Blog do Conrado

O inimigo de meu inimigo é meu amigo?

posted by admin in Google, Internet

Mais um capítulo da novela Yahoo! x Microsoft x Google.

Agora o Yahoo! fará uma parceria com o Google. Caminho natural para aumentar a oferta da Microsoft. A gigante está vendo uma saída para de fato entrar no mercado de web e não quer largar o osso, digo, o Yahoo!. Quanto mais o Yahoo! se fortalece, maior o preço que a Microsoft terá que oferecer. Está me parecendo aquela história de vender um carro usado. Você leva no mecânico, ele dá aquela “garibada” para aumentar um pouquinho o valor e você vende por uns trocados a mais.

Não sei se o Yahoo! consegue sair da crise em que se meteu. O Google só cresce e a Microsoft tem a maior parte das interfaces dos computadores do mundo a seu dispor. O elo fraco nessa história é o Yahoo!.

Vamos esperar os desdobramentos.

Yahoo! rejeita oferta milionária da Microsoft

Para o negócio de Search Marketing - que paga minhas contas atualmente - não haver fusão entre Yahoo e Microsoft é bom, uma vez que continuamos com uma hegemonia do Google nesse campo.
Para o Google, a não concretização desse negócio, é otimo.
Para o Yahoo!, será bom se ele sair da situação em que se encontra.
Para a Microsoft, é péssimo, e não ter conseguido (por enquanto) adquirir o Yahoo! pode colocar em sérias dúvidas o seu futuro. Isso certamente refetirá nas suas ações na bolsa de valores.
Os acionistas da Microsoft devem estar pensando: “E agora, Jose´?”.
A Microsoft tem uma enorme dificuldade de ser inovadora como o Google atualmente é. Seus engenheiros estão acostumados a um sistema diferente de copiar ou comprar e depois aprimorar. Isso não é bem visto pelo mercado da Internet.
Em questão de salário, todos podem oferecer salários astronômicos, logo, para esses profissionais, o que vai contar é “o que eu vou falar quando me perguntarem onde trabalho?”. Google tem respondido essa pergunta com muito mais freqüência do Microsoft. Conclusão: os profissionais mais inovadores estão indo para empresas como Apple e Google.
Tecnologia hoje é commodity, logo, para empresas que lidam diretamente com ela, o material humano é que conta. As pessoas fazem tais empresas. A Microsoft nesse campo está perdendo.
A Microsoft “levantou a bola” da compra do Yahoo! e talvez isso tenha sido vista pelo mercado como um ato desesperado de obter um know-how que ela não está conseguindo sozinha. Não existe nehuma outra grande empresa de Internet capaz de fazer frente ao Google, que só cresce.
Para a Microsoft, de fato, crescer nesse mercado novo, terá que se reinventar. Mudar tudo. Criar uma nova identidade no mercado, menos agressiva e menos antipática. O Darth Vader terá que se transformar no Lucky Skywalker, ou pelo menos no Han Solo.
Não se transforma uma empresa do dia para a noite. Uma imagem que vem se consolidando há 30 anos na mente do usuário não é tão fácil de se desfazer. Em um mercado em que é o usuário que efetivamente “vota” em seus preferidos por meio do seu browser, não é tão fácil se erigir ao poder se não for bem visto.
Mais uma vez se vê que as pessoas é que mandam nesse mercado. Se eu e mais trezentos milhões de usuários espalhados pelo mundo resolve, de uma hora para a outra, começar a fazer as buscas no MSN.com, a Microsoft vira esse jogo de um dia para o outro. O fato é que isso não acontece porque ela não é simpática para esses usuários. O Google faz questão de manter essa imagem simpática, colorida, quase ingênua.
Aliás, a aparência de ingenuidade e fraqueza é uma arma persuasiva fortíssima. As mulheres que o digam. A Microsoft é o império. O Google, a resistência - voltando às infames comparações com “Guerra nas Estrelas”.
Prevejo um futuro bem atribulado para a Microsoft. É melhor ela começar a distribuir seus programas gratuitamente e ganhar dinheiro em cima de publicidade. Não seria ótimo se ela começasse a distribuir o Office e o Windows gratuitamente? Já que todo mundo usa ele mesmo, ela poderia vincular a distribuição gratuita a propagandas para o usuário. Quem não quisesse propagandas, pagaria por isso.
Bom…quem sou eu para aconselhar a Microsoft. Sou apenas um consumidor - que usa o Google.
Acho que Bill Gates se aposentou na hora certa.

