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11/04/2013 19 Comments

Entrevista sobre Facebook para negócios – com Camila Porto.

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Amigo,

Eu fiz uma entrevista que você tem que assistir! Principalmente se você usar o Facebook como ferramenta de negócios na sua empresa (e se não usar, assista a entrevista para aprender a fazer isso).

Eu entrevistei a Camila Porto, que é uma das maiores referências em Facebook no país. Quem quiser conhecer melhor o trabalho dela, acesse o site http://pontocomteudo.com.

Nessa entrevista, a Camila deu muitas dicas para os empresários cuidarem melhor de sua presença digital nas mídias sociais, mostrou alguns erros básicos que são cometidos nas empresas com relação ao uso do Facebook para negócios, falamos sobre gerenciamento de crises, métricas na rede social, porque não contratar qualquer um para cuidar das suas mídias sociais e muito mais.

Eu não tenho dúvidas que essa entrevista será muito boa para que você entenda melhor qual a importância do Facebook para sua empresa.

Não se esqueça de deixar seu comentário logo após o vídeo. Quero muito saber o que você achou da entrevista.

Imagem de Amostra do You Tube

 

04/04/2013 19 Comments

Conteúdo do Curso 8Ps – versão 2.0 (24, 25 e 26/maio em São Paulo)

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Olá, amigos,

Gravei um vídeo para apresentar detalhadamente todo o conteúdo do Curso 8Ps do Marketing Digital versão 2.0, que acontecerá nos dias 24, 25 e 26 de maio de 2013, na cidade de São Paulo no Hotel Matsubara.

O Curso 8Ps versão 2.0 terá 3 dias de duração e abordará o que você precisa para aumentar a receita e a rentabilidade da sua empresa. O conteúdo é voltado para micro, pequenas, médias empresas e profissionais liberais, agências e freelancers.

O vídeo ficou um pouco longo, porque o conteúdo não é pequeno. Ele será desenvolvido ao longo de mais de 70 horas de aulas, sejam presenciais, sejam as aulas online.

Para fazer sua inscrição, acesse: http://curso.8ps.com.

Para entender o conteúdo, assista o vídeo abaixo.

Imagem de Amostra do You Tube

23/12/2012 25 Comments

Você sabe medir retorno sobre investimento no Facebook?

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O Facebook hoje é a festa mais cheia. E é lógico que é lá que você quer estar, porém, não tem muita ideia de como fazer isso. Você já deve ter percebido que fazer anúncios, os Facebook Ads, nem sempre traz o melhor resultado. E o pior, você não tem ideia de como medir o retorno que um anúncio trouxe. Vou ensinar uma técnica para você medir o resultado e melhorá-lo cada vez mais.

Vou ensinar você a medir o retorno sobre o investimento que um post do Facebook trouxe para você.

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08/12/2012 21 Comments

Já ouviu falar de “Egométrica”?

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Muita gente fala de Google Analytics, Coremetrics, web trends e outras ferramentas de mensuração, mas pouca gente fala da Egométrica. Explico…

Sabe aquele diretor de empresa que chega para o analista de mídias sociais e pergunta: “quantos fãs que nós estamos no Facebook?”. O analista com medo responde timidamente, “900″. E a resposta vem de imediato como cobrança: “Mas semana passada a gente estava com 800. Só aumentamos 100? A meta para a semana que vem é 1.500″.

Se você acha que isso não acontece, pode acreditar, acontece, e muito.

Esse diretor de empresa não tem que medir a quantidade de fãs na sua fan page nem seguidores no Twitter, mas sim, o seu ego através de uma “Egométrica”. Você pode achar que esse nome ficou à la Organizações Tabajaras, mas infelizmente, uma “Egoanalytics” seria uma ferramenta que poderia existir e iria fazer muito sucesso.

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11/01/2012 3 Comments

A hora da verdade e o livro do Google

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Em alguma manhã de 2006 resolvi que ia fazer algo inusitado – resolvi que ia escrever um livro. Não foi uma descisão que tenha tido data definida ou insight. Algo que foi nascendo e tomando conta da minha mente, como uma inception.

Acredito que a ideia de escrever um livro (bem como ter um filho e plantar um árvore) paira sobre as cabeças de muitas pessoas, a maioria, porém, pensa: “isso é bobagem”. Não foi o que pensei na época e me pus na caminhada longa e solitária de produzir palavras a partir de ideias. O livro foi o que alavancou a minha carreira e o resto da história alguns já conhecem.

A ideia do livro veio também como uma estratégia – talvez mais uma intuição do que uma estratégia palpável – de que conteúdo gera credibilidade e consegue transmitir uma mensagem de uma maneira muito mais sólida, muito mais tangível. Principalmente uma mensagem complexa como é o marketing digital e as mudanças que estão ocorrendo debaixo de nossos narizes.

Para explicar exatamente essas mudanças pelas quais o marketing está passando (e para vender o seu próprio peixe) o Google enveredou por esse caminho também – lançou um livro (que vale a pena ser lido). Bom texto, uma boa quantidade de números vindos de pesquisa e opiniões de executivos de multinacionais. O livro se chama ZMOT, ou “Zero Moment of True”- o momento zero da verdade.

Vamos explorar um pouco esse conceito. Voltando um pouco no tempo, em 1980, Jan Carlzon lançou um livro que é um dos clássicos da administração, “A hora da Verdade”. Ele narra a história de quando era o presidente da companhia aérea escandinava SAS e, para sair da maior crise da história da companhia, subverteu as regras e deu autonomia e poder de decisão para a sua linha de frente criando um novo modelo de gestão (algo na linha do que Ricardo Semler também fez na Semco).

A “linha de frente” mencionada é formada pelas pessoas que de fato entram em contato com o cliente. Sendo o cliente o ativo de mais alto valor da companhia, Jan chama de “hora da verdade” aquela em que o cliente entra em contato com o serviço da empresa. É ali que ele cria sua percepção da empresa, na hora da sua experiência com a marca. Não interessa a propagando que ele viu ou o que falaram sobre a empresa, é na hora da experiência dele que sairá um opinião.

A década de 80 foi uma época de grandes mudanças e teorias de marketing (desde o conceito de posicionamento de marca até Vantagem Competitiva) em que as empresas começaram a olhar para o cliente de uma outra maneira. Foi um início da percepção do cliente como o norte da gestão da empresa. Uma das grandes corporações que melhor entendeu essa “hora da verdade” foi a gigante Procter&Gamble.

