Categoria: 6ºP: Propagação

Estudo de case de marketing digital nº18: a maior placa de localização do mundo – Nokia

A Nokia não era conhecida por seu serviço de navegação por Geolocalização, o Ovi Maps, inclusive pelas pessoas que possuíam um celular Nokia. Para isso pensou numa forma de mostrar a utilidade do serviço de uma forma digital, mas que também interagisse com o público de uma forma geral, mesmo com aqueles que não estivessem online.

A opção encontrada foi uma cópia de um dos recursos mais simples de navegação do mundo, a seta indicando o caminho. A Nokia criou uma placa de sinalização em Londres, com uma diferença, essa seta de sinalização era formada por uma tela gigante suspensa por um guincho.

Imagem de Amostra do You Tube

Se vocês se observarem os vídeos da T-Mobile e seus flash mobs sensacionais, verá similaridade com essa campanha. Uma ação muito bem elaborada que ficaria muito cara para ficar restrita somente às pessoas que a viram naquela hora e naquele local. O YouTube permite que as campanhas agora sejam globais independente de terem acontecido em Londres ou no Rio de Janeiro.

Quando for pensar em uma ação de guerrilha, pense em espalhá-la pelo mundo por meio da internet. Para entender melhor sobre ações de guerrilha, você pode ler o blogdeguerrilha, da Espalhe. A ação de guerrilha é uma parte do processo, o restante é o barulho que a ação faz, tanto no mundo dito “offline”, quanto no “online” (que aumenta em muito o buzz do “offline”).

Lembre-se que uma boa ação de 5ºP só faz sentido se tiver um ótimo planejamento de 6ºP por trás :)

Estudo de Case de marketing digital nº13: Twitter+Foursquare na Tasti D-Lite

Muitas empresas me perguntam como utilizar o Foursquare, que parece ser uma rede que boa parte das pessoas não entenderam direito como utilizá-lo para negócios. O Foursquare é uma ferramenta de geolocalização que pode ser utilizada em conjunto com Twitter (que muitos ainda não sabem direito como utilizar também), Facebook etc.

Para entender melhor essa ferramenta, veja essa apresentação que eu encontrei no Slide Share sobre Foursquare:

Agora que você entendeu o que é o Foursquare, vou mostrar um case de utilização do Foursquare. A teoria sobre como utilizar mídias sociais de geolocalização pode ser lida no livro Google Marketing.

A Tasti D-Lite, uma rede de sorveterias localizada nos Estados Unidos tirou bom proveito da propagação que o Twitter e o foursquare podem proporcionar. No início trabalhava somente o básico, mas com o tempo viu potencial nas redes e desenvolveu um bom trabalho.

A rede integrou com as duas ferramentas o seu programa de fidelidade, cada vez que o usuário divulga a marca pelo Twitter ou faz um checkin pelo Foursquare ele ganha pontos. Com isso ganha brindes e descontos para usar na sorveteria, concorrendo inclusive a sorvetes de graça.

Com isso, mais e mais pessoas se tornam adeptos a loja e fica mais fácil de participar do programa de fidelidade, que não precisa guardar cupons, selos ou notas fiscais. Essa foi uma ótima solução, pois além de melhorar esse programa as pessoas ainda divulgam a rede com suas contas.

Twitter: http://twitter.com/tastidlite
Para saber mais: http://conra.do/hcX6ds

Essa é a maneira mais básica de utilização do Foursquare. Bares e restaurantes tem se utilizado muito dessa ferramenta para promover seus estabelecimentos tendo um endosso do usuário.

Quando você faz um check-in no Fousquare, se ele estiver integrado ao seu Twitter e Facebook, esse check-in é mostrado por um Twitt e no seu mural do Facebook. Como o Foursquare é um passo além do Facebook e Twitter (geralmente, quem tem Foursquare já tem Twitter e Facebook), essa integração geralmente já está feita nos seus usuários.

Quando eu faço um check-in em um estabelecimento, e esse check-in se espalha para o Facebook e Twitter, aparecendo para todos os meus amigos e seguidores. Uma vez que isso aocntece, há um endosso da marca do estabelecimento por minha parte. Eu viro mídia, viro influenciador.

