Categoria: 4ºP: Publicação

Algumas táticas de “Link Building”

Se você está lendo esse blog com frequência, já deve saber da importância que o Google dá para links externos ao seu site, os chamados “links de entrada”. A maneira mais sólida de conseguir links é gerando conteúdo de qualidade.

Eu sempre defendo a ideia de um bom conteúdo atraindo links – essa é estratégia que mais tem dado certo ao longo dos anos. O objetivo da produção de conteúdo em seu site é fazer com que seu site se torne uma referência no assunto que você comercializa. As pessoas pesquisam constantemente sobre assuntos dos mais diversos procurando uma solução para seus problemas ou procurando como sanarão um desejo latente.

Pessoas pesquisam por palavras-chave o tempo todo no Google. Por que todas essas pesquisas não podem parar no site de sua empresa?

Quando você se torna uma referência na rede, outro fenômeno acontece naturalmente – começa a ser chamado por repórteres para ser fonte de notícias. É isso mesmo.

Atualmente, devido à necessidade de cortar custos, a maioria das redações de veículos está terceirizando suas matérias com repórteres que trabalham a partir de seus computadores, em suas casas. Aquela época em que os repórteres ficavam nas redações está no fim

Muitos deles já cortaram até os revisores, transferindo a responsabilidade por um texto gramaticalmente correto para os próprios repórteres, que nem por isso passaram a receber mais.

Como os jornalistas fazem suas matérias de sua própria casa, a única ferramenta de que dispõem para pesquisa de fontes para assuntos que o jornal lhes encomendou é a internet. Geralmente fazem uma busca no Google sobre o assunto a ser escrito, clicam em meia dúzia de sites para ler mais sobre o assunto, pesquisam quais as pessoas que escreveram os textos encontrados, entram em contato com elas e, na maioria das vezes, fazem uma entrevista por email ou por telefone. Eu mesmo já saí em diversas revistas e jornais de negócios a partir desse processo.

Matérias sendo veiculadas com seu nome potencializam os resultados para seu negócio. Seu nome passa a ser visto na web, mas também em veículos impressos, que, para muitos, ainda têm mais credibilidade do que a própria internet. Você passa a migrar da produção de conteúdo in site para a produção de conteúdo off-site a respeito de você.

Outra informação importante: é muito mais fácil para uma pessoa física ser citada como fonte de uma notícia do que uma empresa, uma pessoa jurídica. Muitos empresários tentam em vão divulgar as marcas de suas empresas, não percebendo que eles próprios são os melhores veículos de divulgação de sua empresa. Diante disso uma boa estratégia é você, pessoa física, representar seu negócio.

“A internet não é uma rede de computadores, é uma rede de pessoas”, lembra-se?

Pessoas acreditam em pessoas. Então, ponha uma pessoa para ser a representação de sua empresa e humanize sua marca mais rapidamente na web.

Os blogs não estão ganhando o mundo e influenciando comportamentos à toa. A opinião de um blog parece-nos muito mais confiável do que a opinião de um anúncio de revista pago falando bem sobre seu anunciante. É como pagar a alguém para falar bem de você. Já falamos isso aqui, e repito para que você não se esqueça – isso não tem gerado credibilidade suficiente para se transformar em um volume de vendas que valha o preço do anúncio. Blogs são escritos por pessoas.

O Twitter cresce de forma espantosa, contudo, os perfis que mais crescem são os perfis pessoais, não os profissionais. Para ver isso, basta comparar o número de seguidores do perfil de uma empresa e o perfil do proprietário ou diretor dessa mesma empresa.

Nessa mesma linha de raciocínio, você pode potencializar ainda mais tal estratégia. Uma das maneiras mais poderosas de ser divulgado na mídia é brigar com afinco e verdadeiramente por uma causa humanitária (é lógico que você precisa acreditar na causa que defende).

Seja uma referência no campo em que atua e além de ser chamado para ser fonte de jornalistas, também será tomado como fonte para os próprios consumidores. Isso gera a credibilidade necessária para que suas aparições se transformem em vendas. Misture a imagem de sua empresa à sua própria imagem. Isso é uma estratégia válida para aqueles que tem planos de fazer a empresa realmente dar certo. Se seus planos são somente ganhar dinheiro logrando o mercado, esqueça tal estratégia.

Pessoas acreditam em pessoas. Lembre-se disso.
■ Se você é o proprietário de uma farmácia, crie um blog que fale sobre medicamentos e suas diferenças, crie um fórum de discussão para que os consumidores possam expressar suas opiniões sobre genéricos e sobre a indústria farmacêutica, crie um blog para auxiliar as pessoas a escolherem o melhor remédio para seus males, venda medicamentos pelo site etc.

■ Se você tem uma loja de instrumentos musicais, mostre vídeos no YouTube com você dando aulas de como se toca cada instrumento que vende, disponibilize partituras em seu site por meio de e-songbooks, use o site e o MySpace para divulgar novas bandas, crie um fórum para que músicos se encontrem e formem novas bandas, utilize o Google Agenda para mostrar shows de bandas iniciantes, aproveite e use o Google Maps para mostrar os locais onde tais bandas tocarão etc.

