Categoria: 5ºP: Promoção

Redes sociais + mídias sociais como ferramenta de divulgação da sua marca

Uma maneira de divulgar sua marca que divulgo muito é por meio de conteúdo relevante. Falo bastante isso porque o que as pessoas disseminam é conteúdo, seja ele um vídeo engraçado, um infográfico ou uma música em mp3. Quando você cria conteúdo e o divulga na internet, ele é mais facilmente compartilhado pessoa a pessoa do que fazer uma propaganda da sua marca.

Muito mais consumidores enviariam para um amigo um vídeo que mostre como o um cão arteiro cria maneiras de roubar o sanduíche da mão do dono do que um vídeo institucional que mostre as dependências de um pet shop. Se o vídeo do cão tiver uma assinatura “se o seu cão é um artista, traga ele no nosso pet shop. Nossa tratamento fará ele se sentir uma celebridade”, tanto um vídeo quanto outro terão mesmo objetivo – divulgar o pet shop, porém, o primeiro será muito mais eficiente.

Pensar em diversas maneiras de criar tal conteúdo é uma tarefa divertida, basta entender as motivações do consumidor em passar para frente uma determinada informação. Um consumidor geralmente passa para seus mitos algo que tenha gerado valor para ele e que ele saiba que vai gerar valor para o amigo. Tal valor pode vir na forma de algo que seja útil, de algo que seja engraçado ou de algo que seja inédito ou surpreendente além de mais duas ou três outras características.

Útil, engraçado, inédito ou surpreendente são adjetivos, ou seja baseado em percepções pessoais. O que é útil para mim pode não ser para você. Isso nos leva ao primeiro movimento que temos que dar em uma ação digital: conhecer muito bem o público-alvo da ação. Descobrir suas necessidades e desejos é essencial para uma ação de sucesso.

Uma vez que você descubra o que gera valor para o seu público-alvo, você deve produzir o conteúdo e promovê-lo. Se você já leu o livro Os 8Ps do Marketing Digital, sabe que vai veiculá-lo nas mídias sociais de conteúdo. Se você tiver fazendo um vídeo, a opção óbvia é o YouTube. Se for uma apresentação de slides, SlideShare e assim por diante.

Veicular não significa distribuir. Na economia puramente de átomos, tínhamos empresas que se concentravam somente em veiculação, outras que tinham como objetivo a distribuição e várias outras que perfaziam a indústria da comunicação. Hoje, tal indústria cabe em um notebook. Você pode produzir um vídeo no celular, fazer o upload para veiculá-lo no YouTube e distribuí-lo nas redes sociais. Será nelas que a distribuição ocorrerá de forma mais intensa de pessoa para pessoa.

O Google também será uma peça importante nessa distribuição caso se concentre na otimização desse conteúdo. Porém, se associar Google com Facebook (atualmente o maior Player em compartilhamento de informação devido à facilidade que ele permite tal compartilhamento por parte do consumidor) seu resultado será potencializado. Pessoas encontram o seu conteúdo no Google em um link na busca natural apontando para uma mídia social de conteúdo e com artilham esse conteúdo no Facebook.

Pense sempre em conteúdo relevante. Vejamos alguns exemplos:
- vídeos engraçados no YouTube de cachorros fazendo arte para divulgar um pet shop
- vídeos úteis no YouTube ensinando como montar um móvel para marcas de ferramentas
- fotos úteis no Flickr com infográfico sobre como fazer um currículo para uma empresa de recolocação
- apresentação com dados surpreendentes de slides no SlideShare sobre as ruas de São Paulo com mais furtos de automóveis para uma empresa que venda seguros de automotivos

Com tal estratégia você conseguirá divulgação gratuita da sua marca a partir dos próprios consumidores nas redes sociais. Sem dúvida uma maneira de você diminuir muito o seu custo de conversão e aumentar o seu tráfego a partir das redes sociais.

Feliz dia das mães

Amigos,

Em 2009 escrevi um poema para um um vídeo de um cliente, a Góoc, para o dia das mães.  Lembrei dele e gostaria de compartilhá-lo com vocês. A locução é de um amigo meu.