Se você acha que o fato do Foursquare depender de um smartphone é um problema, leia essas notícias:

Venda de smartphones cresce 279%

Venda de smartphones ultrapassa a de PCs

Deloitte prevê explosão do uso de dispositivos móveis

As empresas que se posicionarem corretamente nos próximos anos com relação a divulgação por meios móveis serão cada dia mais agraciadas com mais e mais consumidores. Aprender a utilizar é o primeiro passo, e para isso, é preciso estar disposto a errar.

Veja uma outra campanha, criada pela KLM, unindo offline e online por meio do Foursquare

Imagem de Amostra do You Tube

A Geolocalização é uma forte tendência de comunicação e veio para ficar. Cada vez mais o mundo “online” estará integrado ao mundo “offline” e a geolocalização é uma dessas pontes.

Estudo de case de marketing digital nº11: Campanha cooperativa Rubro-negra

Uma lovemark bem conhecida no Brasil e no mundo é o “Flamengo”. Quando você tem uma marca forte, consegue gerar engajamento digital de maneira rápida. Um exemplo claro disso foi a ação do Flamengo para a arrecadação de verba. Esse case está apresentado no livro Google Marketing 4ª edição.

O Clube de Regatas Flamengo realizou um projeto online para reformar o seu CT, o Ninho do Urubu. Para conseguir arrecadar dinheiro criou o projeto Rubro-negro para Sempre, onde cada rubro-negro de coração podia comprar um tijolo com seu nome por R$ 250,00 e todo o dinheiro acumulado com o projeto seria revertido para a reforma do CT.

Na compra do tijolo, o torcedor receberia em casa um tijolo com seu nome e um número de série, fora isso um outro tijolo igual a este que lhe foi enviado será colocado em uma parede do CT. Assim todos os torcedores que contribuíram com a reforma estarão eternizados no Ninho do Urubu.

A ação foi feita dentro do próprio site oficial do Flamengo, www.flamengo.com.br/ por um determinado tempo, o que já atraiu bastante gente, fora isso o twitter oficial do time http://twitter.com/CR_Flamengo ajudou na divulgação do projeto, estimulando todos os rubro-negros a utilizar a Hastag #rubronegroparasempre em seus tweets. Dessa forma conseguiu colocar o assunto nos Trend Topics do Brasil.

Outra força extra para a campanha, foi o endosso do ex-jogador Zico, ídolo da Torcida Flamengista que convidava todos para participar dessa campanha, dizendo que ele mesmo já tinha comprado 20 tijolos para ele e toda a família.

Imagem de Amostra do You Tube

Por se tratar da maior torcida do Brasil, os resultados vieram rapidamente; com apenas dois dias da campanha no ar já haviam vendido mais de 2 mil tijolos, totalizando mais de R$ 500 mil em apenas dois dias de campanha (!).

Esse é um ótimo do que já falei no blog sobre campanhas cooperativas x campanhas competitivas. Pessoas que se unem em torno de uma paixão. Lembre-se do case da Bolada da Polar, também envolvendo paixão por um time de futebol. Tudo que mexe com a paixão das pessoas tem enorme chance de se tornar viral.

A teoria em torno desse case se encontra no livro Google Marketing 4ª edição. Há muitas maneiras de você alavancar sua campanha de modo cooperativo. Basta saber utilizar as ferramentas e a criatividade. Se quiser se aprofundar nesse conteúdo, se inscreva em um dos Treinamentos Google Marketing, presenciais ou online.

Site: www.flamengo.com.br
Para saber mais: http://conra.do/eBhPMm
Twitter: http://twitter.com/CR_Flamengo e #rubronegroparasempre

Estudo de case de marketing digital nº10: Ikea Facebook Showroom

Muitas ferramentas que podem ser utilizadas em ações de marketing digital são gratuitas. Já estão na internet à disposição de qualquer um que saiba usá-las.

No livro Google Marketing, eu indico centenas de ferramentas online gratuitas para suas ações de marketing digital, por enquanto, vamos aprender uma delas. Esse case está no livro também para quem quiser aprender a teoria envolvida nessa estratégia.

A Ikea após inaugurar uma loja em Malmö, na Suécia, queria saber qual a repercussão do lançamento da nova unidade, mas não somente para saber a opinião da população de Malmö.

Para conseguir alcançar pessoas de diversos locais diferentes, resolveu fazer uma ação no Facebook. Foi criada uma conta no nome do gerente da loja e postaram em duas semanas 12 fotos do showroom da loja no álbum. A mecânica era bem simples bastava que os usuários colocassem tags (marcações, etiquetas) com seus nomes nos móveis, o primeiro a marcar o móvel ganhava este.