■ Se você é um consultor de marketing, ensine empresas pequenas e fazerem suas próprias peças publicitárias com um vídeo no YouTube apresentado por você, mostre-lhes dados do mercado em uma apresentação de PowerPoint no SlideShare, atualize conteúdo sobre as últimas tendências no Via6, divulgue um ebook com conteúdo de qualidade em seu blog, crie um podcast que fale sobre as melhores campanhas de todos os tempos etc.

■ Se você tem uma confecção, dê dicas de moda com podcasts, fale sobre os últimos desfiles em posts em seu blog, mostre fotos no Flickr de como combinar roupas nas diversas estações do ano e nas diversas situações da vida (trabalho, casa, festas), indique livros sobre o assunto utilizando o Boo-Box, use o Twitcam para indicar roupas para o dia etc.

■ Se você tem uma loja de móveis, mostre fotos sobre como combinar móveis com cada ambiente, ensine pelo YouTube a limpar os móveis para conservá-los por mais tempo, mostre em uma apresentação de slides as decorações das casas dos “famosos”, mostre como montar sua estante ou como fazer uma pátina, dê soluções de móveis práticos para espaços pequenos,etc.

Outra maneira de gerar links para seu site é criar uma tática de badge. Um badge é um selo, como pode ser visto no site da Zappos, que as pessoas copiam o código e colam em seus sites ou blogs para expressar seu amor pela marca ou por uma causa.

Imagine que você tenha um pet shop e abrace a causa de adotar, ao invés de comprar, cachorros e outros bichanos. Você pode criar um selo “Eu adoto animais”. Esse selo terá um código html associado que, quando alguém copiar o código em seu site, o badge aparecerá no blog ou site e terá um link para o site original, do seu pet-shop.
Levante uma bandeira, defenda uma causa humanitária.

Uma das minhas empresárias favoritas é Anita Roddick, fundadora da Body Shop. Em uma época na qual termos como responsabilidade social, ecologia e meio ambiente não tinham nenhum significado para a maioria dos habitantes do planeta, ela já levantava a bandeira das causas humanistas. Anita definia sua empresa, que de uma lojinha do interior da Inglaterra transformou-se em uma das mais respeitadas empresas de cosméticos do mundo com mais de duas mil lojas e 50 países, como uma “empresa de comunicação, com especialidade no ramo de cosméticos, que faz dinheiro com seus projetos e reinveste em campanhas pelos direitos humanos”.

Outra personalidade que levanta uma bandeira defendendo uma causa que nada tem a ver com sua carreira é o cantor Sting. Depois de conhecer o cacique Raoni, em uma visita à Amazônia, no final da década de 80, passou a defender a causa da ecologia. Aliás, entre cantores e artistas isso é bem comum. Integram a lista de defensores dos mais fracos Madonna, Angelina Jolie, Bono Vox e vários outros.

Muitas vezes carreiras e empresas são impulsionadas por uma causa humanitária – muito mais do que por produtos e serviços. Defender a vida e o ser humano é mais importante do que vender produtos. Os links são criados e os produtos praticamente se vendem sozinhos depois disso. A internet é uma rede formada por seres humanos. Ela acolhe muito bem causas humanitárias devido ao engajamento que a internet promove. O engajamento digital foi um dos fatores que elegeram Obama.

Quando as pessoas acreditam em algo e não tem que fazer tanto esforço para promovê-lo, elas o fazem. A internet exige muito pouco esforço, apenas um Retweet ou um email para sua lista de amigos, ou ainda uma indicação no Facebook. Isso faz com que a mensagem se espalhe muito rapidamente. É isso que faz com que a internet gere tanto engajamento.

Você pode criar, por exemplo, um badge em que, para cada badge colado em sites e blogs, a empresa doará R$ 1 para alguma instituição de caridade.

Outra tática para criar links é parecida com a do badge. Criar um aplicativo como um contador de visitas ou um medidor de IMC. Esses aplicativos são chamados de widget e geralmente são desenvolvidos em Javascript, DHTML ou Flash.

Digamos que você tenha um salão e um serviço de buffet para festas e você quer explorar o mercado de festas de 15 anos. Você pode criar um aplicativo que faça a contagem regressiva do número de dias que faltam para a festa de 15 anos de uma menina que resolver copiar e colar o código do aplicativo. Ela colará esse aplicativo no blog dela com os dizeres “Amigas, faltam apenas xx dias para minha festa. Peça o seu convite”.

O aplicativo pode ter uma assinatura como “Powered by XPTO” com um link para seu site. O aplicativo é gratuito e a função dele é de gerar um link para o site da sua empresa. Imagine que esse aplicativo pode ser feito para aniversários “Faltam xx dias para o meu aniversário”, independente da idade. Pode ser desenvolvido para o mercado de eventos “Faltam xx dias para eu ir para o show do Dave Matthews Band”. As aplicações são inúmeras.

