Categoria: Internet

Princípios do marketing digital e da sociedade da nova economia global

Vivemos em um mundo baseado em bits. A informação mudou dos catálogos impressos ou dos jornais em papel para sites de e-commerce e blogs. O mundo que, segundo Alvin Tofler, vive na era da informação, agora passa por transformações que ele próprio não preveria na década de 80, quando lançou seu clássico “A Terceira Onda”.

Os princípios que regem o mercado da sociedade contemporânea não são os mesmos que a trouxe até aqui. Os papéis perderam seus contornos e as instituições, sua credibilidade.

É preciso se reinventar.

Nesse cenário de turbulência e mudanças, novos princípios se fazem necessários. Apresento a seguir um breve roteiro para que webmasters e profissionais interativos de marketing se encontrem: os 6 princípios do marketing da nova sociedade digital.

Vamos explorar inicialmente o ambiente interno, principalmente ao que tange a sua empresa. Logo depois, irei mostrar o que sua empresa deve fazer com relação ao ambiente externo – principalmente no que tange ao consumidor.

1. Seja simples
Cada dia mais, o ser humano tem procurado a simplicidade. Há preocupação com o meio ambiente, crise no modelo consumista dos Estados Unidos e outras áreas, inclusive na tela principal e minimalista do Google. Não ache que é isso é fácil!

A internet está apenas recriando o modelo de simplificação que passa pelos mais diversos campos do conhecimento de tempos em tempos. A simplificação democratiza e isso por si só já faz com que todo um setor da economia mude devido à entrada das massas. O que antes era restrito a uma minoria, de uma hora para a outra se abre à população que faz com que todas as regras sejam modificadas.

Eastman o fez com a Kodak no final do século XIX, simplificando a fotografia a ponto de permitir que o consumidor comum pudesse tirar suas próprias fotos. Lutero o fez no final do século XV traduzindo a Bíblia do latim para o alemão. Steve Jobs o fez com a interface dos computadores no final do século XX. Cada um a sua maneira imprimiu sua marca na história da humanidade.

A diferença é que a internet está mudando (e simplificando) muito mais campos do conhecimento do que qualquer um dos anteriores conseguiu até então. A internet gera acessibilidade em massa para informações que até antes eram propriedade de poucos. Não dependemos mais dos escribas do faraó, agora todos podemos escrever e ler também. A busca pela simplicidade tem sido um valor nos dias atuais, e as empresas que a apresentarem para o consumidor ganharão sua simpatia porque torna o complexo, simples. O inacessível, democrático.

Simples não quer dizer simplório, medíocre ou mal feito, mas tão elaborado que só seja apresentado ao usuário o que realmente é imprescindível. A simplicidade pode ser mais complexa do que a complexidade. Para ser simples é preciso ser exato. A Apple é um exemplo de empresa que preza pela simplicidade advinda da extrema complexidade.

2. Seja ético
Vivemos na era da transparência. É importante percebermos que, com a internet, nada mais pode ser escondido por muito tempo. É mais fácil ter a ética como um valor acima de todos os outros.

Ser ético é mais do que dizer a verdade e ser transparente em suas atitudes. Ser ético é revelar os segredos de sua instituição para o consumidor como uma forma de pedir sua anuência. É destinar a seu cliente tempo para explicar por que sua empresa está fazendo isso ou aquilo. Ser ético é devolver à sociedade aquilo que ela lhe deu em forma de lucros.

Ética é um conceito muito debatido e subjetivo, mas é fácil saber o que não é ético. Como na frase, “na dúvida, faça a coisa certa”, as empresas precisam se mostrar para seus clientes como éticas, acima de tudo.

Escândalos como o da Enron só aumentam a descrença do consumidor em relação às instituições. Há uma frase que resume bem essa situação: “à mulher de César não basta ser honesta, é preciso parecer honesta”.

É preciso que sua empresa inspire credibilidade e respeito junto ao consumidor. A campanha do Banco Real, no Brasil, “Todo dinheiro é igual?”, reflete bem um encaixe do banco com as exigências do consumidor. No site do Banco Real podemos ler a seguinte frase: “Para o Banco Real, um negócio só é bom mesmo quando é bom para todos: para as empresas, a sociedade e o meio ambiente”. Quando imaginaríamos ouvir isso há 30 anos?

3. Seja “encontrável”
O número de ofertas para o consumidor torna-se tão grande que o problema não é mais você ser escolhido em vez de seus concorrentes. O problema hoje é você ser encontrado antes deles e, além disso, na hora em que o consumidor precisa.

Se você não usufrui do privilégio de ser uma marca top of mind como Xerox ou Coca-Cola, é melhor pensar cada vez mais em técnicas de “encontrabilidade”.

Mesmo essas marcas já estão pensando em encontrabilidade. Afinal, se tecnologia não é mais um diferencial entre empresas, qualquer produto vai resolver meu problema. Ser encontrado antes pode fazer toda a diferença.

Sempre digo que “A melhor maneira de encontrar o seu consumidor é ser encontrado por ele”. Repita isso como um mantra.

No próximo artigo, vamos explorar o que deve ser feito quanto ao seu ambiente externo e como que é o consumidor que deve dar os rumos da sua empresa.

Vamos explorar agora o ambiente externo na relação da empresa com o consumidor.

Os próximos 3 princípios do marketing na sociedade digital nos mostram que o consumidor é o ponto de partida de todas as suas ações, inclusive, na renovação da sua própria empresa.

Vamos a eles.

4. Ponha o usuário no início (e no final) de sua cadeia de valor
Pense em seu consumidor como a base de decisão de todas as coisas. O consumidor deve ser de fato o início e o final de todas as decisões da empresa. Não há nenhuma novidade no que estou dizendo, mas algumas empresas vão além de simplesmente ouvir o cliente, deixando-o influenciar diretamente o próprio produto, como no caso da camiseteria.com.
Isso é por o cliente em seu devido lugar: a direção da empresa.

