PontoCON - Blog do Conrado

Archive for the Marketing Digital category

Sapatadas mundo à fora…

posted by Conrado Adolpho in Marketing Digital, Marketing de Busca

Vejam essa notícia publicada no Jornal Opção, de Goiânia (http://www.jornalopcao.com.br/index.asp?secao=PontoPartida&subsecao=Politica&idjornal=324) . Imperdível.

No dia 16 de de­zem­bro, o pre­si­den­te dos Es­ta­dos Uni­dos fa­zia uma vi­si­ta sur­pre­sa ao Ira­que — mais uma ce­na inú­til em sua des­pe­di­da me­lan­có­li­ca do po­der. Na co­le­ti­va pa­ra a im­pren­sa, em Bag­dá, Ge­or­ge W. Bush foi inu­si­ta­da­men­te ata­ca­do por um dos jor­na­lis­tas ira­qui­a­nos. Fu­ri­o­so, Mun­ta­dar al-Zai­di ar­re­mes­sou seus dois sa­pa­tos con­tra o ho­mem mais po­de­ro­so do mun­do e ain­da o xin­gou de ca­chor­ro — du­as das pi­o­res ofen­sas na­que­le pa­ís (ser al­vo de sa­pa­ta­das e ser cha­ma­do de cão, um ani­mal con­si­de­ra­do im­pu­ro por eles). Apa­ren­te­men­te, co­mo di­ria o pre­si­den­te Lu­la, o jor­na­lis­ta ’si­fu’ (es­tá pre­so e com vá­rios os­sos que­bra­dos), mas mui­ta gen­te pas­sou a ga­nhar di­nhei­ro com a pia­da.

Um pe­que­no in­dus­tri­al e co­mer­cian­te da Tur­quia. Ra­ma­zan Baydan ime­di­a­ta­men­te re­pro­gra­mou o seu si­te na in­ter­net di­zen­do ser o le­gí­ti­mo fa­bri­can­te dos sa­pa­tos ati­ra­dos no pre­si­den­te ame­ri­ca­no. Não se sa­be co­mo foi pos­sí­vel re­co­nhe­cer o pro­du­to, mas Baydan ga­ran­te na in­ter­net que era um mo­de­lo Du­ca­ti 271, pro­du­zi­do em sua fá­bri­ca, em Is­tam­bul, há mais de dez anos.

Baydan se des­ta­cou, sen­do en­tre­vis­ta­do por ve­í­cu­los do mun­do in­tei­ro, in­clu­si­ve pe­lo ‘New York Ti­mes’. Qual foi o seu se­gre­do? Pri­mei­ro, a lu­ci­dez e, em se­gui­da, a ve­lo­ci­da­de. Ele re­ba­ti­zou o mo­de­lo Du­ca­ti 271, que pas­sou a se cha­mar, ob­via­men­te, ’sa­pa­to do Bush’ e pas­sou a ofe­re­cê-lo no seu ca­tá­lo­go (com ver­sões em ára­be e in­glês) aces­sí­vel pe­la in­ter­net. E o mais im­por­tan­te: re­pro­gra­mou as me­ta-tags do si­te (tex­tos ocul­tos, que fa­ci­li­tam e di­re­cio­nam o re­co­nhe­ci­men­to fei­to pe­los me­ca­nis­mos de bus­cas, co­mo o Go­o­gle) com pa­la­vras-cha­ves ma­ta­do­ras pa­ra quem es­ta­va pro­cu­ran­do se in­for­mar so­bre o as­sun­to na­que­les di­as se­guin­tes ao ata­que. Ou se­ja, ajun­tou as três pa­la­vras má­gi­cas das bus­cas na­que­le mo­men­to: ‘Bush’, ’sa­pa­to’ e, ló­gi­co, ‘com­prar’.