Você pode criar jogos também. Joguinhos simples e originais. Dê uma olhada em www.orisinal.com. Lembro-me de jogos que aproveitaram a oportunidade de algum evento como a bolinha de papel que jogaram no candidato à presidência José Serra (criaram um jogo em que o Serra aparecia e desaparecia na sua frente em diversos lugares diferentes da tela e você tinha que acertar uma bolinha nele) ou o caso do Zidane que deu uma cabeçada no jogador italiano Marco Materazzi na final da Copa do mundo de 2006 (criaram um jogo em que vários Materazzis vinham contra um Zidane em um campo e você tinha que eliminar um a um com cabeçadas).

Jogos centrados em casos que ganharam a mídia são sempre bem disseminados e você ganha links de referência. Veja o exemplo do site www.eternalmoonwalk.com, de uma rádio belga, que também ficou famoso no mundo inteiro. Esse site atraiu muitos links para ele próprio e para o site da rádio.

Fazer algo diferente sobre um acontecimento que todos já estejam comentando é sempre uma boa maneira de atrair links aproveitando a onda gerada pelo própria mídia de massa sobre um determinado acontecimento.

Fazer listas também atrai muitos links. Veja meu post sobre livros: http://bit.ly/dGje2y, foi um dos posts do meu blog que mais teve comentários e foi um dos mais espalhados no Twitter.

Outra tática: contrarie a lógica de que o que é de graça não tem preço e o que não tem preço, não tem valor. Dê gratuitamente algo que tenha muito valor. Imagine um ebook sobre o seu mercado que você venderia por R$ 100, mas resolveu oferecê-lo gratuitamente ao mercado. Isso gera links. Porém, preste atenção, tem que ser algo muito bom. Não pode ser mediano.

Para gerar links para seu negócio, você pode contar uma boa história também. Já disse e repito, a publicidade hoje em dia cada vez mais tem se resumido a contar uma boa história. Quanto melhor sua história, mais ficará no imaginário de seu público. Pessoas adoram uma boa história e você tem que se aproveitar desse fato. Marcas que tem boas histórias, são mais desejadas porque se aproximam mais do que as próprias pessoas vivem – as histórias das suas próprias vidas.

Se você analisar uma boa parte dos best-sellers atuais, eles são histórias. Quem mexeu no meu queijo, Pai rico, pai pobre, O código da Vinci, O monge e o executivo, Comer, Rezar, Amar, assim como todos os livros do Paulo Coelho. Não estou fazendo nenhum juízo de valor, apenas dizendo que as pessoas precisam de histórias que a tirem desse mundo tão conturbado e a levem para outra dimensão em que elas se sintam mais confortáveis. Crie essa dimensão, espalhe-a de maneira cuidadosa e minuciosa pela internet e espere que ela se multiplique sozinha. Quer um exemplo batido, mas verdadeiro disso? Lembra-se de “A Bruxa de Blair”? A promoção de sua empresa pode se basear em uma história que toque seu público-alvo. Isso fará com que sua marca chegue mais longe por conta de seu apelo. Quanto mais falarem da sua empresa, mais links serão criados para sua empresa.

Fazer entrevistas é uma boa maneira de atrair links. Digamos que você tenha um escritório de advocacia com foco em ajudar franqueados a se resguardarem de problemas com franqueadores. Você pode fazer várias entrevistas em vídeo no YouTube com grandes franqueados de franquias diversas para que eles contem quais os problemas que eles enfrentaram e como conseguiram resolvê-los. Vídeos que ajudem outros jovens franqueados a se livrarem de problemas descobrindo de antemão quais os problemas que uma franquia pode dar.

Você pode dizer que isso tirará clientes de você, pois eu lhe digo que isso lhe levará muito mais clientes, porque problemas a gente tem todo dia, independente se a gente os minimize ou não. O que você fará é ajudar jovens franqueados a diminuir os problemas, mas eles saberão que quando tiverem algum, será você que eles procurarão.

O seu escritório não está no negócio de “ganhar dinheiro com franqueados que tenham problemas”, mas sim, no mercado de “ajudar franqueados a resolver ou evitar problemas”. Quanto mais fizer isso, recebendo ou não para tal, mais bem sucedido será no seu negócio.

Crie um canal no YouTube para essas entrevistas e espalhe-as pela internet. Se você for uma empresa de cosméticos ou que venda soluções para velhice, pode utilizar a aplicação que foi desenvolvida para o site http://in20years.com, que mostra você com 20 anos a mais.

Outra maneira de gerar links é a técnica utilizada por Diogo Mainardi ao sempre gerar polêmica com seus comentários francos no estilo “doa a quem doer”. Escrever ou falar algo polêmico ou controverso sempre gerar comentários – positivos e negativos.

Mas, definitivamente, o que mais gera link é humor, porém, ele deve ser usado com muito cuidado. Charges, vídeos engraçados, frases bem humoradas etc. Veja o exemplo do perfil do Twitter @melhoresfrases com mais de 300 mil seguidores, inclusive, eu o sigo. #recomendo

Outra maneira muito eficiente de atrair links é fazendo pesquisas e divulgando-as. Divulgar pesquisas sobre seu segmento é garantia de veiculação na mídia. Entenda como são realizadas pesquisas de mercado e descubra que, com um custo muito baixo, sua empresa pode realizar uma pesquisa por email ou por telefone e divulgar o resultado na mídia. Procure por um assunto que seja de alta relevância para seu público-alvo e garanta que os resultados serão tabulados corretamente.