O Google usa a técnica de lançar produtos semiacabados para que os próprios usuários contribuam para seu acabamento e melhoramento. São sempre lançados em formato “beta” e podem levar alguns anos até que estejam terminados.
Vivemos em um mundo “beta” em que não mais tempo para planejar durante dois anos o lançamento de um produto, sob pena de, ao lançá-lo, ele já esteja obsoleto.

A obsolescência contemporânea está sendo levada a níveis exorbitantes em que produtos de alto valor agregado, como câmeras ou notebooks, se tornem antigos em semanas ou até dias.

Isso faz com que suas inovações saiam mais rápido do laboratório, diminuam a responsabilidade de estarem 100% concluídas e, portanto, sem possibilidade de erros, testando o produto no próprio mercado, o melhor lugar para testes. Muitas vezes o próprio consumidor, além de apontar os problemas, também os resolve.

5. Crie relacionamentos
Vender cada vez mais torna-se uma consequência dos relacionamentos que sua empresa criou ao longo do tempo. O vendedor tirador de pedidos, se é que ainda existe, está com os dias contados.

Empresas que promovem o relacionamento crescem a olhos vistos na “era do atendimento ao consumidor”. A internet está repleta de ferramentas para que as empresas criem tais relacionamentos de forma duradoura e em grande escala, basta a sua empresa querer.

Internet, é propaganda, é conversar, contar histórias. Isso é relacionamento. Conte histórias, converse com seu consumidor.

A palavra “relacionamento” nos remete diretamente à palavra “pessoas”, e essa tem relação direta com “redes sociais”. A internet, como uma rede de pessoas cada vez mais será a internet das redes sociais. O conceito de redes sociais está em muitas coisas atualmente.

Entender de relacionamentos significa entender de redes sociais, significa estimular a “conversa”. É através delas que uma empresa consegue lidar com grandes quantidade de informações sobre pessoas e hábitos. As redes sociais são o melhor CRM que surgiu nos últimos tempos, devido a sua possibilidade de atualização colaborativa e auto-segmentação.

As redes sociais existem pelo único motivo que o ser humano precisa de um sentimento de “pertencimento”. Precisam saber que estão ligados a semelhantes seja por causa de um mesmo time de futebol, uma mesma marca de bolsa, um mesmo carro. A propaganda explora esse sentimento de pertencimento vendendo estilo de vida em vez de produtos.

O desejo de pertencimento por afinidade gera o que chamamos de clusterizações das redes sociais. Em outras palavras, pessoas se juntam em grupos distintos. É difícil, por exemplo, o cluster de redes sociais de atores de filmes de terror ter os mesmos membros do cluster de redes sociais de atores de filmes pornôs. São clusters que não se misturam muito.

Isso faz com que tenhamos que escolher os nossos clusters, em que redes queremos estar e quais os nossos pares. O desejo de ser algo e de pertencer a algo de cada um cria tais clusters. Por meio das redes sociais de um mesmo cluster cria-se relacionamentos. Passa-se a escutar muito mais ativamente seu consumidor. A época do “qualquer cor, desde que seja preto” acabou faz tempo. Personalize sua comunicação e faça com que ele se sinta único.

As ferramentas de personalização e a possibilidade de interferir diretamente em empresas e governos (quanto aos governos, em alguns países, já se derrubam políticos a partir de posts em blogs) fazem com que o consumidor seja o dono da bola e, com razão, eleito o “cidadão do ano” da Revista Time em 2006.

6. Renove-se a cada dia
Se a sua empresa, seu site ou seu produto, permanecer o mesmo durante muito tempo, perderá, invariavelmente, para os mais novos. Na sociedade do descartável, em que o consumidor procura ávido por produtos que venham arrefecer o seu desejo pelo novo, não se pode ser o mesmo durante muito tempo – é preciso se reinventar.

E, lógico, quem vai dizer para a sua empresa ou para o site de seu cliente, que caminho tomar nessa reinvenção, é o próprio consumidor.

Não dá para deixar de falar do Google nesse quesito. Google Maps, Google Phone, Gmail, Google AdWords, Google Adsense, Google Docs; Google isso, Google aquilo. Surpreender seu usuário sempre foi uma de suas principais vantagens competitivas.Todos os produtos que o Google lança remontam uma clara percepção de demanda por parte dos consumidores.

Um fato que evidencia essa postura do Google frente ao mercado é o de que, além de atrair mentes brilhantes por ser uma empresa estimulante e cool, como um dia foi a Microsoft, 20% do tempo (e estrutura) são dedicados para que seus funcionários criem produtos pessoais. É lógico que isso só é possível em uma empresa que transborda dólares pelo ladrão, mas não deixa de ser uma ótima estratégia para cultivar um ambiente inovador.

Sua capacidade de inovação sempre o coloca no topo das marcas em termos de divulgação e adoração. É lógico que o Google não é líder em tudo o que lança (quantas vezes você já utilizou o Google Checkout?), mas seu desempenho é invejável.

O Google Docs, por exemplo, contabilizou mais de 1,4 milhão de usuários em outubro de 2007, o que o coloca com folga na liderança do setor. Estamos falando de editores de textos e planilhas on-line, e não off-line, em que a Microsoft lidera com mais de 500 milhões de clientes para seu pacote Office no mundo (sem contar, é claro, os piratas).

A Apple também é uma empresa que se renova constantemente, criando novidades bem adaptadas aos anseios do mercado. Estar sempre se renovando não é fácil, mas se a sua empresa abrir as portas para que o mercado a ajude nessa missão, torna-se mais fácil. Seu consumidor quer participar. Ele quer fazer parte daquilo que irá comprar.

Podemos citar também a Build a Bear. Essa empresa genial vende uma experiência em que a criança escolhe, entre uma variedade de 30 bichinhos, qual ela deseja ter. A partir daí, é possível gravar um som para ir no enchimento – a criança pode incluir um coração dentro dele. O brinquedo recebe um código de barras, para, caso seja perdido, ser devolvido à loja.É penteado e perfumado com um cheirinho escolhido pelo dono, ganha um nome e tem certidão de nascimento impressa, além de ser vestido com uma enorme variedade de roupas e acessórios.

