre deveríamos ser – que treme ante à possibilidade da verdade não desejada, perguntei.

Digitei no Google uma frase que venho repetindo desde 2005 – “A melhor maneira de encontrar o seu cliente é ser encontrado por ele”.
Digitei também a variante “a melhor maneira de encontrar o seu consumidor é ser encontrado por ele”.

No mercado hiper pulverizado de hoje em dia é impossível para qualquer anunciante varrer todas os veículos e lugares que um consumidor possa estar. De mídia de banheiro a outdoor, de tv cultura a webrádios. Se formos considerar a internet, então, aí é que o problema se torna ainda maior.

Na primeira edição do Google Marketing, meu livro preferido ;) escrevi essa frase para exemplificar de maneira didática o problema cada vez maior de se encontrar o seu consumidor ante a quantidade estúpida de veículos e mídias. Diante desse cenário, o melhor é ser encontrado por seu consumidor – daí toda a questão da encontrabilidade.

Se você não é encontrado, você não existe.

Após alguns segundos escrevendo a frase, como que inserindo uma chave na fechadura minimalista da tela do Google, ele me abriu as portas que me levaram à resposta inquirida.

O intrépido robô do buscador mais famoso do mundo partira em busca da resposta e me retornara, em apenas 0,47 segundos, 410 resultados.

Algumas das ocorrências trazidas pelo Google eram meu próprio blog ou artigos escritos por mim em diversos sites. Porém, havia mais. Muito mais.

Sites, blogs, reportagens, twits e afins que repetiam incansavelmente a minha frase (com ou sem o devido crédito). Tudo bem, na internet o “Control C, Control V” não é mais só um hábito, faz parte da cultura digital.

Com um meio sorriso, cheguei à conclusão que queria.

Fim das dúvidas. Estou no caminho certo.

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Como será o mundo em 2024? Parte I

Imagino a cena.
O ano é 2024, eu no auge dos meus 50 anos tento explicar para meu filho mais novo como era vida em 2009.

- (…) e existia uma coisa chamada “grade de programação” que os canais de tv, desculpe, smarttv, escolhia os programas que iam passar do início ao fim da programação do dia.

- Pai, o que eram canais de tv? Em alguma hora do dia os programas paravam de passar?
Penso que será uma longa conversa. Devia ter escolhido outro assunto mais fácil, como “o que era o livro” ou “porque os celulares não recebiam e-mails”.

- Você já se conectou no EAD da escola de hoje? Digo, tentando dar um fim ao assunto lembrando-o da aula que ele ainda não tinha assistido. Os deveres da escola agora eram feitas pela smarttv.

- Pai, recebi um twittervideo outro dia de uma propaganda de um produto chamado Bombril. Era engraçada, mas um pouco mal feita. Isso era a tal “grade de programação”?

- Não, filho. as propagandas passavam entre os programas da grade de programação. Na realidade, os programas eram só uma boa desculpa para as pessoas assistirem as propagandas – penso que não devia ter continuado a conversa, mas não resisti em emitir minha opinião a respeito do quão absurdo era termos que assistir os tais intervalos comerciais no meio de um filme, cortando todo o suspense da cena do vilão que ia matar o mocinho.

- A grade de programação cortava o filme no meio para mostrar a propaganda? Que coisa horrorosa. Vocês não reclamavam no Twitter?
- O Twitter ainda não era uma rede global de comunicação, na verdade, era, mas os twits não apareciam na smarttv. Era tão normal assistirmos os intervalos no meio do filme que nós não achávamos que poderia existir outro jeito. Mas, voltando à grade de programação, era como se o Googlesoft – novo nome que o Google ganhou depois que comprou a quase falida Microsoft – escolhesse quais filmes do YouTube que todo mundo iria assistir em uma determinada hora. Você poderia escolher entre assistir e não assistir. E se perdesse o filme naquele dia, poderia assisti-lo de novo alguns meses depois quando o Google decidisse transmiti-lo de novo. Ah, em um mundo que só existiam uns 30 filmes passando a cada hora.

-Pai, não sei se entendi direito, mas a sua vida era muito chata.

- Era, sim, filho. Era, sim. Falo me lembrando que eu até gostava das propagandas do Bombril.

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