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Archive for the Marketing category

Contar história e construir relacionamentos: a essência da web das próximas décadas

Marketing de relacionamento por meio da web? Conteúdo direcionado para nichos? Utilizar mecanismos de busca para aumentar tráfego? Posicionar marcas por meio da web? Comunicação viral? Mashups? Blogs corporativos? Web 2.0? Permitir que o consumidor direcione o desenvolvimento de seus produtos?

Não. Não é nada disso que acontece hoje em dia no universo publicitário. Empresas tentam em vão fisgar um consumidor a todo custo com anúncios e chamadas que lembram grosseiras adaptações de práticas cinqüentenárias, que cada vez dão menos resultados. Repetir na internet as formas tradicionais de publicidade é um retrocesso cômodo, porém, perigoso para anunciantes e marcas que ainda confiam cegamente nos resultados do passado.

A época atual é do relacionamento. A palavra de ordem é personalizar a comunicação, os produtos, os serviços e criar um laço emocional com consumidores de modo que estes escolham sua empresa pelo coração, não pelo produto ou pelo preço. Os conhecidos 4 P’s (Preço, Praça, Produto, Promoção) mudaram de forma substancial. Fazer publicidade hoje é contar histórias, é envolver e emocionar. Na questão de envolvimento, a web leva uma grande vantagem.

Como diria Ajaz Akmed, da AKQA, “A melhor publicidade é a não publicidade”. Concordo em gênero, número e grau. Relacionamento não é publicidade, é envolvimento.

Em vez de costurar uma relação vitalícia com seu usuário, empresas tentam impingir uma série de produtos e serviços não-direcionados e de maneira pouco discreta (exceção honrosa feita a algumas empresas como a Natura e algumas outras, que estão fazendo um excelente trabalho de marketing de relacionamento, tanto pela internet quanto fora dela).

O chamado “marketing de imitação” faz com que todos os sites se pareçam. Se mudarmos o logotipo do canto superior esquerdo, podemos utilizar o site de uma imobiliária e substituí-lo por um de uma fabricante de autopeças. Parece que todos foram feitos pela mesma produtora web. Não há diferenciação nenhuma entre a comunicação de cada um deles com seu público - apesar de a comunicação com cada público ser completamente diferente.

Como uma empresa pode esperar ser inovadora ou gerar uma vantagem competitiva se sua principal entrada para o mercado é uma mera cópia de seus concorrentes?

Não é de admirar que muitas empresas que tiveram gênese em cubículos de repúblicas de faculdades transformem-se em negócios multimilionários. Apenas chegaram ao mercado com a inovação peculiar dos jovens, com seu DNA interativo e os anseios que o mercado já tinha. Anseios a que diretores de marketing, gerentes de comunicação e criativos de grandes agências não estavam prestando atenção, verdadeiramente: mudanças pelas quais passa seu mercado ou dificuldade de entender o que enxergam. Como disse um executivo de meia-idade amigo meu - parece que eu estava adormecido e acordei no meio desse mundo completamente diferente.

Entendo que na correria dos prazos e tarefas nem sempre dá tempo para entender esse novo mundo, mas vale a pena tentar. A pena de não prestar atenção nos movimentos do mercado - e não aprender com eles - é ver seus clientes esvaírem-se para outras empresas que saibam o que fazer com todas essas novas ferramentas interativas.

Empresas de todos os portes perdem uma grande quantia de capital ao considerar que internet é sinônimo de site e que site é sinônimo de cartão de visitas. Perdem lucratividade quando consideram que um “sobrinho” que aprendeu HTML ou Flash em um curso de uma escola de informática está apto a gerir uma estratégia de marketing digital. Utilizar as diversas ferramentas para chegar ao público-alvo para entreter seu consumidor e criar um relacionamento que culminará em credibilidade e fidelidade, e em outras palavras, lucro, é um desafio.

O que esse sobrinho pode saber sobre “contar histórias”?

A internet é um meio que oferece em primeira instância comunicação, informação, entretenimento e interatividade. Gastamos 77% de nosso tempo com essas atividades. O resto é consequência desses quatro. As empresas precisam oferecer exatamente isso para o usuário visando o relacionamento de longo prazo.

Enxergar nem sempre é ver. É preciso ter conceitos consolidados para interpretar mudanças que podem estar ocorrendo sob seu próprio nariz.

Fonte: iMasters

De volta à empresa circular

Viver no caos não é mais uma opção: é uma imposição. Viver em um ambiente que muda constantemente é a realidade. A regra é que nenhuma regra é válida por muito tempo.

