Categoria: Comércio eletrônico

FInalmente, Social Commerce

Na segunda edição do Google Marketing, em 2008, falei de uma tendência que prometia muito, o comércio social, ou s-commerce. Naquela época ainda não havia uma rede social flexível para possibilitar tal ação por parte das lojas.

O programa de filiados é uma espécie de s-commerce, porém, bem low profile. Faltava tecnologia e um grande player para apoiar a tendência e transformá-la em realidade. Eu disse “faltava”. Em algumas palestras e em um post, já havia falado na relação entre o comércio por catálogo e pela internet.

Após um projeto de um ano, o Magazine Luiza lança sua plataforma social de venda C2C – consumidores vendendo para consumidores produtos do Magazine por meio de redes sociais. Como eu diria: poético :)

Esse movimento, certamente, vai mexer com o mercado e muitos outros players o seguirão. Aparecerão empresas para criar estratégias de s-commerce para e-commerces. Entraremos em uma nova era de micro-segmentação em que o comércio irá se integrar ao social. Para quem leu o livro 8Ps, em que o mercado econômico irá se integrar melhor ao mercado social. Talvez essa ação seja o elo perdido para tal integração.

É claro, saiba que você ganhará amigos vendedores, o que, dependendo do amigo não vai lhe agradar muito, porém, o amigo invasivo você perdoa, a marca, não.

 

O futuro do e-commerce

Respondi algumas perguntas em uma entrevista sobre e-commerce para a Revista Crescimento Empresarial e gostaria de compartilhar a resposta de uma das perguntas com vocês. Comprem a revista para verem as outras respostas, ok? :)
Revista Crescimento Empresarial: O que podemos esperar do comércio eletrônico para os próximos anos?

Conrado Adolpho: Para entendermos a trajetória do comércio eletrônico ao longo dos anos, podemos estudar a própria história do varejo. Inicialmente tivemos os pequenos bazares vendendo itens de necessidade básica – comida, principalmente. Posteriormente os bazares cresceram acompanhando o crescimento populacional e do consumo e se transformaram nos grandes magazines vendendo de tudo.

Os magazines reinam durante um tempo – ganham a guerra – mas começam a perder público para as lojas segmentadas – começam a perder algumas batalhas. Pequenas lojas especializadas em tênis, em perfumes, em eletrônicos e outros itens passam a se posicionar melhor do que os magazines (como defenderia Al Ries).

As pequenas lojas especializadas crescem e começam a tirar muito público dos magazines. As ações desses grandes magazines já não valem tanto. A maioria não suporta a competição (Mesbla, Mappin e vários outros) e poucos sobram no mercado concentrando poder devido à geografia. Há espaços para poucos magazines no mundo fragmentado de hoje, principalmente quando temos os shopping centers, espaços agradáveis e de convívio com lojas de todos os tipos. A massificação da segmentação.

Alguns sobrevivem, passando de supermercados a grandes players – poucos, contudo. Um Wal-Mart consegue porque é agressivo com sua política de mercado. Quebra os pequenos supermercados locais (nos EUA) o que causa maior concentração de poder. Força os preços dos fornecedores, vende mais barato que todos e fica cada vez maior na região e posteriormente, globalmente.

Quanto maior a concentração de poder, como diria Karl Marx, maior o número de fusões e aquisições diminuindo os players no mercado. No final, só restarão a Eurásia, a Oceania e a Lestásia, porém, na versão “mercado”. Pode-se traduzir para Casas Bahia/Ponto Frio/ Pão de Açúcar/Barateiro/Extra, Carrefour, Wal-Mart/Big e  assim sucessivamente.

As pequenas lojas passam a se concentrar nos diferenciais, a experiência de compra, o atendimento, o produto premium, o ambiente etc. O varejo de hoje se torna cada vez em lojas baseadas na experiência com a marca. Muitas partem para terem um espaço de convívio como a Livraria Cultura, a Livraria Saraiva, o MacDonalds (que está se reposicionando, a começar por suas lojas na Europa), Postos de Gasolina com suas lojas de conveniência e muitas outras. Deixam de privilegiar o produto para privilegiar o convívio, o social, as pessoas.

