Categoria: profissionais de marketing digital

Próximas turmas do curso para consultores de marketing digital

Amigos,

As próximas turmas para o curso de certificação de consultores de marketing digital 8Ps acontecerão nas seguintes datas e cidades:

12 e 13 de novembro
Curso de Certificação de Consultores de Marketing Digital – turma 9
Fortaleza – CE

 

19 e 20 de novembro
Curso de Certificação de Consultores de Marketing Digital – turma 10
Belo Horizonte – MG

 

09 e 10 de dezembro
Curso de Certificação de Consultores de Marketing Digital – turma 11
São Paulo – SP

Uma nova profissão: seja um consultor de marketing digital

Quando aprendemos uma nova matéria tendemos ao reducionismo, ou seja, olhar a matéria sem todas as suas nuances, diferenciações internas e outras particularidades. Por exemplo, quando aprendemos química, a tratamos como algo uniforme, homogêneo. Quanto mais estudamos, porém, descobrimos que existem áreas bem distintas como físico-química, química orgânica, áreas que se confundem com a física e com a biologia dentre várias outras nuances da matéria. Cada uma delas gerando teses de mestrado ou doutorado complicadíssimas.

Acontece o mesmo quando aprendemos qualquer outra matéria. O reducionismo para conseguirmos absorver o conhecimento generalizado aos poucos – até que nos tornemos aptos a nos aprofundarmos naquele conhecimento – é um processo normal de aprendizado de qualquer conteúdo.

Não é diferente com o que hoje denominamos marketing digital. Para muitos, marketing digital é criar sites – reducionismo puro. Para outros, é um site otimizado para o Google. Para outros, é um site otimizado com uma boa estratégia de mídias sociais. Se seguirmos por esse raciocínio, chegaremos a especializações cada vez maior do marketing digital. Para entendermos esse ponto, basta analisar a indústria de “search engine marketing” aqui no Brasil e nos Estados Unidos.

Nem falei ainda da indústria de e-mail marketing, da de conversão, venda de leads, e-commerce etc. Quanto mais maduro um mercado, maior é a micro especialização. A metodologia dos 8Ps do Marketing Digital divide bem tais competências e mostra que o universo do marketing digital não é nada simples nem fácil. É algo extenso que exige uma porção de conhecimentos.

Um tipo de matéria que, assim como gestão ou finanças, necessita de alguém que tenha a visão do todo e saiba como direcionar uma empresa para o caminho certo. Normalmente, esse profissional é chamado de “consultor”, no caso, “consultor de marketing digital”.

Quanto maior a quantidade de competências em uma área de conhecimento, mais necessária é a presença de alguém que tenha a visão do todo e que não seja um especialista em uma coisa ou outra. Há hoje os profissionais que só entendem de SEO, os que só entendem de métricas, os que só entendem de redes sociais e assim sucessivamente. No Brasil, falta o papel de alguém que tenha a visão geral de como integrar todas as competências de maneira sinérgica para potencializar o resultado da empresa.

Fazendo uma busca pela palavra “digital marketing consultant” no Google.com  - só nos Estados Unidos – obtemos mais de 1,7 milhões de resultados. Fazendo a mesma busca para “digital marketing consultant”, o Google.com nos traz mais de 16 milhões de resultados. “online marketing consultant” temos mais 880 mil resultados. Quase 20 milhões de resultados se formos somá-los.

Vamos comparar esse números com as mesmas buscas, traduzidas, no Brasil. Fazendo a pesquisa por “consultor de marketing digital” no Google.com.br, temos apenas 166 mil resultados. Para “consultor marketing na internet”, temos mais 30 mil e “consultor de marketing online”obtemos mais 118 mil.

Esses números nos mostram claramente a distância entre os dois mercados e mostram claramente quanto esse mercado no Brasil tem para crescer.

A necessidade desse profissional é percebida quando empresas contratam agências ou fornecedores web e não sabem exatamente o que fazer ou porque uma campanha não deu certo. Essa falta de um consultor é percebida também quando os empresários não conseguem definir a prioridade em termos de serviço na web – se contrata um fornecedor de redes sociais, de SEO ou muda o site. Como cada fornecedor tenta convencer o cliente de que ele é a melhor opção naquele momento, o empresário fica sem ter como avaliar a partir de uma opinião neutra.