E qual foi o re­sul­ta­do? O cál­cu­lo é sim­ples. An­tes das cé­le­bres sa­pa­ta­das, Baydan ven­dia uma mé­dia de 15 mil pa­res do Du­ca­ti 271 por ano. De­pois de co­lo­car em prá­ti­ca a sua es­tra­té­gia glo­ba­li­za­da, o sa­pa­tei­ro tur­co ob­te­ve um up­gra­de fan­tás­ti­co nas ven­das. Ago­ra, com a de­vi­da al­cu­nha de ‘bush shoes’, os sa­pa­tos fei­tos com so­la de po­li­u­re­ta­no (300 gra­mas de pe­so) se tor­na­ram um dos pre­sen­tes mais co­bi­ça­dos do fi­nal do ano. Na­da me­nos que 370 mil pa­res fo­ram en­co­men­da­dos (até o dia 23 de de­zem­bro) ao pre­ço de 27 dó­la­res cada par, sen­do mais de 20 mil so­men­te pa­ra os Es­ta­dos Uni­dos. Com um pro­du­to glo­bal na mão e a ex­pec­ta­ti­va de 10 mi­lhões de dó­la­res de fa­tu­ra­men­to, Baydan pre­ci­sou con­tra­tar 100 no­vos em­pre­ga­dos. No­va­men­te, agiu rá­pi­do. Se não pro­du­zir tu­do ago­ra, a on­da pas­sa e ele per­de a opor­tu­ni­da­de de fi­car mi­li­o­ná­rio.

Aproveitando-se da atividade do consumidor

posted by Conrado Adolpho in Marketing Digital

Usuário comprando na internet

Olá, Amigos,

Estou desenvolvendo uma idéia bem interessante, que foi inicialmente desenvolvida pelo meu amigo e funcionário Raphael Feliz: como as empresas podem se aproveitar do comportamento ativo do consumidor do novo século para investir menos em propaganda e obter um resultado mais significativo.

Pensem comigo: eu sempre digo que a Internet não foi uma revolução, na realidade, ela foi uma resposta a tudo o que o usuário já estava pedindo, implorando, suplicando para as empresas - participar do processo de produção, influenciar no valor de suas marcas, participar das discussões de maneira ativa e mais ações na linha do “fazer” e não só do “assistir”.

Em face disso, o que tem acontecido é que o consumidor cada vez tem ido atrás de seus desejos, tem rejeitado o que não quer e procurado o que de fato quer. Muitas empresas gastam fortunas anunciando para consumidores que não estão interessados em seus produtos ou serviços. Antes essa técnica dava certo porque, como não havia discussão em mão-dupla, mas sim um monólogo em que as empresas mostravam e convenciam o mercado a comprar delas, o consumidor recebia a informação e a aceitava ou não. Como não havia muitas escolhas, acabava por ter que escolher uma delas.

O mercado mudou. Agora o consumidor, em uma atitude cada vez mais ativa, vai atrás de seus objetos de desejo. Procura no Google, no Buscapé, em blogs até encontrar aquilo que se encaixa perfeitamente em seus desejos, seu bolso, seus anseios e necessidades.

Uma nova estratégia surge desse comportamento. Ao invés de gastar fortunas tentando convencer os consumidores a comprar os seus produtos, o que as empresa precisam é se fazer visíveis e bem posicionadas quanto a seus produtos para que os consumidores que procurarem por eles, acharem-na.

É uma mudança completa no paradigma da comunicação. É se utilizar da atitude (dinheiro gasto em forma de tempo, banda de Internet, etc.) do próprio consumidor para economizar sua propria verba de marketing. A atitude custa dinheiro e, antes, se os anunciantes gastavam rios de dinheiro para serem os ativos dessa história, hoje, boa parte dessa atividade está no consumidor, fazendo com que os anunciantes, de forma inteligente se aproveitem dessa atividade para se tornarem mais passivos e com isso gastarem menos em divulgação ativa.

Se o produto da soma “atividade + passividade” é constante, então, quanto mais ativo o consumidor, mais passiva pode ser a empresa para obter um mesmo resultado.