Estudo de case de Marketing Digital nº 23 – Franz Ferdinand e a escolha de bandas

A banda escocesa de Rock, Franz Ferdinand trouxe sua turnê para o Brasil no início de 2010 (a imagem acima é da turnê de 2006), onde se apresentou em 4 cidades começando em Porto Alegre, passando por Rio de Janeiro e Brasília e finalizando a turnê em São Paulo. Como já é de costume em shows de rock, uma banda é responsável por fazer o show de abertura para agitar o público antes da banda principal.

Na maioria dos casos são escolhidas bandas do país onde acontecerá a turnê, mas nem todas as organizadoras de eventos escolhem bem os responsáveis pelo show de abertura e a divergência entre os estilos musicas das bandas vem gerando bastante polêmica nos shows e duras críticas as organizadoras.

Para evitar este tipo de problema, a banda optou por outra maneira na hora de escolher as bandas para os shows de abertura. O Franz Ferdinand criou o site www.day1e.com.br/franzferdinand/ onde bandas locais interessadas em abrir o show deles em uma das cidades podiam se cadastrar, enviando perfil no My Spaces, fotos, músicas e vídeos.

Após a etapa de cadastramento que teve um total de 200 mil bandas inscritas, ficou mais fácil da banda escocesa escolher aquela que mais tinha seu estilo musical. A escolha das bandas para a abertura foi muito boa, tanto que os fãs gostaram das apresentações nos 4 shows.

A Internet permite rapidamente reunir quantidade que gera qualidade de uma forma muito barata. Essa ação mostrou o queanto a Internet permite que o público-alvo participe de “ações autosserviço” de maneira abrangente.

Segundo reza uma lenda, Mark Zuckerberg, também conhecido como o garoto bilionário fundador do Facebook, certo dia, em que estava desenvolvendo o que viria a ser a maior rede social do planeta lembrou-se que tinha uma prova para estudar em seu curso em Harvard. O problema é que ele não tinha tempo para estudar porque estava montando o futuro bilionário dele, porém, ser reprovado na matéria não era uma opção.

Zuckerberg montou uma página na web com todas as obras de arte que cairiam na prova e colocou um espaço em branco para as pessoas comentarem sobre cada uma. Espalhou a página entre seus amigos. Imediatamente cada um contribuiu com o que sabia. A soma de todas as contribuições fez da página a melhor coleção de dados que não estava, na sua totalidade, na memória de ninguém, mas agora todos podiam usufruir do conhecimento coletivo. Você lembrou da Wikipédia, certo? É exatamente esse o princípio. A inteligência coletiva.

Pense em como sua empresa pode, em meio à quantidade, descobrir a qualidade, divulgando para o mercado suas iniciativas e o que necessita em termos de produtos, serviços, fornecedores, ideias etc. Esse é exatamente o princípio da Inovação aberta, que já falei no blog, tendência já presente para chegar a todo tipo de empresa nos próximos anos.

A queda da barreira geográfica é que permite tais ações. Esse é um caso de “Pense globalmente, aja localmente”. A internet é um ótimo veículo para reunir pessoas ou instituições que estão espalhados por qualquer lugar do mundo. Essa é uma das grandes mudanças que a internet trouxe para o nosso mundo baseado em informações.

Estudo de case nº 20: Zappos e a arte de contar histórias

Você deve conhecer a Zappos, porém, se você ainda não a conhece, leia esse case e depois vá até o seu notebook e pesquise tudo o que puder sobre ela. Vou dar uma breve introdução para saber o que você está perdendo.

O primeiro fato que torna a Zappos uma empresa digna de nota é que ela, pelas mãos de seu CEO Tony Hsieh, aumentou seu faturamento de US$1,6 milhões/ano para US$ 1 bilhão/ano em menos de 10 anos vendendo…sapatos, bolsas, roupas e óculos. E isso não é tudo, ela só vende pela internet. Esse post da BizRevolution faz um bom retrato da Zappos.