Se compararmos com a história do comércio eletrônico, veremos uma trajetória muito parecida. Inicialmente temos pequenas lojas que começam vendendo um item ou outro (Booknet) e que passam a vender de tudo (Submarino) crescendo junto com a população (no caso, o próprio crescimento do público e-consumidor). Essas lojas ficam enormes e começam as fusões (B2W), aparecem as pequenas especializadas (Sack’s, NetShoes), elas crescem e começam a tirar público das grandes lojas iniciando uma estabilização e amadurecimento do mercado. O exemplo americano é bem sintomático nesse sentido. A Amazon, maior e-commerce do mundo, não tem mais de 10% do market-share americano.

Há, porém, algumas diferença com relação ao varejo tradicional, uma delas é preponderante para a mudança do cenário do varejo tradicional para o varejo online: o fator geográfico.

As lojas do varejo tradicional dependiam da população da sua localidade para crescer. Nesse cenário, a localização da loja era fundamental. Na internet não existe o fator geográfico. Isso acelera o processo de crescimento de maneira significativa. Uma loja especializada, na internet, consegue vender para qualquer pessoa do mundo que queira comprar dela.

Antes, ela tinha que vender para o nicho de sua localidade, o que limitava muito seu crescimento. Imagine montar uma loja de material de patinação no gelo em São Paulo. É um nicho que não é tão grande em São Paulo, mas muito grande no mundo. Na internet, devido à queda da barreira geográfica, a loja de nicho vende para todas as pessoas que querem comprar tal produto, independente de onde ela esteja. Na internet, qualquer nicho vira mercado de massa, principalmente em um mundo com praticamente 7 bilhões de pessoas.

Isso muda tudo. Acelera o crescimento fazendo com ela se torne uma loja especializada enorme muito mais rapidamente. Compare o quanto uma loja como a Boticário demorou para crescer como marca especializada em cosméticos e quanto a Sack’s demorou para crescer especializada em perfumes e o quanto cada uma cresceu. Existem muitos  exemplos. Essa diferença de velocidades é devida principalmente à queda da barreira geográfica e à população crescente e ligada cada vez em tecnologia, além do aumento do poder de consumo do mundo por causa do crescimento do próprio capitalismo baseado em produção e consumo.

O comércio eletrônico ficará cada vez segmentado, da mesma maneira que o varejo tradicional. Se tornarão mais sociais (s-commerce) e se aproveitará cada vez do fator geográfico por meio do desejo e possibilidade de mobilidade (m-commerce) por parte do consumidor. A web semântica invadirá cada vez o e-commerce, mas não vamos iscutir ela por agora, pois é algo para uma outra pergunta só para tal assunto (aconselho que entenda o que é pelo livro “Pull” e em pesquisas na rede). Os produtos virão até nós na hora que precisarmos dele sem precisarmos procurá-los como fazemos hoje. Nossos celulares serão nosso supermercado e nosso cartão de crédito. Isso aumentará o nível de consumo de maneira que nem podemos imaginar.

Além de todos esses fatores, há alguns outros que potencializam esse cenário do e-commerce – o fator demográfico. Seremos 9 bilhões de pessoas em 2050 e 8 bilhões em 2025. Estamos crescendo em 1 bilhão de habitantes no planeta a ciclos de mais ou menos 12 anos. As pessoas tenderão cada vez mais a usar a tecnologia para tornar suas vidas mais produtivas e agradáveis em um mundo lotado (ou como diria Thomas Friedman, “quente, plano e lotado”). O poder de consumo só tenderá a aumentar, principalmente nos países emergentes. No Brasil teremos o bônus da demografia devido ao número médio relativamente baixo por de dependentes por adulto que hoje temos e a quantidade de pessoas na idade adulta e produtiva (vale a pena entender melhor sobre esse tema). Quanto mais pessoas produzindo riqueza, mais renda produzida, mais produtos sendo consumidos.