Não se fala de outra coisa…

posted by admin in Internet

O assunto nas rodinhas de tecnologia desse carnaval não é o desfile da Magueira e nem o bloco de carnaval em Salvador, mesmo porque muitos dos que mexem com tecnologia não gostam de carnaval. O assunto é a possível compra do Yahoo! pela Microsoft.

Li um recente artigo sobre isso que colocou alguma luz sobre o assunto.

A Microsoft, apesar de todo o seu poderio, está sentindo que o gato pode ainda não ter subido no telhado, mas está olhando fixamente para ele e está pronto para pular.

Com o mundo off-line se direcionando para o on-line, muito do que a Microsoft construiu ao longo dos últimos quase 30 anos pode ir por água abaixo da mesma maneira que o mimeógrafo, as páginas amarelas ou a máquina se escrever foi (Na verdade as páginas amarelas ainda não foram, mas, se tratando de listas impressas, o gato delas já subiu no telhado, faz tempo).

A Microsoft, e particularmente o Windows, sendo vista com um ar de “só uso porque dependo” pelos consumidores perde terreno para um concorrente que atua, e muito bem, por sinal, em uma área em que o WIndows não é realmente necessário - a Internet.

O Google é o destino de 65% das buscas no mundo enquanto o mecanismo de busca da gigante, 4%.

Seus US$60 bi de faturamento não a estão deixando muito tranqüila. Bill Gates, certa vez disse, estamos sempre a 18 meses da falência. Talvez a Microsoft esteja percebendo que a contagem regressiva já começou a uns 8 ou 10 meses e precisam correr para não deixar essa bomba explodir.

Alguns analistas dizem que a compra do Yahoo! pode dar um fôlego, tanto a Microsoft quanto ao Yahoo!, porém, a soma dos dois não dá um Google em termos de domínio de mercado. 75% de toda a propaganda online vão parar nas mãos dele.

Mas a Microsoft está pensando diferente.

Ao invés de brigar pelo Google pelo primeiro lugar, ao que parece ela está querendo mais é eliminar um segundo lugar do Yahoo! Parece mentira, mas a Microsoft está se contentando com um modesto segundo lugar.

Lógico, para chegar ao primeiro é preciso passar passar pelo segundo.

Já ouvi algo muito sensato outro dia: “Tudo bem que o Googleé o destino da maioria dos usuários em termos de busca, porém, para ele chegar até lá, terá que ao menos ligar o computador, e estará sob domínio da Microsft desde as primeiras luzes de seu monitor.

Não tenho dúvidas de que será uma boa briga, resta saber o que o Google vai fazer para revidar, provavelmente entrar no mercado de softwares a-la-Office.

A briga promete não só ser emocionante, como nos bons tempos de Microsoft versus Apple e isso, todos sabem.

Não vamos nos esquecer porém, de que, no final, nós é que iremos decidir o vencedor. Como em um Big Brother high tech, o cidadão comum é que vai decidir no voto, digo, no Browser, quem ganhará essa batalha.

Situação confortável essa, não?

Google x Yahoo!

posted by admin in Internet

Não tem jeito. O Google cresce e valoriza suas ações enquanto o Yahoo! demite e perde valor nas suas ações.

Há muito penso sobre o que realmente faz com que uma empresa na web cresça ou suma do mapa. Na Internet, pela primeira vez temos o poder do “voto” - explico - até então, na velha economia o cidadão só tinha o poder de voto nas empresas de duas maneiras: não comprando suas ações ou não comprando seus produtos. Porém, isso era algo que se sustentava por meio do investimento em marketing que essas empresas faziam. Em um mercado regional, o investimento em marketing era alto, mas era viável. Em mercado globais, poucas empresas conseguem de fato fazer um investimento que se compense por suas vendas.