Mais um fato curioso: a Zappos dá 365 dias para o consumidor devolver o sapato que comprou com eles caso não esteja satisfeito. Isso faz parte de uma cultura de satisfação total e absoluta ao cliente.

Para se ter uma ideia até onde isso vai, certo dia o Tony Hsieh estava em Santa Monica após um evento festejando a noite com um grupo que estava no evento e, às 03h, já no hotel, alguém teve a ideia de pedir uma pizza delivery.

A cozinha do hotel fechava às 23h e não encontraram nenhuma pizzara aberta que ainda estregasse pizza no hotel naquela hora. Alguém do grupo resolveu ligar na Zappos e pedir uma pizza para o atendente.

O atendente primeiro falou que eles ainda não vendiam pizza e logo depois passou todos os telefones das pizzarias que ainda entregavam pizza delivery em Santa Monica.
Detalhe: a Zappos fica em Las Vegas.

Essa história rodou o mundo como uma prova do amor da Zappos pelo bom atendimento e dedicação obsessiva ao cliente. O curioso é que essa história só rodou o mundo porque o consumidor, atualmente, consegue escutar uma história em Santa Monica e fazê-la chegar em Portugal, no Brasil ou em Angola tão rápido quanto um vírus.

O Tony transformou essas história, inclusive, em um livro, que no Brasil saiu no Brasil “Satisfação Garantida”.

É isso que é aproveitar o Grau de Atividade do Consumidor. A nossa tradição oral é muito forte, logo, boas histórias se multiplicam pela internet e boca-a-boca, tweet a tweet, post-a-post para todo o mundo (já que a internet derrubou as barreiras geográficas).

Contar boas histórias é o segredo para fazer propaganda por meio da não-propaganda. Se apoiar no Grau de Atividade do Consumidor para que a histórias ganhem mundo. Pessoa adoram contar histórias.

Quando alguém conta a história da pizza, não estão falando da Zappos, estão contando uma ótima história, que por um acaso, tem a Zappos no meio. A Zappos não é a protagonista da história, mas fornece o pano de fundo.

O mesmo aconteceu com o vídeo do Free Hug, mostrado a seguir.

Imagem de Amostra do You Tube

Há diversas versões ligeiramente diferentes da história real, mas esse post que encontrei parece ser bem completo. O que esse vídeo nos ensina é que o personagem principal do vídeo é o Juan Mann e sua campanha dos “abraços grátis”. Porém, se lermos atentamente os desdobramentos dessa história, veremos que quem ganhou dinheiro com esse vídeo foi a banda que compôs a música de fundo – a banda Sick Puppies.

A campanha Free Hugs é uma história tão boa que já se espalhou por vários países do mundo, inclusive aqui no Brasil.

Quando você tem uma boa história, as pessoas a propagam segundo o Grau de Atividade do Consumidor. A história facilita muito a divulgação pessoa a pessoa, o que conhecemos como marketing viral.

Perceba por exemplo, quantas marcas se utilizam de testemunhais. Veja o exemplo da Volvo e a sua comunidade “Volvo saved my life” fortalecendo o posicionamento de segurança da Volvo. Explore um pouco o livro de histórias e escute os depoimentos que não deixam margem à dúvidas; a Volvo se preocupa mesmo com segurança das pessoas que estão dentro de um de seus carros.

Você tem uma boa história para contar em que a sua empresa esteja como pano de fundo? Conte-a. Pode ser a história de dificuldades que sua empresa passou ao iniciar sua jornada (que não é a história da empresa, mas a perseverança de um pequeno grupo de pessoas tentando alcançar um sonho).

Veja por exemplo, o vídeo dessa história de um empreendedor enfrentando suas dificuldades.

Conte histórias sobre sua empresa que fortaleça seu posicionamento. Quanto melhor a história, mais longe a sua marca vai e mais forte será o posicionamento da empresa e, por consequência, a marca.

Conte uma boa história, transforme-a em vídeo e deixe que as pessoas façam o restante do trabalho.