A empresa foi fundada em St. Louis em 1997 e já conta com 260 lojas nos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Irlanda. Há lojas franqueadas na Europa, Ásia e Austrália.

Esse exemplo mostra que mesmo sem ser uma empresa interativa, localizada na web, é possível utilizar os princípios do novo Marketing, do mundo dos bits, para levar tais conceitos ao mundo dos átomos.

Os novos princípios que regem o mercado representam um desafio às mentes mais brilhantes e também mostram, atualmente, que o talento se torna cada vez mais forte do que a tecnologia.

A valorização de hoje está centrada no indivíduo. Vivemos na Renascença Digital e é raciocinando dessa maneira que vamos entender cada vez melhor o nosso consumidor e o nosso mercado, entregando mais valor por um preço cada vez menor. Portanto, os 6 princípios do marketing da sociedade digital tendem a transformar as empresas em instituições mais competitivas, que trabalham com customização, interação com os consumidores e inovação contínua.

Fonte: Aberje

Minha palestra sobre marketing digital na íntegra

Olá, amigos,

Abaixo, apresento a minha palestra na ADVB, em 22 de setembro – Porto Alegre – sobre marketing digital.
A palestra está na íntegra. Espero que gostem.

Palestra de Marketing Digital – palestrante Conrado Adolpho – ADVB/RS from Conrado Adolpho on Vimeo.

Gerando credibilidade para sua marca por meio do conteúdo

Vender é se relacionar, e um meio de maximizar o efeito do site com o relacionamento na web é promover artigos e matérias em outros sites que tratem do assunto abordado nos textos.

A internet é basicamente um meio de informação, comunicação e entretenimento. Os portais, que sobrevivem graças à publicidade, precisam gerar tráfego que justifique o investimento de propaganda e, para tal, necessitam de muitos textos veiculados diariamente.

Uma das maneiras de aumentar o número de acessos a um site é gerando palavras-chave inseridas em um conteúdo que tenha relevância e, portanto, valor para o consumidor. Isso você já deve saber, porém, muitos dos portais não dispõem de jornalistas para escrever tais textos, então necessitam de colaboradores para gerar conteúdo. Pessoas, como você e eu, que entendem de um determinado assunto e se interessam em escrever sobre ele.

Lembrando-se de que todo texto produzido deve mencionar o autor, com um simples e-mail para o site que for publicá-lo pode-se solicitar a inclusão de um link para o site de sua empresa.

Experimente digitar “conrado adolpho” (entre “aspas” para só achar realmente o meu nome) no Google e veja o resultado de um trabalho de relacionamento na web feito a partir de 2004. Na minha última verificação havia mais de 30.000 ocorrências.

Como já mencionei, trata-se de um trabalho que traz inúmeras vantagens:

1. A mais imediata: gera links para o seu site, melhorando substancialmente minha posição nos buscadores.

2. Faz com que, mesmo pessoas que não teriam encontrado o seu site a partir de buscadores, acessem seu site devido a um artigo veiculado em outro site.

3. Cria uma imagem de credibilidade, uma vez que veicula a imagem da sua empresa em diversos sites diferentes que falam sobre o mesmo assunto.

4. Gera repetição do seu nome ou imagem, fixando-o na mente do seu público-alvo.

5. Apresenta você ou sua empresa para um público segmentado, que se interessa pelo assunto abordado e acessa os sites que veiculam informações sobre o mesmo.

Publicar conteúdo “off-site”, ou seja, em outros sites que não o seu, é uma das principais tarefas que sua empresa deve se dedicar em um planejamento de marketing digital.

O mercado de hoje mudou e uma das características desse novo mercado é que as pessoas acreditam cada vez mais nas opiniões de outros consumidores comuns do que em propagandas de sua empresa falando bem de você mesmo.

À medida que você publica conteúdo off-site, seja em diretórios, fóruns de discussão, comentários em blogs, artigos escritos sobre assuntos relativos a seu negócio, postagem de vídeos no YouTube, podcasts e várias outras maneiras, sua marca vai ficando evidente para seu mercado-alvo, criando valor para sua marca. Você cria uma presença on-line marcante.

A grande vantagem é que, atualmente, ainda está relativamente fácil de fixar sua marca e criar presença intensa na web devido ao fato que poucas empresas fazem isso de maneira profissional e eficiente.

A publicação de conteúdo off-site é uma ótima maneira de aumentar sua visibilidade e encontrabilidade, e isso não é só ação de empresa pequena.

Um exemplo veio recentemente da terceira maior rede varejista de eletroeletrônicos do país – o Magazine Luiza. Em dezembro de 2007, o Magazine Luiza fechou uma parceria com o YouTube para veicular vídeos explicativos sobre os produtos vendidos na rede. O Magazine Luiza investiu R$ 1,5 milhão nessa ação e pretende aumentar o investimento em mídia on-line cada vez mais.

Só o burburinho que tal iniciativa causou já lhe deu tantos links e referências que já fez valer o investimento.

Não é só o Magazine Luiza que utiliza o maior site de vídeos do mundo, incluem-se na lista a Nokia, a BMW e muitas outras empresas que reconhecem o potencial desse veículo para gerar recall para sua marca.

Outra grande vantagem de publicar conteúdo off-site vem de uma pergunta incessante de muitos empresários que acreditam que se conseguissem aparecer em uma entrevista na Oprah, na CNN ou em uma revista especializada, estariam ricos. Despendem enormes esforços de marketing para tal, mas o resultado é pífio.

Posso lhe garantir que a produção da Oprah recebe uma enorme quantidade de e-mails promovendo os mais diversos tipos de produtos e praticamente nenhum deles vai efetivamente ao ar.