Em 21 de setembro de 2005 o Wall Street Journal  lançou uma reportagem de capa mostrando a importância daqueles 7 segundos que o cliente está em frente a uma prateleira de um supermercado escolhendo o sabonete que vai levar – o famoso PDV. Não sei se você se lembra a onda que foi a valorização do PDV na segunda metade da primeira década deste século. Na época eu era diretor da AMPRO e me lembro bem como o marketing promocional cresceu e passou a ser valorizado. Passou a receber grandes investimentos e começou a ser visto como diferencial competitivo nas empresas.

A Procter chama esse momento de “primeiro momento da verdade” (FMOT – First Moment of True). A hora em que o consumidor entra realmente em contato com o seu produto. A gigante dos bens de consumo nessa época tinha até uma diretoria de FMOT. Foi isso que chamou a atenção do WSJ para estampar tal matéria na sua capa.

Kevin Roberts, em seu cultuado “Lovemarks”, tem prefácio do na época CEO da Procter A.G. Lafley, que escreve que as “grandes marcas ganham consistentemente” em dois momentos da verdade – o momento da prateleira e o momento que o cliente usa o produto e se encanta com ele.

Para quem já assistiu o meu curso deve se lembrar de um dos slides mais importantes que projeto na tela.

Mostro o ciclo de decisão de compra de um consumidor. Ele tem um problema, pesquisa a solução, compara as soluções que encontrou, compra e mede sua satisfação. Na década de 80, época em que a Jan lançou sua obra, não havia internet. As pessoas comentavam com 10 ou 20 outras pessoas sobre uma experiência com uma marca. Hoje, porém, o quadro é bem diferente, a Propagação (o 6ºP do meu método dos 8Ps do Marketing Digital) é crucial para o sucesso de uma marca e deve estar contemplada em todas as estratégias de marketing das empresas.

A Propagação em tempos de internet não é só para 10 ou 20 pessoas, mas sim, para 10 mil ou 20 mil em todo o país (para não dizer em todo o mundo). Essa força da conectividade entre os consumidores faz com que o marketing mude. ZMOT fala sobre isso.

Essa seta vermelha mostrada no meu slide tem consequências interessantes. Imagine o seguinte cenário: você escuta falar sobre uma nova pasta de dentes muito eficaz contra placa bacteriana. Por um acaso, você tem tal problema. Você pode ter visto uma propaganda em uma revista, TV ou escutado alguém falar na fila do banco (se é que você ainda vai a banco). Se estivéssemos narrando uma cena ocorrida na década de 80, você iria ao supermercado, olharia a tal pasta de dente – teria um first moment of true – e poderia comprar ou não. A diretoria de FMOT da Procter, caso a pasta fosse fabricada por ela, iria estudar profundamente como fazer com que esse FMOT seu fosse perfeito e gerasse a compra do produto.

Pense, contudo, em qual seria a sua atitude nessa mesma situação em plena segunda década de século XXI. Você seria “ativado” por um anúncio e, antes de ir para a prateleira (valorizando o PDV e o marketing promocional), iria para a internet pesquisar sobre a tal pasta de dente. Entre o anúncio e a prateleira há um novo elemento que decide a compra – a internet. É o momento antes do primeiro momento da verdade, é o momento zero da verdade. ZMOT fala sobre isso. Muitas vezes a “decisão de compra” acontece na casa do cliente, na internet (Não estou falando de e-commerce, estou falando da hora em que o consumidor decide o que vai comprar). Quando ele chega no supermercado, na prateleira, já sabe o que vai levar. O FMOT foi vencido pelo ZMOT.

A grande questão é que essa mudança no marketing tem sido capitaneada por um site que concentra, em boa parte do mundo, o momento zero da verdade – o Google. É uma teoria interessante e bem plausível. O Google está muito bem posicionado nesse ZMOT e, portanto, o candidato mais provável a definir tal momento da compra e escrever sobre ele. Foi o que ele fez.

Fazer marketing da sua marca com um livro é algo que em 2006 descobri ser muito eficaz. Mudar a maneira como as empresas fazem marketing e contar isso por meio de um e-book muito bem escrito e gratuito, já é covardia. O ZMOT (só para não esquecer: traduzido em vários idiomas) e as ações para fazer emplacar o “+1″ mostram uma série de movimentos do gigante para se reinventar frente ao Facebook mostram que o jogo do marketing ainda vai mudar muito.

Estamos só no início de uma nova década de 80 – uma era de novas definições na arena global.

16/09/2011 0 Comentários

Redes sociais + mídias sociais como ferramenta de divulgação da sua marca

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Uma maneira de divulgar sua marca que divulgo muito é por meio de conteúdo relevante. Falo bastante isso porque o que as pessoas disseminam é conteúdo, seja ele um vídeo engraçado, um infográfico ou uma música em mp3. Quando você cria conteúdo e o divulga na internet, ele é mais facilmente compartilhado pessoa a pessoa do que fazer uma propaganda da sua marca.

Muito mais consumidores enviariam para um amigo um vídeo que mostre como o um cão arteiro cria maneiras de roubar o sanduíche da mão do dono do que um vídeo institucional que mostre as dependências de um pet shop. Se o vídeo do cão tiver uma assinatura “se o seu cão é um artista, traga ele no nosso pet shop. Nossa tratamento fará ele se sentir uma celebridade”, tanto um vídeo quanto outro terão mesmo objetivo – divulgar o pet shop, porém, o primeiro será muito mais eficiente.

Pensar em diversas maneiras de criar tal conteúdo é uma tarefa divertida, basta entender as motivações do consumidor em passar para frente uma determinada informação. Um consumidor geralmente passa para seus mitos algo que tenha gerado valor para ele e que ele saiba que vai gerar valor para o amigo. Tal valor pode vir na forma de algo que seja útil, de algo que seja engraçado ou de algo que seja inédito ou surpreendente além de mais duas ou três outras características.

Útil, engraçado, inédito ou surpreendente são adjetivos, ou seja baseado em percepções pessoais. O que é útil para mim pode não ser para você. Isso nos leva ao primeiro movimento que temos que dar em uma ação digital: conhecer muito bem o público-alvo da ação. Descobrir suas necessidades e desejos é essencial para uma ação de sucesso.

Uma vez que você descubra o que gera valor para o seu público-alvo, você deve produzir o conteúdo e promovê-lo. Se você já leu o livro Os 8Ps do Marketing Digital, sabe que vai veiculá-lo nas mídias sociais de conteúdo. Se você tiver fazendo um vídeo, a opção óbvia é o YouTube. Se for uma apresentação de slides, SlideShare e assim por diante.