Estudo de case nº19 – A pizzaria twitteira

O case de hoje analisa um ação simples de uma pizzaria pequena nos EUA – uma conta no Twitter. Muita gente me pergunta como que um pequeno varejista ou negócio pode se inserir na internet sem arcar com custos proibitivos de profissionais.

A primeira dica que dou para o empresário é que ele próprio entenda o que é mídias social, o que é Twitter, como abrir uma conta no Facebook etc. Não dependa de ninguém para essas tarefas simples (“simples” para quem já sabe fazê-las, lógico).

Uma outra dica é, pense no que o seu público compra, não o que você vende. Imagine uma pizzaria. Ela vende mais do que pizza. Vende reunião com os amigos, vende uma refeição rápida e relativamente barata, vende a lembrança dos tempos da faculdade, mas definitivamente, não vende só pizza. Ações simples em torno desses conceitos podem fazer uma grande diferença.

Um hotel fazenda não vende hospedagens, vende um hora de lazer do pai com a família, vende uma reconciliação de namorados, vende um dia feliz para um grupo de idosos. Vende mais do que a hospedagem em si.

A Naked Pizza é uma pizzaria que fica localizada em New Orleans, Estados Unidos; seu principal diferencial é oferecer alimentação saudável, mesmo se tratando de uma pizza.

Como a maioria das pizzarias, apostava sua comunicação no disparo de emails e na entrega de flyers e cardápios. A Naked disse que gastava em torno de US$ 3.000,00 por ano nos envios de Newsletters informando promoções e, mesmo com esse investimento, conseguia um cadastramento muito baixo de novos clientes. Por isso a pizzaria resolveu experimentar uma nova estratégia, utilizar o Twitter, que é uma ferramenta gratuita, e com isso tentar atingir seu público-alvo com mais eficiência, tendo assim um banco de dados com mais clientes cadastrados.

A experiência inicial no Twitter foi muito boa, no primeiro dia com o twitter, http://twitter.com/nakedpizza a empresa fez uma promoção divulgada exclusivamente no perfil @NakedPizza; com isso conseguiu nesse dia um aumento de 15% nas vendas.

Nas semanas seguintes outras promoções foram feitas, e a cada telefonema que recebiam era perguntado como o usuário teve contato com a promoção, quase 70% dos entrevistados garantiram ser impactados pelo perfil do twitter.

Hoje a Pizzaria tem mais de 11.400 seguidores no twitter, dos quais segue aproximadamente 6.800 usuários. Com isso a pizzaria tem um banco de dados de potenciais clientes gigantes, sendo os usuários que o @NakedPizza segue somente pessoas de New Orleans ou pessoas com interesse em alimentação saudável, ou seja, somente seu público-alvo.

Para saber mais: http://conra.do/gz1MTJ
e http://glo.bo/fLzpOc
e http://conra.do/g1NZag
Twitter: http://twitter.com/nakedpizza

Estudo de case de marketing digital nº18: a maior placa de localização do mundo – Nokia

A Nokia não era conhecida por seu serviço de navegação por Geolocalização, o Ovi Maps, inclusive pelas pessoas que possuíam um celular Nokia. Para isso pensou numa forma de mostrar a utilidade do serviço de uma forma digital, mas que também interagisse com o público de uma forma geral, mesmo com aqueles que não estivessem online.

A opção encontrada foi uma cópia de um dos recursos mais simples de navegação do mundo, a seta indicando o caminho. A Nokia criou uma placa de sinalização em Londres, com uma diferença, essa seta de sinalização era formada por uma tela gigante suspensa por um guincho.

Imagem de Amostra do You Tube

Se vocês se observarem os vídeos da T-Mobile e seus flash mobs sensacionais, verá similaridade com essa campanha. Uma ação muito bem elaborada que ficaria muito cara para ficar restrita somente às pessoas que a viram naquela hora e naquele local. O YouTube permite que as campanhas agora sejam globais independente de terem acontecido em Londres ou no Rio de Janeiro.

