PontoCON - Blog do Conrado

Redes Sociais Expandem a Sociedade dos Poetas Mortos

posted by Conrado Adolpho in Internet

Oh Captain! My Captain! A frase é velha conhecida para aqueles que têm mais de 30 anos. O filme “A Sociedade dos Poetas Mortos”, com Robin Williams – trouxe a expressão Carpe Diem para as massas: uma celebração à vida.

No filme, passado em 1959, jovens estudantes de uma rígida escola americana foram sutilmente incentivados por John Keating, o professor transgressor (um antigo e certeiro chavão de Hollywood), a se reunirem para discutir poesia, falar sobre garotas e descobrirem-se como seres humanos completos.

Os tempos mudaram, a tecnologia mudou, porém, o espírito humano permaneceu praticamente o mesmo nos últimos 50 anos. O hábito de se reunir em grupos não arrefeceu ao longo das décadas, pelo contrário, só tem aumentado. Uma dessas reuniões aconteceu no fim do mês de janeiro de 2010 sob o nome, não mais de Sociedade dos Poetas Mortos, mas Campus Party – muito mais moderno e adequado aos novos tempos.

Em uma das palestras, Lawrence Lessig - professor de direito em Harvard e fundador do Creative Commons, proferiu uma frase que merece ser relembrada: “Antigamente, os jovens se reuniam pra falar sobre livros, música e filmes. Hoje, fazem isso online”. É a nova Dead Poets Society pós-moderna.

A reunião transcendeu as cavernas na escuridão e ganhou as ruas e as telas. Os jovens se reúnem em redes sociais, eventos abertos, salas de chat e em torno de ideias no Twitter. A reunião continua sendo em torno de ideias, mas agora, sem a barreira geográfica.

A tecnologia, chamada tantas vezes ao banco dos réus como a vilã das relações humanas, se mostra dia a dia como uma catalisadora social, porém, sob uma nova ótica. A ótica de um mundo sem fronteiras.

Os jovens do século XXI, agora enigmaticamente chamados de geração Y, geração Z, geração digital e outras denominações - notadamente influenciadas pelas novas tecnologias exatas - se voltam para um novo ser humano cibernético, o “homo cyber”. O ponto até então desconhecido entre o racional vulcaniano e o emocional bipolar.

O modelo de sociedade baseada na escassez e na restrição não serve mais para os nossos nativos digitais. A geração que passa o tempo todo plugada, discutindo, destruindo e reconstruindo suas identidades online, pensa sob uma lógica, diga-se de passagem, bem distinta de nós, que assistimos Sociedade dos Poetas Mortos no cinema.

Repensar o modelo custa caro para o status quo. E enquanto essa discussão não acontecer de maneira eficiente, o choque de gerações ficará mais acirrado do que nunca. A nova ordem que se impõe de baixo para cima é a da cultura livre. Assim como a operadora “Oi” prega a liberdade, muito bem ambientada no pensamento que toma o mundo de assalto, o movimento do software livre, do Creative Commons, da pirataria online e tantos outros trazem à tona a causa nobre da liberdade.

Por meio da internet, o homem se libertou do tempo, se libertou do espaço e se libertou do modelo hierárquico baseado na assimetria de informações.

De Ícaro a Linus, o espírito humano, de fato, não mudou. A escola em que o filme se passa, hoje é a nossa própria sociedade. Digamos todos “Oh Captain! My Captain!” e criemos um novo modelo de mundo baseado na escolha e não na imposição.

Fonte: Imasters

Contar história e construir relacionamentos: a essência da web das próximas décadas

Marketing de relacionamento por meio da web? Conteúdo direcionado para nichos? Utilizar mecanismos de busca para aumentar tráfego? Posicionar marcas por meio da web? Comunicação viral? Mashups? Blogs corporativos? Web 2.0? Permitir que o consumidor direcione o desenvolvimento de seus produtos?

Não. Não é nada disso que acontece hoje em dia no universo publicitário. Empresas tentam em vão fisgar um consumidor a todo custo com anúncios e chamadas que lembram grosseiras adaptações de práticas cinqüentenárias, que cada vez dão menos resultados. Repetir na internet as formas tradicionais de publicidade é um retrocesso cômodo, porém, perigoso para anunciantes e marcas que ainda confiam cegamente nos resultados do passado.

A época atual é do relacionamento. A palavra de ordem é personalizar a comunicação, os produtos, os serviços e criar um laço emocional com consumidores de modo que estes escolham sua empresa pelo coração, não pelo produto ou pelo preço. Os conhecidos 4 P’s (Preço, Praça, Produto, Promoção) mudaram de forma substancial. Fazer publicidade hoje é contar histórias, é envolver e emocionar. Na questão de envolvimento, a web leva uma grande vantagem.

Como diria Ajaz Akmed, da AKQA, “A melhor publicidade é a não publicidade”. Concordo em gênero, número e grau. Relacionamento não é publicidade, é envolvimento.

Em vez de costurar uma relação vitalícia com seu usuário, empresas tentam impingir uma série de produtos e serviços não-direcionados e de maneira pouco discreta (exceção honrosa feita a algumas empresas como a Natura e algumas outras, que estão fazendo um excelente trabalho de marketing de relacionamento, tanto pela internet quanto fora dela).

O chamado “marketing de imitação” faz com que todos os sites se pareçam. Se mudarmos o logotipo do canto superior esquerdo, podemos utilizar o site de uma imobiliária e substituí-lo por um de uma fabricante de autopeças. Parece que todos foram feitos pela mesma produtora web. Não há diferenciação nenhuma entre a comunicação de cada um deles com seu público - apesar de a comunicação com cada público ser completamente diferente.

Como uma empresa pode esperar ser inovadora ou gerar uma vantagem competitiva se sua principal entrada para o mercado é uma mera cópia de seus concorrentes?

Não é de admirar que muitas empresas que tiveram gênese em cubículos de repúblicas de faculdades transformem-se em negócios multimilionários. Apenas chegaram ao mercado com a inovação peculiar dos jovens, com seu DNA interativo e os anseios que o mercado já tinha. Anseios a que diretores de marketing, gerentes de comunicação e criativos de grandes agências não estavam prestando atenção, verdadeiramente: mudanças pelas quais passa seu mercado ou dificuldade de entender o que enxergam. Como disse um executivo de meia-idade amigo meu - parece que eu estava adormecido e acordei no meio desse mundo completamente diferente.

Entendo que na correria dos prazos e tarefas nem sempre dá tempo para entender esse novo mundo, mas vale a pena tentar. A pena de não prestar atenção nos movimentos do mercado - e não aprender com eles - é ver seus clientes esvaírem-se para outras empresas que saibam o que fazer com todas essas novas ferramentas interativas.

Empresas de todos os portes perdem uma grande quantia de capital ao considerar que internet é sinônimo de site e que site é sinônimo de cartão de visitas. Perdem lucratividade quando consideram que um “sobrinho” que aprendeu HTML ou Flash em um curso de uma escola de informática está apto a gerir uma estratégia de marketing digital. Utilizar as diversas ferramentas para chegar ao público-alvo para entreter seu consumidor e criar um relacionamento que culminará em credibilidade e fidelidade, e em outras palavras, lucro, é um desafio.