Esse tema merece mais alguns dias de reflexão. Pode ser o início de uma teoria que pode representar uma grande mudança no mercado. Comentem e colaborem para que possamos criar algo mais consistente a partir daí.

Abraços a todos.

ONDE VOCÊ ESTAVA ONTEM NO INTERVALO DO JORNAL NACIONAL?

posted by Conrado Adolpho in Artigo, Marketing Digital

Tive uma idéia: vou montar um twitter em que as pessoas só tenham que responder uma pergunta – onde estava ontem no horário do intervalo do Jornal Nacional? 

As respostas serão as mais variadas possíveis. Um certo diretor de empresa estaria na empresa resolvendo os penúltimos problemas do dia. Um certo aluno de faculdade estaria na Internet navegando no Orkut e no last.fm. Um certo gerente de marketing estaria fazendo uma pós para garantir a sua empregabilidade e por aí vai. Ah…haveria também um certo executivo de meia-idade que estaria vendo o Jornal Nacional, mas na hora do intervalo aproveitou para zapear pela tv a cabo e ver se estaria começando algo interessante. 

Não me entenda mal. O Jornal Nacional e a Rede Globo ainda detêm as maiores audiências do país, porém, de uma maneira cada vez mais fragmentada e caótica. As diversas opções disponíveis para atualmente para consumo de conteúdo, as tarefas da vida cotidiana e o comportamento cada vez mais multitarefa do consumidor (que é capaz de ouvir música, ver TV, mexer o mingau e ainda estudar para uma prova, tudo ao mesmo tempo) está minando a cada dia a retenção da informação. Para empresas que apostam boa parte de suas fichas neste que é um dos espaços mais caros da propaganda brasileira, é melhor apostar no número 10 em uma roleta de um cassino. As chances de retorno também são bem pequenas, mas será bem mais divertido. 

A TV não é mais o que era. A cena da família reunida na hora do jantar está ficando tão rara quanto a mesma família reunida no intervalo de um programa de TV. O horário nobre de hoje em dia é o seu horário. Aquele que você está disponível para consumir informação, seja esperando o filho na escola, seja no intervalo do curso de inglês, seja esperando o avião no aeroporto. 

Dado que não há mais um horário e um veículo comum que detenha os altíssimos graus de audiência e atenção de outrora, a missão de encontrar consumidores nesse mar de possibilidades é cada vez menor. Para resolver esse problema existem algumas soluções que estão começando a ser exploradas a vão ser determinantes para o futuro pós-horário nobre para a propaganda. 

Uma das opções é estar onde o consumidor está, seja esse lugar qual for. Esta opção já foi descoberta pelas agências há um tempo razoável e, daí, surgiram propagandas em vidros traseiros de ônibus, banheiros, notas fiscais e outros lugares bem inusitados.  É uma maneira válida e segue o conceito de que “se todos estão na frente da TV, vamos usar a TV, se estão procurando outras fontes, estaremos lá também”. Como diria Milton Santos, o espaço está à venda. 

O inconveniente dessa solução é o seu custo. Estar em todos os lugares custa caro e não garante resultados. Impressionar o seu consumidor com uma mensagem em cada pedaço de mundo não só cansa o usuário, causa poluição visual como pode até resultar no efeito contrário – o que chamo de Spam off-line.

O espaço e as soluções inusitadas são muito boas para chamar a atenção do consumidor e fazê-lo seguir pelo bom e velho A.I.D.A., porém,  não garante a retenção da mensagem por longo prazo, não garante vendas e muito menos retorno sobre o investimento. Uma propaganda criativa nem sempre é uma propaganda que gera vendas. Chamar a atenção não é vender, embora ajude muito. 

A solução que cada vez mais sentimos estar próximas é a comunicação via smartphone. Se o horário nobre hoje é o seu horário nobre,  ter um celular dotado de todas as funcionalidades possíveis para passar vídeos, sons, mensagens de texto e outros tipos de formato de dados se torna bem interessante. É como levar o rádio, a TV, a revista, o jornal e sabe-se-lá-mais-o-que no bolso. 