Em vez de enviar releases para a produção de programas de grande audiência, sua estratégia de marketing digital deve ser diferente – você deve provocar uma matéria publicando conteúdo relevante e original sobre seu negócio.

Preste atenção, eu disse sobre seu negócio, não sobre seu produto ou sua empresa. Se você trabalha com fabricação de móveis fale sobre fabricação de móveis, decoração, tendências, novas tecnologias e não sobre como é o processo de fabricação de móveis na sua fábrica ou quais os prêmios que sua empresa ganhou no último ano. Lembre-se da relevância – regra básica no seu mercado.

Publicar conteúdo off-site pode significar para uma imobiliária publicar posts em fóruns sobre imóveis, quais as vantagem e desvantagens de se comprar ou alugar um imóvel com as atuais taxas de juros de aplicações e valor dos aluguéis.

Para uma clínica de cirurgia plástica pode significar publicar uma série de artigos sobre quando é importante fazer uma cirurgia plástica e quando não fazer. Essa série de artigos pode ser veiculada em centenas de sites e blogs.

Para uma agência de viagens pode ser interessante publicar vasto conteúdo sobre dicas de diversos países para os quais vende pacotes e que têm maior apelo por parte do público-alvo.

Até aí o que estou falando é sobre publicação de conteúdo. Li certa vez que “você é o que você publica” – e é verdade.

O que você publica fala sobre sua experiência, sobre sua boa vontade de veicular material de qualidade para ajudar outras pessoas que tem um problema que você pode resolver e principalmente, fala que você é confiável, tem um nome a zelar, afinal, ninguém se daria ao trabalho de construir um nome na rede para depois “queimá-lo”. Quanto maior sua presença na rede, mais confiável você parecerá.

Produção de conteúdo original é um fator muito importante para que você e sua empresa aumentem sua visibilidade na rede e formem uma imagem sólida e perene ao longo do tempo.

Tenha em mente que conteúdo é uma das únicas coisas que realmente são relevantes para um usuário interessado em comprar um produto ou serviço.

A internet já se fixou para seus usuários como uma excelente ferramenta de pesquisa, principalmente de comparações entre produtos e de pesquisa de opinião a respeito de produtos diversos por pessoas isentas e descompromissadas com instituições.

Use isso a seu favor.

Fonte: iMasters

O primeiro passo para ganhar dinheiro com e-commerce: conhecer o seu consumidor online

O comércio eletrônico tem crescido em todo o mundo de maneira espantosa. Para ter uma operação de sucesso em comércio eletrônico é preciso descobrir como é o seu consumidor e como ele age com relação às compras. Para isso, é preciso segmentar o mercado.

Grosso modo, todo mercado se divide em segmentos de acordo com seu comportamento, localização, hábitos de consumo e outros critérios. No comércio eletrônico não é diferente.

Inicialmente, podemos dividir os e-consumidores em light users (fizeram entre 1 e 3 compras na web nos últimos 6 meses) e heavy users (fizeram mais de 4 compras pela web nos últimos 6 meses). Essa classificação, contudo, é muito genérica. Não define com precisão os e-consumidores.

Aprofundando-se um pouco mais nesse assunto, em 2007, a eSatara, juntamente com estudos de consultorias como a Forrester, Gartner Group e JupiterResearch, elaborou uma pesquisa muito interessante em que mapeou os tipos de consumidores on-line, de pessoas físicas. Na classificação por comportamento frente à compra, temos um perfil que merece destaque, o disperso.

Os “dispersos” são os consumidores mais comuns, aqueles que abandonam o carrinho antes de concluir a compra. O principal problema do e-commerce em todo o mundo é o abandono de carrinhos e vários estudos e pesquisas são realizadas nesse sentido. Um estudo encomendado pelo PayPal e conduzido pela ComScore divulgou os motivos para o abandono de carrinhos na web.

Primeiramente a estatística apontou que em 2008 a média de carrinhos abandonados foi de 59,43%.

Realizei uma pesquisa informal com diversas pequenas empresas de comércio eletrônico e a maioria não ficou abaixo de 60%. Segundo o estudo, as 5 principais causas para o abandono do carrinho são:

* Os custos de envio da encomenda eram muito elevados: 43%.
* O valor total da compra era maior do que o esperado: 36%.
* Vou comparar preços em outra loja, antes de decidir: 27%.
* Queria falar com o Apoio ao Cliente antes da compra e não consegui: 16%.
* Esqueci o username e password: 14%.

É lógico que para cada um desses motivos há soluções simples que raramente são utilizadas pelas lojas on-line. A questão do frete, de fato, é um problema sério. É preciso pensar tal questão com muito cuidado, pois ela pode inviabilizar a venda. Dependendo de qual porcentagem representa o valor do frete, é interessante criar estratégias, como o “clube do frete” ou “frete grátis nas compras acima de…” para minimizar tal problema. Sendo esse problema responsável por mais da metade dos abandonos de carrinho, torna-se necessário tratar essa questão com prioridade absoluta para o aumento das vendas.

Outro problema apontado foi a questão do valor da compra ser maior do que o esperado. O fator “surpresa com o preço” é minimizado a partir do momento em que, no carrinho de compras, o total está visível durante todo o processo de compra, podendo o usuário excluir um determinado produto na hora que desejar.

Alguns abandonos de carrinho não têm a ver com a desistência da compra, mas sim porque a pessoa decidiu não comprar naquela hora. É importante que tenhamos o contato do usuário que vai pesquisar preços em outros sites. Se o tivermos, o sistema pode enviar um e-mail automático quando detectar o abandono do carrinho.

Há várias maneiras de obtermos tal contato do visitante. Uma delas é através de “cookies”, porém, uma porcentagem muito alta de internautas apagam esses programinhas de seus computadores. Outra maneira é oferecer uma vantagem adicional caso ele se “logue” no sistema assim que entrar no site, como por exemplo, chance de ganhar brindes surpresa ao navegar estando logado. Com isso a loja consegue monitorar a navegação e, caso ele abandone o carrinho, consegue-se entrar em contato com ele para reverter a venda.