Imagem de Amostra do You Tube

Como as marcações nas fotos aparecem no mural dos seus amigos, as imagens do Showroom apareceram para milhares de pessoas, divulgando a nova loja em Malmö e as fotos do showroom. Dessa forma, a cada novo usuário que marcava seu nome na foto estava divulgando o catálogo da Ikea, usando somente os recursos automáticos do Facebook.

Fora toda essa divulgação dentro do Facebook, a campanha também foi bastante comentada no Twitter e em nos principais blogs sobre publicidade e social media.

Para saber mais: http://conra.do/f8JQKc

Como você pode utilizar ferramentas gratuitas para divulgar sua marca de maneira criativa?

Mais estratégias como essa no Treinamento Google Marketing que é ministrado por mim em todo o Brasil.

Estudo de case de marketing digital nº 9: Bolada da Polar e a sua campanha cooperativa.

O case de hoje é um exemplo claro de campanha cooperativa. Como já vimos, existem dois tipos basicamente de promoções interativas: competitivas – que tem geralmente um baixo coeficiente viral – e as campanhas cooperativas – que tem um alto coeficiente viral (como a campanha da Visa com Walmart, que já vimos aqui).

No livro Google Marketing 4ª edição, esse case é explorado juntamente com a teoria de campanhas competitivas x campanhas cooperativas. Leia-o para entender melhor essa estratégia.

A Polar Export, é uma cerveja gaucha que é comercializada basicamente no Rio Grande do Sul (Brasil) e em sua comunicação sempre traça fortes relações com os dois grandes times de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. No início de 2010, a cervejaria decidiu colocar as duas torcidas frente a frente para ajudar o seu time, não somente no ambiente web, ajudar de verdade.

Foram divididos R$ 100 mil entre as duas torcidas, ficando cada uma com R$ 50 mil; quando um torcedor entrava no site podia “roubar” 1 real da torcida adversária, doando esse um real para a sua torcida. O placar estava sempre se alterando durante o mês que a ação durou, o site tinha um nome bem sugestivo com a ação:  www.boladadapolar.com.br/.

O regulamento já previa que no final do período de 1 mês, a torcida com a maior quantia de dinheiro ganharia os 100 mil doados, e a outra ficaria com nada. No final a torcida que conseguiu dar a Bolada da Polar para seu time de coração foram os Tricolores Gaúchos, fazendo assim o Grêmio ganhar os R$ 100 mil.

O coeficiente viral dessa ação é bem alto uma vez que mexe com a paixão dos gaúchos – a disputa Grêmio e Inter é muito forte no sul do Brasil – e faz com que haja um motivo real para que as pessoas espalhem para os amigos: uma quantia real de verba.

Fazer a integração entre o “mundo offline” e o “mundo online” é sempre melhor do que trabalhar cada um deles de modo separado. Já falei aqui do coeficiente viral e do vídeo da T-Mobile integrando marketing de guerrilha com YouTube, ou seja, uma ação que parte do offline e migra para o online. No caso desse case, a ação parte do online e migra para o offline.

Mais estratégias como essa, no livro Google Marketing e nos Treinamentos Google Marketing, presenciais em todo o Brasil ou online.

Interações baseadas em competição e interações baseadas em cooperação

Um dos principais itens para que uma ação baseada em mídia social, que se proponha a ser viral, tenha sucesso é o tipo de interação entre os consumidores.

Se você lembra bem do que falamos no post de ontem sobre “coeficiente viral”, vai entender perfeitamente o que vou discutir nos próximos parágrafos e que joga mais um pouco de luz sobre qs bases desse misterioso ente chamado de marketing viral.

Algumas campanhas têm o coeficiente viral maior do que 1, outras, menor. Alguns detalhes fazem com que ele varie de maneira positiva ou negativa. Vamos analisar dois modelos de negócios para entender perfeitamente essa diferença: os leilões online de R$0,01 (como o www.olhonoclick.com.br ou www.swoopo.com) e os clubes de descontos (como o www.groupon.com/ ou www.peixeurbano.com.br).

O modelo de leilões online baseia-se em uma competição em que as pessoas competem pelo bem que está sendo leiloado. A cada lance que alguém dá por último, todos os outros ficam em segundo plano em um mercado em que só haverá um ganhador do produto. Esse modelo estimula o comportamento competitivo.