Tenho defendido o modelo circular de processos nas empresas e volto a debater esse tema nesse artigo por se tratar de uma discussão da maior importância. A empresa circular demanda um outro tipo de dinâmica - a constante revisão de processos, produtos e pensamentos. Muitos diretores de marketing e publicitários em geral podem dizer que não há tempo para isso dada a já assombrosa demanda diária para atingir metas impraticáveis. O mundo, realmente, está cada vez mais difícil de se compreender e de caminhar de forma segura.

Implementar um processo circular em uma empresa implica muitas horas de discussão e muitas semanas ou meses de adaptações e recriações. E o pior de tudo, viver em uma incerta realidade. Sinto muito, mas é como sua empresa deverá ser nas próximas décadas e, pensando bem, a vida de todos nós já é assim, mas tendemos a negar tal fato.

O marketing veio se modificando ao longo dos últimos anos, moldando-se ao mercado porque é dele que extrai suas leis. As mudanças do comportamento do consumidor exigiram que as empresas mudassem (ou quebrassem). Tal ciclo de mudanças não acabou, e nem vai acabar, pois o ser humano evolui a cada instante.

O consumidor, visto muitas vezes como um target - uma massa disforme de indivíduos sem rosto e sem nome - agora tem perfil no Orkut e blog. Cada um quer ser tratado como indivíduo e não como estatística. Diante da valorização cada vez maior do sujeito em si, em detrimento da valorização de grupos de predicados semelhantes, a empresa precisa ter não só a capacidade de mudar, mas de aprender de forma autônoma sobre qual direção tomar diariamente. Deve ser flexível e ágil o suficiente para modificar seu rumo com base em observações das tendências mais sutis, estabelecendo um estado de alerta ininterrupto.

A empresa deve ser uma leitora de almas, deve prover a si a liberdade de mudar de opinião, ideia ou produto quando perceber que algum elemento de seu mix de ideias, (seja em átomos ou bits) não for mais relevante ao seu cliente. A empresa não pode ter medo de errar, pois o erro faz parte do aprendizado. Não existe sucesso sem fracasso.

As empresas - e as pessoas - correm dia a dia atrás de um objetivo determinado e, quando finalmente o alcançam, acham que a viagem terminou. Esse é o raciocínio linear-ocidental-católico-corporativo que prega que existe sempre um fim para a jornada, o mesmo raciocínio que fixa seus olhos no fim da estrada reta e que não consegue evitar a aflição diante da curva que nunca termina. O corporativismo que prega as férias de fim de ano como a redenção final, o encerramento do ciclo - a nova chance de começar de novo, agora do jeito certo. Existe um texto atribuído ao Mario Quintana que traduz muito bem isso:

“O cara que inventou o ano com 365 dias é um gênio, é exatamente o suficiente pra gente achar que já está cansando, quando de repente, vem um novo ano e ganhamos força, novos planos, novos sonhos e aguentamos mais um ano de trabalho (quando na verdade vai ser tudo a mesma coisa)”

Um pensamento que nos conforta uma vez que, se temos a consciência de onde é o início e de onde é o fim, temos também a sensação de que dominamos o processo por completo e só nos basta segui-lo. A finitude linear nos é mais aprazível do que ao infinito incômodo do círculo.
Em um processo circular, o fim e o início se confundem e se transmutam em todos os pontos do próprio caminho. Assim, as empresas devem procurar uma organização de processos e gestão como numa távola redonda arturiana, em que todos os pontos, ou homens, tem igual importância. O mesmo pensamento filosófico oriental que originou o princípio da dualidade complementar constantemente em mutação do yin-yang, expressa no tão conhecido diagrama do Taiji, chinês.

A empresa circular aprende com o mercado e corrige sua estratégia de maneira contínua. Enxerga o mercado como um todo, uma unidade em que, não só, há uma revisão constante do valor que se está entregando para seus clientes, mas também olha e analisa todos os aspectos desse cliente - pessoal, profissional, social e familiar - como já pregava o japonês Kaizen na década de 50.

Assim como a internet deixa à mostra a marca da empresa tanto no aspecto institucional quanto promocional, mixando ambos em uma só imagem, o indivíduo do século XXI também tem todos os seus campos mesclados e apresentados na web, desde o seu perfil profissional no LinkedIn, até suas queixas pessoais em um fórum sobre doenças de pele. É sobre esse indivíduo completo (e complexo) que se deve ter consciência.