Veicular não significa distribuir. Na economia puramente de átomos, tínhamos empresas que se concentravam somente em veiculação, outras que tinham como objetivo a distribuição e várias outras que perfaziam a indústria da comunicação. Hoje, tal indústria cabe em um notebook. Você pode produzir um vídeo no celular, fazer o upload para veiculá-lo no YouTube e distribuí-lo nas redes sociais. Será nelas que a distribuição ocorrerá de forma mais intensa de pessoa para pessoa.

O Google também será uma peça importante nessa distribuição caso se concentre na otimização desse conteúdo. Porém, se associar Google com Facebook (atualmente o maior Player em compartilhamento de informação devido à facilidade que ele permite tal compartilhamento por parte do consumidor) seu resultado será potencializado. Pessoas encontram o seu conteúdo no Google em um link na busca natural apontando para uma mídia social de conteúdo e com artilham esse conteúdo no Facebook.

Pense sempre em conteúdo relevante. Vejamos alguns exemplos:
- vídeos engraçados no YouTube de cachorros fazendo arte para divulgar um pet shop
- vídeos úteis no YouTube ensinando como montar um móvel para marcas de ferramentas
- fotos úteis no Flickr com infográfico sobre como fazer um currículo para uma empresa de recolocação
- apresentação com dados surpreendentes de slides no SlideShare sobre as ruas de São Paulo com mais furtos de automóveis para uma empresa que venda seguros de automotivos

Com tal estratégia você conseguirá divulgação gratuita da sua marca a partir dos próprios consumidores nas redes sociais. Sem dúvida uma maneira de você diminuir muito o seu custo de conversão e aumentar o seu tráfego a partir das redes sociais.

22/08/2011 2 Comments

FInalmente, Social Commerce

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Na segunda edição do Google Marketing, em 2008, falei de uma tendência que prometia muito, o comércio social, ou s-commerce. Naquela época ainda não havia uma rede social flexível para possibilitar tal ação por parte das lojas.

O programa de filiados é uma espécie de s-commerce, porém, bem low profile. Faltava tecnologia e um grande player para apoiar a tendência e transformá-la em realidade. Eu disse “faltava”. Em algumas palestras e em um post, já havia falado na relação entre o comércio por catálogo e pela internet.

Após um projeto de um ano, o Magazine Luiza lança sua plataforma social de venda C2C – consumidores vendendo para consumidores produtos do Magazine por meio de redes sociais. Como eu diria: poético :)

Esse movimento, certamente, vai mexer com o mercado e muitos outros players o seguirão. Aparecerão empresas para criar estratégias de s-commerce para e-commerces. Entraremos em uma nova era de micro-segmentação em que o comércio irá se integrar ao social. Para quem leu o livro 8Ps, em que o mercado econômico irá se integrar melhor ao mercado social. Talvez essa ação seja o elo perdido para tal integração.

É claro, saiba que você ganhará amigos vendedores, o que, dependendo do amigo não vai lhe agradar muito, porém, o amigo invasivo você perdoa, a marca, não.

 

13/08/2011 6 Comments

Gamificação: um mundo em jogo

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Se você tem trinta e poucos anos, você deve se lembrar de Enduro, Pitffal, Pac Man e, principalmente, Decathlon – o destruidor de joysticks. Os tempos em que um Atari e um grupo de amigos para contarmos e disputarmos nossos pontos eram o suficiente. As dicas de jogos que se espalhavam pela comunidade – a rede social offline.

Foi uma época que marcou a muitos de nós em todo o mundo. A época do Atari passou, mas a época dos jogos, não. A indústria de games já fatura mais do que a indústria de cinema, já há um bom tempo. O público-alvo dos games elevou sua faixa etária ao longo dos últimos anos. Adultos e pós-adolescentes povoam os compradores de jogos, seja online – como os famosos MMORPG (Massively multiplayer online role-playing game) – ou os jogos de consoles como Nintendo Wii ou Play Station 3.

O que mostrei nos parágrafos anteriores pode até ser novidade para alguns leitores, porém, existe um desdobramento dessa tendência que devemos ficar muito atentos, pois vai mudar a nossa maneira de fazer negócios.

Acompanhe meu raciocínio. Se você se lembra bem da sua época de gamer, o que mais escutava era “esse menino é viciado nesse jogo” ou a sua mãe gritando algo do tipo “Carlos Alberto, eu já falei para você largar esse joguinho e vir logo jantar”. Chamar o nome todo é uma técnica utilizada por mães do mundo todo e sempre deu certo para dar o tom de seriedade quando somos crianças.

Esse estado imerso na realidade do jogo em que o mundo real se torna irrelevante é chamado “estado de fluxo”. Eu chamaria por um outro nome – engajamento.

“Peraí, você falou engajamento?”, você deve estar pensando. Essa não é uma das palavras mais cobiçadas de um mundo em que as marcas enfrentam cada vez mais concorrência? É ela mesma.
Parece que os jogos já resolveram há muito tempo a questão de engajamento do consumidor, tanto que os advergames já são realidade há muito tempo. Ou então, marcas anunciando dentro de jogos, como Fifa.

Se os jogos geram engajamento, ao invés de levarmos nossas marcas do mundo real para dentro dos jogos, por que não trazer o jogo para o mundo real em que estão nossas marcas? Essa é a pergunta que muitos norte-americanos estão se fazendo em alimentando uma tendência chamada “gamificação”. Um dos poucos nomes referência nesse assunto é Gabe Zichermann.

Segundo uma palestra ministrada por ele no TedX em Bruxelas, “70% das aplicações das 2.000 maiores empresas do mundo serão gamificadas até 2.015″. A Gartner prevê que 50% dos seus processos de inovação serão também eles gamificados.

A palavra me foi apresentada em uma agradável conversa com o amigo Israel Nacaxe – gamificação. O que é um processo gamificado, afinal? Levar para rotinas comuns do dia a dia os conceitos de games, como recompensas por ações, diversos níveis a serem explorados (tome como exemplo os badges do Foursquare), colaboração, ranking board e muitos outros.

Por outro lado, adesão a games é algo muito fácil à natureza humana uma vez que eles permitem várias chances de vencer em um mundo em que tudo é possível e, principalmente, começar de novo. Algo que não é possível, mas desejado, na “first life”. Os games atuam no cerne da teoria de Maslow. As duas grandes molas que movem o ser humano são o medo e o prazer. A punição por não ter feito, prática comum em empresas de todos os tipos, trabalha no campo da punição. A recompensa por ter feito, no universo gamificado.