Digamos que você tenha uma empresa que vende equipamentos e instalação de circuitos fechados de TV para residências de alto padrão em Porto Alegre. Se você lê esse blog com muita atenção até agora, você sabe que não vende CFTV, você vende segurança.

Uma vez entendido isso, você pode promover uma pesquisa sobre o aumento da violência em determinadas áreas da cidade e divulgar essa pesquisa na mídia da cidade.

Lembra do filme Julie&Julia? Uma jovem dona de casa que adora cozinhar resolve fazer todas as receitas de um livro de receitas famoso e começa a postar seu dia a dia culinário em um blog. O blog vira livro, o livro vira filme. Associar seu nome ou marca a algo que já seja famoso é uma boa maneira de atrair olhares, principalmente se for fazendo algo que ninguém nunca fez.

Alguma tarefa quase heroica, hercúlea, gera ainda mais links. Você pode também fazer um mashup do Google Maps mostrando onde há maiores focos de violência na cidade com dados de delegacias e outras instituições. Você pode também escrever uma cartilha em PDF sobre como prevenir sua família de assaltos em casa.

Veja uma boa iniciativa em que mostra os preços dos combustíveis em uma determinada localidade. Você pode convidar um especialista em segurança para dar uma palestra pela internet (ou ao vivo) sobre segurança patrimonial. Que tal criar o ClubXPTO (XPTO é o nome da sua empresa) ? Um site em que pessoas darão o seu depoimento de como o CFTV salvou a sua casa de um assalto.

Divulgue um release da pesquisa e deixe o arquivo da pesquisa na íntegra no seu site para que as pessoas possam fazer o download mediante email.

Não se esqueça de convencer a sua assessoria de imprensa a lutar para que o repórter ponha o link para a sua empresa na publicação online do veículo. Nem sempre é possível e, para ser sincero, é bem difícil conseguir isso. Mas não custa tentar. Um link de um veículo importante na web é um bom link para a construção de page rank. A divulgação de press releases é sempre uma ótima maneira de gerar links. Há sites como o Maxpress especializados em divulgar releases (aliás, é um ótimo site para divulgar seus releases para jornalistas por canal, segmento e outras classificações).

Uma dica importante nesse quesito é trabalhar textos âncoras no release linkando para o seu site. Coloque o nome da sua empresa próximo à palavra-chave como texto âncora. Primeiro porque com isso, na busca, como o Google lê o entorno da palavra-chave, lerá e mostrará o nome da sua empresa. Em segundo lugar, há indícios de que com a busca semântica, as palavras em torno de uma determinada palavra-chave terão mais importância em uma próxima busca por essa palavra. Com isso o seu domínio – com o nome da sua empresa – pode ser beneficiado em uma busca futura devido a essa proximidade.

Mencione o nome da sua empresa logo no início do texto e coloque as palavras-chave mais importantes também no início. As palavras iniciais geralmente têm mais importância para o Google do que as finais.

Como já disse, algo que sempre chama a atenção de veículos e visitantes do seu site são listas do tipo “Top10”, “Os 20 melhores”, “Os 50 mais vendidos”, “Os 5 mais comentados da semana” e por aí vai. Pessoas adoram listas. Resume o conhecimento de maneira muito prática. Veja o site http://doutor.biz/, que traz uma lista de profissionais de saúde. Isso gerará muitos links em blogs, principalmente no blogs e site que você citar na lista. Dê uma olhada no Social Media Workbook.

Existem vários sites em que você cria o seu badge sem complicações. Procure no Google por “badge generator” para ver vários sites desse tipo.

Outra maneira de aumentar a quantidade de links que apontam para o seu site é utilizar a atividade do consumidor para isso. Os sites de “baladas” sabem bem disso já há algum tempo. A tática de tirar fotos de diversas pessoas nas festas e dar o endereço do site para que elas baixem a foto já é manjada, mas ainda dá certo. As fotos saem com a marca da empresa que disponibilizou as fotos fazendo uma propaganda “embarcada” na foto.

O YouTube, o SlideShare e outros sites de web 2.0 se aproveitam da atividade do consumidor para gerar links. O SlideShare disponibiliza um espaço para você por suas apresentações de slides online e com isso facilita sua vida, porém, você facilita a vida dele quando gera um link no seu blog mostrando onde os participantes de sua palestra podem fazer o download da apresentação. Uma ideia muito boa. O YouTube funciona da mesma maneira.

Você pode disponibilizar um espaço no seu site para que as pessoas possam fazer algo que elas normalmente não tem meios para fazer e, com isso, as pessoas indicarão o seu site para outros porque tem aquilo que elas colocaram por lá.

Imagine que você tem uma empresa que organiza casamentos. O seu site poderia criar uma plataforma para as pessoas criarem as suas listas de casamento ao estilo ByMK, associando não só nomes de produtos, mas fotos de presentes que gostariam de ganhar com um link direto para um Buscapé – que mostrará o preço daquele produto em diversos e-commerces. Com isso você cria um diferencial nas famosas listas de casamento e atrai o seu público-alvo uma vez que a noiva indicará o seu endereço para ver a lista.