O que esse sobrinho pode saber sobre “contar histórias”?

A internet é um meio que oferece em primeira instância comunicação, informação, entretenimento e interatividade. Gastamos 77% de nosso tempo com essas atividades. O resto é consequência desses quatro. As empresas precisam oferecer exatamente isso para o usuário visando o relacionamento de longo prazo.

Enxergar nem sempre é ver. É preciso ter conceitos consolidados para interpretar mudanças que podem estar ocorrendo sob seu próprio nariz.

Fonte: iMasters

Para ter sucesso em 2010, estude 2009

Imagine-se na seguinte situação: você precisa que alguém leve você até o aeroporto para pegar um vôo hoje à meia-noite. A má notícia é que o aeroporto fica há 50 km de sua casa. Você tem duas pessoas para pedir tal favor, sua sogra, para a qual você negou o mesmo favor meses atrás, e seu irmão, que já marcou de sair com a namorada hoje à noite.

Elimine a possibilidade pegar um táxi ou um ônibus, para que o início desse artigo faça algum sentido.

Tenho certeza de que se disso dependesse uma promoção em sua carreira, iria pensar muito bem em quais argumentos iria usar com cada um. É claro que usar a mesma conversa com cada um deles não seria a melhor estratégia, uma vez que cada um tem motivações diferentes.

É exatamente assim que temos que agir com nosso público-alvo, agir de forma diferente com cada um. Personalizar a comunicação para grupo de pessoas que entra em contato com você. Para o segmento de sogras, a comunicação é uma, para o segmento de irmãos, é outra.

Antes de falar qualquer coisa que seja, é preciso primeiro analisar qual “idioma” seu interlocutor entende. É muito diferente comunicar, por exemplo, uma mudança de cidade para um executivo de 50 anos do mesmo modo que para a filha dele de 12 anos.

As motivações, os valores, a experiência de vida e tudo o mais são muito diferentes de pessoa para pessoa.

Se em um simples processo comunicativo é preciso escutar primeiro antes de falar, imagine em um processo complexo, como é a comunicação pela internet. De nada adianta ter um site se você não sabe nada sobre quem vai acessá-lo.

Você corre o risco de tentar vender bichinhos de pelúcia para aquele executivo de 50 anos e ações da Petrobrás para a filha dele. Antes de pensar em projetar ou planejar um site, é preciso conhecer seu consumidor digital.

Quanto mais você conhece seu usuário, mais consegue vender para ele. Por exemplo: se você descobre que boa parte das buscas por um determinado produto que você vende está no nordeste e seu negócio fica em São Paulo, isso faz com que, a partir dos dados vindos da web, você pense em estratégias diferentes para sua empresa.

Vale a pena prospectar tal mercado? Será que há uma oportunidade de mais negócios por lá? O valor pelo qual eu venderia meu produto no nordeste cobriria os custos de deslocamento?

O consumidor no Brasil vem mudando dia a dia e, mais importante do que aprender tudo sobre ele, é aprender a aprender sobre ele continuamente.

Você sabia, por exemplo, que apenas 25% dos internautas brasileiros possuem renda acima de cinco salários mínimos, segundo estudo da agência Avenida Brasil – agência especializada em consumo de baixa renda? De que forma isso define a criação de produtos em sua empresa?

Com relação ao comércio eletrônico, estima-se que 70% do potencial de expansão do segmento de comércio eletrônico venha das classes C, D e E.

Outro dado interessante para empresários de comércio eletrônico, é que, segundo Febraban, em 2007, mais de 25 milhões de pessoas físicas usaram a internet para transações bancárias – bem mais do que tivemos em 2009, em termos de compradores on-line. Ou seja, temos um número enorme de pessoas já lidando com dinheiro on-line, mas que ainda não estão comprando on-line.

Quando esse mercado, que já usa o internet banking, tiver credibilidade suficiente para comprar on-line, teremos um salto nas compras on-line. O público da internet é o mesmo público-alvo do dito “mundo off-line”. A separação entre “online” e “offline” é apenas para fins didáticos, afinal o consumidor é um só. É importante, contudo, que não perca o off-line de vista, pois é ele que modificará o público on-line de amanhã.

Comportamentos que não vemos no mundo off-line, devido as suas peculiaridades de distância e temporalidade, mostram-se cada vez mais consolidados no mundo on-line, em que o tempo e a distância têm conotações muito diferentes da “vida real”: a “first life”. Podemos citar a maior exigência e a busca mais criteriosa pelos melhores produtos e informações a respeito de um assunto.

Se formos analisar mais profundamente as diferenças de comportamento no mundo off-line e no mundo on-line, o consumidor on-line apenas externaliza aquilo que ele faria no mundo off-line, se tivesse condições.

Por exemplo, muitos consumidores pesquisariam preços de um determinado serviço em 30 ou 40 empresas antes de se decidir pela contratação em uma delas, porém, no mundo off-line isso se torna praticamente impossível. No mundo on-line, é fácil.

Eu diria que a internet é como álcool, ela potencializa o que já está latente dentro de cada um de nós. Vamos tratar comportamento on-line e off-line de modos diferentes apenas para exemplificar suas diferenças.

Estudar o comportamento de seu público consumidor é crucial para a criação de sua estratégia de negócios. Individualmente, tomamos decisões muito peculiares e imprevisíveis, porém, como grupo, somos muito previsíveis. É analisando essa previsibilidade que você deve trabalhar sua estratégia.

Para construir suas estratégias de marketing digital para 2010, comece estudando profundamente o que ocorreu em 2009 e descubra o que puder sobre seu público-alvo. Só assim fará 2010 ser mais lucrativo do que 2009.

Fonte: Aberje

O que devemos esperar da web em 2010

posted by Conrado Adolpho in Artigo, Blog, Internet

Quando, em 1984, foi lançado o filme “2010. O ano em que faremos contato”, seus produtores achavam que 2010 estava muito longe. No entanto, 2010, agora, chegou.

Arthur Clarke, autor da obra escrita em 1982 e que posteriormente deu origem ao filme, acertou em cheio em dar à tecnologia o papel de protagonista do filme. Assim como no filme, a tecnologia tem definido nossos rumos tanto no presente quanto no futuro.

Tecnologia atualmente passa pelo ambiente interativo.

Prever os acontecimentos na área de tecnologia interativa é tarefa para “Gatners” e “Popcorns”. Vou dar uma humilde contribuição com a minha visão de mercado. Vamos falar um pouco de como deverá ser a web em 2010 no Brasil.

Lá vamos nós com a nossa seção anual “mãe Dináh”.

2009 foi um ano marcado pela crise e pela (re)descoberta do Brasil por parte dos países que ainda achavam que a nossa capital era Buenos Aires. O fato da crise não ter abalado tanto nosso país nos mostrou que somos mais fortes do que parecemos. Um pouco do nosso complexo de vira-lata se perdeu ao longo do ano.