A gamificação não atua no “fun” puro e simples, mas no aumento de prazer e engajamento em tarefas cotidianas, aquelas tarefas naturalmente chatas e de difícil adoção. O universo dos games baseados em puramente em diversão é apenas o início de tudo isso. A gamificação irá invadir o mundo inclusive de quem diz coisas do tipo “não tenho paciência para jogos. Isso é coisa de criança ou de quem não tem o que fazer”. Não se engane, você também será gamificado em pouco tempo.

O fato de termos uma geração que cresceu em meio à explosão de games entre as décadas de 70 e 80, a geração XY – o maior grupo etário do país, entre 20 e 40 anos hoje – altera de maneira significativa a estratégia das empresas que necessitam gerar engajamento de seu público-alvo. O processo de gamificação atua em um universo de prazer aprendido pelos jogos ao longo de décadas.

Professores têm usado processo gamificados de aprendizado em sala de aula para aumentar a atenção dos alunos – lembre-se que vivemos em uma época de crise de atenção gerando menor recall de marca devido à quantidade abissal de estímulos. Uma prefeitura têm utilizado técnicas de games em radares – carros que passam abaixo da velocidade limite em radares passam a participar de uma loteria custeada pelas multas dos carros que passam no radar acima da velocidade permitida.

Os antigos programas de fidelidade nada mais são do que uma gamificação prosaica, porém, não planejado como game e sem vários elementos que perfazem tal processo de maneira formal. É lógico que definir gamificação é algo razoavelmente complexo uma vez que ainda é uma nuvem intangível com alguns poucos resultados práticos – muito positivos, contudo. No Brasil é assunto de alguns poucos blogs, mas já mostra sua força em iniciativas pelo mundo.

Agora que entendemos o conceito macro do que é a gamificação, imagine trabalhar tal tema com o que vivemos hoje nas redes sociais. Juntarmos pontos em radares e mostrarmos nosso ranking no Facebook ou ganharmos um badge de “chef” porque compramos três vezes no mês um molho de tomate. Um mundo em que o MMORPG será a nossa própria vida em rede. Micropagamentos, assim como alguém que compra uma vaquinha roxa no Colheita Feliz, transformarão o que é mercado social – luta pela reputação pelo ranking em um processo gamificado juntando pontos e dinheiro (como um ranking de um anúncio de Adwords) – em mercado econômico, dinheiro vivo no caixa das empresas gerando uma experiência positiva e engajada do público-alvo.

Tenho certeza de que abri uma porta para você, leitor, pensar e repensar em suas estratégias acrescentando um viés de “game based marketing” – leia o livro com o título entre as aspas – em seus negócios. Lembre-se de sua época de gamer e imagine se sua empresa se chamasse Enduro.

Preste atenção nesse assunto que ainda vai gerar muitas mudanças no mercado. Gamifique-se.

29/04/2011 0 Comentários

Mensuração de resultados em mídias sociais

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Mensurar resultados em redes sociais é a mais complexa das tarefas, principalmente porque muitos tentam enquadrá-las nos mesmos critérios de mensuração de emails marketing (taxa de abertura, taxa de cliques, conversão em pedido etc.) ou em métricas de otimização de sites (número de visitas, taxa de conversão dos visitantes) ou links patrocinados (retorno sobre investimento) e por aí vai.

A mensuração em redes sociais é diferente. Os principais critérios são baseados em capital social, não financeiro. Lembre-se sempre com a coexistência de dois mercados: o mercado social, baseado em reputação, e o mercado econômico, baseado em dinheiro.

As redes sociais estão no mercado social. Ele tem critérios diferentes dos critérios do mercado econômico. A reputação, o engajamento a credibilidade são as novas moedas que você acumula quando aumenta seu capital social. As métricas de rede social medem whuffies e não cliques. Uma está razoavelmente ligada a outra da mesma maneira como o whuffie está ligado ao PageRank – um pode ser revertido no outro, mas isso tem que ser feito do jeito certo.

Encontrei uma apresentação bem interessante que partilharei com vocês

Para mensurar resultados em redes sociais, você precisa se preocupar principalmente com três critérios:

■ Engajamento (o quanto as pessoas estão se engajando junto à sua marca): quantos fãs sua marca passou a ter no Facebook, quantas pessoas estão assinando seu RSS ou podcasts, quantas pessoas estão se inscrevendo no seu canal do YouTube, quantos seguidores passou a ter no Twitter, quantas de vezes o post foi “favoritado” etc.

■ Buzz (o quanto sua marca está gerando de barulho na internet): quantos retweets sua marca está gerando, quantos comentários em posts do blog, quantas novas citações sua marca teve no Google, quantas referências no Twitter por dia, quantas vezes a sua marca saiu na mídia etc.

■ Conversão (o quanto sua marca está sendo convertida para o mercado econômico): quantas vendas foram geradas vindas de mídias sociais, quantos leads foram gerados, quantos emails foram captados etc.

O natural é, primeiramente, o engajamento, depois o buzz, depois a conversão em compras. Se está seguindo essa trilha, está no caminho certo. Essa ordem é a mesma que venho falando durante todo o blog. O engajamento significa: pessoas adotarem sua marca como uma das elaborações de sua própria identidade. Isso gera buzz, pessoas falando sobre sua marca, o que naturalmente se converte em vendas. Todas essas métricas devem ser contabilizadas no período e deve-se mensurar qual o crescimento com relação ao período passado.

Há várias ferramentas para lhe indicar o quanto está se movendo em cada uma das métricas apresentadas. Conheça algumas dessas ferramentas a seguir:

Scup
Uma ferramenta produzida por brasileiros, com texto em português e bem explicado. Contudo é uma ferramenta paga. Com ela é possível monitorar a marca, publicar e se relacionar, além de produzir relatórios.

How Sociable
Uma ferramenta de monitoramento na web que indica as diversas redes e pontos de contato da marca dentro desses ambientes. Ele também pontua a marca por pontos de contato, quanto maior a pontuação melhor sua marca está posicionada na internet.

Addict-o-matic
Quando buscamos um termo, o site o identifica dentro de algumas redes sociais e sites específicos. Mostra já na primeira tela os resultados mais recentes, muito prático de utilizar.

Graph Edge
Ferramenta que funciona como uma espécie de Analytics para o twitter.