Empresas que estão começando a navegar por estes mares terão boas chances de ultrapassar concorrentes e obter grandes fatias de market-share em um futuro próximo. 

Uma outra solução para o dilema atual da comunicação é estar disponível e visível para o consumidor na hora em que ele precisar. Ao contrário de se estar e todos os lugares que o consumidor está – em que o “input” parte da empresa – estar disponível onde quer que o consumidor esteja faz com que o “input” parta do consumidor. É uma diferença sutil e muito importante. É como um vendedor invisível de uma loja de calçados, quando o consumidor olha para o lado à procura de alguém que lhe diga o preço de um determinado modelo, ele aprece para ajudá-lo. Elimina a poluição visual e não cansa o consumidor com as tentativas desesperadas (e muitas vezes, despreparadas) para chamar a sua atenção. 

Nessa seara quem tem se destacado são os mecanismos de busca, em especial, o Google. Sou suspeito para falar sobre o Google, afinal, além de ser um dos poucos profissionais do país a ser certificado pelo maior mecanismo de busca do mundo e ter um livro chamado “Google Marketing”, tenho uma agência que trabalha campanhas online em ferramentas do Google – a Publiweb. Porém, não há como negar que tudo isso tem um fundamento – o fato de hoje ele deter, no mercado brasileiro, comprovados 90% de market-share em um país que detém os maiores tempos de navegação do mundo, que tem mais de 40 milhões de internautas e que tem uma das maiores taxas de adoção da Internet e banda larga do planeta. 

Estar visível na primeira página do Google pode significar lucro exorbitante para uma empresa. A indústria de SEM (Search Engine Marketing) movimenta nos Estados Unidos mais de 10 bilhões de dólares e isso só tende a aumentar ao longo dos próximos anos. 

Links Patrocinados e Otimização de sites (SEO – Search Engine Optimization) parecem ser as “bolas da vez” no marketing em todo o mundo. Essa onda está chegando como uma tsunami no Brasil, com agências de SEM sendo compradas por outras agências, profissionais montando suas agências SEM e grandes agências montando também suas estruturas para defender o quinhão de seus clientes nesse mercado. 

O problema é que, apesar de parecer muito imediato e fácil fazer marketing de buscas, quando vemos os cases da BMW e da Volks, que foram ameaçadas de terem seus sites banidos do Google por utilização de técnicas ilícitas – percebemos que podem ter mais caroços dentro desse angu. 

Marketing de busca é uma área do marketing que ainda está sendo descoberta e se renova a cada dia. A busca não está nem 10% resolvida. A união do conceito de busca com o comércio eletrônico que está recém-iniciado pode criar cenários bem interessantes para empresas de todo o mundo.  

Um sujeito está no banho e descobre que o shampoo está no fim, dali mesmo ele já consegue um canal direto com sua assistente virtual para fazer o pedido de um novo shampoo, simplesmente jogando a embalagem antiga na lixeira dotada de RFID, escolher o fornecedor mais barato em um site de comparação de preços , fazer a compra ou escolher fazer tudo isso no modo automático recebendo o seu shampoo no dia seguinte antes do horário do banho. 

Arriscar prever o futuro está cada dia mais arriscado. Ele chega cedo demais para ser chamado de futuro e supera nossas expectativas. Situações como essas farão parte do cotidiano de qualquer pessoa comum. 

Várias outras soluções para o problema da comunicação no novo mundo digital ainda estão aparecendo e sendo criadas. O importante é estar atento, perceber as tendências e criar soluções de negócios sobre o que elas trazem em termos de conceito. 

Pelo que o mundo está mostrando as soluções interativas serão as que mais vão arrebanhar consumidores – aquelas soluções em que o consumidor participa. Conceitos como Comércio Social , web 2.0 e siglas que mais parecem uma sopa de letrinhas estarão cada vez em nossas vidas e as empresas que não se mexerem perderão essa sopa e os lucros que ela pode trazer.