Há dados que mostram que e-mails enviados para usuários que abandonam o carrinho conseguem diminuir o abandono definitivo em 30%.

Outro ponto importante – muitos usuários desejam algum contato humano antes de realizar a compra, principalmente para tirar alguma dúvida com relação a frete, especificações do produto, prazo de entrega e outras informações. Ter um atendimento on-line via chat é fundamental para aumentar as vendas do público que apresentam tal comportamento.

E por último: é lógico que deve haver um campo de “esqueci minha senha” em todos os formulário que a exijam. Isso é questão de usabilidade.

A questão da usabilidade é muito importante em sites de comércio eletrônico. Mudanças desde como mudar o botão “comprar” de lugar ou de cor e aumentar a letra que descreve o produto, até instalar um chat on-line para atendimento podem aumentar as vendas em no mínimo 5%.

Vale a pena ver o link: http://www.nomoreabandonedcarts.com. Uma campanha bem-humorada da VeriSign sobre um recuperador de carrinhos abandonados.

Fonte: iMasters

A revolução digital

Nesta semana, precisamente no dia 9 de novembro, comemora-se os 20 anos da queda do muro de Berlim. E no ano de 2009, também se comemora os 200 anos da Revolução Francesa. O que tais acontecimentos têm a ver com o nosso assunto corriqueiro – marketing digital?

Os 200 anos que se passaram, vieram com uma crescente valorização do indivíduo como célula fundamental da sociedade, trazendo de forma contundente a visão de mundo segundo princípios iluministas, que nortearam a chamada Revolução Francesa, entre 5 de maio de 1789 e 9 de novembro de 1799.

A noção de que o indivíduo é a parte mais importante da sociedade e de que seus direitos são inalienáveis é uma idéia recente. A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi assinada pela ONU apenas em 1948. Ao longo desses 200 anos de transformações, o povo percebeu que poderia provocar mudanças, sem depender de nenhum poder papal ou real, e mudar o mundo.

Nada, porém, chegou tão longe na valorização do sujeito e do poder de mudar o mundo quanto a internet. A rede não só colocou o indivíduo no centro das atenções, como lhe deu o poder de produzir suas próprias ideias. Seus próprios ideais.

A palavra marketing, na sua definição mais abrangente e conceitual – estudo do mercado – é o estudo, na realidade, dos desejos e necessidades dos consumidores. Esse estudo, com o advento da internet, está tomando a forma de marketing um a um, o estudo do menor dos “micro-targets” – o próprio sujeito.

Falando assim, para você leitor, isso parece óbvio, porém, apenas a minoria das empresas pensa dessa maneira. A maior parte delas ainda acha que o poder papal das mídias de massa é mais importante, que elas são as protagonistas, quando na realidade, o protagonista tem sido o próprio consumidor – um por um.

Ainda que a expressão “marketing digital”, para a maior parte das empresas e agências, seja sinônimo de site, e acabe sendo reduzida a um simples conjunto de letras e números chamado HTML com um layout bonitinho, alguns players desse mercado já enxergaram o poder que há por detrás de uma eficiente campanha via ambiente interativo.

Desde as pesquisas sobre as palavras-chave mais digitadas pelos consumidores, até a mensuração dos resultados de cada campanha – seguindo a metodologia dos 8 Pês – o marketing digital permite que as empresas tenham um resultado muito maior e preciso com um investimento relativamente baixo, em comparação com investimento em TVs e rádios, por exemplo.

Trabalhar indivíduo por indivíduo permite que um poderoso programa de fidelização seja implantado e que cada consumidor tenha suas necessidades e desejos atendidos. Permite que a empresa invista muito menos em comunicação transformando o próprio consumidor em veículo.

Na mesma linha da crescente valorização do sujeito e da época de mudanças que se iniciou em 1789, a internet veio para coroar a era da informação centrada no indivíduo. Trouxe para cada computador e lar a possibilidade de interferir na sociedade e de mudar os rumos de acontecimentos com o poder da sua opinião.

As últimas eleições dos EUA mostraram que isso não é utopia, é a pura realidade. O povo mudando os rumos do país a partir de uma rede sub-reptícia, como uma revolução silenciosa e irreversível. A política tem muito a mudar e a aprender com o novo mundo digital.

A decisão da derrubada do muro de Berlim veio de uma reunião do Partido, porém, a resistência à ideia separatista nunca abandonou as mentes dos alemães e, certamente, foi decisiva para que líderes socialistas apoiassem a reunificação. É engraçado e curioso pensar no que teria acontecido – ou em quanto tempo – caso a internet já existisse. Certamente as revoluções teriam acontecido muito mais rápido. Certamente o Partidão não teria se calado por tanto tempo frente ao clamor de uma multidão.

Os 20 anos da derrubada do muro de Berlim e os 200 da Revolução Francesa mostram o que o ser humano conquistou nesses 200 anos para si mesmo e mostram, também, que, ainda tem muito a conquistar. A revolução digital está apenas começando a se mostrar como uma consequência natural do período de mudanças que o mundo vem tendo ao longo dos últimos dois séculos.

A sua empresa está preparada para essa revolução?

A melhor maneira de encontrar o seu cliente é ser encontrado por ele?

Todos passam por dúvidas na carreira, na profissão, no relacionamento e tantos outros campos das nossas pacatas vidas cidadãs. A dúvida faz parte da certeza. Alias, só temos certeza de algo quando, um dia qualquer, a colocamos em dúvida e reafirmamos nossa fé no caminho que escolhemos.

A dúvida é o que move o ser humano para o próximo passo. Que gera o desequilíbrio que faz com que cresçamos e evoluamos. A dúvida é algo que inspira e revigora.

Sabemos, portanto, que estamos no caminho certo a partir do momento em que perguntamos – e toda dúvida é uma pergunta – e recebemos a resposta, seja de que modo for, que não precisamos nos preocupar.