A empresa circular deve aprender a aprender. É uma “empresa aprendiz”, orgânica, humilde diante do que não sabe e eficiente no que sabe, com a consciência de que um de seus maiores ativos é a capacidade de resposta frente à mudança. Segue o mercado transformando-o e sendo transformada por ele.

A empresa circular sabe que a jornada é tão respeitável quanto o destino. Negando a filosofia maquiavélica, os fins não justificam os meios porque, tão ou mais importante que o destino, é a maneira como ele é alcançado. O raciocínio linear mira somente o destino enquanto o raciocínio circular analisa cada passo dado que encerra em si mesmo o fim e o início do caminho. Da mesma maneira como cada célula de nosso corpo é parte e todo ao mesmo tempo, já que traz em em si nossa própria sequência vital de DNA.

A internet é em si mesma um processo circular. Não tem início, não tem fim. A navegação é protagonizada por cada indivíduo e é única dado o infinito número de possibilidades geradas pelo intertexto, pelas conexões e links, pela interação. Não há fórmulas prontas nem caminhos já traçados. Diante desse cenário, parece insano seguir velhas regras.

É preciso aprender fazendo. É preciso fazer aprendendo. Ir e voltar, destruir e reconstruir, mudar, trocar, perguntar, experimentar. O que se apresenta diante de nossos narizes e teclados é um mundo inseguro e cheio de incertezas que exige um novo olhar sobre si. Ampliar o campo de visão para os 360º circulares e repensar os modelos tradicionais lineares e orientados para o fim ? e não para o meio ? é imperativo e necessário para sobreviver à guerra do mercado que hoje acontece de forma declarada.

Pense de forma circular para que seu negócio sobreviva às novas exigências desse consumidor 2.0 que não tolera mais uma empresa que não o entenda.

Fonte: iMasters

Princípios do marketing digital e da sociedade da nova economia global

posted by Conrado Adolpho in Artigo, Internet, Marketing, redes sociais

Vivemos em um mundo baseado em bits. A informação mudou dos catálogos impressos ou dos jornais em papel para sites de e-commerce e blogs. O mundo que, segundo Alvin Tofler, vive na era da informação, agora passa por transformações que ele próprio não preveria na década de 80, quando lançou seu clássico “A Terceira Onda”.

Os princípios que regem o mercado da sociedade contemporânea não são os mesmos que a trouxe até aqui. Os papéis perderam seus contornos e as instituições, sua credibilidade.

É preciso se reinventar.

Nesse cenário de turbulência e mudanças, novos princípios se fazem necessários. Apresento a seguir um breve roteiro para que webmasters e profissionais interativos de marketing se encontrem: os 6 princípios do marketing da nova sociedade digital.

Vamos explorar inicialmente o ambiente interno, principalmente ao que tange a sua empresa. Logo depois, irei mostrar o que sua empresa deve fazer com relação ao ambiente externo – principalmente no que tange ao consumidor.

1. Seja simples
Cada dia mais, o ser humano tem procurado a simplicidade. Há preocupação com o meio ambiente, crise no modelo consumista dos Estados Unidos e outras áreas, inclusive na tela principal e minimalista do Google. Não ache que é isso é fácil!

A internet está apenas recriando o modelo de simplificação que passa pelos mais diversos campos do conhecimento de tempos em tempos. A simplificação democratiza e isso por si só já faz com que todo um setor da economia mude devido à entrada das massas. O que antes era restrito a uma minoria, de uma hora para a outra se abre à população que faz com que todas as regras sejam modificadas.

Eastman o fez com a Kodak no final do século XIX, simplificando a fotografia a ponto de permitir que o consumidor comum pudesse tirar suas próprias fotos. Lutero o fez no final do século XV traduzindo a Bíblia do latim para o alemão. Steve Jobs o fez com a interface dos computadores no final do século XX. Cada um a sua maneira imprimiu sua marca na história da humanidade.

A diferença é que a internet está mudando (e simplificando) muito mais campos do conhecimento do que qualquer um dos anteriores conseguiu até então. A internet gera acessibilidade em massa para informações que até antes eram propriedade de poucos. Não dependemos mais dos escribas do faraó, agora todos podemos escrever e ler também. A busca pela simplicidade tem sido um valor nos dias atuais, e as empresas que a apresentarem para o consumidor ganharão sua simpatia porque torna o complexo, simples. O inacessível, democrático.

Simples não quer dizer simplório, medíocre ou mal feito, mas tão elaborado que só seja apresentado ao usuário o que realmente é imprescindível. A simplicidade pode ser mais complexa do que a complexidade. Para ser simples é preciso ser exato. A Apple é um exemplo de empresa que preza pela simplicidade advinda da extrema complexidade.