A demanda reprimida, os IPOs adiados e os investimentos abafados deverão explodir em 2010. Ponto positivo para as empresas que tiverem se posicionado corretamente ao longo de 2009. A web deverá ganhar boa parte dessa verba, principalmente devido a sua capacidade de mensuração. A exigência por resultados por parte dos acionistas estará cada vez mais acirrada no pós-crise e a web tem uma capacidade natural para tal.

É lógico que os anunciantes procurarão os fornecedores que se mostrarem mais profissionais no quesito mensuração, já que o mercado está cansando de posturas amadoras. A pressão por prazos e resultados estará cada vez mais em pauta.

A entrada de grupos internacionais no Brasil irá se intensificar e mais fusões e aquisições serão realizadas ao longo de 2010. Veremos uma solidificação dessa tendência. Isso irá gerar muitos novos empreendedores digitais com olhos para esse mercado nos próximos anos.

O Brasil deve desenvolver cada vez o empreendedorismo digital e acredito que nos próximos anos deverá se destacar nesse tema, principalmente com o empreendedorismo invadindo as escolas e sendo o brasileiro o povo que mais navega na web dentre todos os povos do mundo.

A escolha do país para sediar uma Copa e uma Olimpíada pegou o mundo de surpresa. Para muitas empresas, essa ficha ainda não caiu (um comentário que denuncia minha idade analógica).

É importante perceber que 2010 será o início de uma curva ascendente do Brasil rumo a esses grandes eventos tanto no “online” quanto no “offline”. As empresas que pegarem carona na preparação desses eventos poderão crescer muito, inclusive com gordos incentivos do governo.

Empresas ligadas ao segmento de turismo, treinamentos em hotelaria, construção civil e ensino de idiomas poderão ter grandes saltos a partir de 2010. A internet, sendo um ambiente global, privilegiará negócios que gerem receita vendendo informações via web para todo o mundo.

2010 também será o ano das eleições 2.0. Não acredito que será nessas eleições que os políticos aprenderão a utilizar a internet de modo eficaz. Se as empresas ainda não sabem, não serão os políticos – essa velha guarda matreira – que mudarão esse quadro.

Provavelmente algum político terá um case “melhorzinho” e ganhará a mídia, mas não será a regra. A estratégia será gerar mídia espontânea pela inovação sobre seu uso, mas não necessariamente sobre o resultado alcançado. Talvez o ilustre político digital, hoje desconhecido, tenha mais resultado para cargos menos disputados nas eleições de 2012 – as “eleições do fim do mundo”.

Não repetiremos um “case Obama” aqui pelo Brasil, pelo menos, não por enquanto.

O mercado de e-book readers no Brasil começará, mas não decolará. O valor do Kindle ainda é proibitivo para a maioria da população, mas já atingirá os “early adopters”. Se alguma política pública ajudar, talvez o e-book reader “pegue no tranco”, mas isso só no ano que vem – pós-eleição. Vejo que o caminho para as eleições 2.0 passam por redes sociais.

Empresas de web que focarem nos segmentos de futebol, devido à Copa, e no de eleições ganharão tráfego naturalmente e poderão se monetizar por conta desses eventos.

Os investimentos em web, sem dúvida, aumentarão e exigirão profissionais mais capacitados. Talvez em 2010 as faculdades comecem a pensar em incluir o marketing digital em sua grade de forma definitiva, mas isso lá para 2011 ou 2012. Essa lacuna será cada vez mais preenchida por cursos livres de empresas e consultores.

O comércio eletrônico continuará crescendo e, com o aumento da violência, o enclausuramento das pessoas em suas casas e as vendas de computadores para a classe C, não dará sinais de arrefecimento. A nova holding do grupo Pão de Açúcar e a B2W ajudarão na solidificação do segmento.

Enfim, 2010 promete, mas não será a panacéia digital. Vamos conter nossos ânimos e continuar crescendo a dois dígitos percentuais, que já é bem melhor do que as promessas de crescimento para o país.

Blog: líder (de novo) de uma nova era - o Lifestream

posted by Conrado Adolpho in Artigo, Blog

Os blogs já tiveram seu dias de hype, hoje alcançaram uma maturidade maior e encontraram seu papel na sociedade digital. Quando o Twitter começou a crescer no Brasil muita gente especulou que seria o fim do blog, não vejo sentido nessa afirmação.

Também se especulou que com Flickr, Twitter e YouTube, os blogs perderiam a sua função de “diário online”, porque quem quisesse postar vídeos teria seu canal no YouTube, quem quisesse postar fotos teria seu perfil no Flickr e assim sucessivamente. Também não vejo sentido nessa afirmação. Explico o porquê. O blog está mudando seu papel na sociedade digital.

Segundo Jorn Barger, o inventor dos blogs, um blog acaba sendo “um registro de todas as URLs que você quer guardar e compartilhar”. O blog vira uma central de hipertexto que terá posts cada vez mais linkados, para alguns mercados, posts cada vez mais curtos, se aproximando do Twitter, e com links diversos para outras publicações para que o leitor aprofunde o conhecimento sobre aquele tema o quanto desejar.

Links de outras publicações - fotos, vídeos etc. - que o próprio blogueiro produziu e outras que o blogueiro descobriu. Uma espécie de agregador de conteúdo da vida digital do blogueiro. O Blog não irá morrer, apenas mudará um pouco seu formato devido à entrada de novos players.

O blog foi o precursor da descentralização da informação. Eliminou, como já vimos, o controle da informação pela grande mídia. Até então, a informação era controlada e produzida de maneira centralizada e parcial. Pela própria natureza da internet, criada por militares como uma rede de informação descentralizada - conceito gerado pelo medo de uma hecatombe nuclear -, o cedro do poder sobre a informação agora está dividido entre milhões e milhões de usuários.

Agora, o blog passa pela descentralização de seu papel. Antes, se tudo era produzido nos seus posts, hoje a produção pessoal é espalhada pela web. Vivemos em uma época do consumer-generated-media. Qualquer um pode produzir sua própria notícia, seu próprio programa de TV no YouTube ou de rádio, seu próprio e-book e vendê-lo no Lulu.com, sua produção fotográfica está no Flickr, suas apresentações de Power Point e webcast, no SlideShare.

A independência dos usuários e a cada vez menor subserviência às grandes mídias criaram uma nova realidade. Os blogs são os precursores da popularização da veiculação de conteúdo próprio. Blogs são fáceis de criar e de manter - tudo o que é necessário na web.

O poder dos blogs vem principalmente do fato de serem eles a verdadeira expressão do pensamento dos usuários na web. Não dá para expressar alguns pensamentos em 140 caracteres, dá apenas para falar qual o tema deste pensamento, e que ele está na íntegra no blog. O blog tende a se tornar cada vez mais simples. Uma boa dica nesse sentido é o Posterous.

Há uma tendência também entre escritores e jornalistas que o blog seja seu espaço de expressão pessoal por meio de textos. Assim como o Flickr é para fotos e o YouTube é para vídeos, o blog é para textos e agrupamento de links para outros lugares.