Pensando que as pessoas casam mais ou menos na mesma faixa etária, o fato de uma noiva indicar o seu site para amigas e amigos, alguns desses podem estar prestes a casar também, o que faz com que seu negócio se viralize dentro do grupo de amigos.

Outra maneira de construir links é utilizar uma categoria muito conhecida e importante de sites de referência (sites que fazem referência a você por meio de um link) são os diretórios. Listas de sites de uma determinada categoria ou que tem uma determinada função de indicar diversos sites para os usuários.

Como eles geralmente têm um bom PageRank, cuide para que seu site esteja listado nesses sites quando for trabalhar a otimização dele, portanto, não se esqueça de registrá-lo em vários sites de diretório para que você crie links externos para ele sem muito trabalho de link building. Um dos sites de diretório mais importantes para registrar seu site é o www.dmoz.org.

Existem vários sites que não têm moderação e nos quais você pode gerar um link para seu site como sites de artigos, wikis, comentários em blogs (que não tenham a tag nofollow), sites de notícias (alguns exigirão um release, porém, em muitos deles, a publicação é quase certa) e outros.

Para descobrir outros diretórios, procure no Google a palavra-chave “lista de diretórios” ou “link building diretórios”. Assim podem ser encontradas várias listas de sites de diretórios atualizada.

No site www.criarsites.com/diretorios-de-sites/ há uma lista com vários sites. Tome cuidado com qual site você “relacionará” seu site. Há alguns sites que não são bem vistos pelo Google, principalmente os que estimulam a troca de links ou a venda de links. Se o site em questão utilizar técnicas chamadas de “black hat” (técnicas antiéticas para otimizar o site), ele pode piorar seu PageRank em vez de melhorá-lo.

Dê uma lida no link http://bit.ly/gHfZJH também para submeter seu site e gerar links relevantes em diversos motores de busca. Há uma boa lista ali. No site http://bit.ly/dXL3Ht há uma lista de diretórios e no site do MestreSEO também tem uma boa lista (www.mestreseo.com.br/diretorios).

Como disse, além dos sites de diretório, há também vários sites de artigos em que você pode postar um texto e a sua assinatura com um link para seu site, como DiHiTT, LinkK, Artigonal e vários outros (alguns desses você precisará ter uma autorização do moderador do site). Esses sites tem muito conteúdo de todos que escrevem para eles, logo, tem muitas palavras-chave, são muito bem encontrados e transferem Page-Rank (o termo para essa transferência de parte do PageRank de um site “link-juice”).

Você pode também criar um programa de filiados para seu site. Essa é outra excelente maneira de construir links para seu site. Lembra de todos aqueles banners do Submarino em blogs e sites ou aqueles aplicativos que você vê do Mercado Livre. Um exemplo são os “anúncios Gooooooogle” em blogs e sites diversos.

Essas empresas desenvolvem programas de filiados em que você ganha uma porcentagem da venda quando elas vendem para algum consumidor que venha do seu link. Cada banner de filiado terá um link para seu site. Você não precisa ter um comércio eletrônico para ter um programa de filiados. Imagine que você tem um escritório de contabilidade. Para cada empresa que se cadastrar para receber uma newsletter, que venha por meio de um afiliado, você dá uma pontuação a esse filiado (apenas para emails corporativos, não vale Hotmail, Gmail etc.). Você pode fazer uma espécie de programa de milhagem para os filiados.

Se você atende consumidores em todas as partes do mundo, pense em ofecrecer algo universal, como música, para eles.

Não se esqueça de postar muito conteúdo em mídias sociais, embedar esse conteúdo no seu site e divulgar nas redes sociais a página do seu site que tem tal conteúdo, como falei na aula online sobre marketing viral (aula 1).

Depois desse longo post, com várias ideias, pense que tudo isso é conteúdo :)

Otimizando de sites para mídias sociais

Concordo que o título deste post ficou um pouco longo, mas é exatamente isso que vamos falar hoje. Como que você pode utilizar as ferramentas de web 2.0 – as mídias sociais – para fazer com que sua marca fique bem posicionada no Google, mesmo que seu site não esteja nas primeiras colocações dos resultados de buscas do buecador.

Vamos entender primeiramente o que faz o Google escolher um site ou outro para colocar nas primeiras posições da sua busca: os mais de 200 ou 300 critérios (alguns falam em milhares de critérios) que ele aplica a cada página para pontuar e classificar uma a uma.

Saber os critérios já é algo difícil, dado o mistério em torno de alguns (é lógico, que há vários critérios que é de conhecimento comum, porém, muitos são especulação), mas há algo ainda mais nebuloso para nós mortais – o peso de cada um dos critérios na composição da “fórmula”.

Sabemos que há critérios que têm muito peso na composição do índice do Google que posiciona algumas páginas na frente de outras, como por exemplo, presença da palavra-chave no título da página, links externos que apontam para a página, qualidade desses links externos, a presença das palavras-chave no conteúdo da página, idade do domínio, presença da palavra-chave nos textos âncora que apontam para a página dentre alguns outros.