Todos os modelos em que só há um ganhador dentre vários que disputam por um determinado bem é um modelo baseado em competição. Gera concorrência, a disputa pode se tornar irracional e faz com que as pessoas percam o referencial de ganho e acabam demonstrando seu comportamento animal de disputa e orgulho. Podemos citar como exemplos, concursos públicos em que há relação candidato/vaga maior do que 1, disputa por market share em uma determinada indústria, disputa por bens materiais em que não há o bastante para todos e diversos outros.

O modelo de clube de descontos, por outro lado, baseia-se em um grupo que deve atingir um número mínimo de pessoas (sem necessariamente um número máximo) para que todos se unam para conseguir um desconto que será usufruído por todos os participantes, e não só por alguns. Baseia-se em um resultado em que todos ganham caso trabalhem em conjunto. Estimula a cooperação.

Os modelos de cooperação se baseiam em todos os modelos em que as pessoas tem que se juntar em grupos – que quanto maiores eles forem, melhor – para vencer um desafio ou barreira que nenhuma conseguiria vencer sozinho. Fazem parte desse grupo sites como Wikipédia, o case da Visa junto com o Wal-Mart, o modelo Bit-torrent, a App Store e alguns poucos outros.

Imagine que você esteja fazendo um concurso cultural em que o ganhador – que escrever a melhor frase – ganhará um carro. Na campanha há a seguinte frase como “Convide seus amigos para participarem junto com você e divirtam-se”. Uma campanha baseada em competição, em que só um irá ganhar, a frase deveria ser “Convide seus amigos para competir com você e minimize suas chances de ganhar”, mas não seria uma frase muito bonita de se veicular em uma campanha.

A natureza da interação baseada em competição não é viral. A competição não estimula a viralização. Imagine um outro exemplo. Você presta um excelente serviço de criação de planos de estudo pela internet para concursos públicos pelo qual os “concurseiros” pagam uma mensalidade de R$100,00 mensais. Você resolve criar um botão “convide seus amigos” que vai convidar automaticamente amigos do Facebook e do Twitter.

O seu serviço é ótimo e todos que o assinam sentem que realmente estão mais aptos a passar nos concursos que forem prestar. O seu serviço se torna um diferencial competitivo para os assinantes. Qual o estímulo para que um concurseiro divulgue o seu sistema para os outros? Até agora, nenhum. Se ele o fizer, ele vai aumentar o número de concorrentes melhor preparados como ele que podem tirar a vaga que seria dele. É uma interação competitiva.

Você poderia pensar na seguinte campanha “indique 10 amigos e ganhe uma mensalidade”. Esse concurseiro já gasta bastante mensalmente com seu estudo para os R$100 não representarem muito no orçamento dele. O valor de R$100,00 pode não pagar o risco de perder uma vaga que pagará a ele R$5.000 por mês pelo resto da sua vida, por exemplo.

O coeficiente viral de uma interação dessa natureza é razoavelmente baixo. Aliás, quanto melhor o seu serviço, mais baixo ele será, porque os assinantes não irão querer revelar o “segredo” da boa performance deles.

Ouvi certa vez que o segredo da criatividade é não revelar suas fontes. Você estará lutando contra algo que é da natureza humana.

Vamos imaginar agora uma outra situação. Uma empresa está promovendo um concurso cultural em que todos podem convidar seus amigos porém, se um de seus convidados ganhar o concurso, automaticamente você ganha também. Agora a situação muda de figura: você não está mais concorrendo com seus amigos, você está formando um enorme time de pessoas que vão lutar para que você ganhe.

Veja esse trecho de “Uma mente brilhante” em que Jonh Nash conclui que a cooperação (em que cada um do grupo procura a melhor posição para si e para o grupo) é uma solução melhor do que a competição (em cada um procura a melhor posição unicamente para si no “jogo”).

Imagem de Amostra do You Tube

Outro exemplo de modelo cooperativo são campanhas em que as pessoas competem em grupos – o que eu chamo de “interação Mafia Wars” em alusão ao jogo social. Imagine uma campanha em que as pessoas só podem participar inscrevendo um grupo de mais 9 amigos. Só competem entre si grupos de 10 pessoas – uma campanha coopetitiva. Com isso, sua campanha conseguirá se difundir entre redes “glocalizadas” (redes densamente povoadas localmente com ramificações com outras redes globais, como na imagem a seguir).