Twitter Counter
Com esta ferramenta é possível fazer diversas análise e comparar até três usuários do Twitter. Bem simples de utilizar.

Twazzup
Pega o termo buscado e varre os últimos acontecimentos do Twitter, listando hashtags, tweets e fotos vinculadas a rede.

Tweet Stats
Com o Tweet Stats instalado e configurado, você recebe dados estatísticos sobre a sua conta do Twitter. Por dia, por hora ou somente pelas replys; é configurável.

Twitter Grader
Faz um ranking dos usuários, basta inserir o nome do usuário e seguindo alguns critérios elabora esse ranking por região que o usuário está.

Retweet rank
Indica a quantidade de vezes que você teve um tweet retweetado nos últimos dias.

Klout
Por meio de uma análise no perfil do usuário no twitter esse site indica qual o seu perfil na rede.

Objective Marketer
Ferramenta bastante completa para gerenciar campanhas realizadas no Twitter. É possível ver as estatísticas conforme as ações forem acontecendo. É mensurável por período e por tweet também.

Collecta
Ferramenta procura por um termo no Twitter, mostrando todos os pontos de contato com a marca. O timeline dele é muito boa, atualiza rapidamente.

Infegy
Ferramenta de monitoramento com clientes como LandRover, Pizza Hut, 3M, Nasa dentre muitos outros.

Who’s Talkin
Ferramenta gratuita que também faz monitoramento de marca em mídias sociais.

Há uma outra apresentação bem bacana no SlideShare que merece ser vista:
http://slidesha.re/fCFLqq – Apresentação de slides sobre mensuração em mídias sociais.

 

25/04/2011 4 Comments

Algumas táticas de “Link Building”

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Se você está lendo esse blog com frequência, já deve saber da importância que o Google dá para links externos ao seu site, os chamados “links de entrada”. A maneira mais sólida de conseguir links é gerando conteúdo de qualidade.

Eu sempre defendo a ideia de um bom conteúdo atraindo links – essa é estratégia que mais tem dado certo ao longo dos anos. O objetivo da produção de conteúdo em seu site é fazer com que seu site se torne uma referência no assunto que você comercializa. As pessoas pesquisam constantemente sobre assuntos dos mais diversos procurando uma solução para seus problemas ou procurando como sanarão um desejo latente.

Pessoas pesquisam por palavras-chave o tempo todo no Google. Por que todas essas pesquisas não podem parar no site de sua empresa?

Quando você se torna uma referência na rede, outro fenômeno acontece naturalmente – começa a ser chamado por repórteres para ser fonte de notícias. É isso mesmo.

Atualmente, devido à necessidade de cortar custos, a maioria das redações de veículos está terceirizando suas matérias com repórteres que trabalham a partir de seus computadores, em suas casas. Aquela época em que os repórteres ficavam nas redações está no fim

Muitos deles já cortaram até os revisores, transferindo a responsabilidade por um texto gramaticalmente correto para os próprios repórteres, que nem por isso passaram a receber mais.

Como os jornalistas fazem suas matérias de sua própria casa, a única ferramenta de que dispõem para pesquisa de fontes para assuntos que o jornal lhes encomendou é a internet. Geralmente fazem uma busca no Google sobre o assunto a ser escrito, clicam em meia dúzia de sites para ler mais sobre o assunto, pesquisam quais as pessoas que escreveram os textos encontrados, entram em contato com elas e, na maioria das vezes, fazem uma entrevista por email ou por telefone. Eu mesmo já saí em diversas revistas e jornais de negócios a partir desse processo.

Matérias sendo veiculadas com seu nome potencializam os resultados para seu negócio. Seu nome passa a ser visto na web, mas também em veículos impressos, que, para muitos, ainda têm mais credibilidade do que a própria internet. Você passa a migrar da produção de conteúdo in site para a produção de conteúdo off-site a respeito de você.

Outra informação importante: é muito mais fácil para uma pessoa física ser citada como fonte de uma notícia do que uma empresa, uma pessoa jurídica. Muitos empresários tentam em vão divulgar as marcas de suas empresas, não percebendo que eles próprios são os melhores veículos de divulgação de sua empresa. Diante disso uma boa estratégia é você, pessoa física, representar seu negócio.

“A internet não é uma rede de computadores, é uma rede de pessoas”, lembra-se?

Pessoas acreditam em pessoas. Então, ponha uma pessoa para ser a representação de sua empresa e humanize sua marca mais rapidamente na web.

Os blogs não estão ganhando o mundo e influenciando comportamentos à toa. A opinião de um blog parece-nos muito mais confiável do que a opinião de um anúncio de revista pago falando bem sobre seu anunciante. É como pagar a alguém para falar bem de você. Já falamos isso aqui, e repito para que você não se esqueça – isso não tem gerado credibilidade suficiente para se transformar em um volume de vendas que valha o preço do anúncio. Blogs são escritos por pessoas.

O Twitter cresce de forma espantosa, contudo, os perfis que mais crescem são os perfis pessoais, não os profissionais. Para ver isso, basta comparar o número de seguidores do perfil de uma empresa e o perfil do proprietário ou diretor dessa mesma empresa.

Nessa mesma linha de raciocínio, você pode potencializar ainda mais tal estratégia. Uma das maneiras mais poderosas de ser divulgado na mídia é brigar com afinco e verdadeiramente por uma causa humanitária (é lógico que você precisa acreditar na causa que defende).

Seja uma referência no campo em que atua e além de ser chamado para ser fonte de jornalistas, também será tomado como fonte para os próprios consumidores. Isso gera a credibilidade necessária para que suas aparições se transformem em vendas. Misture a imagem de sua empresa à sua própria imagem. Isso é uma estratégia válida para aqueles que tem planos de fazer a empresa realmente dar certo. Se seus planos são somente ganhar dinheiro logrando o mercado, esqueça tal estratégia.

Pessoas acreditam em pessoas. Lembre-se disso.
■ Se você é o proprietário de uma farmácia, crie um blog que fale sobre medicamentos e suas diferenças, crie um fórum de discussão para que os consumidores possam expressar suas opiniões sobre genéricos e sobre a indústria farmacêutica, crie um blog para auxiliar as pessoas a escolherem o melhor remédio para seus males, venda medicamentos pelo site etc.

