Categoria: 6ºP: Propagação

Redes sociais + mídias sociais como ferramenta de divulgação da sua marca

Uma maneira de divulgar sua marca que divulgo muito é por meio de conteúdo relevante. Falo bastante isso porque o que as pessoas disseminam é conteúdo, seja ele um vídeo engraçado, um infográfico ou uma música em mp3. Quando você cria conteúdo e o divulga na internet, ele é mais facilmente compartilhado pessoa a pessoa do que fazer uma propaganda da sua marca.

Muito mais consumidores enviariam para um amigo um vídeo que mostre como o um cão arteiro cria maneiras de roubar o sanduíche da mão do dono do que um vídeo institucional que mostre as dependências de um pet shop. Se o vídeo do cão tiver uma assinatura “se o seu cão é um artista, traga ele no nosso pet shop. Nossa tratamento fará ele se sentir uma celebridade”, tanto um vídeo quanto outro terão mesmo objetivo – divulgar o pet shop, porém, o primeiro será muito mais eficiente.

Pensar em diversas maneiras de criar tal conteúdo é uma tarefa divertida, basta entender as motivações do consumidor em passar para frente uma determinada informação. Um consumidor geralmente passa para seus mitos algo que tenha gerado valor para ele e que ele saiba que vai gerar valor para o amigo. Tal valor pode vir na forma de algo que seja útil, de algo que seja engraçado ou de algo que seja inédito ou surpreendente além de mais duas ou três outras características.

Útil, engraçado, inédito ou surpreendente são adjetivos, ou seja baseado em percepções pessoais. O que é útil para mim pode não ser para você. Isso nos leva ao primeiro movimento que temos que dar em uma ação digital: conhecer muito bem o público-alvo da ação. Descobrir suas necessidades e desejos é essencial para uma ação de sucesso.

Uma vez que você descubra o que gera valor para o seu público-alvo, você deve produzir o conteúdo e promovê-lo. Se você já leu o livro Os 8Ps do Marketing Digital, sabe que vai veiculá-lo nas mídias sociais de conteúdo. Se você tiver fazendo um vídeo, a opção óbvia é o YouTube. Se for uma apresentação de slides, SlideShare e assim por diante.

Veicular não significa distribuir. Na economia puramente de átomos, tínhamos empresas que se concentravam somente em veiculação, outras que tinham como objetivo a distribuição e várias outras que perfaziam a indústria da comunicação. Hoje, tal indústria cabe em um notebook. Você pode produzir um vídeo no celular, fazer o upload para veiculá-lo no YouTube e distribuí-lo nas redes sociais. Será nelas que a distribuição ocorrerá de forma mais intensa de pessoa para pessoa.

O Google também será uma peça importante nessa distribuição caso se concentre na otimização desse conteúdo. Porém, se associar Google com Facebook (atualmente o maior Player em compartilhamento de informação devido à facilidade que ele permite tal compartilhamento por parte do consumidor) seu resultado será potencializado. Pessoas encontram o seu conteúdo no Google em um link na busca natural apontando para uma mídia social de conteúdo e com artilham esse conteúdo no Facebook.

Pense sempre em conteúdo relevante. Vejamos alguns exemplos:
- vídeos engraçados no YouTube de cachorros fazendo arte para divulgar um pet shop
- vídeos úteis no YouTube ensinando como montar um móvel para marcas de ferramentas
- fotos úteis no Flickr com infográfico sobre como fazer um currículo para uma empresa de recolocação
- apresentação com dados surpreendentes de slides no SlideShare sobre as ruas de São Paulo com mais furtos de automóveis para uma empresa que venda seguros de automotivos

Com tal estratégia você conseguirá divulgação gratuita da sua marca a partir dos próprios consumidores nas redes sociais. Sem dúvida uma maneira de você diminuir muito o seu custo de conversão e aumentar o seu tráfego a partir das redes sociais.

FInalmente, Social Commerce

Na segunda edição do Google Marketing, em 2008, falei de uma tendência que prometia muito, o comércio social, ou s-commerce. Naquela época ainda não havia uma rede social flexível para possibilitar tal ação por parte das lojas.

O programa de filiados é uma espécie de s-commerce, porém, bem low profile. Faltava tecnologia e um grande player para apoiar a tendência e transformá-la em realidade. Eu disse “faltava”. Em algumas palestras e em um post, já havia falado na relação entre o comércio por catálogo e pela internet.

Após um projeto de um ano, o Magazine Luiza lança sua plataforma social de venda C2C – consumidores vendendo para consumidores produtos do Magazine por meio de redes sociais. Como eu diria: poético :)

Esse movimento, certamente, vai mexer com o mercado e muitos outros players o seguirão. Aparecerão empresas para criar estratégias de s-commerce para e-commerces. Entraremos em uma nova era de micro-segmentação em que o comércio irá se integrar ao social. Para quem leu o livro 8Ps, em que o mercado econômico irá se integrar melhor ao mercado social. Talvez essa ação seja o elo perdido para tal integração.

É claro, saiba que você ganhará amigos vendedores, o que, dependendo do amigo não vai lhe agradar muito, porém, o amigo invasivo você perdoa, a marca, não.

 

Mensuração de resultados em mídias sociais

Mensurar resultados em redes sociais é a mais complexa das tarefas, principalmente porque muitos tentam enquadrá-las nos mesmos critérios de mensuração de emails marketing (taxa de abertura, taxa de cliques, conversão em pedido etc.) ou em métricas de otimização de sites (número de visitas, taxa de conversão dos visitantes) ou links patrocinados (retorno sobre investimento) e por aí vai.

A mensuração em redes sociais é diferente. Os principais critérios são baseados em capital social, não financeiro. Lembre-se sempre com a coexistência de dois mercados: o mercado social, baseado em reputação, e o mercado econômico, baseado em dinheiro.

As redes sociais estão no mercado social. Ele tem critérios diferentes dos critérios do mercado econômico. A reputação, o engajamento a credibilidade são as novas moedas que você acumula quando aumenta seu capital social. As métricas de rede social medem whuffies e não cliques. Uma está razoavelmente ligada a outra da mesma maneira como o whuffie está ligado ao PageRank – um pode ser revertido no outro, mas isso tem que ser feito do jeito certo.

Encontrei uma apresentação bem interessante que partilharei com vocês

Para mensurar resultados em redes sociais, você precisa se preocupar principalmente com três critérios:

■ Engajamento (o quanto as pessoas estão se engajando junto à sua marca): quantos fãs sua marca passou a ter no Facebook, quantas pessoas estão assinando seu RSS ou podcasts, quantas pessoas estão se inscrevendo no seu canal do YouTube, quantos seguidores passou a ter no Twitter, quantas de vezes o post foi “favoritado” etc.

■ Buzz (o quanto sua marca está gerando de barulho na internet): quantos retweets sua marca está gerando, quantos comentários em posts do blog, quantas novas citações sua marca teve no Google, quantas referências no Twitter por dia, quantas vezes a sua marca saiu na mídia etc.

■ Conversão (o quanto sua marca está sendo convertida para o mercado econômico): quantas vendas foram geradas vindas de mídias sociais, quantos leads foram gerados, quantos emails foram captados etc.

O natural é, primeiramente, o engajamento, depois o buzz, depois a conversão em compras. Se está seguindo essa trilha, está no caminho certo. Essa ordem é a mesma que venho falando durante todo o blog. O engajamento significa: pessoas adotarem sua marca como uma das elaborações de sua própria identidade. Isso gera buzz, pessoas falando sobre sua marca, o que naturalmente se converte em vendas. Todas essas métricas devem ser contabilizadas no período e deve-se mensurar qual o crescimento com relação ao período passado.

Há várias ferramentas para lhe indicar o quanto está se movendo em cada uma das métricas apresentadas. Conheça algumas dessas ferramentas a seguir:

Scup
Uma ferramenta produzida por brasileiros, com texto em português e bem explicado. Contudo é uma ferramenta paga. Com ela é possível monitorar a marca, publicar e se relacionar, além de produzir relatórios.