Como outro exemplo, entenda o modelo de negócios do site www.queremos.com.br que se propõe a juntar pessoas para viabilizar shows de bandas idolatradas por essas pessoas.
Vale a pena ler o que está escrito no site sobre o modelo de negócios praticados por eles:

Como funciona?
Identificada a possibilidade da realização de um evento, levantamos os custos de produção. Sabendo desse valor, dividimos o total em quantas unidades forem necessárias para se tornar viável a compra por um fã (no Miike Snow foram 100 unidades de R$ 200, no Belle & Sebastian e no Two Door Cinema Club, 280). Chamamos esses de ingresso-reembolsável.

Com o valor mínimo necessário assegurado, o evento é confirmado e inicia-se a venda de ingressos normais para o público. Todos que compraram o ingresso-reembolsável tem direito a um reembolso proporcional a venda de ingressos, podendo ir de zero até ao valor integral.
No caso do Miike Snow e Belle & Sebatian, todos que compraram o ingresso-reembolsável assistiram ao show de graça.

Esse modelo é algo completamente novo no Brasil e ainda engatinha no mundo, chamado de crowdfunding (que já mencionei aqui no blog. Pesquise mais no site www.crowdfundingbr.com.br). É um modelo baseado na cooperação, não mais na competição.

As pessoas se juntam para viabilizar um show e ainda tem a chance de receber o dinheiro pago de volta. Esse modelo pode se espalhar para as mais diversas áreas do mercado. Imagine pessoas que se mobilizem para comprar uma fábrica de sabonetes que fabriquem sabonetes para elas e que o lucro da venda para o mercado seja revertido para o próprio grupo ou, em um exemplo mais nobre, para a comunidade. É a reinvenção do capitalismo.

Quando for elaborar uma campanha pense na motivação do consumidor para divulgar a notícia. Pense se a interação entre os consumidores é competitiva ou cooperativa. Pense em como fazer com que eles se juntem em grupos para vencer. O caráter competitivo ou cooperativo da campanha será crucial para a sua viralização ou não.

Estudo de case de marketing digital nº7: Eletronic Arts e Tiger Woods no YouTube

Este case está exposto na 4ª edição do livro Google Marketing. Caso tenha um case de sucesso em marketing digital, mande para mim. Eu posso colocá-lo no meu blog e no livro.

Hoje, vamos explorar um cenário de administração de crise feito de maneira brilhante pela Eletronic Arts. Muitas empresas recebem críticas por meio das redes sociais, mas a maioria não está preparada para fazer um bom gerenciamento de crise e responder com o tom certo. As empresas que têm um departamento de Social Media eficiente e conhecedor do público-alvo saem na frente e conseguem reverter completamente a situação de crise.

Muitas empresas, inclusive nem prestam atenção nas mídias sociais. Uma coisa eu posso garantir: o fato de sua empresa não estar nas mídias sociais, não quer dizer, realmente, que ela não esteja lá. Sua empresa certamente está sendo falada nas mídias sociais, você só não está participando da conversa. O que é pior, tendo consumidores “falando pelas suas costas” porque você virou as costas para eles.

Vamos analisar o case da Eletronic Arts, a segunda maior editora de vídeos no mundo e produtora dos clássicos jogos da FIFA, Need for Speed e The Sims. Eles dominam também a produção dos jogos de esportes mais jogados pelos norte-americanos, como o Golf, Futebol Americano e Basquete.

Um usuário do YouTube “Levinator25″ ao jogar “Tiger Woods 09″ em seu Xbox 360 descobriu uma falha do jogo, onde o Tiger Woods conseguia andar sobre a água para rebater uma bolinha perdida na água. O usuário fez um vídeo sobre isso e colocou no YouTube, falando do erro e chamando este de Jesus Shot. Na última vez que conferi estava com pouco mais de 1 milhão de visualizações.

Imagem de Amostra do You Tube

A EA produziu um vídeo se defendendo, para gerenciar a situação e enviou como vídeo resposta no YouTube. No vídeo eles mostram Tiger Woods andando na água para rebater uma bola no meio da lagoa, ou seja, o jogador de Golf de verdade fazendo exatamente o que o vídeo mostra no jogo do vídeogame. No final a frase: “Não é um erro do jogo. Ele é bom assim mesmo!”

