PontoCON - Blog do Conrado

IGoogle

posted by Conrado Adolpho in Google

Mais um passo para o Google. Depois de meses de negociação, Google e IG firmam parceria.
Peraí: IG não usava os links patrocinados e os resultados do Yahoo! ?
Sim, usava….
A entrada de fato do Google em um portal brasileiro deve mexer com os ânimos de UOL e Terra. certamente já mexeram com os ânimos do Yahoo! que perde terreno no Brasil.
Vamos fazer um exercício de imaginação:
1) Google faz parceria com IG, segundo o vice-presidente senior do Google “Um dos acordos de parceria mais abrangentes que já fizemos no mundo”.
2) IG é o braço de Internet da Brasil Telecom, com 8 milhões de caixas de e-mail, tem 4 milhões de usuários com acesso a Internet com 1,1 milhão usando banda larga.
3) Google está desenvolvendo celular voltado para mercado de países em desenvolvimento (leia-se: que não tem acesso total a internet pelo computador, mas poderá tê-lo através de um celular…do Google) que terá serviços como Google News e Google Maps financiados por publicidade (links patrocinados?)
hummmm……..

Lorem ipsum dolor sit

posted by Conrado Adolpho in Internet

“Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua.“

Entendeu alguma coisa?

Esse é o famoso “Lorem ipsum dolor sit†que povoa os layouts de designers do mundo inteiro.

Ao contrário do que muitos pensam, esse texto tem sentido e uma história.

Ele nos remete ao ano 45 a.C., e é da obra de Cícero “de Finibus Bonorum et Malorumâ€, que pode ser traduzido como “Os extremos do bem e do mauâ€.

Embora pareça estranho começarmos nosso bate-papo com uma citação em latim, ela tem muito a ver com o assunto que a vou lhes trazer hoje.

Há alguns anos, na primeira agência em que trabalhei fui apresentar uma peça para um cliente. No dia da apresentação me preparei e fui defender a minha criação. Eu queria impressionar.

Era minha primeira peça. Estava com todas as teorias na ponta da língua, todo o jargão publicitário e todos os conceitos tinindo. E lá fui eu para defender a peça:

- Seu Luiz,

Após ler o briefing do job e estudar o target e, em virtude do budget, me ative a uma peça mais orgânica, porém, que posicione a marca e crie um efeito residual que proporcione um incremento de market-share. Optei pelo approach de uma linha criativa que privilegie o pb e o minimalismo estético. Vamos a ela.

E mostrei a peça.

A peça era um banner. Não, não banner de Internet. Ainda não existia a Internet. Nessa época a palavra “rede†era utilizada somente por pescadores ou por membros da Amway.

Era um banner de pano, com 5 metros de altura e um metro e meio de comprimento, branco e escrito em letras pretas garrafais: “Sabão Luizâ€.

O seu Luiz, era o proprietário de uma fábrica de sabão em uma cidade de 150.000 habitantes do interior de São Paulo. Sua única funcionária era sua esposa, dona Candice.

Ele simplesmente não entendeu nada do que eu disse. E eu achando que estava defendendo um comercial de 30 segundos na rede Globo – horário nobre.

Seu Luiz, que permaneceu muito atento a tudo que eu tinha dito, me disse uma frase que eu nunca me esqueci: Olha rapaz, de tudo isso que você me falou eu não entendi nenhuma palavra, mas eu tenho uma coisa pra dizer: Luiz se escreve com “sâ€, e não com “zâ€.

Eu tinha escrito o nome do cliente errado em uma banner de 5 metros de altura. Isso me deu uma lição muito importante.

Fale a linguagem do cliente. Se eu tivesse dito a ele: “esse banner vai fazer com as pessoas lembrem do seu sabão e isso vai fazer o sabão vender maisâ€, talvez o erro no nome dele não fosse afinal tão sério assim. Eu me preocupei demais em defender a minha peça falando a minha linguagem e esqueci o cliente.

A Internet é um mundo maravilhoso para se criar palavras. É link, é CPM, é otimização de sites e uma série de outras palavras que parecem ter saído de algum idioma estranho. Estamos tão acostumados a nos comunicar com estes conceitos tão natural para nós que nos esquecemos que o cliente, o principal motivo de nós estarmos aqui, não entende bilhufas do que estamos querendo transmitir.

Para muitos clientes nossa defesa de uma peça ou de uma ação soa como se estivessemos falando “Lorem ipsum dolor sitâ€, incompreensível para qualquer mortal que passe menos de 5 horas plugado no mundo.

Da próxima vez que for conversar com seu cliente lembre-se de não falar “Lorem ipsum dolor sitâ€, mas sim tratá-lo como se você fosse do mesmo mundo que ele, embora nem sempre isso seja verdade.

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