How Sociable
Uma ferramenta de monitoramento na web que indica as diversas redes e pontos de contato da marca dentro desses ambientes. Ele também pontua a marca por pontos de contato, quanto maior a pontuação melhor sua marca está posicionada na internet.

Addict-o-matic
Quando buscamos um termo, o site o identifica dentro de algumas redes sociais e sites específicos. Mostra já na primeira tela os resultados mais recentes, muito prático de utilizar.

Graph Edge
Ferramenta que funciona como uma espécie de Analytics para o twitter.

Twitter Counter
Com esta ferramenta é possível fazer diversas análise e comparar até três usuários do Twitter. Bem simples de utilizar.

Twazzup
Pega o termo buscado e varre os últimos acontecimentos do Twitter, listando hashtags, tweets e fotos vinculadas a rede.

Tweet Stats
Com o Tweet Stats instalado e configurado, você recebe dados estatísticos sobre a sua conta do Twitter. Por dia, por hora ou somente pelas replys; é configurável.

Twitter Grader
Faz um ranking dos usuários, basta inserir o nome do usuário e seguindo alguns critérios elabora esse ranking por região que o usuário está.

Retweet rank
Indica a quantidade de vezes que você teve um tweet retweetado nos últimos dias.

Klout
Por meio de uma análise no perfil do usuário no twitter esse site indica qual o seu perfil na rede.

Objective Marketer
Ferramenta bastante completa para gerenciar campanhas realizadas no Twitter. É possível ver as estatísticas conforme as ações forem acontecendo. É mensurável por período e por tweet também.

Collecta
Ferramenta procura por um termo no Twitter, mostrando todos os pontos de contato com a marca. O timeline dele é muito boa, atualiza rapidamente.

Infegy
Ferramenta de monitoramento com clientes como LandRover, Pizza Hut, 3M, Nasa dentre muitos outros.

Who’s Talkin
Ferramenta gratuita que também faz monitoramento de marca em mídias sociais.

Há uma outra apresentação bem bacana no SlideShare que merece ser vista:
http://slidesha.re/fCFLqq – Apresentação de slides sobre mensuração em mídias sociais.

Algumas táticas de “Link Building”

Se você está lendo esse blog com frequência, já deve saber da importância que o Google dá para links externos ao seu site, os chamados “links de entrada”. A maneira mais sólida de conseguir links é gerando conteúdo de qualidade.

Eu sempre defendo a ideia de um bom conteúdo atraindo links – essa é estratégia que mais tem dado certo ao longo dos anos. O objetivo da produção de conteúdo em seu site é fazer com que seu site se torne uma referência no assunto que você comercializa. As pessoas pesquisam constantemente sobre assuntos dos mais diversos procurando uma solução para seus problemas ou procurando como sanarão um desejo latente.

Pessoas pesquisam por palavras-chave o tempo todo no Google. Por que todas essas pesquisas não podem parar no site de sua empresa?

Quando você se torna uma referência na rede, outro fenômeno acontece naturalmente – começa a ser chamado por repórteres para ser fonte de notícias. É isso mesmo.

Atualmente, devido à necessidade de cortar custos, a maioria das redações de veículos está terceirizando suas matérias com repórteres que trabalham a partir de seus computadores, em suas casas. Aquela época em que os repórteres ficavam nas redações está no fim

Muitos deles já cortaram até os revisores, transferindo a responsabilidade por um texto gramaticalmente correto para os próprios repórteres, que nem por isso passaram a receber mais.

Como os jornalistas fazem suas matérias de sua própria casa, a única ferramenta de que dispõem para pesquisa de fontes para assuntos que o jornal lhes encomendou é a internet. Geralmente fazem uma busca no Google sobre o assunto a ser escrito, clicam em meia dúzia de sites para ler mais sobre o assunto, pesquisam quais as pessoas que escreveram os textos encontrados, entram em contato com elas e, na maioria das vezes, fazem uma entrevista por email ou por telefone. Eu mesmo já saí em diversas revistas e jornais de negócios a partir desse processo.

Matérias sendo veiculadas com seu nome potencializam os resultados para seu negócio. Seu nome passa a ser visto na web, mas também em veículos impressos, que, para muitos, ainda têm mais credibilidade do que a própria internet. Você passa a migrar da produção de conteúdo in site para a produção de conteúdo off-site a respeito de você.

Outra informação importante: é muito mais fácil para uma pessoa física ser citada como fonte de uma notícia do que uma empresa, uma pessoa jurídica. Muitos empresários tentam em vão divulgar as marcas de suas empresas, não percebendo que eles próprios são os melhores veículos de divulgação de sua empresa. Diante disso uma boa estratégia é você, pessoa física, representar seu negócio.

“A internet não é uma rede de computadores, é uma rede de pessoas”, lembra-se?

Pessoas acreditam em pessoas. Então, ponha uma pessoa para ser a representação de sua empresa e humanize sua marca mais rapidamente na web.

Os blogs não estão ganhando o mundo e influenciando comportamentos à toa. A opinião de um blog parece-nos muito mais confiável do que a opinião de um anúncio de revista pago falando bem sobre seu anunciante. É como pagar a alguém para falar bem de você. Já falamos isso aqui, e repito para que você não se esqueça – isso não tem gerado credibilidade suficiente para se transformar em um volume de vendas que valha o preço do anúncio. Blogs são escritos por pessoas.

O Twitter cresce de forma espantosa, contudo, os perfis que mais crescem são os perfis pessoais, não os profissionais. Para ver isso, basta comparar o número de seguidores do perfil de uma empresa e o perfil do proprietário ou diretor dessa mesma empresa.

Nessa mesma linha de raciocínio, você pode potencializar ainda mais tal estratégia. Uma das maneiras mais poderosas de ser divulgado na mídia é brigar com afinco e verdadeiramente por uma causa humanitária (é lógico que você precisa acreditar na causa que defende).

Seja uma referência no campo em que atua e além de ser chamado para ser fonte de jornalistas, também será tomado como fonte para os próprios consumidores. Isso gera a credibilidade necessária para que suas aparições se transformem em vendas. Misture a imagem de sua empresa à sua própria imagem. Isso é uma estratégia válida para aqueles que tem planos de fazer a empresa realmente dar certo. Se seus planos são somente ganhar dinheiro logrando o mercado, esqueça tal estratégia.

Pessoas acreditam em pessoas. Lembre-se disso.
■ Se você é o proprietário de uma farmácia, crie um blog que fale sobre medicamentos e suas diferenças, crie um fórum de discussão para que os consumidores possam expressar suas opiniões sobre genéricos e sobre a indústria farmacêutica, crie um blog para auxiliar as pessoas a escolherem o melhor remédio para seus males, venda medicamentos pelo site etc.

■ Se você tem uma loja de instrumentos musicais, mostre vídeos no YouTube com você dando aulas de como se toca cada instrumento que vende, disponibilize partituras em seu site por meio de e-songbooks, use o site e o MySpace para divulgar novas bandas, crie um fórum para que músicos se encontrem e formem novas bandas, utilize o Google Agenda para mostrar shows de bandas iniciantes, aproveite e use o Google Maps para mostrar os locais onde tais bandas tocarão etc.

■ Se você é um consultor de marketing, ensine empresas pequenas e fazerem suas próprias peças publicitárias com um vídeo no YouTube apresentado por você, mostre-lhes dados do mercado em uma apresentação de PowerPoint no SlideShare, atualize conteúdo sobre as últimas tendências no Via6, divulgue um ebook com conteúdo de qualidade em seu blog, crie um podcast que fale sobre as melhores campanhas de todos os tempos etc.