O intervalo do Jornal Nacional, definitivamente, não é mais o mesmo.

Eupresa.com

Você já pensou que você é uma “eupresa”?

O que quero dizer com isso? Que independente do seu emprego, a sua carreira é somente sua e você tem que cuidar dela com todo carinho. Uma das melhores maneiras hoje de você cuidar da sua carreira é ter uma presença forte na Internet. Quando as pessoas vêem você na Internet em diversos canais gerando credibilidade e valor para o seu nome, você vira uma referência em sua área de atuação.

É lógico que quando você vira uma referência, ou seja, é o seu nome que conta e não o seu cargo, empresa ou localização, você começa a virar também uma pessoa importante para sua empresa, pois a simples menção do seu nome já atrai clientes e prospects.

Imagine a sua empresa estampar para os clientes “nossa empresa tem o fulano de tal na equipe, uma referência nacional em tal assunto”. O resultado é que você não só nunca mais ficará sem emprego como também obterá os maiores salários. Você virou uma celebridade.

Como fazer isso? Com o que eu chamo de “Marketing Pessoal Digital”. Ter uma presença marcante na web, seja no YouTube, em Podcasts, em blogs, escrevendo artigos, em redes sociais, etc. Saiba trabalhar sua marca pessoal na Internet. A notícia boa é que fazer isso só depende de você e mais ninguém.

A seguir dou algumas dicas simples:

Como começar: Escolha um assunto que você domine e queira se tornar referência, escreva um texto que ocupe uma ou duas folhas de word e grave um vídeo de no máximo 5 ou 6 minutos sobre o que escreveu na folha. Vídeos muito longos costumam cansar o internauta. Dê dicas práticas e escolha uma frase que todos digitem nos mecanismos de busca.

Gravar um vídeo atualmente está cada vez mais fácil (e mais barato). Seja com uma câmera digital, seja com uma webcam. Com um programinha como Windows Movie Maker você edita, coloca dizeres, faz aberturas e muito mais para dar ao seu vídeo uma aparência profissional. A vantagem desse processe é que você consegue vários conteúdos de uma vez, quer ver?

Por exemplo, se você dá cursos para a bolsa de valores, grave um vídeo com o título “Como aplicar na bolsa de valores”, “como ganhar dinheiro aplicando em ações” e títulos semelhantes. É isso que as pessoas vão digitar. Pense sempre no comportamento de busca do seu consumidor.

Depois de escolher o assunto e o título de seu vídeo, grave-o e o poste no YouTube, No seu perfilo no Orkut, no seu perfil no Via6, no MySpace, no Facebook e outras redes sociais. Extraia o audio do vídeo e poste-o também no PodcastOne e faça uma apresentação em Power Point com voz e poste no SlideShare.

O texto que escreveu na folha irá direto para o seu blog e você ainda pode distribui-lo por toda a Internet fazendo o papel de assessoria de imprensa online. Divulgando seus próprios releases.

Esta é só uma pequena dica de como você pode divulgar o seu nome na Internet e se tornar uma referência no assunto. Ao longo desse blog darei outras dicas para que você faça o seu “Marketing Pessoal Digital”.

Bom trabalho e sucesso!

Miopia em Marketing de Buscas

posted by Conrado Adolpho in Marketing Digital, Marketing de Busca

Tenho ouvido muito sobre marketing de buscas ultimamente. Eu mesmo sou um profissional dessa área e tenho uma agência especializada nesse serviço, porém, o que tenho notado é que muitas empresas têm se concentrado no “coloco o seu site no primeiro lugar do Google”, entretanto estão se esquecendo do porque é importante estar no primeiro lugar do Google.

O Google hoje é um dos sites mais visitados no Brasil e no mundo. O tráfego gerado para qualquer página que seja agraciada por uma boa classificação nos seus resultados da busca deixa qualquer estádio lotado parecer um deserto insosso.