Outro dia fiz uma pergunta.
Na minha profissão, quem é o mais adequado ouvinte e oráculo para se perguntar algo?
Sim, o Google.

Como um jovial estudante – que sempre deveríamos ser – que treme ante à possibilidade da verdade não desejada, perguntei.

Digitei no Google uma frase que venho repetindo desde 2005 – “A melhor maneira de encontrar o seu cliente é ser encontrado por ele”.
Digitei também a variante “a melhor maneira de encontrar o seu consumidor é ser encontrado por ele”.

No mercado hiper pulverizado de hoje em dia é impossível para qualquer anunciante varrer todas os veículos e lugares que um consumidor possa estar. De mídia de banheiro a outdoor, de tv cultura a webrádios. Se formos considerar a internet, então, aí é que o problema se torna ainda maior.

Na primeira edição do Google Marketing, meu livro preferido ;) escrevi essa frase para exemplificar de maneira didática o problema cada vez maior de se encontrar o seu consumidor ante a quantidade estúpida de veículos e mídias. Diante desse cenário, o melhor é ser encontrado por seu consumidor – daí toda a questão da encontrabilidade.

Se você não é encontrado, você não existe.

Após alguns segundos escrevendo a frase, como que inserindo uma chave na fechadura minimalista da tela do Google, ele me abriu as portas que me levaram à resposta inquirida.

O intrépido robô do buscador mais famoso do mundo partira em busca da resposta e me retornara, em apenas 0,47 segundos, 410 resultados.

Algumas das ocorrências trazidas pelo Google eram meu próprio blog ou artigos escritos por mim em diversos sites. Porém, havia mais. Muito mais.

Sites, blogs, reportagens, twits e afins que repetiam incansavelmente a minha frase (com ou sem o devido crédito). Tudo bem, na internet o “Control C, Control V” não é mais só um hábito, faz parte da cultura digital.

Com um meio sorriso, cheguei à conclusão que queria.

Fim das dúvidas. Estou no caminho certo.

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Como será o mundo em 2024? Parte I

Imagino a cena.
O ano é 2024, eu no auge dos meus 50 anos tento explicar para meu filho mais novo como era vida em 2009.

- (…) e existia uma coisa chamada “grade de programação” que os canais de tv, desculpe, smarttv, escolhia os programas que iam passar do início ao fim da programação do dia.

- Pai, o que eram canais de tv? Em alguma hora do dia os programas paravam de passar?
Penso que será uma longa conversa. Devia ter escolhido outro assunto mais fácil, como “o que era o livro” ou “porque os celulares não recebiam e-mails”.

- Você já se conectou no EAD da escola de hoje? Digo, tentando dar um fim ao assunto lembrando-o da aula que ele ainda não tinha assistido. Os deveres da escola agora eram feitas pela smarttv.

- Pai, recebi um twittervideo outro dia de uma propaganda de um produto chamado Bombril. Era engraçada, mas um pouco mal feita. Isso era a tal “grade de programação”?

- Não, filho. as propagandas passavam entre os programas da grade de programação. Na realidade, os programas eram só uma boa desculpa para as pessoas assistirem as propagandas – penso que não devia ter continuado a conversa, mas não resisti em emitir minha opinião a respeito do quão absurdo era termos que assistir os tais intervalos comerciais no meio de um filme, cortando todo o suspense da cena do vilão que ia matar o mocinho.

- A grade de programação cortava o filme no meio para mostrar a propaganda? Que coisa horrorosa. Vocês não reclamavam no Twitter?
- O Twitter ainda não era uma rede global de comunicação, na verdade, era, mas os twits não apareciam na smarttv. Era tão normal assistirmos os intervalos no meio do filme que nós não achávamos que poderia existir outro jeito. Mas, voltando à grade de programação, era como se o Googlesoft – novo nome que o Google ganhou depois que comprou a quase falida Microsoft – escolhesse quais filmes do YouTube que todo mundo iria assistir em uma determinada hora. Você poderia escolher entre assistir e não assistir. E se perdesse o filme naquele dia, poderia assisti-lo de novo alguns meses depois quando o Google decidisse transmiti-lo de novo. Ah, em um mundo que só existiam uns 30 filmes passando a cada hora.

-Pai, não sei se entendi direito, mas a sua vida era muito chata.

- Era, sim, filho. Era, sim. Falo me lembrando que eu até gostava das propagandas do Bombril.

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Você sabe, mesmo, falar javanês?

No conto “O Homem que sabia javanês”, de 1911, Lima Barreto conta a história do senhor Castelo, um malandro que fingia saber javanês para conseguir um emprego. É lógico que, como ninguém sabia falar javanês, ele acaba ficando famoso por ser o único tradutor de tal idioma. Um embuste.

Se javanês era o idioma desconhecido em 1911, o internetês é o javanês de hoje em dia. Porém, com uma mudança. Todo mundo fala internetês, menos as empresas que não conseguem traduzir o idioma. Uma novilingua às avessas.

Se o idioma organiza o pensamento, segundo Lev Vygotsky, o novo idioma está mudando não só a maneira das pessoas se comunicarem com também das pessoas pensarem e se comportarem.

O que a internet trouxe para o imberbe mundo do século XXI foi, principalmente, a capacidade de interação em um novo idioma entre pessoas de uma forma nunca antes sequer imaginada. Nem Julio Verne, com sua inventividade à flor da pele imaginaria aonde chegaríamos em tão pouco tempo com o meio digital.

O hipertexto ampliou a leitura de qualquer meia dúzia de palavras a esferas enciclopédicas. O Google nos mostrou de forma prática que informação é poder, tal qual Toffler falara na década de 80. A web 2.0 e seus ícones – tendo na Wikipédia e o Blogger como seus líderes – nos fez ver que o conhecimento construído em rede é menos etnocentrista e mais acessível do que a irretocável Barsa.