■ Se você tem uma confecção, dê dicas de moda com podcasts, fale sobre os últimos desfiles em posts em seu blog, mostre fotos no Flickr de como combinar roupas nas diversas estações do ano e nas diversas situações da vida (trabalho, casa, festas), indique livros sobre o assunto utilizando o Boo-Box, use o Twitcam para indicar roupas para o dia etc.

■ Se você tem uma loja de móveis, mostre fotos sobre como combinar móveis com cada ambiente, ensine pelo YouTube a limpar os móveis para conservá-los por mais tempo, mostre em uma apresentação de slides as decorações das casas dos “famosos”, mostre como montar sua estante ou como fazer uma pátina, dê soluções de móveis práticos para espaços pequenos,etc.

Outra maneira de gerar links para seu site é criar uma tática de badge. Um badge é um selo, como pode ser visto no site da Zappos, que as pessoas copiam o código e colam em seus sites ou blogs para expressar seu amor pela marca ou por uma causa.

Imagine que você tenha um pet shop e abrace a causa de adotar, ao invés de comprar, cachorros e outros bichanos. Você pode criar um selo “Eu adoto animais”. Esse selo terá um código html associado que, quando alguém copiar o código em seu site, o badge aparecerá no blog ou site e terá um link para o site original, do seu pet-shop.
Levante uma bandeira, defenda uma causa humanitária.

Uma das minhas empresárias favoritas é Anita Roddick, fundadora da Body Shop. Em uma época na qual termos como responsabilidade social, ecologia e meio ambiente não tinham nenhum significado para a maioria dos habitantes do planeta, ela já levantava a bandeira das causas humanistas. Anita definia sua empresa, que de uma lojinha do interior da Inglaterra transformou-se em uma das mais respeitadas empresas de cosméticos do mundo com mais de duas mil lojas e 50 países, como uma “empresa de comunicação, com especialidade no ramo de cosméticos, que faz dinheiro com seus projetos e reinveste em campanhas pelos direitos humanos”.

Outra personalidade que levanta uma bandeira defendendo uma causa que nada tem a ver com sua carreira é o cantor Sting. Depois de conhecer o cacique Raoni, em uma visita à Amazônia, no final da década de 80, passou a defender a causa da ecologia. Aliás, entre cantores e artistas isso é bem comum. Integram a lista de defensores dos mais fracos Madonna, Angelina Jolie, Bono Vox e vários outros.

Muitas vezes carreiras e empresas são impulsionadas por uma causa humanitária – muito mais do que por produtos e serviços. Defender a vida e o ser humano é mais importante do que vender produtos. Os links são criados e os produtos praticamente se vendem sozinhos depois disso. A internet é uma rede formada por seres humanos. Ela acolhe muito bem causas humanitárias devido ao engajamento que a internet promove. O engajamento digital foi um dos fatores que elegeram Obama.

Quando as pessoas acreditam em algo e não tem que fazer tanto esforço para promovê-lo, elas o fazem. A internet exige muito pouco esforço, apenas um Retweet ou um email para sua lista de amigos, ou ainda uma indicação no Facebook. Isso faz com que a mensagem se espalhe muito rapidamente. É isso que faz com que a internet gere tanto engajamento.

Você pode criar, por exemplo, um badge em que, para cada badge colado em sites e blogs, a empresa doará R$ 1 para alguma instituição de caridade.

Outra tática para criar links é parecida com a do badge. Criar um aplicativo como um contador de visitas ou um medidor de IMC. Esses aplicativos são chamados de widget e geralmente são desenvolvidos em Javascript, DHTML ou Flash.

Digamos que você tenha um salão e um serviço de buffet para festas e você quer explorar o mercado de festas de 15 anos. Você pode criar um aplicativo que faça a contagem regressiva do número de dias que faltam para a festa de 15 anos de uma menina que resolver copiar e colar o código do aplicativo. Ela colará esse aplicativo no blog dela com os dizeres “Amigas, faltam apenas xx dias para minha festa. Peça o seu convite”.

O aplicativo pode ter uma assinatura como “Powered by XPTO” com um link para seu site. O aplicativo é gratuito e a função dele é de gerar um link para o site da sua empresa. Imagine que esse aplicativo pode ser feito para aniversários “Faltam xx dias para o meu aniversário”, independente da idade. Pode ser desenvolvido para o mercado de eventos “Faltam xx dias para eu ir para o show do Dave Matthews Band”. As aplicações são inúmeras.

Você pode criar jogos também. Joguinhos simples e originais. Dê uma olhada em www.orisinal.com. Lembro-me de jogos que aproveitaram a oportunidade de algum evento como a bolinha de papel que jogaram no candidato à presidência José Serra (criaram um jogo em que o Serra aparecia e desaparecia na sua frente em diversos lugares diferentes da tela e você tinha que acertar uma bolinha nele) ou o caso do Zidane que deu uma cabeçada no jogador italiano Marco Materazzi na final da Copa do mundo de 2006 (criaram um jogo em que vários Materazzis vinham contra um Zidane em um campo e você tinha que eliminar um a um com cabeçadas).

Jogos centrados em casos que ganharam a mídia são sempre bem disseminados e você ganha links de referência. Veja o exemplo do site www.eternalmoonwalk.com, de uma rádio belga, que também ficou famoso no mundo inteiro. Esse site atraiu muitos links para ele próprio e para o site da rádio.

Fazer algo diferente sobre um acontecimento que todos já estejam comentando é sempre uma boa maneira de atrair links aproveitando a onda gerada pelo própria mídia de massa sobre um determinado acontecimento.

Fazer listas também atrai muitos links. Veja meu post sobre livros: http://bit.ly/dGje2y, foi um dos posts do meu blog que mais teve comentários e foi um dos mais espalhados no Twitter.

Outra tática: contrarie a lógica de que o que é de graça não tem preço e o que não tem preço, não tem valor. Dê gratuitamente algo que tenha muito valor. Imagine um ebook sobre o seu mercado que você venderia por R$ 100, mas resolveu oferecê-lo gratuitamente ao mercado. Isso gera links. Porém, preste atenção, tem que ser algo muito bom. Não pode ser mediano.

Para gerar links para seu negócio, você pode contar uma boa história também. Já disse e repito, a publicidade hoje em dia cada vez mais tem se resumido a contar uma boa história. Quanto melhor sua história, mais ficará no imaginário de seu público. Pessoas adoram uma boa história e você tem que se aproveitar desse fato. Marcas que tem boas histórias, são mais desejadas porque se aproximam mais do que as próprias pessoas vivem – as histórias das suas próprias vidas.

Se você analisar uma boa parte dos best-sellers atuais, eles são histórias. Quem mexeu no meu queijo, Pai rico, pai pobre, O código da Vinci, O monge e o executivo, Comer, Rezar, Amar, assim como todos os livros do Paulo Coelho. Não estou fazendo nenhum juízo de valor, apenas dizendo que as pessoas precisam de histórias que a tirem desse mundo tão conturbado e a levem para outra dimensão em que elas se sintam mais confortáveis. Crie essa dimensão, espalhe-a de maneira cuidadosa e minuciosa pela internet e espere que ela se multiplique sozinha. Quer um exemplo batido, mas verdadeiro disso? Lembra-se de “A Bruxa de Blair”? A promoção de sua empresa pode se basear em uma história que toque seu público-alvo. Isso fará com que sua marca chegue mais longe por conta de seu apelo. Quanto mais falarem da sua empresa, mais links serão criados para sua empresa.

Fazer entrevistas é uma boa maneira de atrair links. Digamos que você tenha um escritório de advocacia com foco em ajudar franqueados a se resguardarem de problemas com franqueadores. Você pode fazer várias entrevistas em vídeo no YouTube com grandes franqueados de franquias diversas para que eles contem quais os problemas que eles enfrentaram e como conseguiram resolvê-los. Vídeos que ajudem outros jovens franqueados a se livrarem de problemas descobrindo de antemão quais os problemas que uma franquia pode dar.