Pelos parágrafos acima podemos perceber que os blogs estão se tornando agregadores de conteúdos externos produzidos ou descobertos pelos seus blogueiros. Um blog acaba sendo uma rede social de sites. A web 2.0 em si promovendo a relação não somente entre pessoas, mas entre os próprios sites.

Os blogs cada vez mais tendem a se transformar em ferramentas sociais. Dada à enorme quantidade de ferramentas sociais de que dispomos - e o blog sendo um natural agregador de conteúdo e links - em pouco tempo não fará mais sentido acompanharmos fotos, vídeos, textos e mensagens de uma pessoa espalhadas por toda a web, fará sentido seguirmos a pessoa, não seu conteúdo. Isso é o que estão chamando de “lifestreaming”.

O Wordpress já está seguindo essa tendência. Lançaram o problogue, adquiriram o BuddyPress, uma série de plugins que permite ao Wordpress se transformar em uma rede social, como no post do Tiago Doria sobre o assunto.

O blog irá se reinventar. Redefinir o seu papel.

A mudança será que ao invés de seguirmos o conteúdo produzido no blog pela pessoa que administra o blog, seguiremos o conteúdo produzido por essa pessoa em toda a rede. Partindo do pressuposto de que, no fundo, sendo a internet uma rede de pessoas, não seguimos conteúdo, seguimos as pessoas. Porém, o reflexo delas é o conteúdo que produzem. Você é o que produz, porém, essa frase começa com a palavra “você” e não com a palavra “conteúdo”.

No Lifestrem Blog há dezenas de ferramentas de lifestream para você começar a exercitar este novo conceito na sua empresa. As mais populares são a SocialThing, o Tumblr e o FriendFeed. Vale a pena conferir.

Fonte: iMasters

De volta à empresa circular

Viver no caos não é mais uma opção: é uma imposição. Viver em um ambiente que muda constantemente é a realidade. A regra é que nenhuma regra é válida por muito tempo.

Tenho defendido o modelo circular de processos nas empresas e volto a debater esse tema nesse artigo por se tratar de uma discussão da maior importância. A empresa circular demanda um outro tipo de dinâmica - a constante revisão de processos, produtos e pensamentos. Muitos diretores de marketing e publicitários em geral podem dizer que não há tempo para isso dada a já assombrosa demanda diária para atingir metas impraticáveis. O mundo, realmente, está cada vez mais difícil de se compreender e de caminhar de forma segura.

Implementar um processo circular em uma empresa implica muitas horas de discussão e muitas semanas ou meses de adaptações e recriações. E o pior de tudo, viver em uma incerta realidade. Sinto muito, mas é como sua empresa deverá ser nas próximas décadas e, pensando bem, a vida de todos nós já é assim, mas tendemos a negar tal fato.

O marketing veio se modificando ao longo dos últimos anos, moldando-se ao mercado porque é dele que extrai suas leis. As mudanças do comportamento do consumidor exigiram que as empresas mudassem (ou quebrassem). Tal ciclo de mudanças não acabou, e nem vai acabar, pois o ser humano evolui a cada instante.

O consumidor, visto muitas vezes como um target - uma massa disforme de indivíduos sem rosto e sem nome - agora tem perfil no Orkut e blog. Cada um quer ser tratado como indivíduo e não como estatística. Diante da valorização cada vez maior do sujeito em si, em detrimento da valorização de grupos de predicados semelhantes, a empresa precisa ter não só a capacidade de mudar, mas de aprender de forma autônoma sobre qual direção tomar diariamente. Deve ser flexível e ágil o suficiente para modificar seu rumo com base em observações das tendências mais sutis, estabelecendo um estado de alerta ininterrupto.

A empresa deve ser uma leitora de almas, deve prover a si a liberdade de mudar de opinião, ideia ou produto quando perceber que algum elemento de seu mix de ideias, (seja em átomos ou bits) não for mais relevante ao seu cliente. A empresa não pode ter medo de errar, pois o erro faz parte do aprendizado. Não existe sucesso sem fracasso.

As empresas - e as pessoas - correm dia a dia atrás de um objetivo determinado e, quando finalmente o alcançam, acham que a viagem terminou. Esse é o raciocínio linear-ocidental-católico-corporativo que prega que existe sempre um fim para a jornada, o mesmo raciocínio que fixa seus olhos no fim da estrada reta e que não consegue evitar a aflição diante da curva que nunca termina. O corporativismo que prega as férias de fim de ano como a redenção final, o encerramento do ciclo - a nova chance de começar de novo, agora do jeito certo. Existe um texto atribuído ao Mario Quintana que traduz muito bem isso:

“O cara que inventou o ano com 365 dias é um gênio, é exatamente o suficiente pra gente achar que já está cansando, quando de repente, vem um novo ano e ganhamos força, novos planos, novos sonhos e aguentamos mais um ano de trabalho (quando na verdade vai ser tudo a mesma coisa)”

Um pensamento que nos conforta uma vez que, se temos a consciência de onde é o início e de onde é o fim, temos também a sensação de que dominamos o processo por completo e só nos basta segui-lo. A finitude linear nos é mais aprazível do que ao infinito incômodo do círculo.
Em um processo circular, o fim e o início se confundem e se transmutam em todos os pontos do próprio caminho. Assim, as empresas devem procurar uma organização de processos e gestão como numa távola redonda arturiana, em que todos os pontos, ou homens, tem igual importância. O mesmo pensamento filosófico oriental que originou o princípio da dualidade complementar constantemente em mutação do yin-yang, expressa no tão conhecido diagrama do Taiji, chinês.

A empresa circular aprende com o mercado e corrige sua estratégia de maneira contínua. Enxerga o mercado como um todo, uma unidade em que, não só, há uma revisão constante do valor que se está entregando para seus clientes, mas também olha e analisa todos os aspectos desse cliente - pessoal, profissional, social e familiar - como já pregava o japonês Kaizen na década de 50.

Assim como a internet deixa à mostra a marca da empresa tanto no aspecto institucional quanto promocional, mixando ambos em uma só imagem, o indivíduo do século XXI também tem todos os seus campos mesclados e apresentados na web, desde o seu perfil profissional no LinkedIn, até suas queixas pessoais em um fórum sobre doenças de pele. É sobre esse indivíduo completo (e complexo) que se deve ter consciência.

A empresa circular deve aprender a aprender. É uma “empresa aprendiz”, orgânica, humilde diante do que não sabe e eficiente no que sabe, com a consciência de que um de seus maiores ativos é a capacidade de resposta frente à mudança. Segue o mercado transformando-o e sendo transformada por ele.

A empresa circular sabe que a jornada é tão respeitável quanto o destino. Negando a filosofia maquiavélica, os fins não justificam os meios porque, tão ou mais importante que o destino, é a maneira como ele é alcançado. O raciocínio linear mira somente o destino enquanto o raciocínio circular analisa cada passo dado que encerra em si mesmo o fim e o início do caminho. Da mesma maneira como cada célula de nosso corpo é parte e todo ao mesmo tempo, já que traz em em si nossa própria sequência vital de DNA.