A economia do século XXI é a do compartilhamento e a da geração de informação. O poder está na criação e na propagação, não mais na informação pura e simples. Essa, qualquer um tem acesso por meio da fechadura minimalista do Google. Basta escolher uma chave qualquer, ou melhor, uma palavra-chave qualquer, para abrir as portas do mundo.

Ao mesmo tempo em que o ser humano tem o universo a seus pés podendo estar presente de maneira virtual em qualquer lugar por meio de um Google Maps ou de uma conference call, externalizando e ampliando sua individualidade, ele se volta para si mesmo na tentativa de descobrir soluções para seus dramas existenciais.

Compra-se livros de auto-ajuda como jamais se comprou. O Yahoo! Respostas funciona como uma ferramenta para perguntas de cunho pessoal e filosófico. A era da Renascença Digital une paradoxalmente o micro e macro parecendo um resgate de dois extremos da física – a quântica e a relativística.

Faculdades de jornalismo entram em crise devido a não mais exigência do diploma de jornalista para se exercer a profissão, amadores dominam a internet e produzem notícias, fotos e vídeos. A crise global faz com que empresas seculares quebrem e a nova economia transforma empresas que dão prejuízo em marcas bilionárias.

Sem dúvida, existe uma mudança acontecendo sob nossos narizes. A Internet é apenas a ponta do iceberg, o reflexo, não a causa.

Quem mudou foi o consumidor. Uma massa de quase 7 bilhões de indivíduos querendo mudanças e pressionando o sistema como uma massa invencível governada por suas próprias leis.

A ONU estima que a população mundial chegue a 9,2 bilhões de pessoas em 2050, daqui a apenas 40 anos. O montante representado pelos países em desenvolvimento será de 7,9 bilhões em 2050.

No meio de tudo isso está a internet. O meio que faz com pessoas compartilhem informações e opiniões sem a incômoda barreira geográfica. O meio que faz com que pessoas somem conhecimento multiplicando-o e reconstruindo-o. A destruição criativa de Schumpeter elevada a potências de 10 algarismos.

O consumidor está apenas começando sua senda em direção á promessa digital de sermos todos um. O ideal de Martin Luther King expresso em “I have a dream”, um discurso em nome da liberdade e da união dos povos. O sonho de uma época em que as pessoas não serão julgadas pela cor da sua pele, mas pelo conteúdo do seu caráter.

Na internet nós somos o que produzimos e compartilhamos. Somos medidos em bits. Ela é o reflexo e o pano de fundo de nossos anseios e necessidades. A web é o reflexo do que uma população cada vez maior e mais conectada sussurra em blogs e buscas no Google. O uníssono sussurrado por cada um dos mais de 1,5 bilhões de internautas atuais se transforma em uma voz que nenhuma empresa ou governo pode mais ignorar.

O complexo mundo do novo consumidor faz com que conflitos éticos e morais venham à tona desafiar-nos. A mudança de cenário pede novas regras. O que hoje é considerado ilegal, amanhã pode ser normal e cotidiano. A lei é mutável, uma tendência, não.

É o povo que dita como será o mundo, não as leis. No novo e complexo mundo em que as regras parecem caducar, é preciso repensar em novos modelos e visões de mundo. A sociedade vista pelas lentes da web não é a mesma vista pelas lentes da velha economia.

Para quem ainda tem dúvidas sobre o papel social da internet e seu impacto na vida cotidiana, basta refletir um pouco em como a energia elétrica mudou nosso modo de viver. Como ouvi em uma entrevista, ninguém diz mais “eu me conectei à rede elétrica e fiz um café na cafeteira”. A energia elétrica é algo cotidiano assim como a internet será daqui a muito pouco tempo.

Na China, as pessoas já se unem pela internet para comprar eletrodomésticos com desconto em lojas de departamentos. A Índia se transformou no escritório do mundo graças à rede. Pequenos empreendedores têm criado negócios a partir de suas casas e mudado suas vidas apenas com um computador ligado à internet e uma idéia na cabeça.

O consumidor mudou e as empresas ainda estão tentando se encontrar em meio à essa turbulência. Não entendem o pensamento não linear que hoje impera. Ainda acham que pelo fato de boa parte da população ainda não estar conectada, não vale a pena investir em internet.

O comportamento do consumidor mudou como um todo, esteja ele conectado ou não. A internet é só uma resposta a essa mudança e o fato de não estar acessível a todos, ainda, não quer dizer que seu conceito de participação e socialização não esteja presente no consumidor do século XXI.

O conceito da internet é de promover uma enorme fogueira digital em que a conversa é o principal motor da nova economia. As empresas devem aprender a conversar, não repetir o discurso de sempre ignorando a reação do público. Um discurso que tende a ser míope e pouco relevante.

Quais serão as conseqüências de todas essas mudanças em uma conversa interativa entre bilhões de pessoas falando um idioma que as instituições ainda não entendem direito?

A conversa está apenas começando e ainda dá tempo de aprender javanês.

Entre sushis, sashimis e Paidéias digitais

Reza a lenda que o sushi, tradicional prato oriental que virou moda aqui em nossas terras tropicais, tem origem no século IV a.C. Segundo a Wikipédia, o arroz cozido era usado para conservar o peixe salgado através da fermentação do arroz.

Afinal, o que a história de um prato que tem suas origens em épocas tão remotas quanto o próprio homem contemporâneo tem em comum com um blog que fala sobre mundo e sociedade digital?
No dia de hoje, muito,

Foi entre sushis e sashimis que foi regada a conversa que tive hoje com Cesar Taurion em um pequeno restaurante japonês. Uma pessoa que merece as honras que recebe.

Um assunto recorrente, entre um temaki e outro, foi o modelo arcaico de educação que vivemos hoje e o descompasso entre professores e alunos no que tange ao processo de aprendizado. Talvez por ter dado aulas cerca de dez anos tal assunto me cause tantas indagações.