O e-commerce vai parar de ser chamado de e-commerce (ou m-commerce, ou s-commerce) como se fossem categorias diferentes de algo que é único para o consumidor – a compra. Não importará o canal, apenas a compra. Será como chamarmos compra em lojas de rua de r-commerce e compras no shoppings centers de sh-commerce. “Commerce” é “commerce” e ponto. É compra. É desejo e necessidade.

As pessoas comprarão produtos pelos tablets, pelos celulares, pela geladeira, pelo abajur. Haverá dispositivos de compra em todos os lugares. A praça – dos 4 Ps – estará em todos os lugares e já sabemos que quanto melhor a “distribuição”, mais vendas. A Coca-Cola nos ensinou isso no mercado tradicional. Não é agora que isso vai mudar. Só tende a aumentar.

É lógico que quanto mais longe vamos com nossas suposições, maior é o risco de errarmos. Pararei por aqui com a futurologia. Quem poderia prever o iPad há 3 ou 4 anos? A tecnologia nos surpreende todos os dias. Não dá para prevermos mais tão longe.

Uma coisa é certa, o comércio eletrônico, como ainda é chamado, mudou o mercado completamente e não há volta para isso. Ou as empresas se adaptam ou não sobreviverão a médio prazo.

Estudo de case de marketing digital nº16: Compujob

No último case, falamos da Passarela, loja de calçados que montou o seu e-commerce. Vamos falar hoje da Compujob, que também conta com lojas físicas, porém, na venda de equipamentos de informática.

A Compujob atua no ramo de tecnologia desde 1985, comercializando computadores para uso pessoal e corporativo. Com sede em Porto Alegre (RS), a Compujob conta com um grande e-commerce de atuação nacional e 4 lojas físicas, com mais de 1 milhão de clientes conquistados. A empresa também desenvolve projetos de TI com parceiros de tecnologia como Intel, AMD, Microsoft, IBM, HP entre outros.

Adriane Lengler, fundadora da empresa e diretora de marketing, conta que a Compujob começou a trabalhar estratégias digitais quando percebeu que a Internet seria um negócio promissor. “Em janeiro de 1996, percebemos a importância da Internet quando as pessoas começaram a comprar computador para ter acesso a uma conta de email. Desde então o negócio começou a se construir e crescer”, conta Adriane.

Desde o início, a Internet serviu como catálogo de vendas para a Compujob, promovendo seus produtos para as lojas físicas e televendas, tornando-se o principal meio de divulgação da empresa. O e-commerce teve início em 1996 e hoje representa 20% das vendas da empresa, com uma taxa de conversão de 3%. (8º P)

Para pensar em novas estratégias de marketing digital, a Compujob tem uma equipe, com 8 pessoas trabalhando no comércio eletrônico e 3 funcionários focados no marketing, cada um deles responsável por uma área, divididos entre redes sociais, otimização e campanhas de venda online.

O planejamento de marketing digital costuma ser realizado com 3 meses de antecedência (2ºP) e, atualmente, 3% da receita da empresa é investida em Internet.

A Compujob utiliza diversas ferramentas online para divulgar serviços. O site é um catálogo de produtos para clientes e vendedores das lojas físicas. Para lançar produtos e promoções especiais (5ºP), a empresa utiliza seu blog, que também traz dicas sobre informática e tecnologia (4ºP).

O Twitter @compujob (cerca de 13 mil seguidores) é usado em tom informal para a comunicação de novos produtos, lançamentos e ofertas, já o perfil @blogcomputador é usado para gerar demanda de produtos, mostrando aos seguidores a necessidade de cada item(4ºP), com cerca de 50 mil seguidores (dados de setembro de 2010).