■ Se você tem uma loja de instrumentos musicais, mostre vídeos no YouTube com você dando aulas de como se toca cada instrumento que vende, disponibilize partituras em seu site por meio de e-songbooks, use o site e o MySpace para divulgar novas bandas, crie um fórum para que músicos se encontrem e formem novas bandas, utilize o Google Agenda para mostrar shows de bandas iniciantes, aproveite e use o Google Maps para mostrar os locais onde tais bandas tocarão etc.

■ Se você é um consultor de marketing, ensine empresas pequenas e fazerem suas próprias peças publicitárias com um vídeo no YouTube apresentado por você, mostre-lhes dados do mercado em uma apresentação de PowerPoint no SlideShare, atualize conteúdo sobre as últimas tendências no Via6, divulgue um ebook com conteúdo de qualidade em seu blog, crie um podcast que fale sobre as melhores campanhas de todos os tempos etc.

■ Se você tem uma confecção, dê dicas de moda com podcasts, fale sobre os últimos desfiles em posts em seu blog, mostre fotos no Flickr de como combinar roupas nas diversas estações do ano e nas diversas situações da vida (trabalho, casa, festas), indique livros sobre o assunto utilizando o Boo-Box, use o Twitcam para indicar roupas para o dia etc.

■ Se você tem uma loja de móveis, mostre fotos sobre como combinar móveis com cada ambiente, ensine pelo YouTube a limpar os móveis para conservá-los por mais tempo, mostre em uma apresentação de slides as decorações das casas dos “famosos”, mostre como montar sua estante ou como fazer uma pátina, dê soluções de móveis práticos para espaços pequenos,etc.

Outra maneira de gerar links para seu site é criar uma tática de badge. Um badge é um selo, como pode ser visto no site da Zappos, que as pessoas copiam o código e colam em seus sites ou blogs para expressar seu amor pela marca ou por uma causa.

Imagine que você tenha um pet shop e abrace a causa de adotar, ao invés de comprar, cachorros e outros bichanos. Você pode criar um selo “Eu adoto animais”. Esse selo terá um código html associado que, quando alguém copiar o código em seu site, o badge aparecerá no blog ou site e terá um link para o site original, do seu pet-shop.
Levante uma bandeira, defenda uma causa humanitária.

Uma das minhas empresárias favoritas é Anita Roddick, fundadora da Body Shop. Em uma época na qual termos como responsabilidade social, ecologia e meio ambiente não tinham nenhum significado para a maioria dos habitantes do planeta, ela já levantava a bandeira das causas humanistas. Anita definia sua empresa, que de uma lojinha do interior da Inglaterra transformou-se em uma das mais respeitadas empresas de cosméticos do mundo com mais de duas mil lojas e 50 países, como uma “empresa de comunicação, com especialidade no ramo de cosméticos, que faz dinheiro com seus projetos e reinveste em campanhas pelos direitos humanos”.

Outra personalidade que levanta uma bandeira defendendo uma causa que nada tem a ver com sua carreira é o cantor Sting. Depois de conhecer o cacique Raoni, em uma visita à Amazônia, no final da década de 80, passou a defender a causa da ecologia. Aliás, entre cantores e artistas isso é bem comum. Integram a lista de defensores dos mais fracos Madonna, Angelina Jolie, Bono Vox e vários outros.

Muitas vezes carreiras e empresas são impulsionadas por uma causa humanitária – muito mais do que por produtos e serviços. Defender a vida e o ser humano é mais importante do que vender produtos. Os links são criados e os produtos praticamente se vendem sozinhos depois disso. A internet é uma rede formada por seres humanos. Ela acolhe muito bem causas humanitárias devido ao engajamento que a internet promove. O engajamento digital foi um dos fatores que elegeram Obama.

Quando as pessoas acreditam em algo e não tem que fazer tanto esforço para promovê-lo, elas o fazem. A internet exige muito pouco esforço, apenas um Retweet ou um email para sua lista de amigos, ou ainda uma indicação no Facebook. Isso faz com que a mensagem se espalhe muito rapidamente. É isso que faz com que a internet gere tanto engajamento.

Você pode criar, por exemplo, um badge em que, para cada badge colado em sites e blogs, a empresa doará R$ 1 para alguma instituição de caridade.

Outra tática para criar links é parecida com a do badge. Criar um aplicativo como um contador de visitas ou um medidor de IMC. Esses aplicativos são chamados de widget e geralmente são desenvolvidos em Javascript, DHTML ou Flash.

Digamos que você tenha um salão e um serviço de buffet para festas e você quer explorar o mercado de festas de 15 anos. Você pode criar um aplicativo que faça a contagem regressiva do número de dias que faltam para a festa de 15 anos de uma menina que resolver copiar e colar o código do aplicativo. Ela colará esse aplicativo no blog dela com os dizeres “Amigas, faltam apenas xx dias para minha festa. Peça o seu convite”.

O aplicativo pode ter uma assinatura como “Powered by XPTO” com um link para seu site. O aplicativo é gratuito e a função dele é de gerar um link para o site da sua empresa. Imagine que esse aplicativo pode ser feito para aniversários “Faltam xx dias para o meu aniversário”, independente da idade. Pode ser desenvolvido para o mercado de eventos “Faltam xx dias para eu ir para o show do Dave Matthews Band”. As aplicações são inúmeras.

Você pode criar jogos também. Joguinhos simples e originais. Dê uma olhada em www.orisinal.com. Lembro-me de jogos que aproveitaram a oportunidade de algum evento como a bolinha de papel que jogaram no candidato à presidência José Serra (criaram um jogo em que o Serra aparecia e desaparecia na sua frente em diversos lugares diferentes da tela e você tinha que acertar uma bolinha nele) ou o caso do Zidane que deu uma cabeçada no jogador italiano Marco Materazzi na final da Copa do mundo de 2006 (criaram um jogo em que vários Materazzis vinham contra um Zidane em um campo e você tinha que eliminar um a um com cabeçadas).

Jogos centrados em casos que ganharam a mídia são sempre bem disseminados e você ganha links de referência. Veja o exemplo do site www.eternalmoonwalk.com, de uma rádio belga, que também ficou famoso no mundo inteiro. Esse site atraiu muitos links para ele próprio e para o site da rádio.

Fazer algo diferente sobre um acontecimento que todos já estejam comentando é sempre uma boa maneira de atrair links aproveitando a onda gerada pelo própria mídia de massa sobre um determinado acontecimento.

Fazer listas também atrai muitos links. Veja meu post sobre livros: http://bit.ly/dGje2y, foi um dos posts do meu blog que mais teve comentários e foi um dos mais espalhados no Twitter.