Imagem de Amostra do You Tube

O vídeo virou um dos melhores virais de 2009, na ultima vez que conferi a quantidade de visualizações do vídeo já possuía mais de 5,3 milhões. Comparado com a crítica enviada pelo usuário, o vídeo resposta da EA foi visualizado 5 vezes mais; fora o conteúdo interessante e inclusive promovendo o jogo e o melhor jogador de golf do mundo.

Algumas empresas, em uma crise, se recolhem aos seus QGs para pensar em como revidar. Se a propagação já aconteceu, por que não pegar carona nela? Inverta o fluxo, aproveite a divulgação para fazer a propaganda. É o público que diz o que sua empresa deve fazer, nesse caso a EA soube muito bem aproveitar a onda que o seu público já estava gerando.

O coeficiente viral de uma campanha – as bases do marketing viral

O marketing viral é um poderoso gerador de tráfego para qualquer site que tenha um conteúdo que agrade o público. O problema é saber o que agrada o público. Existem algumas obviedades como entretenimento, simplicidade, relevância, porém, mesmo que um site, campanha ou aplicativo de iPhone tenha todos esses ingredientes, ainda assim, não será certeza de sucesso.

Trago para vocês nesse post um indicador de resultado importante para se entender uma campanha de marketing viral – o coeficiente viral. Esse conteúdo é explorado com mais profundidade no Google Marketing 4ª edição e nos treinamentos Google Marketing que são dados em todo o Brasil. Vamos a ele.

Quando você consegue gerar um tráfego muito grande (investindo fortunas em links patrocinados, por exemplo) a chance de sua campanha viral dar certo aumenta, simplesmente porque você atingirá mais alfas (os influenciadores mais poderosos), mais multiplicadores (os 9% que interagem com a informação, mas não a criam, simplesmente a replicam) e mais gente que gostará da campanha, por pior que ela seja.

Provavelmente, você já viu algum dos vídeos virais da T-Mobile. Ações de guerrilha unidas a vídeos no YouTube costumam dar muito certo. Veja o número de vezes que esse vídeo foi visto no YouTube

Imagem de Amostra do You Tube

O segredo para manter uma campanha sempre em alta é monitorar a campanha para corrigir rumos rapidamente para que ela não acabe e você não tenha descoberto o que faz o coeficiente viral aumentar.

Coeficiente viral? Não se assuste com o termo, eu explico. Calcula-se o coeficiente viral com uma conta simples.

Tome a seguinte situação. Você tem uma campanha de adesão em que o consumidor deve colocar o email dele em um formulário. A primeira variável para calcular o coeficiente viral é o número de amigos que cada consumidor que aderiu à campanha convida em média, “x” amigos.

Se você tiver 1 mil consumidores e o total de amigos convidados for de 5 mil, isso significa que cada consumidor (que postou o seu email no formulário e, portanto, se tornou um membro da campanha) convidou em média 5 amigos, esse será o valor de x. Lembre-se de que aqui vale o Princípio de Pareto (ou, em ma versão mais cool, a “Cauda Longa”): alguns convidaram 100 amigos e a maioria convidou dez, três ou nenhum amigo).

A outra variável é a taxa de conversão dos amigos convidados. Por exemplo, digamos que daqueles 5 mil amigos convidados do exemplo anterior, só 50 amigos se cadastraram na campanha deixando seu email no formulário. Esse número é o “y”, nossa segunda variável, que no caso, será de 1% ou 0,01.

O coeficiente viral é obtido com uma simples conta de multiplicar “x” por “y”. Se esse produto for maior do que 1, a campanha é viral e aumenta quanto mais usuários ela tiver. Se for menor do que 1, ela estará morrendo. No caso, nosso coeficiente é de 5 * 0,01 = 0,05. Um coeficiente extremamente baixo.

Suponhamos, contudo, que a média de amigos convidados seja de 50 amigos e que a taxa de conversão seja de 3% (0,03), nosso coeficiente viral será de 50*0,03 = 1,5. Essa é uma campanha viral. Ela está aumentando sua velocidade de adesão à medida em que aumenta a quantidade de amigos.

Quando você atinge uma massa crítica de “alfas” eles espalham sua marca para uma grande quantidade de amigos e a campanha alcança altos coeficientes virais. Os “multiplicadores” são os responsáveis por fazer com que esse coeficiente não fique abaixo de 1.