Quando for pensar em uma ação de guerrilha, pense em espalhá-la pelo mundo por meio da internet. Para entender melhor sobre ações de guerrilha, você pode ler o blogdeguerrilha, da Espalhe. A ação de guerrilha é uma parte do processo, o restante é o barulho que a ação faz, tanto no mundo dito “offline”, quanto no “online” (que aumenta em muito o buzz do “offline”).

Lembre-se que uma boa ação de 5ºP só faz sentido se tiver um ótimo planejamento de 6ºP por trás :)

Estudo de case de marketing digital nº17: Calendário Tricolor do São Paulo Futebol Clube

Uma lovemark sempre tem muitas histórias para contar. O São Paulo Futebol Clube é uma lovemark, adorada por seus torcedores (aliás, times de futebol, por definição, são lovemarks devido às paixões que despertam nas pessoas). Se quiser entender a dinâmica de uma lovemark, estude os times de futebol. Lembre dos cases que mostrei do Flamengo e da campanha cooperativa Grêmio x Inter.

Veja esse vídeo de Kevin Roberts, o percurssor do conceito de Lovemarks

Imagem de Amostra do You Tube

Aproveitar as histórias de uma marca é melhorar o relacionamento dela com seus clientes, criar mais motivos para a aderência da marca e fazer com que as histórias se repliquem e estimulem a adesão de novos clientes.

Se quiser conhecer mais um pouco das histórias das marcas, aconselho se perder no blog Mundo das Marcas. #recomendo.

Pense que as marcas (assim como as comunidades no Orkut ou os badges e adesivos de carro) funcionam como um pano de fundo para a identidade do indivíduo. Todos querem ter um pano de fundo rico em histórias. Quanto mais histórias, quanto mais sólida é a marca, melhor ela desempenha o papel de dar sustentação cognitiva ao indivíduo.

Resgatar a história da sua marca é uma maneira de aumentar a adesão da marca perante os clientes e fideliza-los. O São Paulo Futebol Clube é um dos maiores times do Brasil, tendo acumulado vários fatos importantes ao longo da sua história, que nem todos os São-paulinos têm conhecimento.

Apoiando-se na ideia de que, com tamanha quantidade de fatos importantes na história do São Paulo, todo dia é dia de comemorar, o tricolor paulista criou um site chamado de Calendário Tricolor: www.calendariotricolor.com.br.

Nesse site é possível ver quais fatos marcantes para o São Paulo F. C. aconteceram nessa mesma data. Fora isso, é possível explorar a data que você quiser, de uma maneira bem fácil.

 

O torcedor do time também pode contribuir para a construção do Calendário Tricolor. É possível adicionar a sua data de nascimento e nesse dia no calendário aparecerá o sua foto com a descrição que foi incluída. Não precisa ser somente a data de nascimento, pode incluir qualquer fato marcante na sua vida que tenha relação com o clube paulista, pode ser a primeira vez que foi ao Morumbi, por exemplo, ou o primeiro gol que viu na televisão, etc.

O layout desenvolvido é muito bonito e conta com diversas fotos, ilustrando cada data. Vale a pena conferir a maneira como foi desenvolvido o projeto.

Se quiser aprender como utilizar esses conceitos, fique atento às próximas datas do treinamento Google Marketing que dou pelo Brasil inteiro. Esse case é um dos mais de 100 cases do livro Google Marketing 4a edição.

Até a próxima :)

Estudo de Case de marketing digital nº13: Twitter+Foursquare na Tasti D-Lite

Muitas empresas me perguntam como utilizar o Foursquare, que parece ser uma rede que boa parte das pessoas não entenderam direito como utilizá-lo para negócios. O Foursquare é uma ferramenta de geolocalização que pode ser utilizada em conjunto com Twitter (que muitos ainda não sabem direito como utilizar também), Facebook etc.

Para entender melhor essa ferramenta, veja essa apresentação que eu encontrei no Slide Share sobre Foursquare:

Agora que você entendeu o que é o Foursquare, vou mostrar um case de utilização do Foursquare. A teoria sobre como utilizar mídias sociais de geolocalização pode ser lida no livro Google Marketing.