A pergunta, porém, a se fazer é: “Porque é bom para um site gerar tanto tráfego?”

A resposta parece óbvia – para que o site venda mais. Exposição é tudo no mundo atual. O ponto, contudo, é que visibilidade sem qualidade pode ser um tiro no pé.

Imagine a seguinte situação: você acaba de lançar um produto. Uma inovação porém, mais dá problemas do que soluções. Ainda está em fase acabamento. Porém, precocemente sai uma notícia sobre seu produto no Fantástico ou no Jornal Nacional e agora o Brasil inteiro o quer comprar. Há centenas de pedidos por hora e você não tem como entregar. Para completar os que você conseguiu entregar começar a dar problemas e as reclamações não param de chegar. O seu suporte fica congestionado e os processos no Procom começam a pipocar. Sendo curto e grosso - a sua empresa já era.

Nada agradável, não é mesmo?

O mesmo acontece com muitos sites que colocam a encontrabilidade como o objetivo final. Ledo engano.
Ser encontrado é só uma variável dessa equação. E a usabilidade do site? E o design voltado para o público-alvo? E o texto coerente com o produto ou serviço? E a taxa de conversão? E o tempo de retenção? E o marketing de relacionamento online? E a logística?

São perguntas difíceis demais para serem respondidas por profissionais que só se preocupam com o primeiro lugar do Google. São perguntas que exigem um questionamento de marketing, experiência em negócios e uma abordagem sistêmica. Muito complicado para empresas que só vendem o “primeiro lugar no Google”.

Isso me lembra os tempos de bolha. Internet irresponsável.

Nunca devemos nos esquecer de que o objetivo ainda é o lucro, vender e satisfazer nossos clientes. Estar no primeiro lugar do Google ajuda bastante a fazer com que nosso produto chegue até seu público-alvo, mas não é o objetivo, é só uma ferramenta.

Da próxima vez que for contratar uma agência ou um profissional para colocar você no primeiro lugar do Google, pergunte a si mesmo se é isso mesmo que você quer e precisa, porque você pode conseguir.

Twitter

posted by Conrado Adolpho in Marketing Digital

Pessoal,

Consegui abrir um tempinho para abrir um canal no Twitter. www.twitter.com/conradoadolpho

Quem quiser, “follow me”.

Palestra de marketing digital em Goiania

A palestra em Goiania me trouxe três grandes felicidades:

- Encontrei um amigo meu que não via há mais de 12 anos - Grande abraço Jamil.

- Conheci uma cidade que me surpreendeu pela qualidade de vida e educação da população. Parabpens goianos :)

- Um público interessado e seleto em busca de informação sobre o novo mundo digital.

A palestra durou pouco mais de uma hora. Mostro abaixo os slides da palestra para quem quiser visualizá-los.

Call to action gerando leadings qualificados

A Publiweb – uma das empresas da qual sou diretor – é uma agência interativa que trabalha prioritariamente com divulgação de marcas através de ferramentas de web 2.0 como YouTube, Google, Podcasts dentre outras.

O carro-chefe da Publiweb é o marketing de busca, a partir do qual geramos para os sites de nossos clientes um grande afluxo de visitantes. Mas de que adiantaria um grande volume de visitação mensal se não fossem gerados negócios? Lembremos todos de que um dos objetivos de qualquer ação de marketing é a satisfação do cliente através de relações de troca entre estes e a própria empresa. Não é ficar na primeira posição do Google, mas sim, vender.

Mesmo que você não seja cliente da Publiweb e não tenha uma estratégia de marketing de busca, se tiver um site, tem visitação, por menor que seja.

Se você já analisou as estatísticas do seu site e já percebeu que, por maior que seja o número de visitantes no seu site, ele não tem gerado vendas, você deve ter se perguntado como aproveitar o tráfego na sua home-page e transformá-lo em negócios.