Um outro problema que é causado pela falta desse profissional, o consultor de marketing digital, é quando a empresa não sabe o que fazer em termos de internet, não sabe nem ao menos que tipo de empresa entrar em contato para fazer um orçamento. Isso não é nada incomum.

Dada essa semana crescente, um consultor de marketing digital pode ter rendimentos mensais bem elevados em pouco tempo. O valor da hora de consultoria varia entre R$100,00 e R$400,00 para um consultor em início de carreira. Para consultores mais experientes, tal valor pode chegar a R$2.000 por hora (conheço um consultor, amigo meu, que tem um contrato mensal de R$9.000 para 4 horas mensais de consultoria).

Muitos consultores acabam sendo contratados por empresas, como já há vários casos de consultores que eu formei que virarão gerentes de marketing digital.

Com a cada vez maior quantidade de empresas entrando na internet de maneira séria e percebendo que internet é algo vital para sua sobrevivência, o papel do consultor se tornará cada vez mais crítico no sucesso da empreitada digital de qualquer negócio.

Se você quiser se tornar um consultor de marketing digital certificado, entre em contato comigo.

A lebre e a tartaruga: uma breve reflexão sobre as mudanças na indústria da comunicação

Sempre me questionei com relação a real função dos contos de fada. Um deles é o da lebre e da tartaruga. Dizer que a tartaruga ganhou da lebre só porque ela entrou de “salto alto” na corrida, convenhamos, não condiz com a realidade. A meu ver a lebre ganhou a corrida, sim, e ponto. A história que conhecemos foi contada, no mínimo, pela tartaruga.

Em tempos de internet vemos lebres e tartarugas se digladiando a todo momento. O mercado está cheio de tais exemplos. Empresas novas e ágeis que vencem (e que compram) as seculares instituições sobre as quais baseou-se a economia das últimas décadas. O exemplo AOL-Time-Warner perdeu sua posição de notícia chocante para a recente Google-Motorola. Aquisições que acontecem e que, para os mais velhos, simplesmente não fazem sentido segundo a lógica industrial, lenta e pesada.

A velocidade tem vencido a senioridade e não há muito o que fazer ou lutar com relação a isso, só constatar o fato e agir em função dele. Costumo dizer que qualquer modelo de negócios que não tenha mudado muito nos últimos 20 anos vai mudar radicalmente nos próximos 5. O modelo do mercado publicitário e de comunicação como um todo já está sentindo essa necessidade de mudança. Vivemos na era da lebre, não mais da tartaruga.

Algumas agências agem como a tartaruga que dominou uma era e que agora reina, mas já não governa como outrora. As que antes tinham seu quinhão garantido, veem-no diminuir dia a dia e já se questionam a respeito do futuro. Agências que trabalham somente no mercado tradicional de comunicação se perguntam para onde este barco está navegando e quem é o louco que está no timão. Não acho que a resposta seja fácil, porém, vou esboçar uma opinião sobre o tema.

A primeira pergunta que geralmente me fazem é de onde vem a receita das agências online. Uma agência online, em média, ainda não fatura tanto quanto uma agência convencional. O motivo é simples: internet não tem BV e dá muito trabalho. Muito, mesmo. Isso é fato.

Mão-de-obra extremamente qualificada, mensuração de resultados a todo tempo via ferramentas de web analítica, prazos apertados em projetos complexos que envolvem muitas pessoas de competências diferentes, falta de profissionais no mercado inflacionando os salários do setor, clientes que não entendem o que é o digital pedindo coisas impossíveis de serem feitas no budget e prazo definidos etc.

O modelo parece insustentável e incompatível com uma era de economias e de extremo cuidado pós-crise (sendo que, para muitas empresas de atuação global, a crise ainda não acabou). Não é difícil perceber que, se não mudarmos o modelo da agência atual, a margem tende a diminuir até a autofagia do segmento.