A Tasti D-Lite, uma rede de sorveterias localizada nos Estados Unidos tirou bom proveito da propagação que o Twitter e o foursquare podem proporcionar. No início trabalhava somente o básico, mas com o tempo viu potencial nas redes e desenvolveu um bom trabalho.

A rede integrou com as duas ferramentas o seu programa de fidelidade, cada vez que o usuário divulga a marca pelo Twitter ou faz um checkin pelo Foursquare ele ganha pontos. Com isso ganha brindes e descontos para usar na sorveteria, concorrendo inclusive a sorvetes de graça.

Com isso, mais e mais pessoas se tornam adeptos a loja e fica mais fácil de participar do programa de fidelidade, que não precisa guardar cupons, selos ou notas fiscais. Essa foi uma ótima solução, pois além de melhorar esse programa as pessoas ainda divulgam a rede com suas contas.

Twitter: http://twitter.com/tastidlite
Para saber mais: http://conra.do/hcX6ds

Essa é a maneira mais básica de utilização do Foursquare. Bares e restaurantes tem se utilizado muito dessa ferramenta para promover seus estabelecimentos tendo um endosso do usuário.

Quando você faz um check-in no Fousquare, se ele estiver integrado ao seu Twitter e Facebook, esse check-in é mostrado por um Twitt e no seu mural do Facebook. Como o Foursquare é um passo além do Facebook e Twitter (geralmente, quem tem Foursquare já tem Twitter e Facebook), essa integração geralmente já está feita nos seus usuários.

Quando eu faço um check-in em um estabelecimento, e esse check-in se espalha para o Facebook e Twitter, aparecendo para todos os meus amigos e seguidores. Uma vez que isso aocntece, há um endosso da marca do estabelecimento por minha parte. Eu viro mídia, viro influenciador.

Se você acha que o fato do Foursquare depender de um smartphone é um problema, leia essas notícias:

Venda de smartphones cresce 279%

Venda de smartphones ultrapassa a de PCs

Deloitte prevê explosão do uso de dispositivos móveis

As empresas que se posicionarem corretamente nos próximos anos com relação a divulgação por meios móveis serão cada dia mais agraciadas com mais e mais consumidores. Aprender a utilizar é o primeiro passo, e para isso, é preciso estar disposto a errar.

Veja uma outra campanha, criada pela KLM, unindo offline e online por meio do Foursquare

Imagem de Amostra do You Tube

A Geolocalização é uma forte tendência de comunicação e veio para ficar. Cada vez mais o mundo “online” estará integrado ao mundo “offline” e a geolocalização é uma dessas pontes.

Estudo de case de marketing digital nº12: Posthaus – o seu portal de moda

Trago para vocês hoje, um case de marketing digital de uma categoria extremamente complexa de se trabalhar na internet – moda. Um antigo cliente, a Posthaus, tem obtido êxitos contínuos em seu site de comércio eletrônico vendendo roupa.

Para quem quiser ver a teoria por trás desse case, leia no livro Google Marketing 4ª edição ou assista um dos Treinamentos Google Marketing, tanto o presencial que é ministrado em todo Brasil quanto o online.

A Posthaus é um comércio varejista focado em moda. A empresa iniciou suas atividades em 1983, em Blumenau (SC), com a proposta de comercializar e distribuir produtos têxteis de Blumenau e região para todo o país. Pioneira na venda à distância no Brasil, a Posthaus está presente em mais de 5.500 municípios por meio dos Correios e distribuidores. Atualmente, publica e distribui 7 revistas: Posthaus, Quatro Estações, Quintess, Clarissa, Actual, Bazar Brasil e Tentation.

Em 2007, a Posthaus montou o Portal www.posthaus.com.br para marcar seu mais novo desafio: efetuar vendas à distância pela Internet. No portal, são comercializados, além dos produtos das revistas, também diversas outras marcas têxteis nacionais e internacionais, totalizando mais de 12 mil itens à disposição dos internautas.