2. Seja ético
Vivemos na era da transparência. É importante percebermos que, com a internet, nada mais pode ser escondido por muito tempo. É mais fácil ter a ética como um valor acima de todos os outros.

Ser ético é mais do que dizer a verdade e ser transparente em suas atitudes. Ser ético é revelar os segredos de sua instituição para o consumidor como uma forma de pedir sua anuência. É destinar a seu cliente tempo para explicar por que sua empresa está fazendo isso ou aquilo. Ser ético é devolver à sociedade aquilo que ela lhe deu em forma de lucros.

Ética é um conceito muito debatido e subjetivo, mas é fácil saber o que não é ético. Como na frase, “na dúvida, faça a coisa certa”, as empresas precisam se mostrar para seus clientes como éticas, acima de tudo.

Escândalos como o da Enron só aumentam a descrença do consumidor em relação às instituições. Há uma frase que resume bem essa situação: “à mulher de César não basta ser honesta, é preciso parecer honesta”.

É preciso que sua empresa inspire credibilidade e respeito junto ao consumidor. A campanha do Banco Real, no Brasil, “Todo dinheiro é igual?”, reflete bem um encaixe do banco com as exigências do consumidor. No site do Banco Real podemos ler a seguinte frase: “Para o Banco Real, um negócio só é bom mesmo quando é bom para todos: para as empresas, a sociedade e o meio ambiente”. Quando imaginaríamos ouvir isso há 30 anos?

3. Seja “encontrável”
O número de ofertas para o consumidor torna-se tão grande que o problema não é mais você ser escolhido em vez de seus concorrentes. O problema hoje é você ser encontrado antes deles e, além disso, na hora em que o consumidor precisa.

Se você não usufrui do privilégio de ser uma marca top of mind como Xerox ou Coca-Cola, é melhor pensar cada vez mais em técnicas de “encontrabilidade”.

Mesmo essas marcas já estão pensando em encontrabilidade. Afinal, se tecnologia não é mais um diferencial entre empresas, qualquer produto vai resolver meu problema. Ser encontrado antes pode fazer toda a diferença.

Sempre digo que “A melhor maneira de encontrar o seu consumidor é ser encontrado por ele”. Repita isso como um mantra.

No próximo artigo, vamos explorar o que deve ser feito quanto ao seu ambiente externo e como que é o consumidor que deve dar os rumos da sua empresa.

Vamos explorar agora o ambiente externo na relação da empresa com o consumidor.

Os próximos 3 princípios do marketing na sociedade digital nos mostram que o consumidor é o ponto de partida de todas as suas ações, inclusive, na renovação da sua própria empresa.

Vamos a eles.

4. Ponha o usuário no início (e no final) de sua cadeia de valor
Pense em seu consumidor como a base de decisão de todas as coisas. O consumidor deve ser de fato o início e o final de todas as decisões da empresa. Não há nenhuma novidade no que estou dizendo, mas algumas empresas vão além de simplesmente ouvir o cliente, deixando-o influenciar diretamente o próprio produto, como no caso da camiseteria.com.
Isso é por o cliente em seu devido lugar: a direção da empresa.

O Google usa a técnica de lançar produtos semiacabados para que os próprios usuários contribuam para seu acabamento e melhoramento. São sempre lançados em formato “beta” e podem levar alguns anos até que estejam terminados.
Vivemos em um mundo “beta” em que não mais tempo para planejar durante dois anos o lançamento de um produto, sob pena de, ao lançá-lo, ele já esteja obsoleto.

A obsolescência contemporânea está sendo levada a níveis exorbitantes em que produtos de alto valor agregado, como câmeras ou notebooks, se tornem antigos em semanas ou até dias.

Isso faz com que suas inovações saiam mais rápido do laboratório, diminuam a responsabilidade de estarem 100% concluídas e, portanto, sem possibilidade de erros, testando o produto no próprio mercado, o melhor lugar para testes. Muitas vezes o próprio consumidor, além de apontar os problemas, também os resolve.

5. Crie relacionamentos
Vender cada vez mais torna-se uma consequência dos relacionamentos que sua empresa criou ao longo do tempo. O vendedor tirador de pedidos, se é que ainda existe, está com os dias contados.

Empresas que promovem o relacionamento crescem a olhos vistos na “era do atendimento ao consumidor”. A internet está repleta de ferramentas para que as empresas criem tais relacionamentos de forma duradoura e em grande escala, basta a sua empresa querer.