Para alguns deles, o trabalho de SEO é mais imediato, como por exemplo, a presença da palavra-chave no título – essa é uma variável controlável. Para outros critérios, como por exemplo, a quantidade e a qualidade dos links que apontam para sua página, a história é bem diferente pois você depende de outros sites. Um site que tenha uma boa relação com a própria internet receberá mais links de entrada (links externos) do que um site que não o tenha. A internet é uma rede de redes, logo, estar em rede é fundamental.

Pode não ser fácil construir essa rede. Uma das soluções encontradas é trabalhar com as mídias sociais, principalmente as focadas em conteúdo.

Vamos aprender uma diferença. Chamamos de mídias sociais, tanto o YouTube quanto o Facebook, porém, uma é focada em conteúdo – o YouTube – e a outra é focada em perfil de pessoas – o Facebook. O YouTube até tem perfis, mas o foco são os vídeos, bem como, o Facebook até tem vídeos, mas o foco são os perfis.

Vamos falar das mídias sociais com foco em conteúdo. Chamarei de “mídias sociais de conteúdo”.

É sabido que o Page-Rank (uma métrica para a quantidade e qualidade dos links externos a um site) de um site como o YouTube ou o SlideShare é altíssimo. Isso se deve à quantidade de links externos que apontam para eles. O Page-Rank é um dos critérios importantes que o Google considera ao posicionar uma página na primeira posição ou na última de seus resultados de busca.

Lembre-se que essa é uma variável que é difícil de controlar. Conseguir muitos links externos pode ser uma tarefa árdua e tem até um nome: “link building”.

Como as mídias sociais de conteúdo já tem esses links externos, elas já tem um Page-Rank elevado. Um conteúdo que tenha a sua marca em uma mídia social dessas pode alcançar uma primeira página de Google mais facilmente do que o seu site, na maioria das vezes.

Deixe-me esclarecer o que estou propondo. Imagine que você seja uma empresa que venda equipamentos de segurança patrimonial como circuito fechado de TV, cercas elétricas, porteiros eletrônicos com câmeras e outros. Quem compra um CFTV não gostaria de comprar isso, mas tal produto é um mal necessário para que ele adquira algo maior – segurança. O que ele está procurando é aumentar a segurança da sua casa, não por circuito fechado de TV.

O comportamento desse consumidor, antes de procurar pelos melhores preços para tal produto no Buscapé, irá pesquisar no Google palavras-chave como “segurança patrimonial”, “como aumentar a segurança da casa”, “dicas de segurança em casas”  e várias outras que a ferramenta de palavras-chave do Google irá lhe fornecer.

Pesquisando na ferramenta de palavras-chave, do Google, você descobriu que a expressão “segurança eletrônica residencial” tem em média 200 buscas por mês no Google. Você deseja chegar até os consumidores que fizeram essas buscas, pois, estão dentro do seu público-alvo.

O único problema é que você não quer investir em links patrocinados e o seu site não está otimizado para o Google. Esses são problemas comuns. A solução é utilizar as mídias sociais como partes do seu site.

Digamos que sua empresa, de segurança patrimonial, tenha feito uma bela apresentação de slides e posto no SlideShare sobre dicas de segurança eletrônica residencial. Qual tipo de residência é a ideal para uma segurança eletrônica, quais os tipos de aparelhos que existem, comparação entre marcas de segurança eletrônica residencial etc. A sua apresentação tem cerca de 30 slides com um ótimo conteúdo sobre o tema.

O SlideShare é uma mídia social tem um alto Page-Rank. Você coloca no título da apresentação algo como “Segurança Eletrônica Residencial – saiba como se proteger” ou “Segurança Eletrônica Residencial – soluções disponíveis no mercado” (de preferência um título com no máximo 70 caracteres). O ideal é que o nome do arquivo que você vai subir para o SlideShare tenha essa expressão também, como por exemplo: “seguranca-eletronica-residencial.ppt”.

Na descrição do SlideShare do arquivo que você fez o upload, você também vai colocar algumas vezes a palavra-chave (sem exagero).

Utilize texto nos slides e não só imagem. O SlideShare extrai todo o texto dos slides e os coloca logo abaixo da apresentação aumentando a chance da página ser lida pelo Google com relevância na palavra-chave.

Com isso, você terá uma página no SlideShare otimizada com as variáveis controláveis e com um alto Page-Rank – que não é uma variável controlável, mas você estará aproveitando o Page-Rank do SlideShare.

Divulgue a página do SlideShare em seu site e em outras mídias sociais – Twitter, por exemplo – para gerar links externos para a página. O Google vai aumentar ainda mais a relevância daquela página para a palavra-chave “segurança eletrônica residencial”. Utilize o texto-âncora igual à palavra-chave, de preferência, nesses links.

Com isso, a chance de você ter a página do SlideShare na primeira página do Google será altíssima. É lógico que sua apresentação de slides deve ter o contato da sua empresa etc. Será como no seu site, porém, dentro de uma apresentação de slides no SlideShare.

Tendo dúvidas sobre essa técnica, assista a aula nº2 do meu curso online de marketing digital. Saiba mais sobre isso na página sobre as minhas aulas online.