Você pode dizer que isso tirará clientes de você, pois eu lhe digo que isso lhe levará muito mais clientes, porque problemas a gente tem todo dia, independente se a gente os minimize ou não. O que você fará é ajudar jovens franqueados a diminuir os problemas, mas eles saberão que quando tiverem algum, será você que eles procurarão.

O seu escritório não está no negócio de “ganhar dinheiro com franqueados que tenham problemas”, mas sim, no mercado de “ajudar franqueados a resolver ou evitar problemas”. Quanto mais fizer isso, recebendo ou não para tal, mais bem sucedido será no seu negócio.

Crie um canal no YouTube para essas entrevistas e espalhe-as pela internet. Se você for uma empresa de cosméticos ou que venda soluções para velhice, pode utilizar a aplicação que foi desenvolvida para o site http://in20years.com, que mostra você com 20 anos a mais.

Outra maneira de gerar links é a técnica utilizada por Diogo Mainardi ao sempre gerar polêmica com seus comentários francos no estilo “doa a quem doer”. Escrever ou falar algo polêmico ou controverso sempre gerar comentários – positivos e negativos.

Mas, definitivamente, o que mais gera link é humor, porém, ele deve ser usado com muito cuidado. Charges, vídeos engraçados, frases bem humoradas etc. Veja o exemplo do perfil do Twitter @melhoresfrases com mais de 300 mil seguidores, inclusive, eu o sigo. #recomendo

Outra maneira muito eficiente de atrair links é fazendo pesquisas e divulgando-as. Divulgar pesquisas sobre seu segmento é garantia de veiculação na mídia. Entenda como são realizadas pesquisas de mercado e descubra que, com um custo muito baixo, sua empresa pode realizar uma pesquisa por email ou por telefone e divulgar o resultado na mídia. Procure por um assunto que seja de alta relevância para seu público-alvo e garanta que os resultados serão tabulados corretamente.

Digamos que você tenha uma empresa que vende equipamentos e instalação de circuitos fechados de TV para residências de alto padrão em Porto Alegre. Se você lê esse blog com muita atenção até agora, você sabe que não vende CFTV, você vende segurança.

Uma vez entendido isso, você pode promover uma pesquisa sobre o aumento da violência em determinadas áreas da cidade e divulgar essa pesquisa na mídia da cidade.

Lembra do filme Julie&Julia? Uma jovem dona de casa que adora cozinhar resolve fazer todas as receitas de um livro de receitas famoso e começa a postar seu dia a dia culinário em um blog. O blog vira livro, o livro vira filme. Associar seu nome ou marca a algo que já seja famoso é uma boa maneira de atrair olhares, principalmente se for fazendo algo que ninguém nunca fez.

Alguma tarefa quase heroica, hercúlea, gera ainda mais links. Você pode também fazer um mashup do Google Maps mostrando onde há maiores focos de violência na cidade com dados de delegacias e outras instituições. Você pode também escrever uma cartilha em PDF sobre como prevenir sua família de assaltos em casa.

Veja uma boa iniciativa em que mostra os preços dos combustíveis em uma determinada localidade. Você pode convidar um especialista em segurança para dar uma palestra pela internet (ou ao vivo) sobre segurança patrimonial. Que tal criar o ClubXPTO (XPTO é o nome da sua empresa) ? Um site em que pessoas darão o seu depoimento de como o CFTV salvou a sua casa de um assalto.

Divulgue um release da pesquisa e deixe o arquivo da pesquisa na íntegra no seu site para que as pessoas possam fazer o download mediante email.

Não se esqueça de convencer a sua assessoria de imprensa a lutar para que o repórter ponha o link para a sua empresa na publicação online do veículo. Nem sempre é possível e, para ser sincero, é bem difícil conseguir isso. Mas não custa tentar. Um link de um veículo importante na web é um bom link para a construção de page rank. A divulgação de press releases é sempre uma ótima maneira de gerar links. Há sites como o Maxpress especializados em divulgar releases (aliás, é um ótimo site para divulgar seus releases para jornalistas por canal, segmento e outras classificações).

Uma dica importante nesse quesito é trabalhar textos âncoras no release linkando para o seu site. Coloque o nome da sua empresa próximo à palavra-chave como texto âncora. Primeiro porque com isso, na busca, como o Google lê o entorno da palavra-chave, lerá e mostrará o nome da sua empresa. Em segundo lugar, há indícios de que com a busca semântica, as palavras em torno de uma determinada palavra-chave terão mais importância em uma próxima busca por essa palavra. Com isso o seu domínio – com o nome da sua empresa – pode ser beneficiado em uma busca futura devido a essa proximidade.

Mencione o nome da sua empresa logo no início do texto e coloque as palavras-chave mais importantes também no início. As palavras iniciais geralmente têm mais importância para o Google do que as finais.

Como já disse, algo que sempre chama a atenção de veículos e visitantes do seu site são listas do tipo “Top10”, “Os 20 melhores”, “Os 50 mais vendidos”, “Os 5 mais comentados da semana” e por aí vai. Pessoas adoram listas. Resume o conhecimento de maneira muito prática. Veja o site http://doutor.biz/, que traz uma lista de profissionais de saúde. Isso gerará muitos links em blogs, principalmente no blogs e site que você citar na lista. Dê uma olhada no Social Media Workbook.

Existem vários sites em que você cria o seu badge sem complicações. Procure no Google por “badge generator” para ver vários sites desse tipo.

Outra maneira de aumentar a quantidade de links que apontam para o seu site é utilizar a atividade do consumidor para isso. Os sites de “baladas” sabem bem disso já há algum tempo. A tática de tirar fotos de diversas pessoas nas festas e dar o endereço do site para que elas baixem a foto já é manjada, mas ainda dá certo. As fotos saem com a marca da empresa que disponibilizou as fotos fazendo uma propaganda “embarcada” na foto.

O YouTube, o SlideShare e outros sites de web 2.0 se aproveitam da atividade do consumidor para gerar links. O SlideShare disponibiliza um espaço para você por suas apresentações de slides online e com isso facilita sua vida, porém, você facilita a vida dele quando gera um link no seu blog mostrando onde os participantes de sua palestra podem fazer o download da apresentação. Uma ideia muito boa. O YouTube funciona da mesma maneira.

Você pode disponibilizar um espaço no seu site para que as pessoas possam fazer algo que elas normalmente não tem meios para fazer e, com isso, as pessoas indicarão o seu site para outros porque tem aquilo que elas colocaram por lá.

Imagine que você tem uma empresa que organiza casamentos. O seu site poderia criar uma plataforma para as pessoas criarem as suas listas de casamento ao estilo ByMK, associando não só nomes de produtos, mas fotos de presentes que gostariam de ganhar com um link direto para um Buscapé – que mostrará o preço daquele produto em diversos e-commerces. Com isso você cria um diferencial nas famosas listas de casamento e atrai o seu público-alvo uma vez que a noiva indicará o seu endereço para ver a lista.

Pensando que as pessoas casam mais ou menos na mesma faixa etária, o fato de uma noiva indicar o seu site para amigas e amigos, alguns desses podem estar prestes a casar também, o que faz com que seu negócio se viralize dentro do grupo de amigos.

Outra maneira de construir links é utilizar uma categoria muito conhecida e importante de sites de referência (sites que fazem referência a você por meio de um link) são os diretórios. Listas de sites de uma determinada categoria ou que tem uma determinada função de indicar diversos sites para os usuários.

Como eles geralmente têm um bom PageRank, cuide para que seu site esteja listado nesses sites quando for trabalhar a otimização dele, portanto, não se esqueça de registrá-lo em vários sites de diretório para que você crie links externos para ele sem muito trabalho de link building. Um dos sites de diretório mais importantes para registrar seu site é o www.dmoz.org.

Existem vários sites que não têm moderação e nos quais você pode gerar um link para seu site como sites de artigos, wikis, comentários em blogs (que não tenham a tag nofollow), sites de notícias (alguns exigirão um release, porém, em muitos deles, a publicação é quase certa) e outros.