Um modelo que hoje tem mostrado força é o da agência que une ações online e offline (passeando naturalmente entre os “dois mundos”). A Agência Click já partiu para esse modelo há algum tempo. Vejo que um passo natural nesse sentido é unir ações de guerrilha, como a Espalhe tem feito, com ações online e comunicação tradicional. Engajar o consumidor, porém, isso pode dar tanto ou mais trabalho que a comunicação via web que mencionei no início do artigo. A conclusão é de que, independente do tipo de agência, web ou “360″, a época das contas gordas com trabalho razoável vai acabar. A maré, caso o modelo atual insista em perdurar, será de trabalho insano com remuneração parca.

Muitas agências ainda insistem no modelo tartaruga “TV-jornal-revista” simplesmente porque não entendem o mundo digital da lebre. Fazer com que equipes do universo das ciências humanas, em que o profissional que mais sabe mexer no Excel é o “mídia”, se mescle ao universo das ciências exatas, em que palavras como “scrum”, “php” e “gerenciamento de projetos” fazem parte da rotina não é nada fácil.

A internet une as humanas e as exatas, porém, de modo bem mais complexo. A coisa toda agora é “caórdica”. Qualquer ação digital tem que contemplar a possibilidade de críticas em tempo real e exponencial, falta de controle, ambiente fluido e ligeiro. Ter que “trocar o pneu com o carro andando”. Pontos que o mercado industrial acostumado a comando-controle não sabe lidar. Um ambiente que não se encaixa suavemente na estrutura hierárquica empresarial moderna, diga-se de passagem, baseada na hierarquia militar, tartaruga.

Apesar das agências não quererem esse modelo para elas – e eu digo que elas eram felizes e não sabiam – o ponto é que os clientes estão demandando trabalhos e estruturas online dinâmicas e voltadas para resultados offline tangíveis. Isso força às agências a terem seus departamentos online ou, no mínimo, uma cultura digital, interativa, que extrapole o rótulo digital e crie soluções inovadoras que integre o analógico e o digital de maneira sinérgica e eficiente. O mundo da tartaruga e o da lebre em comunhão – não poderia haver algo mais difícil de se obter.

O caminho parece ser esse, mas não sem dor. Algumas grandes agências só faltam construir barragens para conter o que não é possível segurar: a força da natureza humana libertária e consciente do que é melhor para si mesmo. Compram agências web que se destacam na região para deixá-las no ostracismo ou fechá-las, convencem os clientes de que “esse negócio de internet não faz verão” e subjulgam a comunicação online como um mero apêndice da convencional. Não poderia haver erro maior em um mercado que já mudou (a discussão “se o mercado vai mudar ou não” já caducou. Todos sabemos que esse é um caminho sem volta).

É necessária uma nova abordagem de negócios e um “desapego” com relação ao que sustentou o mercado na era industrial. O velho Ogilvy, se hoje estivesse vivo, seria certamente um homem transmidiático. Sim, a palavra é transmídia. Se fosse só o universo web versus o universo tradicional, seria até mais fácil de entender. A realidade não é assim. O caminho está na experiência da tartaruga e na velocidade da lebre andando de mãos dadas, o que gera conflitos naturais por unir competências tão distintas.

Unir o mundo dos átomos e o mundo dos bits muda qualquer tipo de empresa – agência, veículos e clientes – de forma disruptiva e não linear. Visualizações de soluções existem, mas nenhuma mantém o status quo. Todas representam rupturas no modelo atual de remuneração, serviço, contratação etc. Ou seja, uma mudança no mercado de comunicação de modo geral.

A explicação para toda essa mudança é a de que não foram as empresas que mudaram, foi a economia. Não foi o setor, foi o comportamento e a cultura da sociedade. A mudança vem de algo anterior ao nosso segmento ou mercado-alvo. Uma vez que chegamos em uma economia baseada em informações, em dados, em bits espalhados pela rede – essa tecitura subjacente às nossas vidas – tudo muda.

Alguns pontos fazem com que a internet seja diferente de tudo que apareceu antes em termos de comunicação e isso não é novidade para ninguém. A escala global ao alcance de um garoto de 12 anos em sua casa é um deles. A total e imediata mensuração de resultados é outro. A queda da geografia criando um local virtual, que coexiste com o nosso já conhecido local físico newtoniano é outro.

