Reflexões

Quando estava no cursinho me passaram um problema muito interessante: “dada um volume V, qual o sólido geométrico que tem a menor área superficial”. A resposta, óbvia para muitos, é a esfera. Mas como chegar a esse raciocínio? Primeiro: quanto menor uma gota, e portante quanto menos a influência da gravidade, mais esférica ela é devido à tensão superficial. Segundo: caso os planetas não tivessem movimento de rotação, translação, precessão e outros, eles seriam esféricos devido à força gravitacional que puxa a superficie para seu Continue lendo

Ás vezes me lembro da minha época de cursinho pré-vestibular. Eu queria alcançar algo que a maioria considerava impossível – passar no ITA. A estratégia era “estude o máximo que você puder e não olhe para os lados”. Deu certo, porém, relembrando daquela época posso concluir algumas coisas bem interessantes. Primeiramente, os alunos que ali estavam, com o mesmo objetivo que eu, estudavam de forma intensa e incessante – o que eu chamo carinhosamente de “estudar de forma insana”. O mundo se resumia a estudar Continue lendo

Você já pensou o quanto dividimos as épocas das nossas vidas para entendê-la melhor? O quanto dividimos o conhecimento para torná-lo mais palatável? O ser humano, para entender algo complexo, o particiona para torná-lo mais fácil de compreendê-lo. É como, ao ter dificuldades para engolir um comprimido muito grande, parti-lo para degluti-lo. Nessa mesma linha, dividimos a história em Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna, Idade Contemporânea. Para cada transição, elegemos marcos: a invenção da escrita, a queda do Império Romano, a queda de Constantinopla Continue lendo

Deus ajuda quem cedo madruga. Quem cedo madruga é porque dorme à tarde e quem dorme à tarde, não dorme à noite. Quem não dorme à noite é porque sai na balada. Logo: Deus ajuda quem sai na balada! Deus é amor. O amor é cego. Steve Wonder é cego. Logo, Steve Wonder é Deus. Disseram-me que eu sou ninguém e se ninguém é perfeito, logo, eu sou perfeito. Mas só Deus é perfeito. Portanto, eu sou Deus. Mas se Steve Wonder é Deus, eu Continue lendo

Fico imaginando como eram nossos ancestrais de alguns milhares de anos atrás. Todos em torno da fogueira discutindo como iriam caçar o mamute do dia seguinte ou como o tempo estava esquentando nos últimos dias. Discussões corriqueiras enquanto saboreavam uma deliciosa carne de tigre dente-de-sabre que caçaram no dia anterior. O hábito de se reunir em torno de uma fogueira durou muito tempo principalmente porque a fogueira garantia uma certa segurança e aumentava as chance de sobrevivência. Tal hábito de certa forma também promoveu a Continue lendo

Na mesma linha do post anterior, falando de consumidores x prossumidores, anteriormente um dos principais fatores que separavam os amadores dos profissionais era a tecnologia. “Profissionais” se dedicavam a uma determinada profissão dedicavam seus esforços para comprar o que havia de tecnologia mais moderna em seu segmento. Quanto mais a tecnologia fosse um diferencial em sua carreira, mais esse “profissional” se distinguia dos “amadores”. Outro ponto que distanciava o profissional do amador era o conhecimento. Um professional era considerado assim porque fazia cursos, frequentava uma Continue lendo

Estou lendo atualmente muito sobre crowdsourcing (a economia da colaboração, já bem explicada por “Wikinomics”, de Don Tapscot) e, lendo “O Poder das Multidões”, de Jeff Howe, topei com algo que ainda não tinha pensado muito a respeito: a impropriedade da palavra “consumidores” nesse novo mundo em de prossumidores (pessoa que produzem e consomem informações ao mesmo tempo). Na velha economia tínhamos o grupo que produzia e o grupo que consumia, bem distintos em lugares bem distantes. Um era o detentor dos meios de produção Continue lendo