Para descobrir outros diretórios, procure no Google a palavra-chave “lista de diretórios” ou “link building diretórios”. Assim podem ser encontradas várias listas de sites de diretórios atualizada.

No site www.criarsites.com/diretorios-de-sites/ há uma lista com vários sites. Tome cuidado com qual site você “relacionará” seu site. Há alguns sites que não são bem vistos pelo Google, principalmente os que estimulam a troca de links ou a venda de links. Se o site em questão utilizar técnicas chamadas de “black hat” (técnicas antiéticas para otimizar o site), ele pode piorar seu PageRank em vez de melhorá-lo.

Dê uma lida no link http://bit.ly/gHfZJH também para submeter seu site e gerar links relevantes em diversos motores de busca. Há uma boa lista ali. No site http://bit.ly/dXL3Ht há uma lista de diretórios e no site do MestreSEO também tem uma boa lista (www.mestreseo.com.br/diretorios).

Como disse, além dos sites de diretório, há também vários sites de artigos em que você pode postar um texto e a sua assinatura com um link para seu site, como DiHiTT, LinkK, Artigonal e vários outros (alguns desses você precisará ter uma autorização do moderador do site). Esses sites tem muito conteúdo de todos que escrevem para eles, logo, tem muitas palavras-chave, são muito bem encontrados e transferem Page-Rank (o termo para essa transferência de parte do PageRank de um site “link-juice”).

Você pode também criar um programa de filiados para seu site. Essa é outra excelente maneira de construir links para seu site. Lembra de todos aqueles banners do Submarino em blogs e sites ou aqueles aplicativos que você vê do Mercado Livre. Um exemplo são os “anúncios Gooooooogle” em blogs e sites diversos.

Essas empresas desenvolvem programas de filiados em que você ganha uma porcentagem da venda quando elas vendem para algum consumidor que venha do seu link. Cada banner de filiado terá um link para seu site. Você não precisa ter um comércio eletrônico para ter um programa de filiados. Imagine que você tem um escritório de contabilidade. Para cada empresa que se cadastrar para receber uma newsletter, que venha por meio de um afiliado, você dá uma pontuação a esse filiado (apenas para emails corporativos, não vale Hotmail, Gmail etc.). Você pode fazer uma espécie de programa de milhagem para os filiados.

Se você atende consumidores em todas as partes do mundo, pense em ofecrecer algo universal, como música, para eles.

Não se esqueça de postar muito conteúdo em mídias sociais, embedar esse conteúdo no seu site e divulgar nas redes sociais a página do seu site que tem tal conteúdo, como falei na aula online sobre marketing viral (aula 1).

Depois desse longo post, com várias ideias, pense que tudo isso é conteúdo :)

Otimizando de sites para mídias sociais

Concordo que o título deste post ficou um pouco longo, mas é exatamente isso que vamos falar hoje. Como que você pode utilizar as ferramentas de web 2.0 – as mídias sociais – para fazer com que sua marca fique bem posicionada no Google, mesmo que seu site não esteja nas primeiras colocações dos resultados de buscas do buecador.

Vamos entender primeiramente o que faz o Google escolher um site ou outro para colocar nas primeiras posições da sua busca: os mais de 200 ou 300 critérios (alguns falam em milhares de critérios) que ele aplica a cada página para pontuar e classificar uma a uma.

Saber os critérios já é algo difícil, dado o mistério em torno de alguns (é lógico, que há vários critérios que é de conhecimento comum, porém, muitos são especulação), mas há algo ainda mais nebuloso para nós mortais – o peso de cada um dos critérios na composição da “fórmula”.

Sabemos que há critérios que têm muito peso na composição do índice do Google que posiciona algumas páginas na frente de outras, como por exemplo, presença da palavra-chave no título da página, links externos que apontam para a página, qualidade desses links externos, a presença das palavras-chave no conteúdo da página, idade do domínio, presença da palavra-chave nos textos âncora que apontam para a página dentre alguns outros.

Para alguns deles, o trabalho de SEO é mais imediato, como por exemplo, a presença da palavra-chave no título – essa é uma variável controlável. Para outros critérios, como por exemplo, a quantidade e a qualidade dos links que apontam para sua página, a história é bem diferente pois você depende de outros sites. Um site que tenha uma boa relação com a própria internet receberá mais links de entrada (links externos) do que um site que não o tenha. A internet é uma rede de redes, logo, estar em rede é fundamental.

Pode não ser fácil construir essa rede. Uma das soluções encontradas é trabalhar com as mídias sociais, principalmente as focadas em conteúdo.

Vamos aprender uma diferença. Chamamos de mídias sociais, tanto o YouTube quanto o Facebook, porém, uma é focada em conteúdo – o YouTube – e a outra é focada em perfil de pessoas – o Facebook. O YouTube até tem perfis, mas o foco são os vídeos, bem como, o Facebook até tem vídeos, mas o foco são os perfis.

Vamos falar das mídias sociais com foco em conteúdo. Chamarei de “mídias sociais de conteúdo”.

É sabido que o Page-Rank (uma métrica para a quantidade e qualidade dos links externos a um site) de um site como o YouTube ou o SlideShare é altíssimo. Isso se deve à quantidade de links externos que apontam para eles. O Page-Rank é um dos critérios importantes que o Google considera ao posicionar uma página na primeira posição ou na última de seus resultados de busca.

Lembre-se que essa é uma variável que é difícil de controlar. Conseguir muitos links externos pode ser uma tarefa árdua e tem até um nome: “link building”.

Como as mídias sociais de conteúdo já tem esses links externos, elas já tem um Page-Rank elevado. Um conteúdo que tenha a sua marca em uma mídia social dessas pode alcançar uma primeira página de Google mais facilmente do que o seu site, na maioria das vezes.

Deixe-me esclarecer o que estou propondo. Imagine que você seja uma empresa que venda equipamentos de segurança patrimonial como circuito fechado de TV, cercas elétricas, porteiros eletrônicos com câmeras e outros. Quem compra um CFTV não gostaria de comprar isso, mas tal produto é um mal necessário para que ele adquira algo maior – segurança. O que ele está procurando é aumentar a segurança da sua casa, não por circuito fechado de TV.

O comportamento desse consumidor, antes de procurar pelos melhores preços para tal produto no Buscapé, irá pesquisar no Google palavras-chave como “segurança patrimonial”, “como aumentar a segurança da casa”, “dicas de segurança em casas”  e várias outras que a ferramenta de palavras-chave do Google irá lhe fornecer.

Pesquisando na ferramenta de palavras-chave, do Google, você descobriu que a expressão “segurança eletrônica residencial” tem em média 200 buscas por mês no Google. Você deseja chegar até os consumidores que fizeram essas buscas, pois, estão dentro do seu público-alvo.

O único problema é que você não quer investir em links patrocinados e o seu site não está otimizado para o Google. Esses são problemas comuns. A solução é utilizar as mídias sociais como partes do seu site.

Digamos que sua empresa, de segurança patrimonial, tenha feito uma bela apresentação de slides e posto no SlideShare sobre dicas de segurança eletrônica residencial. Qual tipo de residência é a ideal para uma segurança eletrônica, quais os tipos de aparelhos que existem, comparação entre marcas de segurança eletrônica residencial etc. A sua apresentação tem cerca de 30 slides com um ótimo conteúdo sobre o tema.

O SlideShare é uma mídia social tem um alto Page-Rank. Você coloca no título da apresentação algo como “Segurança Eletrônica Residencial – saiba como se proteger” ou “Segurança Eletrônica Residencial – soluções disponíveis no mercado” (de preferência um título com no máximo 70 caracteres). O ideal é que o nome do arquivo que você vai subir para o SlideShare tenha essa expressão também, como por exemplo: “seguranca-eletronica-residencial.ppt”.

Na descrição do SlideShare do arquivo que você fez o upload, você também vai colocar algumas vezes a palavra-chave (sem exagero).