A internet é em si mesma um processo circular. Não tem início, não tem fim. A navegação é protagonizada por cada indivíduo e é única dado o infinito número de possibilidades geradas pelo intertexto, pelas conexões e links, pela interação. Não há fórmulas prontas nem caminhos já traçados. Diante desse cenário, parece insano seguir velhas regras.

É preciso aprender fazendo. É preciso fazer aprendendo. Ir e voltar, destruir e reconstruir, mudar, trocar, perguntar, experimentar. O que se apresenta diante de nossos narizes e teclados é um mundo inseguro e cheio de incertezas que exige um novo olhar sobre si. Ampliar o campo de visão para os 360º circulares e repensar os modelos tradicionais lineares e orientados para o fim ? e não para o meio ? é imperativo e necessário para sobreviver à guerra do mercado que hoje acontece de forma declarada.

Pense de forma circular para que seu negócio sobreviva às novas exigências desse consumidor 2.0 que não tolera mais uma empresa que não o entenda.

Fonte: iMasters

Princípios do marketing digital e da sociedade da nova economia global

posted by Conrado Adolpho in Artigo, Internet, Marketing, redes sociais

Vivemos em um mundo baseado em bits. A informação mudou dos catálogos impressos ou dos jornais em papel para sites de e-commerce e blogs. O mundo que, segundo Alvin Tofler, vive na era da informação, agora passa por transformações que ele próprio não preveria na década de 80, quando lançou seu clássico “A Terceira Onda”.

Os princípios que regem o mercado da sociedade contemporânea não são os mesmos que a trouxe até aqui. Os papéis perderam seus contornos e as instituições, sua credibilidade.

É preciso se reinventar.

Nesse cenário de turbulência e mudanças, novos princípios se fazem necessários. Apresento a seguir um breve roteiro para que webmasters e profissionais interativos de marketing se encontrem: os 6 princípios do marketing da nova sociedade digital.

Vamos explorar inicialmente o ambiente interno, principalmente ao que tange a sua empresa. Logo depois, irei mostrar o que sua empresa deve fazer com relação ao ambiente externo – principalmente no que tange ao consumidor.

1. Seja simples
Cada dia mais, o ser humano tem procurado a simplicidade. Há preocupação com o meio ambiente, crise no modelo consumista dos Estados Unidos e outras áreas, inclusive na tela principal e minimalista do Google. Não ache que é isso é fácil!

A internet está apenas recriando o modelo de simplificação que passa pelos mais diversos campos do conhecimento de tempos em tempos. A simplificação democratiza e isso por si só já faz com que todo um setor da economia mude devido à entrada das massas. O que antes era restrito a uma minoria, de uma hora para a outra se abre à população que faz com que todas as regras sejam modificadas.

Eastman o fez com a Kodak no final do século XIX, simplificando a fotografia a ponto de permitir que o consumidor comum pudesse tirar suas próprias fotos. Lutero o fez no final do século XV traduzindo a Bíblia do latim para o alemão. Steve Jobs o fez com a interface dos computadores no final do século XX. Cada um a sua maneira imprimiu sua marca na história da humanidade.

A diferença é que a internet está mudando (e simplificando) muito mais campos do conhecimento do que qualquer um dos anteriores conseguiu até então. A internet gera acessibilidade em massa para informações que até antes eram propriedade de poucos. Não dependemos mais dos escribas do faraó, agora todos podemos escrever e ler também. A busca pela simplicidade tem sido um valor nos dias atuais, e as empresas que a apresentarem para o consumidor ganharão sua simpatia porque torna o complexo, simples. O inacessível, democrático.

Simples não quer dizer simplório, medíocre ou mal feito, mas tão elaborado que só seja apresentado ao usuário o que realmente é imprescindível. A simplicidade pode ser mais complexa do que a complexidade. Para ser simples é preciso ser exato. A Apple é um exemplo de empresa que preza pela simplicidade advinda da extrema complexidade.

2. Seja ético
Vivemos na era da transparência. É importante percebermos que, com a internet, nada mais pode ser escondido por muito tempo. É mais fácil ter a ética como um valor acima de todos os outros.

Ser ético é mais do que dizer a verdade e ser transparente em suas atitudes. Ser ético é revelar os segredos de sua instituição para o consumidor como uma forma de pedir sua anuência. É destinar a seu cliente tempo para explicar por que sua empresa está fazendo isso ou aquilo. Ser ético é devolver à sociedade aquilo que ela lhe deu em forma de lucros.

Ética é um conceito muito debatido e subjetivo, mas é fácil saber o que não é ético. Como na frase, “na dúvida, faça a coisa certa”, as empresas precisam se mostrar para seus clientes como éticas, acima de tudo.

Escândalos como o da Enron só aumentam a descrença do consumidor em relação às instituições. Há uma frase que resume bem essa situação: “à mulher de César não basta ser honesta, é preciso parecer honesta”.

É preciso que sua empresa inspire credibilidade e respeito junto ao consumidor. A campanha do Banco Real, no Brasil, “Todo dinheiro é igual?”, reflete bem um encaixe do banco com as exigências do consumidor. No site do Banco Real podemos ler a seguinte frase: “Para o Banco Real, um negócio só é bom mesmo quando é bom para todos: para as empresas, a sociedade e o meio ambiente”. Quando imaginaríamos ouvir isso há 30 anos?

3. Seja “encontrável”
O número de ofertas para o consumidor torna-se tão grande que o problema não é mais você ser escolhido em vez de seus concorrentes. O problema hoje é você ser encontrado antes deles e, além disso, na hora em que o consumidor precisa.

Se você não usufrui do privilégio de ser uma marca top of mind como Xerox ou Coca-Cola, é melhor pensar cada vez mais em técnicas de “encontrabilidade”.

Mesmo essas marcas já estão pensando em encontrabilidade. Afinal, se tecnologia não é mais um diferencial entre empresas, qualquer produto vai resolver meu problema. Ser encontrado antes pode fazer toda a diferença.

Sempre digo que “A melhor maneira de encontrar o seu consumidor é ser encontrado por ele”. Repita isso como um mantra.

No próximo artigo, vamos explorar o que deve ser feito quanto ao seu ambiente externo e como que é o consumidor que deve dar os rumos da sua empresa.

Vamos explorar agora o ambiente externo na relação da empresa com o consumidor.

Os próximos 3 princípios do marketing na sociedade digital nos mostram que o consumidor é o ponto de partida de todas as suas ações, inclusive, na renovação da sua própria empresa.

Vamos a eles.

4. Ponha o usuário no início (e no final) de sua cadeia de valor
Pense em seu consumidor como a base de decisão de todas as coisas. O consumidor deve ser de fato o início e o final de todas as decisões da empresa. Não há nenhuma novidade no que estou dizendo, mas algumas empresas vão além de simplesmente ouvir o cliente, deixando-o influenciar diretamente o próprio produto, como no caso da camiseteria.com.
Isso é por o cliente em seu devido lugar: a direção da empresa.