Outra tática: contrarie a lógica de que o que é de graça não tem preço e o que não tem preço, não tem valor. Dê gratuitamente algo que tenha muito valor. Imagine um ebook sobre o seu mercado que você venderia por R$ 100, mas resolveu oferecê-lo gratuitamente ao mercado. Isso gera links. Porém, preste atenção, tem que ser algo muito bom. Não pode ser mediano.

Para gerar links para seu negócio, você pode contar uma boa história também. Já disse e repito, a publicidade hoje em dia cada vez mais tem se resumido a contar uma boa história. Quanto melhor sua história, mais ficará no imaginário de seu público. Pessoas adoram uma boa história e você tem que se aproveitar desse fato. Marcas que tem boas histórias, são mais desejadas porque se aproximam mais do que as próprias pessoas vivem – as histórias das suas próprias vidas.

Se você analisar uma boa parte dos best-sellers atuais, eles são histórias. Quem mexeu no meu queijo, Pai rico, pai pobre, O código da Vinci, O monge e o executivo, Comer, Rezar, Amar, assim como todos os livros do Paulo Coelho. Não estou fazendo nenhum juízo de valor, apenas dizendo que as pessoas precisam de histórias que a tirem desse mundo tão conturbado e a levem para outra dimensão em que elas se sintam mais confortáveis. Crie essa dimensão, espalhe-a de maneira cuidadosa e minuciosa pela internet e espere que ela se multiplique sozinha. Quer um exemplo batido, mas verdadeiro disso? Lembra-se de “A Bruxa de Blair”? A promoção de sua empresa pode se basear em uma história que toque seu público-alvo. Isso fará com que sua marca chegue mais longe por conta de seu apelo. Quanto mais falarem da sua empresa, mais links serão criados para sua empresa.

Fazer entrevistas é uma boa maneira de atrair links. Digamos que você tenha um escritório de advocacia com foco em ajudar franqueados a se resguardarem de problemas com franqueadores. Você pode fazer várias entrevistas em vídeo no YouTube com grandes franqueados de franquias diversas para que eles contem quais os problemas que eles enfrentaram e como conseguiram resolvê-los. Vídeos que ajudem outros jovens franqueados a se livrarem de problemas descobrindo de antemão quais os problemas que uma franquia pode dar.

Você pode dizer que isso tirará clientes de você, pois eu lhe digo que isso lhe levará muito mais clientes, porque problemas a gente tem todo dia, independente se a gente os minimize ou não. O que você fará é ajudar jovens franqueados a diminuir os problemas, mas eles saberão que quando tiverem algum, será você que eles procurarão.

O seu escritório não está no negócio de “ganhar dinheiro com franqueados que tenham problemas”, mas sim, no mercado de “ajudar franqueados a resolver ou evitar problemas”. Quanto mais fizer isso, recebendo ou não para tal, mais bem sucedido será no seu negócio.

Crie um canal no YouTube para essas entrevistas e espalhe-as pela internet. Se você for uma empresa de cosméticos ou que venda soluções para velhice, pode utilizar a aplicação que foi desenvolvida para o site http://in20years.com, que mostra você com 20 anos a mais.

Outra maneira de gerar links é a técnica utilizada por Diogo Mainardi ao sempre gerar polêmica com seus comentários francos no estilo “doa a quem doer”. Escrever ou falar algo polêmico ou controverso sempre gerar comentários – positivos e negativos.

Mas, definitivamente, o que mais gera link é humor, porém, ele deve ser usado com muito cuidado. Charges, vídeos engraçados, frases bem humoradas etc. Veja o exemplo do perfil do Twitter @melhoresfrases com mais de 300 mil seguidores, inclusive, eu o sigo. #recomendo

Outra maneira muito eficiente de atrair links é fazendo pesquisas e divulgando-as. Divulgar pesquisas sobre seu segmento é garantia de veiculação na mídia. Entenda como são realizadas pesquisas de mercado e descubra que, com um custo muito baixo, sua empresa pode realizar uma pesquisa por email ou por telefone e divulgar o resultado na mídia. Procure por um assunto que seja de alta relevância para seu público-alvo e garanta que os resultados serão tabulados corretamente.

Digamos que você tenha uma empresa que vende equipamentos e instalação de circuitos fechados de TV para residências de alto padrão em Porto Alegre. Se você lê esse blog com muita atenção até agora, você sabe que não vende CFTV, você vende segurança.

Uma vez entendido isso, você pode promover uma pesquisa sobre o aumento da violência em determinadas áreas da cidade e divulgar essa pesquisa na mídia da cidade.

Lembra do filme Julie&Julia? Uma jovem dona de casa que adora cozinhar resolve fazer todas as receitas de um livro de receitas famoso e começa a postar seu dia a dia culinário em um blog. O blog vira livro, o livro vira filme. Associar seu nome ou marca a algo que já seja famoso é uma boa maneira de atrair olhares, principalmente se for fazendo algo que ninguém nunca fez.

Alguma tarefa quase heroica, hercúlea, gera ainda mais links. Você pode também fazer um mashup do Google Maps mostrando onde há maiores focos de violência na cidade com dados de delegacias e outras instituições. Você pode também escrever uma cartilha em PDF sobre como prevenir sua família de assaltos em casa.

Veja uma boa iniciativa em que mostra os preços dos combustíveis em uma determinada localidade. Você pode convidar um especialista em segurança para dar uma palestra pela internet (ou ao vivo) sobre segurança patrimonial. Que tal criar o ClubXPTO (XPTO é o nome da sua empresa) ? Um site em que pessoas darão o seu depoimento de como o CFTV salvou a sua casa de um assalto.

Divulgue um release da pesquisa e deixe o arquivo da pesquisa na íntegra no seu site para que as pessoas possam fazer o download mediante email.

Não se esqueça de convencer a sua assessoria de imprensa a lutar para que o repórter ponha o link para a sua empresa na publicação online do veículo. Nem sempre é possível e, para ser sincero, é bem difícil conseguir isso. Mas não custa tentar. Um link de um veículo importante na web é um bom link para a construção de page rank. A divulgação de press releases é sempre uma ótima maneira de gerar links. Há sites como o Maxpress especializados em divulgar releases (aliás, é um ótimo site para divulgar seus releases para jornalistas por canal, segmento e outras classificações).