A situação não poderia ser mais grave. Professores, para garantir um salário apenas suficiente para uma vida digna, se vêem na obrigação e ministrar 40, até 60 aulas semanais em uma rotina que deixaria exausto até um ironman. Tal rotina, porém, não para por aí. Não esqueçamos das provas para corrigir, dos trabalhos para avaliar, do diário de classe para preencher e das infindáveis (e, diga-se de passagem, bem improdutivas) reuniões pedagógicas.

O tempo escasso e o trabalho intenso se tornam os algozes da qualidade do ensino. Não há tempo para se atualizar e, em muitas faculdade, a aula de dez anos atrás ainda é ministrada como se fosse algo realmente novo.

Em contraposição a esse quadro, por si só desalentador, há os alunos. Jovens, cheios de energia, tempo e vontade para explorar e descobrir o mundo. A seu favor – a tecnologia.

A dissonância entre o que o professor – “detentor do saber” – e os alunos é bem maior do que a distância física que os separa na sala de aula. Professor e alunos caminham em direções opostas.

Alunos pesquisam na internet o que realmente lhes interessa, criam músicas e textos de forma colaborativa, estruturam seu pensamento em diretórios e vivem a uma velocidade inspirada por filmes de 007. De site em site, de vídeo em video, colecionam amigos, compartilham conteúdo e dominam as novas tecnologias como se elas fizessem parte de seus próprios cérebros. A tal da “geração Y”.

Esse quadro não poderia estar mais distante do pintado pela vida cotidiana de um professor, seja ele de ensino fundamental, médio ou superior.

O modelo educacional precisa evoluir juntamente com o aluno, não com o professor. É o aluno o motivo de tal modelo existir. A polarização que se vê há centenas de anos na sala de aula que põe professores e alunos em lados opostos só tende a aumentar a distância entre os dois e a acirrar a disputa entre o “eu estou certo” e o “você está errado”, independente de quem fale uma ou outra frase.

Mais ou menos na mesma época que o sushi era inventado, surgia na Grécia um modelo de ensino que privilegiava a verdadeira e natural formação do indivíduo – a Paidéia. Um mestre, 12 alunos e a discussão da problemática cotidiana tendo por objetivo a formação completa do indivíduo – eu disse “indivíduo”, não “máquina decoradora de fórmulas”.

Sem saudosismos de uma época que não vivemos, a diferença com relação à Grécia antiga é clara – a tecnologia, para ficar em apenas uma, relevante para nossa discussão.

A construção do conhecimento, assim como o ideal da escola construtivista, deve se dar através de estímulos externos que forçam o indivíduo a construir e organizar este conhecimento utilizando para isso o próprio meio em que vive. O meio, atualmente, é boa parte do tempo, digital e colaborativo. Como aliar isso, ao se propor um modelo de ensino em meio às novas tecnologias, usando giz e quadro negro?

Assim como em uma aula na Grécia antiga, em que alunos e mestres sentavam-se na grama e discutiam assuntos diversos, a internet pode promover uma discussão muito mais ampla e não limitada pela geografia como uma grande fogueira digital.

Crianças (ou universitários) não precisam mais se limitar às suas fronteiras ou idades (algo que nunca entendi – formar séries devido à idade de cada um e não à experiência ou maturidade) trocando informações com seus pares em nível global.

É lógico que isso mexe com o status quo e com toda a estrutura que existe há séculos por trás da indústria do ensino. Não é tão fácil, porém, quem está pedindo por mudanças são os alunos. Repito: eles são o motivo de todo o sistema educacional existir.

Gostaria que alguns ministros e professores estivessem compartilhando de nosso sushi…

Conrado Adolpho ministra palestras nas principais faculdades de Propaganda e Marketing de Campinas

Conrado em Palestra na PuccampConrado em Palestra na Esamc

Release

Letícia Feix

O publicitário e diretor da agência de marketing digital Publiweb, Conrado Adolpho, realizou palestras nas principais faculdades de Publicidade, Propaganda e Marketing de Campinas. O autor do livro Google Marketing, esteve na FACAMP (24/9), ESAMC (no dia 5/10) e na PUC Campinas ministrando a palestra homônima ao livro, em que discute as últimas tendências de marketing na internet.

Durante a palestra na PUC ontem (27/10), Conrado Adolpho falou para um público de mais de setenta estudantes sobre a mudança do perfil de compra na internet, descrevendo o conceito de índice de atividade do consumidor. O palestrante explicitou que, com o advento da internet, as pessoas estão, cada vez mais, buscando o que procuram na hora em que desejam. Portanto, as empresas podem utilizar essa força de busca para investir menos em propaganda tradicional, ou seja, se o consumidor é mais ativo, as empresas podem se alavancar nesse índice de atividade.

Conrado mostrou os cases da Dell, Camiseteria e Saraiva, além de diversos outros sites de e-commerce que crescem ano a ano por meio de ações inusitadas, boas ideias e atuação nas redes sociais. “Os modelos de negócio estão mudando. Hoje, pequenas empresas podem conquistar o seu espaço na internet porque não precisam investir fortemente em espaços na mídia de massa”, completa Conrado.

O palestrante enfatizou a necessidade dos estudantes de Publicidade, Propaganda e Marketing estarem atentos às mudanças trazidas pelas vendas na internet: “muda não só a forma de pensar as campanhas de marketing, mas também as possibilidades de mensuração dessas ações pelas empresas e de lançamento de novos produtos, propiciando pesquisas de mercado com valores bem mais enxutos e um ciclo produtivo muito mais curto, com o lançamento de produtos em versão beta”, afirma.

As palestras de Conrado Adolpho em faculdades e universidades fazem parte do projeto da Publiweb Eventos, que atua para a difusão de conhecimento sobre internet, comércio social e marketing digital. O palestrante também realiza eventos abertos e in company. Diversos artigos e palestras do especialista podem ser conferidos no youtube e no blog www.conrado.com.br.

Contatos com a imprensa e palestras:

Letícia Feix

leticia.feix@publiweb.com.br

19-3255-6742


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