O livro Viral Loop, de Adam Penenberg, esmiuça o coeficiente viral de várias empresas que cresceram usando a estratégia do Grau de Atividade do Consumidor em mídias sociais. Ele detalha em um texto bem elaborado a história de crescimento do Flickr, do Facebook, do e-Bay, do MySpace, do Paypal e vários outros negócios que cresceram sobre o marketing viral. Vale a pena ler.

É importante acompanhar a todo o momento o coeficiente viral da campanha para que se tenha certeza de que ela está crescendo e não, morrendo. Caso perceba que a campanha está diminuindo seu coeficiente viral, deve-se atuar nela, promovendo alguma inovação ou novidade (será bom ter algumas novidades dessas na manga). Você só descobrirá se uma novidade aumenta o coeficiente viral ou não, testando-a.

Você descobrirá que algumas ações darão muito certo, outras nem tanto. Quem dirá isso é o público, não você. Por exemplo, tentar desenvolver conversas no Twitter não dará muito certo porque cerca de 71% dos tweets não são respondidos. É mais fácil desenvolver tais conversas com seu público em blogs ou no Facebook.

Por outro lado, o Twitter tem várias ferramentas de ativação de campanhas que podem ser muito úteis, por exemplo o TwtQpon, que cria cupons de desconto enviados via Twitter, muito bom para comércios que divulgam nas redes sociais, e o TwtVite, para convidar usuários do Twitter para participar de eventos criados, ver as respostas que estes deram dentre outras funções.

Agora que você entendeu o que forma a base do marketing viral, use a criatividade para que sua campanha se viralize.

Achei um infográfico interessante sobre o assunto de marketing viral que será útil para você.

Estudo de case de marketing digital nº6: Twelp Force Campaing – Best Buy

Lhe trago hoje um case de utilização do Twitter com um uso diferente do “acabei de tomar banho e estou indo jantar”. Como um SAC extremamente eficiente.

A Best Buy tem uma das melhores equipes de vendedores na área de tecnologia em suas lojas, isso porque todos seus funcionários são especialistas no assunto e antenados nas últimas novidades. Mas a rede queria prestar o serviço da Equipe Azul (Blue Shirts) não somente nas lojas físicas, ampliando a assistência para qualquer usuário com dúvidas sobre tecnologia.

Para conseguir isso optou por uma ideia bem simples, uma conta no Twitter onde todos os funcionários da Best Buy tinham acesso, o perfil no Twitter é o TwelpForce (http://twitter.com/twelpforce) – Twelp é uma junção das palavras Twitter+Help. Com a criação desse perfil no Twitter a Best Buy consegue responder dúvidas de todo o mundo.

Para o indivíduo que está com dúvidas também é muito simples e cômodo, pois ele precisava somente mandar um Reply para a conta no Twitter e após poucos minutos recebe uma resposta. Simples, rápido e de graça.

Fora esse serviço criado para ajudar consumidores ou potenciais consumidores, com a criação desse canal direto com o consumidor a Best Buy consegue uma grande fidelização desse público, além de dados importantes como a demanda de seu público em tempo real.

Na última vez que acessei o site já haviam mais de 41 mil tweets enviados, isso significa que responderam a essa grande quantidade de dúvidas dos consumidores durante este tempo.

Dê uma olhada no vídeo da campanha, apesar de estar em inglês, é bem visual:

Imagem de Amostra do You Tube

Muita gente já está no Twitter, nada mais natural do que utilizá-lo como um canal de comunicação para a marca. Sendo o Twitter uma ferramenta de resposta rápida, associar o SAC e ele significa dizer que o SAC resolverá rapidamente também seus problemas.

A partir do momento que a empresa toma a atitude dessa campanha, não é possível deixar de cumprir o posicionamento da rapidez. Imagine um tweet perdido na timeline durante 4 ou 5 horas sem resposta acumulando-se sobre outros igualmente ignorados. Se for isso que você imagina que iria acontecer na sua empresa, caso adotasse a tática da Best Buy, é melhor continuar com seu atual canal de comunicação atemporal e mais lento.

Uma ação dessa natureza se inicial no 1ºP, verificando quais os problemas mais frequente e qual o melhor canal de comunicação com o consumidor, posteriormente, no 2ºP você fará o projeto que deve contemplar as diversas áreas envolvidas da empresa. Desde o RH para a verificação de contratação e treinamento até os colaboradores que deverão atuar no SAC. Só depois você partirá para o 3ºP – produzindo o site e a comunicação da ação – e assim sucessivamente.