Internet, é propaganda, é conversar, contar histórias. Isso é relacionamento. Conte histórias, converse com seu consumidor.

A palavra “relacionamento” nos remete diretamente à palavra “pessoas”, e essa tem relação direta com “redes sociais”. A internet, como uma rede de pessoas cada vez mais será a internet das redes sociais. O conceito de redes sociais está em muitas coisas atualmente.

Entender de relacionamentos significa entender de redes sociais, significa estimular a “conversa”. É através delas que uma empresa consegue lidar com grandes quantidade de informações sobre pessoas e hábitos. As redes sociais são o melhor CRM que surgiu nos últimos tempos, devido a sua possibilidade de atualização colaborativa e auto-segmentação.

As redes sociais existem pelo único motivo que o ser humano precisa de um sentimento de “pertencimento”. Precisam saber que estão ligados a semelhantes seja por causa de um mesmo time de futebol, uma mesma marca de bolsa, um mesmo carro. A propaganda explora esse sentimento de pertencimento vendendo estilo de vida em vez de produtos.

O desejo de pertencimento por afinidade gera o que chamamos de clusterizações das redes sociais. Em outras palavras, pessoas se juntam em grupos distintos. É difícil, por exemplo, o cluster de redes sociais de atores de filmes de terror ter os mesmos membros do cluster de redes sociais de atores de filmes pornôs. São clusters que não se misturam muito.

Isso faz com que tenhamos que escolher os nossos clusters, em que redes queremos estar e quais os nossos pares. O desejo de ser algo e de pertencer a algo de cada um cria tais clusters. Por meio das redes sociais de um mesmo cluster cria-se relacionamentos. Passa-se a escutar muito mais ativamente seu consumidor. A época do “qualquer cor, desde que seja preto” acabou faz tempo. Personalize sua comunicação e faça com que ele se sinta único.

As ferramentas de personalização e a possibilidade de interferir diretamente em empresas e governos (quanto aos governos, em alguns países, já se derrubam políticos a partir de posts em blogs) fazem com que o consumidor seja o dono da bola e, com razão, eleito o “cidadão do ano” da Revista Time em 2006.

6. Renove-se a cada dia
Se a sua empresa, seu site ou seu produto, permanecer o mesmo durante muito tempo, perderá, invariavelmente, para os mais novos. Na sociedade do descartável, em que o consumidor procura ávido por produtos que venham arrefecer o seu desejo pelo novo, não se pode ser o mesmo durante muito tempo – é preciso se reinventar.

E, lógico, quem vai dizer para a sua empresa ou para o site de seu cliente, que caminho tomar nessa reinvenção, é o próprio consumidor.

Não dá para deixar de falar do Google nesse quesito. Google Maps, Google Phone, Gmail, Google AdWords, Google Adsense, Google Docs; Google isso, Google aquilo. Surpreender seu usuário sempre foi uma de suas principais vantagens competitivas.Todos os produtos que o Google lança remontam uma clara percepção de demanda por parte dos consumidores.

Um fato que evidencia essa postura do Google frente ao mercado é o de que, além de atrair mentes brilhantes por ser uma empresa estimulante e cool, como um dia foi a Microsoft, 20% do tempo (e estrutura) são dedicados para que seus funcionários criem produtos pessoais. É lógico que isso só é possível em uma empresa que transborda dólares pelo ladrão, mas não deixa de ser uma ótima estratégia para cultivar um ambiente inovador.

Sua capacidade de inovação sempre o coloca no topo das marcas em termos de divulgação e adoração. É lógico que o Google não é líder em tudo o que lança (quantas vezes você já utilizou o Google Checkout?), mas seu desempenho é invejável.

O Google Docs, por exemplo, contabilizou mais de 1,4 milhão de usuários em outubro de 2007, o que o coloca com folga na liderança do setor. Estamos falando de editores de textos e planilhas on-line, e não off-line, em que a Microsoft lidera com mais de 500 milhões de clientes para seu pacote Office no mundo (sem contar, é claro, os piratas).

A Apple também é uma empresa que se renova constantemente, criando novidades bem adaptadas aos anseios do mercado. Estar sempre se renovando não é fácil, mas se a sua empresa abrir as portas para que o mercado a ajude nessa missão, torna-se mais fácil. Seu consumidor quer participar. Ele quer fazer parte daquilo que irá comprar.