No mercado de agências, a pressão por resultado de curto prazo na comunicação vai aumentar cada vez mais. Por dois motivos, primeiro porque hoje é possível estimar resultados. Segundo por algo chamado “fantasma da crise”. Agências que gerarem resultados para o clientes em escala conseguirão gerar muita receita independente de comissões pois mostrarão à empresa o quanto ela economizou de forma mensurável e, devido ao alcance da rede, isso pode representar muito dinheiro para a empresa. Mudamos do discurso “é difícil mensurar publicidade” para o “minha agência aumentou minha receita em 25% com a ação de revista associada a Adwords em apenas 12 dias”, por exemplo.

Em função disso, percebo um movimento futuro em que as agências vão se dividir em três grandes grupos:

O primeiro grupo é o de agências que vão mudar seu foco de “criação de comunicação” para “empresa que entrega resultados mensuráveis de vendas a curto prazo”. Alguns segmentos de mercado irão naturalmente migrar para esse tipo, principalmente varejo e pequenas empresas de serviços – imobiliárias, concessionárias, segmento hoteleiro dentre várias outras. A internet terá papel preponderante nesse grupo. A agência cobrará basicamente em cima dos resultados mensuráveis que ela obtém para o cliente e sua performance determinará seu sucesso. Um modelo de parceira de alto contato entre cliente e agência e fidelidade baseada em satisfação medida no caixa. Um modelo de corrida constante atrás do consumidor, porém com excelente remuneração. Não indicado para os que têm estômago sensível.

Já temos empresas nesse modelo. No mercado norte-americano temos o modelo pay-per-click – como o Google-, o modelo pay-per-lead – como a portuguesa ActualSales, que teve faturamentos de 10 e 15 milhões de euros em 2009 e 2010, respectivamente – e o modelo pay-per-sale, que está iniciando como uma estratégia para ganhar o cliente que está no modelo pay-per-lead. Quanto mais de nicho for o cliente, melhor esse modelo vai se encaixar em suas necessidades porém, o modelo pay-per-lead não é exclusivo de clientes pequenos. Basta ver a lista de Clientes da ActualSales, que inclui Microsoft, Citroen, EDP, Telefonica dentre várias outras.

Dentro desse grupo, teremos também as agências maiores com foco em grandes clientes de varejo como Casas Bahia ou Magazine Luíza. Para esses, a mídia tradicional deverá trabalhar em conjunto com a internet para promover vendas em larga escala. O pagamento será cada vez mais baseado em performance de vendas. As Casas Bahia já experimentaram a comunicação mista online/offline baseada em cupom de desconto divulgado no Adwords para o Super Casas Bahia com êxito de 4% em compras efetuadas no evento, em campanha online feita pela Energy.

Pagar por resultado, inegavelmente é muito sedutor para o cliente e esse modelo em breve estará no Brasil com força total mexendo nas bases de nossa indústria baseada em cobrar por apenas comunicar, independente do resultado que isso traga.

O outro grupo vai trabalhar brand sem a necessidade de resultados em vendas a curto prazo. Alguns segmentos estarão nesse grupo, principalmente grande empresas e modelos de negócios que tenham que se preocupar com gerenciamento de crise a todo momento (no qual estão inseridas empresas como Petrobras, Vale dentre outras).

Durante alguns bons anos ainda a mídia tradicional terá papel preponderante nesse grupo. Na verdade, esse tipo de empresa compra todo tipo de mídia que construa sua marca, mas em um país em que ainda há mais de 110 milhões de pessoas completamente fora da rede, a mídia tradicional ainda será essencial. Esse é um mercado restrito que deverá ser cada vez mais competitivo e que será disputado por grandes agências.

É importante ressaltar que algumas grandes empresas já estão aderindo também às empresas no modelo pay-per-lead como as de venda de planos de telefonia ou TV a cabo, que tem foco em geração de leads a todo momento.

Para citar o terceiro grande grupo, vamos antes falar de uma mudança que já está acontecendo, principalmente para pequenos clientes: a dos próprios clientes fazendo toda a sua comunicação direto com o veículo, desintermediando a agência. Isso devido às soluções satisfatórias de comunicação que o cliente terá a sua disposição. Clientes poderão fazer banners, cartões de visitas, cartazes e folders como hoje fazem sites semi-prontos.