Dá para se ter uma leve ideia da qualidade do trabalho da Posthaus pela sequência de vídeos sobre estilo e moda que eles têm no YouTube.

Imagem de Amostra do You Tube

Para quem já leu meu post sobre a relação entre venda por catálogo e e-commerce, já percebeu que a Posthaus, sendo originalmente uma empresa de venda de roupas via catálogo, está mais do que acostumada com as agruras de se vender roupa à distância. Toda a questão da logística reversa, adequação de cores, modelos e estilos a pessoas dos mais distante cantos do país para a Posthaus é algo normal.

Existe muita diferença entre se vender roupa na prateleira e por catálogo. Em um catálogo, ou em um e-commerce, as pessoas não compram produtos, compram informações sobre produto, como falado no post da Sears, indicado anteriormente. A Posthaus entende bem essa lição e todas as fotos das roupas são tiradas com modelos. O que vende é o contexto, não pura e simplesmente a roupa.

A Posthaus viu a necessidade de entrar no comércio eletrônico após a chegada em massa dos computadores nas residências do brasileiro e o acesso cada vez mais facilitado a Internet, principalmente tratando-se das classes C e D, que sempre foram as grandes “fatias” dos negócios da Posthaus. Com uma grande experiência em vendas à distância e todo processo de devolução, a entrada no comércio eletrônico era questão de tempo e, em 2007, foi ao ar o Portal Posthaus”, conta Thiago Fernando de Zutter, editor de mídia online.

Thiago ainda complementa “O Portal Posthaus traz como slogan “Seu portal de moda”, isso porque procuramos nos especializar em vender moda pela Internet, principalmente moda feminina. Algo talvez inusitado para alguns e desafiador para a Posthaus, principalmente quando pensamos que o cliente compra o produto sem provar. Uma ferramenta que ajuda e muito neste processo de venda de moda pela Internet é a Tabela de Medidas. Cada marca e produto tem sua dimensão, o que possibilita que o cliente tire as dúvidas sobre qual tamanho deve escolher”.

Existe uma equipe de e-commerce pensando “full time” nas estratégias de comércio eletrônico da Posthaus, que foi montada desde o início, em 2007, e busca novidades e melhorias nos resultados diariamente. O planejamento das ações é feito para melhorar procedimentos já efetuados, além de novidades no mercado. Com isso em 2009 a empresa fez sua primeira campanha exclusiva para redes sociais. (5ºP e 6º P)

O setor de e-commerce tem uma equipe também voltada na busca de novas lojas parceiras. O portal Posthaus pode ser colocado no patamar de shoppings virtuais, em que várias lojas online de diferentes marcas se “hospedam” e passam a usufruir todo acesso. Hoje as lojas virtuais de grandes marcas como Lilica Ripilica, Tigor T Tigre, Scala, Kyly, Lunender e são encontradas exclusivamente no Portal Posthaus.

Hoje o negócio comércio eletrônico ainda representa um fatia pequena de toda receita da Posthaus, porém, já tem um percentual definido de toda a receita para ser investido nos negócios da web. O mercado comércio eletrônico na Posthaus tem, mês a mês, um crescimento realmente animador, chegando a mais de 19 mil pedidos no mês de agosto/2010 e uma taxa de conversão de 1,6%. (8º P).

A busca natural do Google representa quase 18% das visitas ao site, com mais de 338 mil acessos mensais. (3ºP e 4ºP).

Ao digitarmos palavras como “vestidos”, “moda feminina” dentre várias outras, o site da Posthaus aparece, não só nas primeiras posições da busca natural, mas também nos links patrocinados. A Posthaus tem uma excelente estratégia de encontrabilidade e boa parte de seu tráfego vem do Google.

Perceba que os anúncios de links patrocinados da Posthaus apontam para uma página de pouso específica, não para a página principal. Isso é uma das principais estratégias que as empresas erram na hora de fazer uma campanha.

A campanha feita pela Posthaus chegou até a ser case de sucesso do Google dado o resultado que é obtido com ela.