Como utilizar os elementos de persuasão de Prova social e Autoridade

Prova Social e a força da estatística

Um dos mais importantes elementos de persuasão é o chamado argumento de “prova social”. Ele se resume na seguinte ideia: “Se todo mundo está fazendo isso, então isso deve ser bom”. No site significa ter um bom número de depoimentos de clientes falando de sua experiência com o produto (falando bem, é claro).

O argumento de “prova social” também pode ser utilizado fora do site quando, por exemplo, várias pessoas em redes sociais, fóruns e blogs falam bem de sua marca. Quanto mais gente falando sobre ela, melhor.

O comportamento típico de um consumidor atualmente, quando não conhece uma empresa que está prestes a contratar, é pesquisar por seu nome no Google. É importante monitorar e resolver problemas que surgem nos bits da web. Um problema ocorrido, resolvido e divulgado é tão bom quanto uma menção positiva. Mostra que a empresa tem disposição para resolver os problemas e de fato se importa com o cliente.

O argumento de “prova social” costuma ser utilizado em conjunto com o argumento de números. Quanto mais depoimentos, mais credibilidade seu site terá. Veja, por exemplo, o site Engenharia de vendas com mais de 3 mil depoimentos de clientes satisfeitos.

O ser humano é por natureza gregário e precisa de uma sensação de “pertencimento”. As pessoas querem se sentir dentro de um grupo maior. A “prova social” dá esse grupo para elas. Quanto mais gente comprou um determinado produto, menor é o medo de comprá-lo. O raciocínio é “tantas pessoas assim não podem estar erradas” ou ainda “se eu errar, eu não erro sozinho”.

A maior credibilidade para um produto é atribuída quando um cliente fala dele, então, ter depoimentos de clientes é o que aumentará sua taxa de conversão de maneira significativa. Incentive seus cliente a falarem de você. Crie o ombusdsman digital (pode ser através de um e-mail que será enviado dias depois da compra para avaliar o serviço ou o produto).

O botão “curti” com a informação de quantas pessoas “curtiram” aquilo é uma prova social. Você pode ver na lateral direita desse blog o número de pessoas que curtiram o livro Google Marketing. Essas centenas de pessoas constituem uma prova social para o livro.

Uma página que receba notas de clientes ou consumidores, como no caso dos hotéis do Booking.com. Veja a página do Sana Liboa Hotel com mais de mil opiniões com uma nota média de 8,8. Se mais de mil pessoas atribuíram uma nota quase igual a 9 a esse hotel, não há muito como esse hotel ser ruim, não é mesmo?

Veja também a estratégia de prova social sendo utilizada para o filme “Nosso Lar”.

Eu mesmo fiz um post com depoimentos sobre o livro Google Marketing. Prova social pura.

Essa é a força da Prova Social: a estatística. Tenha a maior quantidade possível de depoimentos no seu site e verá como a sua taxa de conversão aumentará.

O argumento de Autoridade se apoiando em quem já construiu sua reputação

O segundo elemento persuasivo que veremos nesse post é o que chamamos de “argumento de autoridade”. Imagine que você produza chuteiras e consiga um jogador de futebol para testemunhar que suas chuteiras são as melhores do mercado. Ele grava um depoimento em vídeo dando uma opinião positiva sobre as chuteiras e posta tal vídeo no YouTube.

O argumento de autoridade é ainda mais válido quando uma autoridade, de livre e espontânea vontade, resolve dar seu depoimento a favor de sua empresa em algum “lugar público” da Internet. Um post em um blog muito visitado ou uma aparição em um vídeo qualquer usando seu produto.

Veja o vídeo abaixo. Ele faz parte de uma sequencia de vídeos que apresenta uma celebridade – o MV Bill – e toda a campanha está ligada à marca Nextel. O filme vale muito a pena ver.

Imagem de Amostra do You Tube

Ficará mais fácil de entender a campanha com o vídeo a seguir com o making off da campanha da Nextel com o Neymar

Imagem de Amostra do You Tube

Imagine que você fabrique camisetas para o público jovem e um dos integrantes de um programa da moda (do CQC ou do Pânico, por exemplo) apareça em uma entrevista usando sua camiseta. O argumento de autoridade tem mais força à medida em que tal “autoridade” é mais conhecida do público e mais relevante com o produto ou serviço que você oferece.

Há também uma forma de utilizar tal argumento “apresentando” uma autoridade. Imagine que você vende um insumo para a confecção de um remédio, que pouca gente conhece. Para utilizar o argumento de autoridade, seria interessante contar com a palavra de um médico especialista doutor em tal assunto. Porém, esse médico pode ser completamente desconhecido.

Inicialmente, apresente tal médico em seu site. Mostre seu currículo, sua carreira, seus artigos científicos para, posteriormente, apresentar sua opinião. Já viu como que essa é a tática preferida das propagandas de pasta e escovas de dentes?

Você pode utilizar também marcas de clientes seus (se forem empresas conhecidas), atestados de órgãos certificadores e diversos outros símbolos de seu segmento. O selo ouro do E-bit é um argumento de autoridade. Uma certificação Microsoft ou Google também é. Procure se cerca de argumentos de autoridade para aumentar a credibilidade da sua marca e, com isso, aumentar a taxa de conversão.