Na área de veiculação, clientes poderão comprar espaços diretamente de estações de rádios ou espaços em jornal por meio de um Google da vida – como em seu programa Adsense – porém, no mundo off line. O que não deixa de ser uma espécie dos tão polêmicos bureaus de mídia.

Logo, logo aparecerá alguma empresa brasileira de compra de espaço publicitário via leilão online em veículos que querem diminuir seu calhau, geralmente os menores. Isso já é realidade em vários outros países. Um Google Adwords brasileiro para atuar no mercado eletrônico e impresso. Leis não irão segurar isso por muito tempo em um mundo globalizado em que o cliente quer gastar cada vez menos. Os próprios veículos poderão criar tais soluções. Consigo enxergar um modelo de compra coletiva de espaço publicitário com plataformas criadas pelos próprios veículos ou empresas segmentadas para esse fim.

Ainda com relação a soluções web based em que o próprio cliente poderá confeccionar o seu anúncio, é lógico que o layout não ficará tão bonito, nem tão objetivo. A trilha sonora do anúncio de rádio não ficará tão adaptada ao produto. A locução poderá ser comprada pela internet, mas o texto poderá não ficar tão bom. O ponto principal é que, independente de ficar perfeito ou não, tudo isso será uma solução satisfatória e será muito barata, pois será um auto serviço que eliminará mão de obra do veículo ou fornecedor. Bom para o cliente, bom para o veículo. Ruim para a agência.

Ainda há o papel de empresas de Crowdsourcing Advertising como Zooppa, We Do Logos, NoAgency (recentemente comprada pela ActualSales) e outras que não são agências, mas sim, comunidades de profissionais de comunicação desenvolvendo trabalhos pela internet. Muitos desses profissionais trabalham em outras agências. A palavra é comunidade. A Zoopa, por exemplo, tem mais de 70 mil membros desenvolvendo trabalhos para Nova Schin, Sky, Microsoft, Tecnisa, Danone e muitas outras grandes empresas em um sistema de inovação aberta em comunicação.

Tudo o que puder ser transformado em bit, será comprado, brifado e enviado pela web. De locução de anúncio de rádio a arte de impressos. Com a possibilidade do cliente receber dez, vinte opções e escolher a que mais gostou a um preço menor do que pagaria na agência por três ou quatro. Difícil resistir a essa proposta de valor. É a lebre em ação. Não adianta alimentar a negação porque este cenário já é realidade.

Provavelmente as próprias gráficas desenvolverão softwares web based facilitando o trabalho de criação de cartazes e outras peças gráficas. As rádios desenvolverão softwares web based para a confecção de anúncios e ainda terão uma comunidade de locutores como a Zooppa tem de criativos. Já há empresas como a Zazzle, presente em 17 países, com mais de 500 mil produtos únicos criados de maneira customizada por dia, de cartões de visitas a bottons, de posters a gravatas. Os clientes enviam sua arte – que pode ser criada no próprio site por meio de ferramentas online – e tem o seu produto em mãos por demanda.

Percebo que em pouco tempo não haverá muitas agências de comunicação no modelo atual para clientes pequenos, somente para os médios e grandes. É nesse terreno árido que surgirá o terceiro possível grande grupo de agências: as que virarão veículos criando suas próprias soluções de comunicação para os clientes como uma reação natural ao movimento de desintermediação dos veículos com relação às agências.

A tecnologia, tanto de software quanto de hardware, hoje está muito barata e acessível. Qualquer um com verba mínima necessária para contratar um desenvolvedor web e um designer, consegue fazer um aplicativo para Facebook ou smartphone, consegue fazer um site para um público segmentado, criar uma rede social etc. Algumas agências médias já estão partindo para esse modelo já que estão vendo suas margens baixarem dia a dia. Se transformam em vendedores de sua própria solução de veiculação de marcas.