Imagem de Amostra do You Tube

A empresa usa estratégias conjuntas de divulgação, unindo o online ao offline (5ºP). “A Posthaus sempre teve como principal negócio vendas por meio de catálogo e hoje, depois de entrar no comércio eletrônico continua possibilitando o cliente a receber a revista em casa. Acreditamos que o cliente recebe a revista em casa, busca o produto no site e compra. Isso acontece diariamente com várias de nossas antigas clientes, que compravam assiduamente por catálogo e hoje compram pela Internet no do conforto da sua casa”, comenta Thiago.

A Posthaus acompanha os resultados por meio de ferramentas criadas pela própria equipe de desenvolvimento, além do Google Analytics (8ºP). Os resultados são analisados em encontros quinzenais com toda a equipe envolvida no comércio eletrônico e novas estratégias são planejadas. (2ºP)

Site: www.posthaus.com.br

Estudo de caso de marketing digital nº3: Inimigos Públicos no Mafia Wars

Uma ótima solução para atingir grandes quantidades de pessoas de um perfil específico é associar publicidade com games, com os chamados “advergames”.

Vou apresentar um case de inserção de marca dentro de um social game que todos já estão lá. É como escolher entre vender cerveja na rua ou em uma festa em que todos já estão lá e querendo novidades. Esse case está na 4ª edição do livro Google Marketing.

Falando sobre ações publicitárias voltadas para a indústria de games, em que o Grau de Atividade do Consumidor é explorado ao máximo, falarei aqui no blog sobre a ação da Kraft Foods para o Mini Bis Limão dentro do Colheita Feliz. Porém, a Kraft não foi a única a fazer esse tipo de divulgação. Para divulgar o lançamento do filme Inimigos Públicos em DVD e Blu-ray nos Estados Unidos, foi pensada uma ação que deu muito certo e conseguiu atingir um público bem específico e interessado no tema do filme, a máfia nos EUA

Foi criada uma campanha para o jogo Mafia Wars, um aplicativo bastante utilizado dentro do Facebook. O jogo é sobre a Máfia, e cada jogador deve construir seu império e fortalecer sua máfia, podendo fazer isso com a compra de propriedades e negócios específicos, compra de armamento, veículos etc.

A ação foi a implantação de nove itens especiais e exclusivos, relacionados ao filme e aos personagens do filme. Os itens eram roupas, armas e veículos e um óculos do personagem principal do Inimigos Públicos, o Dillinger; fora isso logo ao entrar no aplicativo o usuário já era informado sobre a semana temática no game e também sobre o lançamento do filme em DVD e em Blu-ray.

Todos os jogadores de Mafia Wars do mundo foram impactados pela mensagem, no review postado no site wiki do aplicativo é possível ver mais detalhes e as telas utilizadas na divulgação, http://conra.do/fTKRmP

Ações em games têm um ótimo apelo para o público-alvo. Mais um detalhe importante: se engana quem acha que games é coisa de criança. Era coisa de criança quando éramos crianças, hoje atinge tanto os mais jovens quanto os mais velhos. Minha faixa de idade, dos trinta e tantos, cresceu jogando Atari e MSX e se acostumou com eles como um estilo de vida – adultos jogam bastante hoje.

Alguns dados para você entender o que o mundo dos games sociais significa:
O perfil do jogador social do Colheita Feliz, por exemplo, é mulher, de classe média, com cerca de 40 anos que passa 1,5 horas cuidando da sua fazenda e gasta cerca de US$25 por mês com os itens a venda no jogo (dados de 2010). Os games sociais atraem mais de 500 milhões de jogadores em todo o mundo.

Se utilizar de um jogo social para mostrar a sua marca para os jogadores ou criar seu próprio jogo social é uma excelente tática para sua empresa.

Site: http://conra.do/fTKRmP
Vídeo: http://conra.do/hcByIE

Se quiser saber mais sobre essa estratégia de advergames, leia o livro Google Marketing ou participe de um de nossos cursos, os “Treinamentos Google Marketing“, que são dados por todo o país. Participe também dos cursos online divulgados aqui no blog.


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