O marketing viral é um poderoso gerador de tráfego para qualquer site que tenha um conteúdo que agrade o público. O problema é saber o que agrada o público. Existem algumas obviedades como entretenimento, simplicidade, relevância, porém, mesmo que um site, campanha ou aplicativo de iPhone tenha todos esses ingredientes, ainda assim, não será certeza de sucesso.
Trago para vocês nesse post um indicador de resultado importante para se entender uma campanha de marketing viral – o coeficiente viral. Esse conteúdo é explorado com mais profundidade no Google Marketing 4ª edição e nos treinamentos Google Marketing que são dados em todo o Brasil. Vamos a ele.
Quando você consegue gerar um tráfego muito grande (investindo fortunas em links patrocinados, por exemplo) a chance de sua campanha viral dar certo aumenta, simplesmente porque você atingirá mais alfas (os influenciadores mais poderosos), mais multiplicadores (os 9% que interagem com a informação, mas não a criam, simplesmente a replicam) e mais gente que gostará da campanha, por pior que ela seja.
Provavelmente, você já viu algum dos vídeos virais da T-Mobile. Ações de guerrilha unidas a vídeos no YouTube costumam dar muito certo. Veja o número de vezes que esse vídeo foi visto no YouTube
O segredo para manter uma campanha sempre em alta é monitorar a campanha para corrigir rumos rapidamente para que ela não acabe e você não tenha descoberto o que faz o coeficiente viral aumentar.
Coeficiente viral? Não se assuste com o termo, eu explico. Calcula-se o coeficiente viral com uma conta simples.
Tome a seguinte situação. Você tem uma campanha de adesão em que o consumidor deve colocar o email dele em um formulário. A primeira variável para calcular o coeficiente viral é o número de amigos que cada consumidor que aderiu à campanha convida em média, “x” amigos.
Se você tiver 1 mil consumidores e o total de amigos convidados for de 5 mil, isso significa que cada consumidor (que postou o seu email no formulário e, portanto, se tornou um membro da campanha) convidou em média 5 amigos, esse será o valor de x. Lembre-se de que aqui vale o Princípio de Pareto (ou, em ma versão mais cool, a “Cauda Longa”): alguns convidaram 100 amigos e a maioria convidou dez, três ou nenhum amigo).
A outra variável é a taxa de conversão dos amigos convidados. Por exemplo, digamos que daqueles 5 mil amigos convidados do exemplo anterior, só 50 amigos se cadastraram na campanha deixando seu email no formulário. Esse número é o “y”, nossa segunda variável, que no caso, será de 1% ou 0,01.
O coeficiente viral é obtido com uma simples conta de multiplicar “x” por “y”. Se esse produto for maior do que 1, a campanha é viral e aumenta quanto mais usuários ela tiver. Se for menor do que 1, ela estará morrendo. No caso, nosso coeficiente é de 5 * 0,01 = 0,05. Um coeficiente extremamente baixo.
Suponhamos, contudo, que a média de amigos convidados seja de 50 amigos e que a taxa de conversão seja de 3% (0,03), nosso coeficiente viral será de 50*0,03 = 1,5. Essa é uma campanha viral. Ela está aumentando sua velocidade de adesão à medida em que aumenta a quantidade de amigos.
Quando você atinge uma massa crítica de “alfas” eles espalham sua marca para uma grande quantidade de amigos e a campanha alcança altos coeficientes virais. Os “multiplicadores” são os responsáveis por fazer com que esse coeficiente não fique abaixo de 1.
O livro Viral Loop, de Adam Penenberg, esmiuça o coeficiente viral de várias empresas que cresceram usando a estratégia do Grau de Atividade do Consumidor em mídias sociais. Ele detalha em um texto bem elaborado a história de crescimento do Flickr, do Facebook, do e-Bay, do MySpace, do Paypal e vários outros negócios que cresceram sobre o marketing viral. Vale a pena ler.
É importante acompanhar a todo o momento o coeficiente viral da campanha para que se tenha certeza de que ela está crescendo e não, morrendo. Caso perceba que a campanha está diminuindo seu coeficiente viral, deve-se atuar nela, promovendo alguma inovação ou novidade (será bom ter algumas novidades dessas na manga). Você só descobrirá se uma novidade aumenta o coeficiente viral ou não, testando-a.
Você descobrirá que algumas ações darão muito certo, outras nem tanto. Quem dirá isso é o público, não você. Por exemplo, tentar desenvolver conversas no Twitter não dará muito certo porque cerca de 71% dos tweets não são respondidos. É mais fácil desenvolver tais conversas com seu público em blogs ou no Facebook.
Por outro lado, o Twitter tem várias ferramentas de ativação de campanhas que podem ser muito úteis, por exemplo o TwtQpon, que cria cupons de desconto enviados via Twitter, muito bom para comércios que divulgam nas redes sociais, e o TwtVite, para convidar usuários do Twitter para participar de eventos criados, ver as respostas que estes deram dentre outras funções.
Agora que você entendeu o que forma a base do marketing viral, use a criatividade para que sua campanha se viralize.
Achei um infográfico interessante sobre o assunto de marketing viral que será útil para você.