Isso faz com que a agência vire uma agência de si mesma e extrapole a venda pura e simples de serviço que depende de mão de obra qualificada, cara e escassa. Assim a agência passa a vender tráfego e veiculação para o cliente e ganha com a escala que a internet possibilita. Nesse modelo, quanto mais followers, friends etc for associada ao produto criado (aplicativo, site etc.), mais a agência ganhará em poder de barganha com o cliente gerando uma maior fidelização e vendendo soluções agregadas de criação para a sua plataforma. Cria-se um novo modelo de negócios em que nesse caso é a agência que desintermedia o veículo vendendo o contato direto do consumidor para o seu cliente.

Agência que estão partindo para esse modelo normalmente trabalham segmento por segmento utilizando a expertise que já tem em conhecimento do mercado consumidor e como atingi-lo. Algumas agências norte-americanas já migraram para esse modelo e a tendência é que isso se espalhe para outros países, inclusive para o nosso.

A conclusão a que chegamos, seja por que caminho for, é a de o mercado está mudando bastante e tais modificações não estão dando ares de diminuição de velocidade. Pelo contrário. A cada novo tablet, a cada novo smartphone com mais funcionalidades, a cada nova mídia social que surge, maiores são as possibilidades, logo, maior o número de novos players para desestabilizar o mercado que conhecemos e mais as empresas lebres levam vantagem.

A internet mudou a economia, portanto, mudou também todo o restante que vem a partir daí. Estamos diante de uma era de transformações profundas que não devem ser ignoradas. Repensar a sua empresa diante de tais mudanças no mercado pode ser a diferença daqui a poucos anos entre ter ou não ter mais uma empresa. A lebre e a tartaruga devem trabalhar em conjunto, porém, enquanto isso não acontece, a lebre está vencendo a corrida. Não leve tão em conta os contos de fada, a realidade é bem diferente.

Palestra “Como vender serviços profissionais” – EDTED RJ

Amigos,

Abaixo, os slides da minha palestra sobre venda de serviços profissionais de marketing digital. Sei que alguém gravou a palestra. Procurem na web que logo, logo deve estar no YouTube.

Abraços e obrigado pelo auditório lotado :)

Palestra de Andre Kischinevsky

Amigos, trago para vocês nesse feriadão, uma palestra muito interessante e divertida do Andre Kischinevsky, do Infnet, no Rio (confesso que para escrever o nome dele, só utilizando copy/paste).

Divirtam-se :)

Palestra de Marketing Digital – Andre Kischinevsky por kischi no Videolog.tv.

Quem contratar para o departamento de Marketing Digital?

Na maioria dos cursos, palestras e consultorias que eu ministro, me perguntam qual a equipe necessária para trabalhar uma estratégia digital para a empresa. É lógico que se eu fosse falar da equipe ideal, iria assustar muita gente dada a quantidade de perfis e especificações que hoje são necessárias para implementar de maneira eficiente ações no ambiente digital.

Diante da impossibilidade da maioria das empresas de ter uma equipe ideal, apresentarei um meio termo entre o ideal e o que atualmente acontece quando a maioria das empresas tem um único profissional que “cuida do site” e divide o tempo entre diversas outras tarefas na empresa, incluindo ir ao banco e atender o telefone.

A equipe que vou propor tem 4 profissionais, sendo que um deles a empresa já deve ter.

1) Gerente de marketing (digital ou geral)
Este profissional deve ser o centro das informações. Tudo na estratégia de Internet deve passar por ele. O gerente de marketing digital deve ter conhecimentos multidisciplinares em métricas, SEO, redes sociais, comportamento do consumidor, email marketing, comunicação viral, liderança de equipes, gerenciamento de projetos e alguma habilidade com negociação e controle de custos.

Conhecimento de fornecedores é aconselhável que ele tenha também. Contatos no mercado é fundamental para trocar de fornecedor rápido quando necessário sem atrasar o processo inteiro.

Não é um profissional fácil de ser encontrado, porém, essencial para que tudo saia da maneira correta. Tenho percebido que o ideal é ter um bom gerente de projetos e ensinar tudo que ele precisa saber de Internet. Treinar o profissional dentro de casa fazendo um contrato de médio prazo com ele – afinal, uma vez treinado, ele será um profissional raro no mercado.