O Google usa a técnica de lançar produtos semiacabados para que os próprios usuários contribuam para seu acabamento e melhoramento. São sempre lançados em formato “beta” e podem levar alguns anos até que estejam terminados.
Vivemos em um mundo “beta” em que não mais tempo para planejar durante dois anos o lançamento de um produto, sob pena de, ao lançá-lo, ele já esteja obsoleto.

A obsolescência contemporânea está sendo levada a níveis exorbitantes em que produtos de alto valor agregado, como câmeras ou notebooks, se tornem antigos em semanas ou até dias.

Isso faz com que suas inovações saiam mais rápido do laboratório, diminuam a responsabilidade de estarem 100% concluídas e, portanto, sem possibilidade de erros, testando o produto no próprio mercado, o melhor lugar para testes. Muitas vezes o próprio consumidor, além de apontar os problemas, também os resolve.

5. Crie relacionamentos
Vender cada vez mais torna-se uma consequência dos relacionamentos que sua empresa criou ao longo do tempo. O vendedor tirador de pedidos, se é que ainda existe, está com os dias contados.

Empresas que promovem o relacionamento crescem a olhos vistos na “era do atendimento ao consumidor”. A internet está repleta de ferramentas para que as empresas criem tais relacionamentos de forma duradoura e em grande escala, basta a sua empresa querer.

Internet, é propaganda, é conversar, contar histórias. Isso é relacionamento. Conte histórias, converse com seu consumidor.

A palavra “relacionamento” nos remete diretamente à palavra “pessoas”, e essa tem relação direta com “redes sociais”. A internet, como uma rede de pessoas cada vez mais será a internet das redes sociais. O conceito de redes sociais está em muitas coisas atualmente.

Entender de relacionamentos significa entender de redes sociais, significa estimular a “conversa”. É através delas que uma empresa consegue lidar com grandes quantidade de informações sobre pessoas e hábitos. As redes sociais são o melhor CRM que surgiu nos últimos tempos, devido a sua possibilidade de atualização colaborativa e auto-segmentação.

As redes sociais existem pelo único motivo que o ser humano precisa de um sentimento de “pertencimento”. Precisam saber que estão ligados a semelhantes seja por causa de um mesmo time de futebol, uma mesma marca de bolsa, um mesmo carro. A propaganda explora esse sentimento de pertencimento vendendo estilo de vida em vez de produtos.

O desejo de pertencimento por afinidade gera o que chamamos de clusterizações das redes sociais. Em outras palavras, pessoas se juntam em grupos distintos. É difícil, por exemplo, o cluster de redes sociais de atores de filmes de terror ter os mesmos membros do cluster de redes sociais de atores de filmes pornôs. São clusters que não se misturam muito.

Isso faz com que tenhamos que escolher os nossos clusters, em que redes queremos estar e quais os nossos pares. O desejo de ser algo e de pertencer a algo de cada um cria tais clusters. Por meio das redes sociais de um mesmo cluster cria-se relacionamentos. Passa-se a escutar muito mais ativamente seu consumidor. A época do “qualquer cor, desde que seja preto” acabou faz tempo. Personalize sua comunicação e faça com que ele se sinta único.

As ferramentas de personalização e a possibilidade de interferir diretamente em empresas e governos (quanto aos governos, em alguns países, já se derrubam políticos a partir de posts em blogs) fazem com que o consumidor seja o dono da bola e, com razão, eleito o “cidadão do ano” da Revista Time em 2006.

6. Renove-se a cada dia
Se a sua empresa, seu site ou seu produto, permanecer o mesmo durante muito tempo, perderá, invariavelmente, para os mais novos. Na sociedade do descartável, em que o consumidor procura ávido por produtos que venham arrefecer o seu desejo pelo novo, não se pode ser o mesmo durante muito tempo – é preciso se reinventar.

E, lógico, quem vai dizer para a sua empresa ou para o site de seu cliente, que caminho tomar nessa reinvenção, é o próprio consumidor.

Não dá para deixar de falar do Google nesse quesito. Google Maps, Google Phone, Gmail, Google AdWords, Google Adsense, Google Docs; Google isso, Google aquilo. Surpreender seu usuário sempre foi uma de suas principais vantagens competitivas.Todos os produtos que o Google lança remontam uma clara percepção de demanda por parte dos consumidores.

Um fato que evidencia essa postura do Google frente ao mercado é o de que, além de atrair mentes brilhantes por ser uma empresa estimulante e cool, como um dia foi a Microsoft, 20% do tempo (e estrutura) são dedicados para que seus funcionários criem produtos pessoais. É lógico que isso só é possível em uma empresa que transborda dólares pelo ladrão, mas não deixa de ser uma ótima estratégia para cultivar um ambiente inovador.

Sua capacidade de inovação sempre o coloca no topo das marcas em termos de divulgação e adoração. É lógico que o Google não é líder em tudo o que lança (quantas vezes você já utilizou o Google Checkout?), mas seu desempenho é invejável.

O Google Docs, por exemplo, contabilizou mais de 1,4 milhão de usuários em outubro de 2007, o que o coloca com folga na liderança do setor. Estamos falando de editores de textos e planilhas on-line, e não off-line, em que a Microsoft lidera com mais de 500 milhões de clientes para seu pacote Office no mundo (sem contar, é claro, os piratas).

A Apple também é uma empresa que se renova constantemente, criando novidades bem adaptadas aos anseios do mercado. Estar sempre se renovando não é fácil, mas se a sua empresa abrir as portas para que o mercado a ajude nessa missão, torna-se mais fácil. Seu consumidor quer participar. Ele quer fazer parte daquilo que irá comprar.

Podemos citar também a Build a Bear. Essa empresa genial vende uma experiência em que a criança escolhe, entre uma variedade de 30 bichinhos, qual ela deseja ter. A partir daí, é possível gravar um som para ir no enchimento – a criança pode incluir um coração dentro dele. O brinquedo recebe um código de barras, para, caso seja perdido, ser devolvido à loja.É penteado e perfumado com um cheirinho escolhido pelo dono, ganha um nome e tem certidão de nascimento impressa, além de ser vestido com uma enorme variedade de roupas e acessórios.

A empresa foi fundada em St. Louis em 1997 e já conta com 260 lojas nos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Irlanda. Há lojas franqueadas na Europa, Ásia e Austrália.

Esse exemplo mostra que mesmo sem ser uma empresa interativa, localizada na web, é possível utilizar os princípios do novo Marketing, do mundo dos bits, para levar tais conceitos ao mundo dos átomos.

Os novos princípios que regem o mercado representam um desafio às mentes mais brilhantes e também mostram, atualmente, que o talento se torna cada vez mais forte do que a tecnologia.

A valorização de hoje está centrada no indivíduo. Vivemos na Renascença Digital e é raciocinando dessa maneira que vamos entender cada vez melhor o nosso consumidor e o nosso mercado, entregando mais valor por um preço cada vez menor. Portanto, os 6 princípios do marketing da sociedade digital tendem a transformar as empresas em instituições mais competitivas, que trabalham com customização, interação com os consumidores e inovação contínua.