O Orkut e Facebook são usados para ofertas exclusivas em cada um destes canais (5ºP). No chat online, 4 vendedores sanam as dúvidas dos internautas. (7º Pês)

Esporadicamente, a Compujob também desenvolve hotsites para lojas de fornecedores, com campanhas promocionais e nichos de mercado. Os links patrocinados do Google (Adwords) são trabalhados quando existe uma campanha pontual com ofertas. (5º P)

Cada ferramenta tem sua força mas, a que traz mais retorno para a empresa é o email marketing. A Compujob tem uma base com mais de um milhão de clientes, separados entre pessoa física e jurídica, e realiza dois disparos semanais, com informações pertinentes para o público. (7º P)

Além das ações digitais, a empresa trabalha também rádio, TV e jornal, mas as ações online são responsáveis por 50% dos resultados.
Para mensurar o retorno, a Compujob utiliza ferramentas como Google Analytics, Google Trends, Google Insight, Google Alertas do Google e Alexa. (8º P)

Site: www.compujob.com.br
Blog: www.blogdocomputador.com.br
Facebook: www.facebook.com/compujob
Twitter: @compujob e @blogcomputador

Estudo de case de marketing digital nº 15: Passarela Calçados entrando no e-commerce dos pés à cabeça

Já falei aqui no blog sobre a Posthaus e suas estratégias para o comércio eletrônico. Uma loja que nasceu como uma loja de venda por catálogo e agora somou mais uma unidade de negócios: um site de comércio eletrônico.

Um case semelhante é o da loja Passarela Calçados, que nasceu como uma loja física de calçados e também montou seu comércio eletrônico há alguns anos. A Passarela será o nosso case de hoje.

Fundada em 1981 a Passarela hoje é a maior rede de lojas especializada em calçados do interior do Estado de SP, com 25 lojas físicas espalhadas entre 10 cidades e uma loja virtual que atende todo território nacional.

Seu diretor e proprietário, Vanoil da Rocha Pereira, saiu do Paraná, onde era trabalhador rural para tentar alcançar seu sonho em São Paulo e, aos poucos, conseguiu atingir seu objetivo construindo a rede Passarela.

Para conhecer um pouco mais da Passarela e do sr. Vanoil.

Imagem de Amostra do You Tube

A ideia de montar o e-commerce surgiu em 2005, quando resolveram inserir um botão de “comprar” no site focado em materiais esportivos que já existia. A partir de então, o negócio só veio a crescer mais ainda. “Em 4 anos tivemos um resultado equivalente a 20 anos. Na Internet tudo acontece muito rápido. As visitas aumentam diariamente no site. Para nós a Internet é, com certeza, um canal de distribuição que deixa a imagem da marca altamente exposta”, destaca Vanoil.

Hoje, 10% das vendas da Internet são investidos na própria Internet, enquanto 3% da receita da empresa é utilizada em mídias tradicionais (TV Globo regional, jornais, rádios, folders, entre outros).

O site, que tem uma taxa de conversão em vendas de 1,5% (8º P), foi reestruturado para ficar bem posicionado nos buscadores e é atualizado diariamente (4º P). A busca do Google é responsável por quase 20% de todas as visitas.

Por ter diversas marcas como anunciantes no site da Passarela, as palavras-chave são escolhidas com foco nos produtos e marcas, mensuradas com frequência para manter aquelas que têm melhor performance (1º e 8º Pês). “É primordial ter uma boa colocação nos buscadores para atingir um melhor desempenho em vendas” diz Vanoil.

Palavras-chave importantes no negócio da Passarela, como “sapatos femininos”, “calçados femininos”, “calçados masculinos”, “calçados”, “sandálias” e várias outras apresentam o site da Passarela na primeira página do Google na busca natural, além de também aparecer nos links patrocinados.

Com relação ao planejamento de marketing digital Vanoil comenta que para obter esse excelente resultado a Passarela sempre elabora com antecedência. (2º P).