Podemos citar também a Build a Bear. Essa empresa genial vende uma experiência em que a criança escolhe, entre uma variedade de 30 bichinhos, qual ela deseja ter. A partir daí, é possível gravar um som para ir no enchimento – a criança pode incluir um coração dentro dele. O brinquedo recebe um código de barras, para, caso seja perdido, ser devolvido à loja.É penteado e perfumado com um cheirinho escolhido pelo dono, ganha um nome e tem certidão de nascimento impressa, além de ser vestido com uma enorme variedade de roupas e acessórios.

A empresa foi fundada em St. Louis em 1997 e já conta com 260 lojas nos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Irlanda. Há lojas franqueadas na Europa, Ásia e Austrália.

Esse exemplo mostra que mesmo sem ser uma empresa interativa, localizada na web, é possível utilizar os princípios do novo Marketing, do mundo dos bits, para levar tais conceitos ao mundo dos átomos.

Os novos princípios que regem o mercado representam um desafio às mentes mais brilhantes e também mostram, atualmente, que o talento se torna cada vez mais forte do que a tecnologia.

A valorização de hoje está centrada no indivíduo. Vivemos na Renascença Digital e é raciocinando dessa maneira que vamos entender cada vez melhor o nosso consumidor e o nosso mercado, entregando mais valor por um preço cada vez menor. Portanto, os 6 princípios do marketing da sociedade digital tendem a transformar as empresas em instituições mais competitivas, que trabalham com customização, interação com os consumidores e inovação contínua.

Fonte: Aberje

Gerando credibilidade para sua marca por meio do conteúdo

posted by Conrado Adolpho in Artigo, Dicas, Internet, Marketing, Marketing Digital

Vender é se relacionar, e um meio de maximizar o efeito do site com o relacionamento na web é promover artigos e matérias em outros sites que tratem do assunto abordado nos textos.

A internet é basicamente um meio de informação, comunicação e entretenimento. Os portais, que sobrevivem graças à publicidade, precisam gerar tráfego que justifique o investimento de propaganda e, para tal, necessitam de muitos textos veiculados diariamente.

Uma das maneiras de aumentar o número de acessos a um site é gerando palavras-chave inseridas em um conteúdo que tenha relevância e, portanto, valor para o consumidor. Isso você já deve saber, porém, muitos dos portais não dispõem de jornalistas para escrever tais textos, então necessitam de colaboradores para gerar conteúdo. Pessoas, como você e eu, que entendem de um determinado assunto e se interessam em escrever sobre ele.

Lembrando-se de que todo texto produzido deve mencionar o autor, com um simples e-mail para o site que for publicá-lo pode-se solicitar a inclusão de um link para o site de sua empresa.

Experimente digitar “conrado adolpho” (entre “aspas” para só achar realmente o meu nome) no Google e veja o resultado de um trabalho de relacionamento na web feito a partir de 2004. Na minha última verificação havia mais de 30.000 ocorrências.

Como já mencionei, trata-se de um trabalho que traz inúmeras vantagens:

1. A mais imediata: gera links para o seu site, melhorando substancialmente minha posição nos buscadores.

2. Faz com que, mesmo pessoas que não teriam encontrado o seu site a partir de buscadores, acessem seu site devido a um artigo veiculado em outro site.

3. Cria uma imagem de credibilidade, uma vez que veicula a imagem da sua empresa em diversos sites diferentes que falam sobre o mesmo assunto.

4. Gera repetição do seu nome ou imagem, fixando-o na mente do seu público-alvo.

5. Apresenta você ou sua empresa para um público segmentado, que se interessa pelo assunto abordado e acessa os sites que veiculam informações sobre o mesmo.

Publicar conteúdo “off-site”, ou seja, em outros sites que não o seu, é uma das principais tarefas que sua empresa deve se dedicar em um planejamento de marketing digital.

O mercado de hoje mudou e uma das características desse novo mercado é que as pessoas acreditam cada vez mais nas opiniões de outros consumidores comuns do que em propagandas de sua empresa falando bem de você mesmo.

À medida que você publica conteúdo off-site, seja em diretórios, fóruns de discussão, comentários em blogs, artigos escritos sobre assuntos relativos a seu negócio, postagem de vídeos no YouTube, podcasts e várias outras maneiras, sua marca vai ficando evidente para seu mercado-alvo, criando valor para sua marca. Você cria uma presença on-line marcante.

A grande vantagem é que, atualmente, ainda está relativamente fácil de fixar sua marca e criar presença intensa na web devido ao fato que poucas empresas fazem isso de maneira profissional e eficiente.

A publicação de conteúdo off-site é uma ótima maneira de aumentar sua visibilidade e encontrabilidade, e isso não é só ação de empresa pequena.