Fonte: Aberje

Gerando credibilidade para sua marca por meio do conteúdo

posted by Conrado Adolpho in Artigo, Dicas, Internet, Marketing, Marketing Digital

Vender é se relacionar, e um meio de maximizar o efeito do site com o relacionamento na web é promover artigos e matérias em outros sites que tratem do assunto abordado nos textos.

A internet é basicamente um meio de informação, comunicação e entretenimento. Os portais, que sobrevivem graças à publicidade, precisam gerar tráfego que justifique o investimento de propaganda e, para tal, necessitam de muitos textos veiculados diariamente.

Uma das maneiras de aumentar o número de acessos a um site é gerando palavras-chave inseridas em um conteúdo que tenha relevância e, portanto, valor para o consumidor. Isso você já deve saber, porém, muitos dos portais não dispõem de jornalistas para escrever tais textos, então necessitam de colaboradores para gerar conteúdo. Pessoas, como você e eu, que entendem de um determinado assunto e se interessam em escrever sobre ele.

Lembrando-se de que todo texto produzido deve mencionar o autor, com um simples e-mail para o site que for publicá-lo pode-se solicitar a inclusão de um link para o site de sua empresa.

Experimente digitar “conrado adolpho” (entre “aspas” para só achar realmente o meu nome) no Google e veja o resultado de um trabalho de relacionamento na web feito a partir de 2004. Na minha última verificação havia mais de 30.000 ocorrências.

Como já mencionei, trata-se de um trabalho que traz inúmeras vantagens:

1. A mais imediata: gera links para o seu site, melhorando substancialmente minha posição nos buscadores.

2. Faz com que, mesmo pessoas que não teriam encontrado o seu site a partir de buscadores, acessem seu site devido a um artigo veiculado em outro site.

3. Cria uma imagem de credibilidade, uma vez que veicula a imagem da sua empresa em diversos sites diferentes que falam sobre o mesmo assunto.

4. Gera repetição do seu nome ou imagem, fixando-o na mente do seu público-alvo.

5. Apresenta você ou sua empresa para um público segmentado, que se interessa pelo assunto abordado e acessa os sites que veiculam informações sobre o mesmo.

Publicar conteúdo “off-site”, ou seja, em outros sites que não o seu, é uma das principais tarefas que sua empresa deve se dedicar em um planejamento de marketing digital.

O mercado de hoje mudou e uma das características desse novo mercado é que as pessoas acreditam cada vez mais nas opiniões de outros consumidores comuns do que em propagandas de sua empresa falando bem de você mesmo.

À medida que você publica conteúdo off-site, seja em diretórios, fóruns de discussão, comentários em blogs, artigos escritos sobre assuntos relativos a seu negócio, postagem de vídeos no YouTube, podcasts e várias outras maneiras, sua marca vai ficando evidente para seu mercado-alvo, criando valor para sua marca. Você cria uma presença on-line marcante.

A grande vantagem é que, atualmente, ainda está relativamente fácil de fixar sua marca e criar presença intensa na web devido ao fato que poucas empresas fazem isso de maneira profissional e eficiente.

A publicação de conteúdo off-site é uma ótima maneira de aumentar sua visibilidade e encontrabilidade, e isso não é só ação de empresa pequena.

Um exemplo veio recentemente da terceira maior rede varejista de eletroeletrônicos do país – o Magazine Luiza. Em dezembro de 2007, o Magazine Luiza fechou uma parceria com o YouTube para veicular vídeos explicativos sobre os produtos vendidos na rede. O Magazine Luiza investiu R$ 1,5 milhão nessa ação e pretende aumentar o investimento em mídia on-line cada vez mais.

Só o burburinho que tal iniciativa causou já lhe deu tantos links e referências que já fez valer o investimento.

Não é só o Magazine Luiza que utiliza o maior site de vídeos do mundo, incluem-se na lista a Nokia, a BMW e muitas outras empresas que reconhecem o potencial desse veículo para gerar recall para sua marca.

Outra grande vantagem de publicar conteúdo off-site vem de uma pergunta incessante de muitos empresários que acreditam que se conseguissem aparecer em uma entrevista na Oprah, na CNN ou em uma revista especializada, estariam ricos. Despendem enormes esforços de marketing para tal, mas o resultado é pífio.

Posso lhe garantir que a produção da Oprah recebe uma enorme quantidade de e-mails promovendo os mais diversos tipos de produtos e praticamente nenhum deles vai efetivamente ao ar.

Em vez de enviar releases para a produção de programas de grande audiência, sua estratégia de marketing digital deve ser diferente – você deve provocar uma matéria publicando conteúdo relevante e original sobre seu negócio.

Preste atenção, eu disse sobre seu negócio, não sobre seu produto ou sua empresa. Se você trabalha com fabricação de móveis fale sobre fabricação de móveis, decoração, tendências, novas tecnologias e não sobre como é o processo de fabricação de móveis na sua fábrica ou quais os prêmios que sua empresa ganhou no último ano. Lembre-se da relevância – regra básica no seu mercado.

Publicar conteúdo off-site pode significar para uma imobiliária publicar posts em fóruns sobre imóveis, quais as vantagem e desvantagens de se comprar ou alugar um imóvel com as atuais taxas de juros de aplicações e valor dos aluguéis.

Para uma clínica de cirurgia plástica pode significar publicar uma série de artigos sobre quando é importante fazer uma cirurgia plástica e quando não fazer. Essa série de artigos pode ser veiculada em centenas de sites e blogs.

Para uma agência de viagens pode ser interessante publicar vasto conteúdo sobre dicas de diversos países para os quais vende pacotes e que têm maior apelo por parte do público-alvo.

Até aí o que estou falando é sobre publicação de conteúdo. Li certa vez que “você é o que você publica” – e é verdade.

O que você publica fala sobre sua experiência, sobre sua boa vontade de veicular material de qualidade para ajudar outras pessoas que tem um problema que você pode resolver e principalmente, fala que você é confiável, tem um nome a zelar, afinal, ninguém se daria ao trabalho de construir um nome na rede para depois “queimá-lo”. Quanto maior sua presença na rede, mais confiável você parecerá.

Produção de conteúdo original é um fator muito importante para que você e sua empresa aumentem sua visibilidade na rede e formem uma imagem sólida e perene ao longo do tempo.

Tenha em mente que conteúdo é uma das únicas coisas que realmente são relevantes para um usuário interessado em comprar um produto ou serviço.

A internet já se fixou para seus usuários como uma excelente ferramenta de pesquisa, principalmente de comparações entre produtos e de pesquisa de opinião a respeito de produtos diversos por pessoas isentas e descompromissadas com instituições.

Use isso a seu favor.