A maior parte das empresas acha que o seu próprio site é na realidade é um cartão de visitas em formato digital. Poucos cartões de visitas têm a capacidade de gerar negócios para todos que o vêem.

Um site vendedor – que gere negócios para uma empresa - não pode se contentar em exibir a clássica ordem “home, empresa, produtos, clientes, contato” em seu menu. É preciso mais, muito mais.

O consumidor do século XXI está cada vez mais exigente com relação ao tratamento que as empresas dão para ele. Para fazer negócio com ele é necessário primeiro se relacionar com ele e a porta de entrada para iniciar esse relacionamento é pegar o e-mail dele.

Imagine se você conseguisse pegar os e-mails de todos os visitantes do seu site. Você poderia facilmente enviar promoções de seus produtos, e-mails informando concursos e tantas outras ações de marketing direto. E-mails válidos e opt-in são como dinheiro na mão.

O segredo para transformar visitas em e-mails é ter uma boa estratégia de “call-to-action”, ou seja, ter incentivos que façam com que os visitantes deixem seus nomes e e-mails em um dos formulários que você disponibilizará no seu site.

Durante todo o site deve haver várias “iscas” para captação de e-mails como por exemplo, uma área restrita, um e-book em pdf para ser baixado gratuitamente, um formulário de indicação para um amigo, a assinatura de uma newsletter, etc. Cada negócio tem suas ferramentas específicas e mais eficazes para captação de e-mails.

Para criar tais ações “call-to-action” é preciso antes de tudo saber o que seu público-alvo considera como relevante para ele e tendo valor superior. A idéia é fazer com que seu visitante considere o “custo” de escrever seu nome e e-mail menor do que o valor das informações que receberá.

Lembre-se de que, apesar de ainda não estar “vendendo” nada para ele, fazer com que o visitante deixe o seu e-mail é ter êxito em uma relação de troca, assim como é a venda. A única diferença é que a troca não envolverá moeda, mas algo até mais valioso – um contato direto com aquele consumidor, a partir do qual a sua empresa poderá iniciar um relacionamento vitalício e muito lucrativo com ele.

Vamos ver um exemplo: veja o site www.samra.com.br, de um nossos clientes, a Samra Trading – uma empresa cuja especialidade é ministrar cursos para ensinar as pessoas a investir na bolsa com segurança. No site da Samra temos áreas restritas, chat mediante cadastro, análises exclusivas mediante cadastro e outras ferramentas de grande relevância para o público-alvo (investidores via home-broker na bolsa de valores).

Essas ações fazem com que uma grande parte dos visitantes se transforme em e-mails. Quanto melhor a estratégia de search marketing da empresa, maior é a visitação do site desta empresa e maior a quantidade de pedidos de orçamento e de compra recebidos por ela. Quanto melhor a estratégia de “call-to-action”, maior é a taxa de conversão de visitas em vendas.

A dica é: estude o seu público-alvo e descubra alguns tipos de informação que ele considera como relevante e de grande valia para ele. Ofereça estas informações mediante cadastro. Não adianta oferecer aquilo que todo mundo já oferece - newsletters, por exemplo - deve ser algo inédito e relevante (essa é a principal “palavra-chave”).

Qualquer dúvida, entre em contato comigo e terei o maior prazer em ajudá-lo.

O concorrente invisível

posted by Conrado Adolpho in Artigo, Internet, Marketing, Marketing Digital

Você já pensou em quais são seus concorrentes?

O conceito de concorrência mudou muito nos últimos anos. O comerciante que disputa clientes na mesma rua que você não é necessariamente o seu maior concorrente. Em termos geográficos, pode até ser, mas a geografia hoje está cada vez mais longe de ser um fator determinante em negócios.

O anunciante da página ao lado do jornal no qual fez seu anúncio semanal também não necessariamente é um concorrente forte. Muito provavelmente os seus maiores concorrentes são empresas que sabem como entrar na mente do seu usuário sem nem ao menos você conhecê-lo. Eles vão até onde o seu consumidor está mais propenso a comprar - eles oferecem uma proposta de valor personalizada e com um custo muito menor do que o seu. Eles são as novas grandes empresas que, mesmo sem estar na mesma rua ou página de jornal que você, disputam clientes com sua empresa de igual para igual - eles estão na Internet.