Um exemplo veio recentemente da terceira maior rede varejista de eletroeletrônicos do país – o Magazine Luiza. Em dezembro de 2007, o Magazine Luiza fechou uma parceria com o YouTube para veicular vídeos explicativos sobre os produtos vendidos na rede. O Magazine Luiza investiu R$ 1,5 milhão nessa ação e pretende aumentar o investimento em mídia on-line cada vez mais.

Só o burburinho que tal iniciativa causou já lhe deu tantos links e referências que já fez valer o investimento.

Não é só o Magazine Luiza que utiliza o maior site de vídeos do mundo, incluem-se na lista a Nokia, a BMW e muitas outras empresas que reconhecem o potencial desse veículo para gerar recall para sua marca.

Outra grande vantagem de publicar conteúdo off-site vem de uma pergunta incessante de muitos empresários que acreditam que se conseguissem aparecer em uma entrevista na Oprah, na CNN ou em uma revista especializada, estariam ricos. Despendem enormes esforços de marketing para tal, mas o resultado é pífio.

Posso lhe garantir que a produção da Oprah recebe uma enorme quantidade de e-mails promovendo os mais diversos tipos de produtos e praticamente nenhum deles vai efetivamente ao ar.

Em vez de enviar releases para a produção de programas de grande audiência, sua estratégia de marketing digital deve ser diferente – você deve provocar uma matéria publicando conteúdo relevante e original sobre seu negócio.

Preste atenção, eu disse sobre seu negócio, não sobre seu produto ou sua empresa. Se você trabalha com fabricação de móveis fale sobre fabricação de móveis, decoração, tendências, novas tecnologias e não sobre como é o processo de fabricação de móveis na sua fábrica ou quais os prêmios que sua empresa ganhou no último ano. Lembre-se da relevância – regra básica no seu mercado.

Publicar conteúdo off-site pode significar para uma imobiliária publicar posts em fóruns sobre imóveis, quais as vantagem e desvantagens de se comprar ou alugar um imóvel com as atuais taxas de juros de aplicações e valor dos aluguéis.

Para uma clínica de cirurgia plástica pode significar publicar uma série de artigos sobre quando é importante fazer uma cirurgia plástica e quando não fazer. Essa série de artigos pode ser veiculada em centenas de sites e blogs.

Para uma agência de viagens pode ser interessante publicar vasto conteúdo sobre dicas de diversos países para os quais vende pacotes e que têm maior apelo por parte do público-alvo.

Até aí o que estou falando é sobre publicação de conteúdo. Li certa vez que “você é o que você publica” – e é verdade.

O que você publica fala sobre sua experiência, sobre sua boa vontade de veicular material de qualidade para ajudar outras pessoas que tem um problema que você pode resolver e principalmente, fala que você é confiável, tem um nome a zelar, afinal, ninguém se daria ao trabalho de construir um nome na rede para depois “queimá-lo”. Quanto maior sua presença na rede, mais confiável você parecerá.

Produção de conteúdo original é um fator muito importante para que você e sua empresa aumentem sua visibilidade na rede e formem uma imagem sólida e perene ao longo do tempo.

Tenha em mente que conteúdo é uma das únicas coisas que realmente são relevantes para um usuário interessado em comprar um produto ou serviço.

A internet já se fixou para seus usuários como uma excelente ferramenta de pesquisa, principalmente de comparações entre produtos e de pesquisa de opinião a respeito de produtos diversos por pessoas isentas e descompromissadas com instituições.

Use isso a seu favor.

Fonte: iMasters

Google Marketing é o 4o livro de marketing mais vendido do país

posted by Conrado Adolpho in Livro Google Marketing, Marketing

Meus amigos,

Há dois dias fiquei sabendo de uma notícia que me deixou muito feliz. O meu livro “Google Marketing” é o 4o livro de marketing mais vendido do país. Que ele era o livro de marketing digital mais vendido, eu já sabia, mas ser o quarto da categoria “marketing”, é muito para mim :)

Estou ao lado de Kotler e Underhill, dois papas do marketing no mundo inteiro.

Esse resultado se deve exclusivamente ao próprio mercado que indicou o livro de forma viral e fez com que outros comprassem. So tenho a agradecer a vocês leitores (abandonados por um blog quase sem atualização) e às pessoas que compraram e emitiram opiniões positivas sobre o livro.

Obrigado, leitores. Essa colocação é um presente para mim e para todo o mercado.

O concorrente invisível

posted by Conrado Adolpho in Artigo, Internet, Marketing, Marketing Digital

Você já pensou em quais são seus concorrentes?