Fonte: iMasters

A volta do “Think Small”

posted by Conrado Adolpho in Artigo, Internet

O ano era 1959, dez anos antes de Woodstock e de o homem pisar na lua, o mundo já ansiava pelas mudanças que estariam por vir na psicodélica década de 60. O publicitário Bill Bernbach e sua agência, atual DDB, lançariam o fusca nos Estados Unidos com o lacônico slogan “Think Small”, resultando em um estrondoso sucesso. Foi uma forte evidência de que tal campanha capturou de maneira singular o espírito contracultura da época.

Do mesmo modo que o “Think Small” foi a resposta esperada ao anseio americano por transformações na sociedade, mais informalidade e individualização nas relações humanas, 50 anos depois, a Internet - com o advento maciço da chamada web 2.0 - entrega a mesma resposta. De forma muito mais abrangente e completa, a internet dá sequência ao ciclo de modificações no ideário social jovem que se iniciou na década de 60.

O surgimento da Internet não foi simplesmente uma inovação disruptiva, mas praticamente emerge como o cumprimento da promessa bíblica de sermos todos um. A Internet nos une na medida em que delineia a cada bit a tessitura de nossa existência cada vez mais baseada na era da informação.

A internet, paradoxalmente a tal grandeza sistêmica, permite o prosaico, deixa espaço para que exerçamos nossas individualidades e vontades. Tal como a própria matéria da qual tudo é formado, por átomos e espaços vazios, a rede, além de nós (nos dois sentidos da palavra) e hubs, é preenchida pela externalização de nossos desejos e necessidades.

O espírito subjetivo e subversivo da web se manifesta desde um obscuro tweet para três ou quatro seguidores até um vídeo do YouTube que, do dia para a noite, é visto por milhões. Dá margem ao “broadcast yourself” sendo intrigantemente “small” e “big” ao mesmo tempo.

Profissionais que ainda medem a profundidade do rio da “velha economia” com os dois pés - a velha e, diga-se de passagem, quase falida economia das grandes corporações - se ressentem de sua dificuldade em perceber o “Menos é Mais”. O Bauhaus desse novo mundo em que o individual e o criativo dão lugar ao massificado e dispendioso.

O consumidor, já há alguns anos tenta, muitas vezes em vão, exercer sua cidadania apresentando ao mundo suas próprias opiniões a respeito de produtos, serviços, candidatos e outros elementos sociais passíveis de críticas ou elogios. A massificação, que ainda reina, mas já não mais governa como outrora, gerava tanto ruído que nos era impossível ouvir a voz de um consumidor insatisfeito bradando.

O que a aristocrática e populista mídia não permitia, a web, com sua natureza revolucionária e democrática, o faz, abrindo espaço para que qualquer indivíduo esteja sob os holofotes. Semeia um campo prolífico para que o clamor do indivíduo se torne o desejo de uma multidão.

Assim como a Internet captou (e capta dia a dia a cada busca no Google) o íntimo de uma sociedade global, ela é o meio natural para que o homem se expresse fazendo com que o foco se desloque do macro para o micro - uma renascença digital que volta seus olhos para a valorização do ser.

Façamos bradar o mesmo refrão de 50 anos atrás - voltemos ao espírito libertário da década de 60, mudemos o mundo e pensemos “small”.

A influência da Internet sobre a mídia de massa e a economia

posted by Conrado Adolpho in Artigo, Internet

Você já pensou na quantidade de eventos que acontecem no Brasil e no mundo a todo momento?

No entanto, pelo fato de os jornais, programas de rádio e TV ou revistas serem veículos limitados em seu espaço - por terem nascido na era da escassez - eles têm que escolher o que irão apresentar para o seu público.

Cada segundo em um programa de rádio ou TV, ou cada centímetro quadrado em um jornal ou revista, deve ser pensado e repensado.

A “economia dos átomos” - em contraposição à “economia dos bits” - sofre, em sua gênese, do dilema da escolha, o insolúvel “trade-off” que sempre se faz presente. Deve haver uma seleção criteriosa sobre o que deve ou não ser publicado. Tal escolha decorre da falta de espaço para todas as informações disponíveis.

Atualmente, nos veículos tradicionais, tal papel é exercido pelo editor-chefe de um jornal ou de um programa de rádio. Ele é o filtro das informações, o Todo-Poderoso que tem a guarda da maçã do conhecimento e a distribui em nacos.

Em última instância, esse improvável guardião dos portões do conhecimento é quem escolhe de forma opinativa o que será divulgado dentre todos os fatos que lhe chegam às mãos. O quadro é ainda pior porque, mesmo ele, muitas vezes, já recebeu notícias filtradas.

Isso faz com que o mundo que enxergamos pelas lentes da mídia seja míope. Tomamos conhecimento e pensamos apenas sobre o que é noticiado, temos uma noção da parte, não do todo.

Não temos o poder de escolher sobre o que desejamos saber. A mídia pautada na escassez de espaço nos deixa órfãos de algum modo.

Obrigatoriamente, o recorte dos meios de comunicação tradicionais omite informações que nos ajudariam a compreender melhor o mundo em que vivemos e, a partir daí, tomarmos decisões mais relevantes para nosso dia a dia.

Ou, ainda pior, veiculam a mesma informação para os mais diversos indivíduos não levando em conta a enorme diferença de experiências e contextos que existe em cada observador, atuando em uma mão única.

O filtro humano é tendencioso e retórico. É parcial diante da escolha levando em conta seu próprio repertório e valores. A mídia da “economia dos átomos” nos mostra uma visão limitada e, na maioria das vezes, atrasada, de um mundo em constante evolução.

Com a Internet esse modelo cai por terra. Mesmo que um jornal não noticie um determinado ponto de vista sobre um político ou um acontecimento que só interessa a um pequeno número de pessoas, um blog pode fazê-lo, dando detalhes, fotos e links para que exploremos o assunto tanto o quanto quisermos.

Na década de 70, Maxwell McCombs e Donald Shaw propuseram o que seria chamado de Teoria do Agendamento (Agenda Settings, no original). Segundo a Wikipedia, “a mídia determina a pauta (em inglês, “agenda”) para a opinião pública ao destacar determinados temas e preterir, ofuscar ou ignorar outros tantos” - certamente não seria na TV que eu encontraria tal definição.

A Internet subverteu tal teoria. Com o crescimento da colaboração em massa e das novas ferramentas de gestão de conhecimento e gerenciamento de grandes quantidades de informação, a base da pirâmide passa a influenciar a pauta da mídia.

Ainda que tenhamos o Twitter como um reflexo imediato do offline e, portanto, do agendamento previamente escolhido, a mídia dita “offline” é cada vez mais influenciada pela “online”.

O fato de trocarmos um mundo dominado pela escassez por um mundo em que toda e qualquer informação possível pode ser produzida e noticiada no ambiente interativo muda todo o cenário econômico no qual vivemos.

Se nossa visão de mundo passa a ser mais larga e a economia - campo teórico em que até então estudava-se a correta aplicação de recursos limitados - passa a lidar com um mundo em que praticamente tudo é medido em bits, para onde caminharemos nas próximas décadas, uma vez que o mundo medido em bits é eminentemente abundante?

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