Utilize texto nos slides e não só imagem. O SlideShare extrai todo o texto dos slides e os coloca logo abaixo da apresentação aumentando a chance da página ser lida pelo Google com relevância na palavra-chave.

Com isso, você terá uma página no SlideShare otimizada com as variáveis controláveis e com um alto Page-Rank – que não é uma variável controlável, mas você estará aproveitando o Page-Rank do SlideShare.

Divulgue a página do SlideShare em seu site e em outras mídias sociais – Twitter, por exemplo – para gerar links externos para a página. O Google vai aumentar ainda mais a relevância daquela página para a palavra-chave “segurança eletrônica residencial”. Utilize o texto-âncora igual à palavra-chave, de preferência, nesses links.

Com isso, a chance de você ter a página do SlideShare na primeira página do Google será altíssima. É lógico que sua apresentação de slides deve ter o contato da sua empresa etc. Será como no seu site, porém, dentro de uma apresentação de slides no SlideShare.

Tendo dúvidas sobre essa técnica, assista a aula nº2 do meu curso online de marketing digital. Saiba mais sobre isso na página sobre as minhas aulas online.

Estudo de case de Marketing Digital nº 23 – Franz Ferdinand e a escolha de bandas

A banda escocesa de Rock, Franz Ferdinand trouxe sua turnê para o Brasil no início de 2010 (a imagem acima é da turnê de 2006), onde se apresentou em 4 cidades começando em Porto Alegre, passando por Rio de Janeiro e Brasília e finalizando a turnê em São Paulo. Como já é de costume em shows de rock, uma banda é responsável por fazer o show de abertura para agitar o público antes da banda principal.

Na maioria dos casos são escolhidas bandas do país onde acontecerá a turnê, mas nem todas as organizadoras de eventos escolhem bem os responsáveis pelo show de abertura e a divergência entre os estilos musicas das bandas vem gerando bastante polêmica nos shows e duras críticas as organizadoras.

Para evitar este tipo de problema, a banda optou por outra maneira na hora de escolher as bandas para os shows de abertura. O Franz Ferdinand criou o site www.day1e.com.br/franzferdinand/ onde bandas locais interessadas em abrir o show deles em uma das cidades podiam se cadastrar, enviando perfil no My Spaces, fotos, músicas e vídeos.

Após a etapa de cadastramento que teve um total de 200 mil bandas inscritas, ficou mais fácil da banda escocesa escolher aquela que mais tinha seu estilo musical. A escolha das bandas para a abertura foi muito boa, tanto que os fãs gostaram das apresentações nos 4 shows.

A Internet permite rapidamente reunir quantidade que gera qualidade de uma forma muito barata. Essa ação mostrou o queanto a Internet permite que o público-alvo participe de “ações autosserviço” de maneira abrangente.

Segundo reza uma lenda, Mark Zuckerberg, também conhecido como o garoto bilionário fundador do Facebook, certo dia, em que estava desenvolvendo o que viria a ser a maior rede social do planeta lembrou-se que tinha uma prova para estudar em seu curso em Harvard. O problema é que ele não tinha tempo para estudar porque estava montando o futuro bilionário dele, porém, ser reprovado na matéria não era uma opção.

Zuckerberg montou uma página na web com todas as obras de arte que cairiam na prova e colocou um espaço em branco para as pessoas comentarem sobre cada uma. Espalhou a página entre seus amigos. Imediatamente cada um contribuiu com o que sabia. A soma de todas as contribuições fez da página a melhor coleção de dados que não estava, na sua totalidade, na memória de ninguém, mas agora todos podiam usufruir do conhecimento coletivo. Você lembrou da Wikipédia, certo? É exatamente esse o princípio. A inteligência coletiva.

Pense em como sua empresa pode, em meio à quantidade, descobrir a qualidade, divulgando para o mercado suas iniciativas e o que necessita em termos de produtos, serviços, fornecedores, ideias etc. Esse é exatamente o princípio da Inovação aberta, que já falei no blog, tendência já presente para chegar a todo tipo de empresa nos próximos anos.

A queda da barreira geográfica é que permite tais ações. Esse é um caso de “Pense globalmente, aja localmente”. A internet é um ótimo veículo para reunir pessoas ou instituições que estão espalhados por qualquer lugar do mundo. Essa é uma das grandes mudanças que a internet trouxe para o nosso mundo baseado em informações.

O poder das redes sociais para a geração de negócios

Uma leitura atenta dos meios de comunicação, seja o jornal do dia, a sua rádio favorita ou o seu programa de TV matinal, percebemos a profusão de notícias sobre novatos do mercado como Facebook, Orkut, YouTube ou Twitter.

O mundo empresarial tradicional – aquele formado de aço e tijolos – perplexo diante de mudanças que mal podem acompanhar, se perguntam para onde vai esse mundo. As conversas de corredores mais parecem a anunciação do apocalipse. O fim dos jornais, o fim do livro e o que mais se imaginar de pior nas mais diversas indústrias.

O fato é que, se pararmos para analisar esse quadro, veremos que o ser humano não mudou muito nos últimos, digamos, mil anos. Continuamos com nossas angústias diante da morte, precisando comer e viver em pares. O que mudaram foram as ferramentas, o chamado “contexto”.

Não existia o Orkut na década de 80, mas as pessoas entoavam o bordão “Quem matou Odete Roitman” – é fácil hoje imaginar uma comunidade no Orkut com esse nome bem como é fácil imaginar uma comunidade com o nome “Eu amo Ovomaltine do Bob’s”.

Pessoas sempre cultuaram marcas e as tomaram como pano de fundo de sua própria identidade. Falavam bem de produtos ou exprimiam seus estilos de vida por meio de adesivos de carro ou bordões populares, mas não participavam de nenhum “clube” de fãs formal sobre tal tema. Com a crescente massificação da internet e da banda larga, veio a denominada web 2.0. Agora, somos nós, reles mortais consumidores, que produzimos o conteúdo que invade o mercado sobre o que sempre quisemos dizer, mas que nunca nos deram chance nem espaço de falá-lo, contudo, o broadcast de hoje são as conversas muitos-para-muitos de um Facebook ou um Twitter.

Em qualquer modelo econômico, quem detém os meios de produção tem o braço forte na economia. Se antes, só veículos como TV e jornal detinham os meios para produzir e veicular a informação, hoje, qualquer consumidor pode produzir o seu próprio programa de TV com uma câmera de celular e veiculá-lo no YouTube, o que gera uma grande conversa – esse é o princípio das redes sociais.

Percebemos portanto que o “novo mundo” não traz regras tão diferentes das do “velho mundo”. Nossos costumes mudaram. Os novos caciques não usam mais cocares, mas continuam adornando suas cabeças com coroas. Não numeramos tanto nossas medalhas de guerra ou nossos escalpos, mas juntamos um a um nossos “badges” no Foursquare bem como expomos a quantidade seguidores no Twitter como uma moeda social.

O paradoxo em que estamos inseridos, contudo, reside no fato de que, ainda que o ser humano não tenha mudado em sua essência nos últimos mil anos e, portanto, segue guiando nossa economia pelos caprichos de sua própria espécie, as transformações baseadas nas novas tecnologias é mais profunda do que saber mexer no Facebook ou “subir” um vídeo no YouTube. A mudança é sócio-cultural.

As pessoas continuam reclamando, elogiando, perguntando, indicando, mentindo, se emocionando e demonstrando tanto outros sentimentos inerentes a nossa natureza “humana, demasiado humana”. Com a falta de tempo, porém, com o aumento das distâncias médias a serem percorridas pelos cidadãos e pela tendência de enclausuramento, a expressão comunicativa foi fatalmente levada para a internet. É nesse novo meio que o consumidor conversa e se faz ser escutado.