Leia esse trecho da Época Negócios:

“O McDonald’s tem uma estratégia muito agressiva na internet como canal de venda. O vice-presidente de marketing e comunicação da empresa, Mauro Multedo, informa que hoje 20% das vendas de delivery são provenientes da internet. “Esse percentual deve aumentar rapidamente para 50% quando passarmos a permitir o pagamento com cartão de crédito online”, diz.”

O McDonalds, que tem seus pilares na localização de suas lojas, está investindo agressivamente na Internet. Uma empresa que entende que em muito pouco tempo haverá as empresas interativas e as empresas falidas. Ou você conversa com seu cliente através da web, ou ele vai procurar outra empresa para conversar.

O engraçado é que essa conversa só acontece nos bastidores e, por isso mesmo, ela é muito difícil de ser mensurada, vista ou avaliada pelas empresas que não participam dela. É o relacionamento invisível que começa a ameaçar seu negócio sempre que um cliente seu entra sorrateiramente em um site do seu concorrente ou recebe um e-mail dele.

Hoje existem ações de marketing que se desenvolvem debaixo de nossos narizes, ou de nossos monitores, e nem por isso conseguimos vê-la, mensurar seus resultados ou avaliar o impacto delas sobre nossos negócios. O concorrente invisível está agindo a todo o momento seduzindo seus clientes e você não consegue ver como nem onde.

O concorrente invisível entra nas casas de seus atuais clientes sem ao menos sabermos quem ele é. Faz isso sem estardalhaço, sem colocar outdoors nas ruas ou campanhas na TV.  É um ente que tira seus clientes de sua empresa sem você saber porque.

Esse concorrente invisível é de várias formas, segmentos ou tamanhos. Ele está na Internet 24 horas por dia se relacionando com seus clientes, atraindo-os para um comprometimento cada vez maior com suas marcas e oferecendo produtos e serviços bem mais atraentes do que os seus.

A Casa & Vídeo - magazine muito presente no Rio de Janeiro - faz anúncios em diversas cidades do país na qual ela não tem uma loja sequer - direcionando os leitores para o site da loja.

Pense na cidade em que você se escontra. Provavelmente as lojas mais tradicionais de sua localidade não é a loja que domina o comércio eletrônico de sua região. O Submarino e o Mercado Livre não tem uma loja sequer e rouba grossas fatias de seus compradores.

O conceito de concorrência não é mais o mesmo. O concorrente invisível pode minar seus clientes sem nem ao menos sua empresa saber para onde ele está (ou se ele “está” em algum lugar).

É claro que essa moeda tem dois lados. A sua empresa também pode ser o concorrente invisível. Também pode ganhar clientes em qualquer lugar do país ou do mundo tirando clientes de tradicionais e estabelecidas lojas ou empresas de cada região. Também pode seduzir clientes que nunca chegariam a você se não fosse por meio da web.

Que a Internet não é uma moda passageira ou uma onda, você já sabe. O que você provavelmente ainda não sabe é como utilizar essa ferramenta que todos dizem ser a 8ª maravilha do mundo de forma a lhe gerar faturamento. Esse é um problema comum já que as faculdades não formam profissionais interativos. Estes se formam na prática, aprendendo com os seus próprios erros e acertos.

Pense no conceito de concorrência invisível e avalie sua estratégia de marketing de maneira a enxergar o que está de fato acontecendo no novo mundo digital. Seja um concorrente invisível ou seja engolido por ele.

minha palestra sobre marketing digital

Pessoal, já está no ar a minha palestra ministrada na Endeavor, sobre marketing digital. (Quer acessar a palestra com os slides?). Comentem para eu saber o que vocês acharam.

 

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