Como sempre digo, Internet é um ambiente online que conversa continuamente com o ambiente offline. Os dois devem estar completamente integrados, senão há o enorme risco da ação, seja ela qual for, não dar certo por estar “capenga” ou do online, ou do offline.

Site: http://twitter.com/twelpforce
Vídeo: http://conra.do/dHRdyX

Exploro mais estratégias de utilização do Twitter nos Treinamentos Google Marketing que ministro por todo o país e no livro Google Marketing.

Estudo de case de marketing digital nº5: Starbucks nas mídias sociais

Hoje eu trago um case da lendária marca Starbucks, que aportou aqui pelo Brasil há pouco tempo, porém, nos EUA é uma marca que tem uma cafeteria em cada esquina. A Starbucks segue a estratégia de fazer concorrência consigo mesma e não dar espaço para a concorrência.

No livro Google Marketing mostro esse case e explico a teoria sobre inovação aberta e sua influência na economia (com relação a esse tema, leia o livro “Open Innovation”- http://www.openinnovation.net/books/). Os livros “O Futuro da Competição” e “A empresa co-criativa” também vai ajudá-lo, apesar de falar mais sobre “co-criação”.

Mesmo as grandes marcas que já construíram uma gigante reputação no mundo offline precisam da Internet para manter uma marca que se identifique com o público nos tempos atuais. Um exemplo disso é a Starbucks, maior franquia de café do Mundo e já tem uma marca conhecida por milhares de pessoas. Mesmo assim, segundo Howard Schultz CEO da empresa, em 2008 a Starbucks começou a sofrer uma perda do tráfego de pessoas nas lojas e consequentemente nas vendas; após isso resolveu abrir os olhos e se aproximar do público para entender o porque desse afastamento.

A melhor maneira encontrada pela cafeteria foi a criação de um canal de comunicação na Internet onde é possível que os usuários adicionem ideias que tenham para melhorar a Starbucks, uma vez cadastradas essas ideias outros usuários podem entrar e apoiar ou descordar dessa ideia. Um ambiente totalmente colaborativo onde cada um diz como pode a Starbucks pode melhorar e ficar ainda mais com a cara de seus reais usuários. O site foi lançado em 2008 e é mantido até hoje, coletando mais e mais ideias, no total são mais de 250 mil usuários cadastrados, ele pode ser acessado no endereço: http://mystarbucksidea.force.com/.


Fora esse fórum criado a Starbucks também investiu na criação e gerenciamento de suas redes sociais, atualmente contabiliza um total de 22 milhões de participantes nessas redes. No Facebook é a marca com mais fãs, chegando perto dos 14 milhões de usuários; no twitter tem mais de 1 milhão de seguidores; o canal do YouTube tem 5 milhões de visualizações; no Foursquare 2,25 milhões de Checkins.

Uma tendência que vou falar muito nesse blog é a de inovação aberta. Contar com as pessoas que estão ligadas a sua marca para melhorá-la. Quanto mais amada é uma marca – lovemark – mais fácil será de fazê-lo. A Starbucks é uma marca amada em todo o mundo, em especial no EUA, e isso facilitou em muito a adesão dos consumidores a a utilização do seu Grau de Atividade para dar ideias para melhorar a marca.

A marca tem um papel de tecer um pano de fundo da identidade do consumidor que a adota. Melhorar a marca significa torná-la parecida com aquilo que eu quero ser. É uma relação simbiótica em que a marca molda o consumidor e o consumidor molda a marca. O resultado dessa relação mútua é um pouco a cara do consumidor e um pouco a cara do que a empresa constrói para a marca.

Há um vídeo interessante (está em inglês).

Imagem de Amostra do You Tube

Quando sua empresa abre o processo de criação da marca para o próprio mercado auxiliar nesse construto, sua marca naturalmente, obtém maior aderência ao mercado. Processos de inovação aberta cumprem bem esse papel.

Site: http://mystarbucksidea.force.com/.
Para saber mais http://conra.do/i3fdhB

Caso queira entender melhor sobre a questão abordada nesse case, dê uma olhada no livro Google Marketing e participe de um dos Treinamentos Google Marketing que ministro em várias cidades do país.


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