O conceito de concorrência mudou muito nos últimos anos. O comerciante que disputa clientes na mesma rua que você não é necessariamente o seu maior concorrente. Em termos geográficos, pode até ser, mas a geografia hoje está cada vez mais longe de ser um fator determinante em negócios.

O anunciante da página ao lado do jornal no qual fez seu anúncio semanal também não necessariamente é um concorrente forte. Muito provavelmente os seus maiores concorrentes são empresas que sabem como entrar na mente do seu usuário sem nem ao menos você conhecê-lo. Eles vão até onde o seu consumidor está mais propenso a comprar - eles oferecem uma proposta de valor personalizada e com um custo muito menor do que o seu. Eles são as novas grandes empresas que, mesmo sem estar na mesma rua ou página de jornal que você, disputam clientes com sua empresa de igual para igual - eles estão na Internet.

Leia esse trecho da Época Negócios:

“O McDonald’s tem uma estratégia muito agressiva na internet como canal de venda. O vice-presidente de marketing e comunicação da empresa, Mauro Multedo, informa que hoje 20% das vendas de delivery são provenientes da internet. “Esse percentual deve aumentar rapidamente para 50% quando passarmos a permitir o pagamento com cartão de crédito online”, diz.”

O McDonalds, que tem seus pilares na localização de suas lojas, está investindo agressivamente na Internet. Uma empresa que entende que em muito pouco tempo haverá as empresas interativas e as empresas falidas. Ou você conversa com seu cliente através da web, ou ele vai procurar outra empresa para conversar.

O engraçado é que essa conversa só acontece nos bastidores e, por isso mesmo, ela é muito difícil de ser mensurada, vista ou avaliada pelas empresas que não participam dela. É o relacionamento invisível que começa a ameaçar seu negócio sempre que um cliente seu entra sorrateiramente em um site do seu concorrente ou recebe um e-mail dele.

Hoje existem ações de marketing que se desenvolvem debaixo de nossos narizes, ou de nossos monitores, e nem por isso conseguimos vê-la, mensurar seus resultados ou avaliar o impacto delas sobre nossos negócios. O concorrente invisível está agindo a todo o momento seduzindo seus clientes e você não consegue ver como nem onde.

O concorrente invisível entra nas casas de seus atuais clientes sem ao menos sabermos quem ele é. Faz isso sem estardalhaço, sem colocar outdoors nas ruas ou campanhas na TV.  É um ente que tira seus clientes de sua empresa sem você saber porque.

Esse concorrente invisível é de várias formas, segmentos ou tamanhos. Ele está na Internet 24 horas por dia se relacionando com seus clientes, atraindo-os para um comprometimento cada vez maior com suas marcas e oferecendo produtos e serviços bem mais atraentes do que os seus.

A Casa & Vídeo - magazine muito presente no Rio de Janeiro - faz anúncios em diversas cidades do país na qual ela não tem uma loja sequer - direcionando os leitores para o site da loja.

Pense na cidade em que você se escontra. Provavelmente as lojas mais tradicionais de sua localidade não é a loja que domina o comércio eletrônico de sua região. O Submarino e o Mercado Livre não tem uma loja sequer e rouba grossas fatias de seus compradores.

O conceito de concorrência não é mais o mesmo. O concorrente invisível pode minar seus clientes sem nem ao menos sua empresa saber para onde ele está (ou se ele “está” em algum lugar).

É claro que essa moeda tem dois lados. A sua empresa também pode ser o concorrente invisível. Também pode ganhar clientes em qualquer lugar do país ou do mundo tirando clientes de tradicionais e estabelecidas lojas ou empresas de cada região. Também pode seduzir clientes que nunca chegariam a você se não fosse por meio da web.

Que a Internet não é uma moda passageira ou uma onda, você já sabe. O que você provavelmente ainda não sabe é como utilizar essa ferramenta que todos dizem ser a 8ª maravilha do mundo de forma a lhe gerar faturamento. Esse é um problema comum já que as faculdades não formam profissionais interativos. Estes se formam na prática, aprendendo com os seus próprios erros e acertos.

Pense no conceito de concorrência invisível e avalie sua estratégia de marketing de maneira a enxergar o que está de fato acontecendo no novo mundo digital. Seja um concorrente invisível ou seja engolido por ele.

Plano de Marketing

posted by Conrado Adolpho in Marketing

Quer fazer o plano de marketing da sua empresa e não sabe nem por onde começar?
Descobri um site bem bacaninha que tem um resumo do plano bem interessante.
Super explicativo.

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