A Passarela utiliza outras diversas ferramentas do marketing digital. A empresa destina 2% da verba de Internet para hotsites e o retorno costuma ser de 10 vezes o valor investido (5º P). Já no caso de email marketing, depois de construir um cadastro segmentado onde os clientes recebem semanalmente ofertas de acordo com seu perfil, a ferramenta passou a ser responsável por mais de 7,5% da receita da Passarela (7º P).

A empresa também está presente em redes sociais como Orkut, Facebook, Twitter e Blog (6º P). Estas redes são mais utilizadas para branding, fidelização e interação com os usuários, sem foco direto em resultados financeiros. “A utilização das redes sociais nos trouxe um retorno surpreendente. Acredito que a ideia de expor o produto de uma forma indireta, como uma “dica”, como algo que favorecerá o consumidor, desperta o interesse e o desejo, cria uma relação próxima que ele pode reclamar ou elogiar, pedir ajuda, esclarecer as dúvidas. Temos uma excelente equipe de comunicação que monitora diariamente todos os perfis da empresa, encaminhando as solicitações, sugestões, reclamações postadas, para responder a estes clientes. Esta foi uma maneira que encontramos para fidelizar nosso cliente”, ressalta Vanoil sobre a importância da presença da Passarela nas redes sociais.

A Passarela mensura os resultados em marketing digital pelo Google Analytics e direciona a comunicação de acordo com a interpretação dos dados. (8º P)

Site: www.passarela.com.br

Para saber mais sobre esse e mais cases, além da teoria envolvida em todo esse case, leia no livro Google Marketing e assista os Treinamentos Google Marketing, presenciais por todo o Brasil e os treinamentos online.

Estudo de case de marketing digital nº12: Posthaus – o seu portal de moda

Trago para vocês hoje, um case de marketing digital de uma categoria extremamente complexa de se trabalhar na internet – moda. Um antigo cliente, a Posthaus, tem obtido êxitos contínuos em seu site de comércio eletrônico vendendo roupa.

Para quem quiser ver a teoria por trás desse case, leia no livro Google Marketing 4ª edição ou assista um dos Treinamentos Google Marketing, tanto o presencial que é ministrado em todo Brasil quanto o online.

A Posthaus é um comércio varejista focado em moda. A empresa iniciou suas atividades em 1983, em Blumenau (SC), com a proposta de comercializar e distribuir produtos têxteis de Blumenau e região para todo o país. Pioneira na venda à distância no Brasil, a Posthaus está presente em mais de 5.500 municípios por meio dos Correios e distribuidores. Atualmente, publica e distribui 7 revistas: Posthaus, Quatro Estações, Quintess, Clarissa, Actual, Bazar Brasil e Tentation.

Em 2007, a Posthaus montou o Portal www.posthaus.com.br para marcar seu mais novo desafio: efetuar vendas à distância pela Internet. No portal, são comercializados, além dos produtos das revistas, também diversas outras marcas têxteis nacionais e internacionais, totalizando mais de 12 mil itens à disposição dos internautas.

Dá para se ter uma leve ideia da qualidade do trabalho da Posthaus pela sequência de vídeos sobre estilo e moda que eles têm no YouTube.

Imagem de Amostra do You Tube

Para quem já leu meu post sobre a relação entre venda por catálogo e e-commerce, já percebeu que a Posthaus, sendo originalmente uma empresa de venda de roupas via catálogo, está mais do que acostumada com as agruras de se vender roupa à distância. Toda a questão da logística reversa, adequação de cores, modelos e estilos a pessoas dos mais distante cantos do país para a Posthaus é algo normal.

Existe muita diferença entre se vender roupa na prateleira e por catálogo. Em um catálogo, ou em um e-commerce, as pessoas não compram produtos, compram informações sobre produto, como falado no post da Sears, indicado anteriormente. A Posthaus entende bem essa lição e todas as fotos das roupas são tiradas com modelos. O que vende é o contexto, não pura e simplesmente a roupa.