A chave para transformar redes sociais em instrumentos de negócio é entender a essência do ser-humano. A lógica do “produzir e comunicar para vender” dá lugar ao “comunicar para engajar, ouvir para produzir e adaptar para vender”. Algo bem complexo para ter mudado apenas nos últimos 10 ou 15 anos e exigir a rápida adaptação das empresas.

O sucesso nas redes sociais não tem tanto a ver com perfis no Twitter ou promoções no Facebook, tem muito mais relação com fazer de forma verdadeira e interessada aquilo que o consumidor desde sempre desejou como ser humano: ser ouvido.
—————–
Artigo meu publicado no Jornal do Comercio – RS – no caderno “Marcas de quem decide 2011″.
Quem quiser copiar, fique a vontade, mas, por favor, cite a fonte :)

Estudo de case nº 20: Zappos e a arte de contar histórias

Você deve conhecer a Zappos, porém, se você ainda não a conhece, leia esse case e depois vá até o seu notebook e pesquise tudo o que puder sobre ela. Vou dar uma breve introdução para saber o que você está perdendo.

O primeiro fato que torna a Zappos uma empresa digna de nota é que ela, pelas mãos de seu CEO Tony Hsieh, aumentou seu faturamento de US$1,6 milhões/ano para US$ 1 bilhão/ano em menos de 10 anos vendendo…sapatos, bolsas, roupas e óculos. E isso não é tudo, ela só vende pela internet. Esse post da BizRevolution faz um bom retrato da Zappos.

Mais um fato curioso: a Zappos dá 365 dias para o consumidor devolver o sapato que comprou com eles caso não esteja satisfeito. Isso faz parte de uma cultura de satisfação total e absoluta ao cliente.

Para se ter uma ideia até onde isso vai, certo dia o Tony Hsieh estava em Santa Monica após um evento festejando a noite com um grupo que estava no evento e, às 03h, já no hotel, alguém teve a ideia de pedir uma pizza delivery.

A cozinha do hotel fechava às 23h e não encontraram nenhuma pizzara aberta que ainda estregasse pizza no hotel naquela hora. Alguém do grupo resolveu ligar na Zappos e pedir uma pizza para o atendente.

O atendente primeiro falou que eles ainda não vendiam pizza e logo depois passou todos os telefones das pizzarias que ainda entregavam pizza delivery em Santa Monica.
Detalhe: a Zappos fica em Las Vegas.

Essa história rodou o mundo como uma prova do amor da Zappos pelo bom atendimento e dedicação obsessiva ao cliente. O curioso é que essa história só rodou o mundo porque o consumidor, atualmente, consegue escutar uma história em Santa Monica e fazê-la chegar em Portugal, no Brasil ou em Angola tão rápido quanto um vírus.

O Tony transformou essas história, inclusive, em um livro, que no Brasil saiu no Brasil “Satisfação Garantida”.

É isso que é aproveitar o Grau de Atividade do Consumidor. A nossa tradição oral é muito forte, logo, boas histórias se multiplicam pela internet e boca-a-boca, tweet a tweet, post-a-post para todo o mundo (já que a internet derrubou as barreiras geográficas).

Contar boas histórias é o segredo para fazer propaganda por meio da não-propaganda. Se apoiar no Grau de Atividade do Consumidor para que a histórias ganhem mundo. Pessoa adoram contar histórias.

Quando alguém conta a história da pizza, não estão falando da Zappos, estão contando uma ótima história, que por um acaso, tem a Zappos no meio. A Zappos não é a protagonista da história, mas fornece o pano de fundo.

O mesmo aconteceu com o vídeo do Free Hug, mostrado a seguir.

Imagem de Amostra do You Tube

Há diversas versões ligeiramente diferentes da história real, mas esse post que encontrei parece ser bem completo. O que esse vídeo nos ensina é que o personagem principal do vídeo é o Juan Mann e sua campanha dos “abraços grátis”. Porém, se lermos atentamente os desdobramentos dessa história, veremos que quem ganhou dinheiro com esse vídeo foi a banda que compôs a música de fundo – a banda Sick Puppies.

A campanha Free Hugs é uma história tão boa que já se espalhou por vários países do mundo, inclusive aqui no Brasil.

Quando você tem uma boa história, as pessoas a propagam segundo o Grau de Atividade do Consumidor. A história facilita muito a divulgação pessoa a pessoa, o que conhecemos como marketing viral.

Perceba por exemplo, quantas marcas se utilizam de testemunhais. Veja o exemplo da Volvo e a sua comunidade “Volvo saved my life” fortalecendo o posicionamento de segurança da Volvo. Explore um pouco o livro de histórias e escute os depoimentos que não deixam margem à dúvidas; a Volvo se preocupa mesmo com segurança das pessoas que estão dentro de um de seus carros.

Você tem uma boa história para contar em que a sua empresa esteja como pano de fundo? Conte-a. Pode ser a história de dificuldades que sua empresa passou ao iniciar sua jornada (que não é a história da empresa, mas a perseverança de um pequeno grupo de pessoas tentando alcançar um sonho).

Veja por exemplo, o vídeo dessa história de um empreendedor enfrentando suas dificuldades.

Conte histórias sobre sua empresa que fortaleça seu posicionamento. Quanto melhor a história, mais longe a sua marca vai e mais forte será o posicionamento da empresa e, por consequência, a marca.

Conte uma boa história, transforme-a em vídeo e deixe que as pessoas façam o restante do trabalho.

Mídias Sociais de nicho

Uma tática importante para o seu negócio é trabalhar as mídias sociais, mas isso você já sabe. Porém, é fundamental que tenha presença não só nas grandes mídias sociais, como Facebook e Twitter, mas também nas mídias sociais do seu nicho.

Por exemplo, digamos que você tenha uma livraria e quer promover os livros da série Crepúsculo. A rede social www.vampirefreaks.com pode ser uma boa opção. Interagindo com as pessoas que já estão lá por gostarem da cultura gótica

Você pode não conhecer essa rede social, mas ela tem mais de 1 milhão de membros e hoje, eu estava online juntamente com mais 1.467 usuário.

Para cada tipo de negócio há redes sociais específicas, seja indústria do cinema ou de receitas. A seguir, cito algumas redes sociais bem menos famosas do que Facebook ou Orkut para que você conheça (Se não houver nenhuma rede social que concentre o seu mercado, pense em criar a sua).

www.patientslikeme.com – rede social para pacientes com doenças diversas. O site promove a discussão e a troca de experiências. Se Nick Nolte conhecesse essa rede, o filme Óleo de Lorenzo seria bem diferente.

www.dikajob.com.br/ – rede social voltada para o mercado farma.

laboratree.org – voltada para cientistas e, segundo eles próprios, um local para experimentação, investigação, observação, colaboração e qualquer outra coisa relacionada à ciência.

www.eunoenem.com.br/ – rede social para estudantes que vão prestar Enem.

www.livemocha.com – para pessoas que querem aprender um novo idioma. A maior comunidade online de estudo de idiomas.

www.meusparentes.com.br – rede com o intuito de reunir familiares e construir a sua árvore genealógica de maneira colaborativa.

www.bymk.com.br – rede voltada para moda em que os membros podem montar seus looks e expor suas criações.

kigol.com.br – para amantes de futebol (o que quase não existe no Brasil…). Ela tem até a KigolTV.

www.flixster.com – para amantes de cinema.

http://maisquereceitas.com.br – para amantes da gastronomia, reunindo, inclusive, vários chefs.

www.autores.com.br – rede para pessoas que gostam de escrever poderem trocar informações e ideias sobre arte. Com ela, é possível você apresentar seus textos para outras pessoas analisarem e comentarem, e até fazer contatos profissionais, vendendo suas obras.

www.blackplanet.com – esse serviço se tornou mais conhecidos durante as eleições presidenciais americanas, devido ao fato de Barack Obama ter ingressado também nessa rede. Essa rede é exclusiva para pessoas negras poderem trocar informações, fazer amigos, compartilhar talentos ou simplesmente se divertir. Lá podem ser compartilhados vídeos, músicas, imagens e discutir sobre variados temas.