Elementos de persuasão para aumentar a taxa de conversão do seu site

Eu costumo falar bastante sobre taxa de conversão, talvez por perceber que as empresas acabam dando muito valor ao tráfego e pouco pensam em como transformar tráfego em negócios efetivos. Lembre-se de que é a venda que gera retorno sobre o investimento, não o tráfego pura e simplesmente.

A primeira lição que você deve saber com relação à taxa de conversão é a diferença entre preço e valor. Quanto maior o valor que você oferecer em qualquer ação de seu site, maior será a taxa de conversão. Para oferecer esse valor, o ideal é que se utilize de algumas ferramentas clássicas. Elementos persuasivos.

Os elementos persuasivos são estudados e apresentados pelo pesquisador Robert Cialdini, um dos maiores estudiosos do mundo em persuasão. O seu livro “O Poder da persuasão” é um clássico no tema. Veja um breve vídeo da HSM com Cialdini, para conhecê-lo melhor:

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Os elementos são 6:

*  Escassez: considero um dos mais importantes argumentos de persuasão. Frases como “Somente 5 unidades”, “Últimas vagas”, “Só hoje”, “Promoção por tempo limitado” e outras representam bem esse argumento de persuasão.

*  Reciprocidade: ofereça algo sem pedir nada em troca. Um e-book gratuito, um desconto, um brinde. Isso fará com que o consumidor lhe veja de uma maneira mais simpática e isso aumenta a chance dele comprar de sua empresa.

*  Prova Social: tenha depoimentos no seu site. Cada depoimento é uma história diferente a respeito da sua marca. Veja os exemplos do site engenharia de vendas ou do Meu Móvel de Madeira.

*  Afinidade: se você fala a linguagem do seu consumidor, é mais fácil convencê-lo de algo porque ele gosta daquilo que se parece com ele ou com o que ele deseja alcançar.

*  Autoridade: uma certificação Microsoft ou Google, um selo e-bit, uma reportagem em um jornal de grande circulação e outros elementos visíveis que mostram que grandes marcas validaram sua empresa. O site da Sensedia tem uma página de Reconhecimentos, que exemplifica bem esse argumento.

*  Consistência: as pessoas tendem a ser consistentes com suas próprias ações. Uma vez que a pessoa dá uma “intenção de compra”, é mais fácil dela acabar comprando.

No próximo post, vou explorar dois elementos persuasivos que certamente seu site pode ter – autoridade e prova social.

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O que a Sears e o seu comércio eletrônico tem em comum?

Sempre digo nas minhas palestras que vivemos em uma economia baseada em informação. Para concluir isso de maneira mais contundente, basta pensar no seguinte: quando você faz uma compra em um e-commerce, você não está comprando um produto, está, na verdade, comprando as informações sobre aquele produto. Já pensou nisso?

Quando você vai a um supermercado, você pega o produto para comprar, você está levando de uma só vez o “conjunto de átomos” – o produto em si – mas também está levando todas as informações relacionadas àquele produto: cor, peso, tamanho, número de botões, para que serve, preço etc.

Em um e-commerce, essas informações estão separadas do produto em si. O produto está em um galpão de distribuição e as informações sobre ele estão expostas no seu monitor. Essa separação começou quando a Sears resolveu lançar o seu famoso catálogo da Sears, o “Wish Book”.

Nesse catálogo, havia cerca de 200mil itens e suas variações, todos eles com descrições e cerca de 6 mil ilustrações davam ao consumidor a possibilidade de conhecer mais sobre os produtos.
Esse tipo de compra postal barateava o produto em mais de 50%, levando em consideração os custos de expedição.

“Nesse catálogo, havia cerca de 200mil itens e suas variações, todos eles com descrições e cerca de 6 mil ilustrações davam ao consumidor a possibilidade de conhecer mais sobre os produtos. Esse tipo de compra postal barateava o produto em mais de 50%, levando em consideração os custos de expedição.” (fonte)

A partir desse momento, a Sears passa a separar a economia dos objetos da economia das informações. Foi o início da economia que vivemos hoje, baseada em conhecimento e informações.

Alguém comprava pelo catálogo da Sears, alguém que compra pelo catálogo da Avon e alguém que compra por e-commerce estão comprando a informação sobre o produto, não o produto. Este, chega na sua casa de maneira assíncrona dias depois.

A diferença entre uma compra e outra é basicamente o meio: catálogo ou tela de computador. O processo é o mesmo.

Uma vez que entendemos que a compra é protagonizada pela informação e não pelo produto propriamente dito, chegamos também à conclusão que essa informação é o fator crítico de sucesso para uma compra acontecer ou não. Quanto mais “vendedora” é a informação que colocamos no site – boa foto, boa descrição, várias fotos de diversos ângulos, depoimentos de clientes sobre o serviço ou produto, certificados e prêmios, chat para tirar dúvidas online, índice de satisfação do mercado etc etc – melhor a informação será vendida e mais produtos serão entregues.

Investir muito na informação que é vendida é tão importante quanto escolher o mix de produtos ou escolher o fornecedor de logística.


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