Na Internet, o mercado é mais que global - ele não está nas ruas ou nos outdoors - ele não lida com “targets”, ele lida com pessoas, uma a uma. Essa tamanha abrangência que leva a praça da TV, revista, jornal e rádio para dentro da mente das pessoas no aconchego do seu notebook, dificulta a divulgação e a torna extremamente dispendiosa. Imagine sua empresa fazer uma propaganda dentro da casa de cada um de seus consumidores-alvo.

Nesse cenário, a melhor divulgação é aquela que é feita de maneira inversa, ao invés de a empresa encontrar consumidores, um a um, é o consumidor que vai atrás da empresa. Sempre digo - a melhor maneira de encontrar o seu consumidor é ser encontrado por ele.

Nesse ponto reafirmo o que falei no início deste post - finalmente temos o verdadeiro poder do voto. As empresas que se sobresaem hoje em dia não são as que investem milhões em propaganda, mas sim aquelas que de alguma forma são simpaticas aos olhos de cada consumidor e são procuradas por ele.

Apesar do Google já estar atraindo alguma antipatia pelo simples fato de estar caminhando para um monopólio (com 75% do mercado de links patrocinados mundial contra 9% do Yahoo e, no Brasil e outros países do mundo, quase a totalidade das buscas), ele ainda é uma empresa simpática que soube manter seu ar de empresa guirrilheira e pequena. Sua interface simples, suas brincadeiras com os usuários, seus ar de empresa de garagem faz com que acreditemos que ele é menor do que realmente é. Isso o torna mais simático aos olhos de todos nós.
Sem falar, é claro da qualidade de seu serviço de buscas.

O consumidor, com o verdadeiro poder do voto através da web, escolhe o serviço de buscas do Google, que lhe é mais aprazível e simples, do que o serviço do Yahoo!, que lhe é muito mais complexo e com ar de empresa grande. Pronto - a partir do momento que milhões fazem essas escolhas pessoais, mas seguindo uma lógica humana que apóia os de aparência mais ingênua (vocês lembram quem ganhou o Big Brother 1?), o Google passa a dominar o mercado.

O Yahoo! cresceu demais e quase que transmite uma imagem de velha economia no Brasil. Não é descolado, não é “in”, não é 2.0. Não tem aquele ar de blog mal feito mas com muito conteúdo.
Vivemos cada vez mais na era do conteúdo. Valorizamos cada vez mais o que se tem a dizer e não como dizer. O Bernardinho é um péssimo palestrante, mas ganha rios de dinheiro com o que tem a dizer. Preferimos baixar um mp3 na Internet do que comprar o contexto - uma bela capa de cd.

Em uma era de conteúdo, quanto mais simples a forma e melhor o conteúdo, mais uma empresa consegue convencer o mercado de que está ligada nas tendências do mercado.

O Yahoo! vai demitir 1.000 funcionários e está preocupado com o rumo que suas ações estão tomando (desvalorizaram 10%). É bom se preocupar mesmo.

Na minha opinião, o melhor que o Yahoo faz é comprar empresas sintonizadas aos montes, investir na mudança de paradigma em buscas (como busca semântica e busca em celulares) e criar marcas locais com menos aparência de grandeza.

Microsoft + Yahoo < Google ?

posted by admin in Internet

O que acham dessa proposição?
Será uma tautologia? Se tratando de Internet nada é tão verdadeiro nem tão absoluto.

As negociações da Microsoft para a compra do Yahoo (que valeria os seus US$50 bi) já são antigas, porém, não avançaram. Quem sabe agora, frente a onipotência colorida do Google a Microsoft e o Yahoo se fundam para enfrentar o oponente comum.

Afinal, Carl Marx estava certo quando disse que o mercado no fim das contas se resumiria a poucas empresas. Al Ries também dizia isso, e olha que quando disseram isso, a Internet não existia nem em sonho, literalmente.

Após o comunicado, as ações da Microsoft caíram 1,7% e as do Yahoo subiram 16%. É interessante pensar nesses números.

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