Uma dica importante nesse quesito é trabalhar textos âncoras no release linkando para o seu site. Coloque o nome da sua empresa próximo à palavra-chave como texto âncora. Primeiro porque com isso, na busca, como o Google lê o entorno da palavra-chave, lerá e mostrará o nome da sua empresa. Em segundo lugar, há indícios de que com a busca semântica, as palavras em torno de uma determinada palavra-chave terão mais importância em uma próxima busca por essa palavra. Com isso o seu domínio – com o nome da sua empresa – pode ser beneficiado em uma busca futura devido a essa proximidade.

Mencione o nome da sua empresa logo no início do texto e coloque as palavras-chave mais importantes também no início. As palavras iniciais geralmente têm mais importância para o Google do que as finais.

Como já disse, algo que sempre chama a atenção de veículos e visitantes do seu site são listas do tipo “Top10”, “Os 20 melhores”, “Os 50 mais vendidos”, “Os 5 mais comentados da semana” e por aí vai. Pessoas adoram listas. Resume o conhecimento de maneira muito prática. Veja o site http://doutor.biz/, que traz uma lista de profissionais de saúde. Isso gerará muitos links em blogs, principalmente no blogs e site que você citar na lista. Dê uma olhada no Social Media Workbook.

Existem vários sites em que você cria o seu badge sem complicações. Procure no Google por “badge generator” para ver vários sites desse tipo.

Outra maneira de aumentar a quantidade de links que apontam para o seu site é utilizar a atividade do consumidor para isso. Os sites de “baladas” sabem bem disso já há algum tempo. A tática de tirar fotos de diversas pessoas nas festas e dar o endereço do site para que elas baixem a foto já é manjada, mas ainda dá certo. As fotos saem com a marca da empresa que disponibilizou as fotos fazendo uma propaganda “embarcada” na foto.

O YouTube, o SlideShare e outros sites de web 2.0 se aproveitam da atividade do consumidor para gerar links. O SlideShare disponibiliza um espaço para você por suas apresentações de slides online e com isso facilita sua vida, porém, você facilita a vida dele quando gera um link no seu blog mostrando onde os participantes de sua palestra podem fazer o download da apresentação. Uma ideia muito boa. O YouTube funciona da mesma maneira.

Você pode disponibilizar um espaço no seu site para que as pessoas possam fazer algo que elas normalmente não tem meios para fazer e, com isso, as pessoas indicarão o seu site para outros porque tem aquilo que elas colocaram por lá.

Imagine que você tem uma empresa que organiza casamentos. O seu site poderia criar uma plataforma para as pessoas criarem as suas listas de casamento ao estilo ByMK, associando não só nomes de produtos, mas fotos de presentes que gostariam de ganhar com um link direto para um Buscapé – que mostrará o preço daquele produto em diversos e-commerces. Com isso você cria um diferencial nas famosas listas de casamento e atrai o seu público-alvo uma vez que a noiva indicará o seu endereço para ver a lista.

Pensando que as pessoas casam mais ou menos na mesma faixa etária, o fato de uma noiva indicar o seu site para amigas e amigos, alguns desses podem estar prestes a casar também, o que faz com que seu negócio se viralize dentro do grupo de amigos.

Outra maneira de construir links é utilizar uma categoria muito conhecida e importante de sites de referência (sites que fazem referência a você por meio de um link) são os diretórios. Listas de sites de uma determinada categoria ou que tem uma determinada função de indicar diversos sites para os usuários.

Como eles geralmente têm um bom PageRank, cuide para que seu site esteja listado nesses sites quando for trabalhar a otimização dele, portanto, não se esqueça de registrá-lo em vários sites de diretório para que você crie links externos para ele sem muito trabalho de link building. Um dos sites de diretório mais importantes para registrar seu site é o www.dmoz.org.

Existem vários sites que não têm moderação e nos quais você pode gerar um link para seu site como sites de artigos, wikis, comentários em blogs (que não tenham a tag nofollow), sites de notícias (alguns exigirão um release, porém, em muitos deles, a publicação é quase certa) e outros.

Para descobrir outros diretórios, procure no Google a palavra-chave “lista de diretórios” ou “link building diretórios”. Assim podem ser encontradas várias listas de sites de diretórios atualizada.

No site www.criarsites.com/diretorios-de-sites/ há uma lista com vários sites. Tome cuidado com qual site você “relacionará” seu site. Há alguns sites que não são bem vistos pelo Google, principalmente os que estimulam a troca de links ou a venda de links. Se o site em questão utilizar técnicas chamadas de “black hat” (técnicas antiéticas para otimizar o site), ele pode piorar seu PageRank em vez de melhorá-lo.

Dê uma lida no link http://bit.ly/gHfZJH também para submeter seu site e gerar links relevantes em diversos motores de busca. Há uma boa lista ali. No site http://bit.ly/dXL3Ht há uma lista de diretórios e no site do MestreSEO também tem uma boa lista (www.mestreseo.com.br/diretorios).

Como disse, além dos sites de diretório, há também vários sites de artigos em que você pode postar um texto e a sua assinatura com um link para seu site, como DiHiTT, LinkK, Artigonal e vários outros (alguns desses você precisará ter uma autorização do moderador do site). Esses sites tem muito conteúdo de todos que escrevem para eles, logo, tem muitas palavras-chave, são muito bem encontrados e transferem Page-Rank (o termo para essa transferência de parte do PageRank de um site “link-juice”).

Você pode também criar um programa de filiados para seu site. Essa é outra excelente maneira de construir links para seu site. Lembra de todos aqueles banners do Submarino em blogs e sites ou aqueles aplicativos que você vê do Mercado Livre. Um exemplo são os “anúncios Gooooooogle” em blogs e sites diversos.

Essas empresas desenvolvem programas de filiados em que você ganha uma porcentagem da venda quando elas vendem para algum consumidor que venha do seu link. Cada banner de filiado terá um link para seu site. Você não precisa ter um comércio eletrônico para ter um programa de filiados. Imagine que você tem um escritório de contabilidade. Para cada empresa que se cadastrar para receber uma newsletter, que venha por meio de um afiliado, você dá uma pontuação a esse filiado (apenas para emails corporativos, não vale Hotmail, Gmail etc.). Você pode fazer uma espécie de programa de milhagem para os filiados.

Se você atende consumidores em todas as partes do mundo, pense em ofecrecer algo universal, como música, para eles.

Não se esqueça de postar muito conteúdo em mídias sociais, embedar esse conteúdo no seu site e divulgar nas redes sociais a página do seu site que tem tal conteúdo, como falei na aula online sobre marketing viral (aula 1).

Depois desse longo post, com várias ideias, pense que tudo isso é conteúdo :)