www.qype.com.br – surgiu com a ideia de usuários poderem avaliar bares e restaurantes. Com a aceitação do serviço por parte dos usuários, a rede se expandiu e começou a avaliar todo tipo de local: hotéis, boates, clubes, parques e diversos outros tipos de lugares, divididos por categorias.

www.moviemobz.com – serviço para discussão sobre filmes. O site tem diversos filmes cadastrados, com a ficha técnica, sinopse, trailer. As pessoas podem marcar o filme com várias tags como “gostei”, “quero ver” e outras. Além disso, podem escrever sua opinião e dar notas. Existem grupos também nessa comunidade para discussão de determinados gêneros e outros assuntos relacionados.

www.vampirefreaks.com – comunidade virtual sobre a cultura gótica. Os usuários podem se comunicar, participar de grupos de discussões, adicionar vídeos e imagens. Há uma área do site só para falar sobre bandas e grupos góticos.

www.cardomain.com – portal colaborativo sobre automobilismo. Cada usuário pode adicionar fotos de seus carros, geralmente tunados, para serem avaliados pelos outros usuários. Além disso, podem compartilhar notícias, vídeos e trocar informações sobre peças e marcas.

www.yubliss.com – rede de autoajuda para pessoas, se baseando em mitos e contos. Os usuários podem se comunicar entre eles, e atualizam seu humor por uma barra intuitiva, que de acordo com sua decisão, mostrará uma frase motivadora.

www.casapro.com.br – serviço exclusivo para pessoas que trabalham nas áreas de arquitetura, decoração ou alguma área relacionada. Aqui, poderão ser postados fotos dos projetos desenvolvidos pelas pessoas, funcionando como um portifólio que poderá gerar contatos comerciais.

www.orangotag.com – rede social para fãs de seriados em TV. Aqui as pessoas marcam quais séries assistem, e podem utilizar como controle pessoal, marcando quais episódios já viu ou ainda precisa ver. Assim, o site fornece número de pessoas que assiste a série, quantas já viram cada episódio, além de um espaço para resenhas e discussões.

www.purevolume.com – um site aos moldes do MySpace. É uma rede social e ponto de encontro para quem gosta de música e para os artistas, principalmente os independentes.

www.whitelabeldating.com – rede social para feios (!).

www.guidu.com.br – rede social para baladeiros.

www.atepassar.com.br – rede social voltada para concurseiros.

Há também uma iniciativa bem interessante de uma rede social de código aberto, a www.joindiaspora.com/, que teve contribuição até de Mark Zuckerberg (do Facebook).

Essas são só algumas das redes que são focadas em um segmento, poderia citar centenas de outras, porém, vou lhe indicar um verbete da Wikipedia que trata justamente disso e traz uma lista de redes sociais.

Há duas redes sociais que considero essenciais para quem tem um negócio B2B no Brasil e tem como foco pequenas e médias empresas ou micro e pequenas empresas:

A rede da revista PME Exame, http://revistapme.ning.com/, é uma rede que não está muito movimentada – movimentar uma rede social dá trabalho à beça – mas é excelente para conhecer os contatos que precisa fazer com empresas passíveis de serem clientes. Principalmente no mercado das PMEs, que é extremamente pulverizado.

Para as pequenas empresas, há uma rede da revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios – http://rede.empresas.globo.com/.

Caso você chegue à conclusão que o seu mercado de venda de tampinhas de garrafas usadas ainda não tem uma rede, considere duas opções: utilizar uma rede mais generalizada, como o Facebook, para criar a sua comunidade, criar uma rede utilizando a API de uma rede global ou criar sua própria rede. Há ferramentas para você montar sua própria rede:

http://buddypress.org/

www.crowdvine.com/

www.kickapps.com/

www.snappville.com/

www.populy.com

Se observar essas duas últimas redes comentadas, verá que elas tem um ponto em comum: estão montadas sobre uma plataforma chamada “Ning”.

O Ning é uma plataforma que possibilita a sua empresa montar uma rede social de maneira relativamente fácil. O Ning está para as redes sociais assim como o WordPress está para os blogs (com a diferença de que o Ning era gratuito, e atualmente é pago).

Há diversos outras plataformas disponíveis para você montar sua rede social, muitas inclusive de código aberto como a www.elgg.org/ (em PHP em MySQL) que é uma das mais famosas, a http://lovdbyless.com/ (desenvolvida em Ruby on Rails), a www.socialgo.com/, a http://wall.fm/ e várias outras.

Veja várias alternativas ao Ning no post: http://conra.do/gdNkqr

Redes sociais de nicho fazem com que você chegue mais perto do seu público e converse com eles no ambiente que eles estão já conversando sobre o que você deseja. É como vender cerveja em uma festa onde todos conversam sobre cerveja.

É uma boa tática para chegar até um público-alvo específica, porém, cuidado para não parecer um “chato social”. Lembre-se que uma rede social é um espaço de relacionamento. Um espaço para construir “capital social” e não diretamente “capital financeiro”.

Estudo de case nº19 – A pizzaria twitteira

O case de hoje analisa um ação simples de uma pizzaria pequena nos EUA – uma conta no Twitter. Muita gente me pergunta como que um pequeno varejista ou negócio pode se inserir na internet sem arcar com custos proibitivos de profissionais.

A primeira dica que dou para o empresário é que ele próprio entenda o que é mídias social, o que é Twitter, como abrir uma conta no Facebook etc. Não dependa de ninguém para essas tarefas simples (“simples” para quem já sabe fazê-las, lógico).

Uma outra dica é, pense no que o seu público compra, não o que você vende. Imagine uma pizzaria. Ela vende mais do que pizza. Vende reunião com os amigos, vende uma refeição rápida e relativamente barata, vende a lembrança dos tempos da faculdade, mas definitivamente, não vende só pizza. Ações simples em torno desses conceitos podem fazer uma grande diferença.

Um hotel fazenda não vende hospedagens, vende um hora de lazer do pai com a família, vende uma reconciliação de namorados, vende um dia feliz para um grupo de idosos. Vende mais do que a hospedagem em si.

A Naked Pizza é uma pizzaria que fica localizada em New Orleans, Estados Unidos; seu principal diferencial é oferecer alimentação saudável, mesmo se tratando de uma pizza.

Como a maioria das pizzarias, apostava sua comunicação no disparo de emails e na entrega de flyers e cardápios. A Naked disse que gastava em torno de US$ 3.000,00 por ano nos envios de Newsletters informando promoções e, mesmo com esse investimento, conseguia um cadastramento muito baixo de novos clientes. Por isso a pizzaria resolveu experimentar uma nova estratégia, utilizar o Twitter, que é uma ferramenta gratuita, e com isso tentar atingir seu público-alvo com mais eficiência, tendo assim um banco de dados com mais clientes cadastrados.

A experiência inicial no Twitter foi muito boa, no primeiro dia com o twitter, http://twitter.com/nakedpizza a empresa fez uma promoção divulgada exclusivamente no perfil @NakedPizza; com isso conseguiu nesse dia um aumento de 15% nas vendas.

Nas semanas seguintes outras promoções foram feitas, e a cada telefonema que recebiam era perguntado como o usuário teve contato com a promoção, quase 70% dos entrevistados garantiram ser impactados pelo perfil do twitter.

Hoje a Pizzaria tem mais de 11.400 seguidores no twitter, dos quais segue aproximadamente 6.800 usuários. Com isso a pizzaria tem um banco de dados de potenciais clientes gigantes, sendo os usuários que o @NakedPizza segue somente pessoas de New Orleans ou pessoas com interesse em alimentação saudável, ou seja, somente seu público-alvo.

Para saber mais: http://conra.do/gz1MTJ
e http://glo.bo/fLzpOc
e http://conra.do/g1NZag
Twitter: http://twitter.com/nakedpizza


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