A Posthaus viu a necessidade de entrar no comércio eletrônico após a chegada em massa dos computadores nas residências do brasileiro e o acesso cada vez mais facilitado a Internet, principalmente tratando-se das classes C e D, que sempre foram as grandes “fatias” dos negócios da Posthaus. Com uma grande experiência em vendas à distância e todo processo de devolução, a entrada no comércio eletrônico era questão de tempo e, em 2007, foi ao ar o Portal Posthaus”, conta Thiago Fernando de Zutter, editor de mídia online.

Thiago ainda complementa “O Portal Posthaus traz como slogan “Seu portal de moda”, isso porque procuramos nos especializar em vender moda pela Internet, principalmente moda feminina. Algo talvez inusitado para alguns e desafiador para a Posthaus, principalmente quando pensamos que o cliente compra o produto sem provar. Uma ferramenta que ajuda e muito neste processo de venda de moda pela Internet é a Tabela de Medidas. Cada marca e produto tem sua dimensão, o que possibilita que o cliente tire as dúvidas sobre qual tamanho deve escolher”.

Existe uma equipe de e-commerce pensando “full time” nas estratégias de comércio eletrônico da Posthaus, que foi montada desde o início, em 2007, e busca novidades e melhorias nos resultados diariamente. O planejamento das ações é feito para melhorar procedimentos já efetuados, além de novidades no mercado. Com isso em 2009 a empresa fez sua primeira campanha exclusiva para redes sociais. (5ºP e 6º P)

O setor de e-commerce tem uma equipe também voltada na busca de novas lojas parceiras. O portal Posthaus pode ser colocado no patamar de shoppings virtuais, em que várias lojas online de diferentes marcas se “hospedam” e passam a usufruir todo acesso. Hoje as lojas virtuais de grandes marcas como Lilica Ripilica, Tigor T Tigre, Scala, Kyly, Lunender e são encontradas exclusivamente no Portal Posthaus.

Hoje o negócio comércio eletrônico ainda representa um fatia pequena de toda receita da Posthaus, porém, já tem um percentual definido de toda a receita para ser investido nos negócios da web. O mercado comércio eletrônico na Posthaus tem, mês a mês, um crescimento realmente animador, chegando a mais de 19 mil pedidos no mês de agosto/2010 e uma taxa de conversão de 1,6%. (8º P).

A busca natural do Google representa quase 18% das visitas ao site, com mais de 338 mil acessos mensais. (3ºP e 4ºP).

Ao digitarmos palavras como “vestidos”, “moda feminina” dentre várias outras, o site da Posthaus aparece, não só nas primeiras posições da busca natural, mas também nos links patrocinados. A Posthaus tem uma excelente estratégia de encontrabilidade e boa parte de seu tráfego vem do Google.

Perceba que os anúncios de links patrocinados da Posthaus apontam para uma página de pouso específica, não para a página principal. Isso é uma das principais estratégias que as empresas erram na hora de fazer uma campanha.

A campanha feita pela Posthaus chegou até a ser case de sucesso do Google dado o resultado que é obtido com ela.

Imagem de Amostra do You Tube

A empresa usa estratégias conjuntas de divulgação, unindo o online ao offline (5ºP). “A Posthaus sempre teve como principal negócio vendas por meio de catálogo e hoje, depois de entrar no comércio eletrônico continua possibilitando o cliente a receber a revista em casa. Acreditamos que o cliente recebe a revista em casa, busca o produto no site e compra. Isso acontece diariamente com várias de nossas antigas clientes, que compravam assiduamente por catálogo e hoje compram pela Internet no do conforto da sua casa”, comenta Thiago.

A Posthaus acompanha os resultados por meio de ferramentas criadas pela própria equipe de desenvolvimento, além do Google Analytics (8ºP). Os resultados são analisados em encontros quinzenais com toda a equipe envolvida no comércio eletrônico e novas estratégias são planejadas. (2ºP)

Site: www.posthaus.com.br


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