1.001 discos para ouvir antes de morrer….ou serão CDs?

A música, sempre está comigo. Para quem lê o meu blog (ou está escutando minha rádio online) sabe disso.

Acabo de adquirir um livro que recomendo a todos. Na onda das 1000 isso, 1000 aquilo, agora temos o “1001 discos para se ouvir antes de morrer”. Dois pontos me chamaram atenção nesse livro.

Primeiro que o nome é “discos” mesmo. Não é CD, MP3 ou qualquer outra denominação pós-moderna. É disco como era há 20 anos (sim, eu sou dessa época).

Outro ponto que me chamou a atenção é o esforço pelo “não-umbigo-norte-americano-centrado” comum nesse tipo de obra. O organizador da obra e seus 90 críticos, deuses que escolheram os tais 1001 discos, incluiram uma penca de discos brasileiros – tem Construção (Chico), João Gilberto e Stan Getz, Mutantes, Clube da Esquina (Milton e Lô Borges), Carlinhos Brown, Bethânia, Bebel Gilberto e o escambau. Os gringos resolveram abrir um pouco as vistas para nossas terras latinas. Deve ser a crise que está mexendo com a cabeça deles…eles nunca foram disso…

Brincadeiras a parte, a música brasileira sempre foi bem reverenciada lá fora. Ei! Mas cadê “João Bosco 100ª apresentação”? Cadê “Catavento e Girassol” (Guinga e Leila Pinheiro)? Onde foi parar “Elis & Tom”? “Os afro-sambas de Baden e Vinícius” nem pensar….e cadê “Tim Maia Racional”? Não dá para querer tudo, afinal. Já está muito bom ter tantas obras brazucas sendo agraciadas no livro.

Porém, se não temos algumas obras brasleiras importantes no “1001…”, temos um outro livro para complementar – “Os 100 melhores CDs da MPB”, de André Domingues. Muito bom – bons discos (digo, CDs), boas histórias.

Mas ainda falta muita coisa boa…afinal, só 100 para tantas obras raras brasileiras. Deveriamos ter também os “1.001 Discos da Música Brasileira”. Fica para a próxima.

Nem “Catavento e Girassol” nem “João Bosco 100ª apresentação” estão em nenhum dos livros. Chego à conclusão de que cada em terá a sua lista e lançar um livro desses é um ato de coragem. Chamar para a briga, mesmo. Melhor na opinião de quem?

Alguns vão falar – Peraí, e a trilha sonora de “Xuxa contra o baixo-astral”?
Apesar de não ter todos os 1.001 discos globais e os 100 discos (digo, CD…) nacionais que você certamente elege como os melhores para você, vale a pena comprar os dois livros para passear um pouco pelas tendências musicais e ler as histórias impagáveis de várias das obras mecionadas.

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1 Comment

  • By Ahsverus, 04/11/2008 @ 12:51 am

    Conrado, não se esqueça que um CD também é um disco, só que compacto… daí o nome Compact Disc. ;)

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