O primeira tarefa desse profissional deve ser conhecer o histórico da empresa, a assessoria de imprensa, a agência offline, a agência online, a equipe de marketing, o que a empresa já fez em termos de marketing digital e principalmente o que ela colheu de resultados.

O gerente de marketing digital é o responsável por fazer toda a equipe remar para o mesmo lado. Fazer com que todos tenham a mesma meta, a mesma visão de futuro sobre o que a Internet proporcionará à empresa e como chegar lá.
2) Analista SEO
O analista SEO deverá entender profundamente de otimização de sites para o Google. Para isso, deverá fazer alguns cursos para tal. Tanto cursos presenciais quanto online. Alguns sites interessantes: www.mattcutts.com/blog/, www.seomoz.org, www.seobook.com, o site do MestreSEO. Comprar alguns livros de SEO como o “A arte de SEO” e acompanhar as discussões sobre SEO no Twitter. Há muitos bons profissionais de SEO no Twitter para ler as dicas. É uma indústria que está crescendo, porém, a meca continua sendo os EUA, logo, domínio do inglês é recomendável para esse profissional.

O analista SEO poderá ser um jornalista, pois é preciso ter uma boa desenvoltura para escrever conteúdo adequado, criar parcerias, fazer um trabalho de link building etc. Boa parte das técnicas de SEO se concentram em texto (afinal uma grande parte dos critérios de otimização do Google se concentra em palavras e links). Deve conversar bastante com o analista de mídias sociais, o próximo perfil que apresentarei. Um dos efeitos de um bom trabalho de mídias sociais é justamente o seu reflexo no SEO.

Nessa equipe mínima, o analista SEO cuida da campanha de links patrocinados também, uma vez que ele está intimamente ligado ao que dá mais certo nos links patrocinados, isso será útil nas técnicas de SEO. É lógico que o ideal não é isso. Campanhas de Adwords são muito específicas para ficar na mão de alguém que já tem uma tarefa definida, mas, vamos trabalhar com o possível, não com o ideal.

Esse profissional, normalmente, não entende de links patrocinados (muitos, inclusive, são totalmente contra Adwords), é bom fazer essa sondagem antes. Inscreva-o em um curso, como os da Goobec, e acompanhe as conversões. Como disse, o ideal é ter um profissional só para cuidar da campanha de adwords, mas, se sua empresa for pequena, o analista SEO pode dar conta das duas tarefas, porém, saiba que mais cedo ou mais tarde deverá ter um profissional para Adwords e outro para SEO.

O analista SEO lhe entregará um relatório mensal do posicionamento do(s) site(s) nas várias palavras-chave que foram escolhidas no 1ºP (que já foi visto nesse blog). Esse relatório será confeccionado por programas de rank tracker. Há um no SEO Book, utilizado para Firefox.

O relatório de tráfego do site vindo do Google será entregue pelo analista de métricas, que será o último perfil que apresentarei aqui como necessário para essa equipe mínima. Os dois relatórios devem “conversar entre si”. É importante que você analise quanto tráfego está tendo, porém, mais importante ainda, é ver quantas conversões essse tráfego do Google está revertendo.

3) Analista de mídias sociais
O analista de mídias sociais será responsável por fazer com que o 5ºP se transforme em 6ºP, ou seja, que as comunicações iniciadas pela empresa sejam propagadas pessoa a pessoa e que se tornem virais. É lógico que, para isso, ele terá participado ativamente da criação dessa comunicação.

Lembre-se que não adianta fazer uma ação de marketing digital que tenha fim nas pessoas que recebem essa ação. O objetivo é se apoiar no Grau de Atividade do Consumidor e estimulá-lo a passar a informação que recebeu para frente.

O analista de mídias sociais também monitorará a marca na Internet. Pesquisar o que estão falando sobre ela, responder pontualmente os problemas, trazer para a diretoria e para a equipe como os consumidores estão percebendo a marca, os produtos e os serviços da empresa. Dependendo da demanda desse departamento, será necessário contratar mais profissionais. Principalmente no caso de empresas que tem uma grande quantidade de clientes e reclamações.

As redes sociais podem ser ótimos termômetros para a marca, basta saber usá-las.
O analista de mídias sociais terá a tarefa de trabalhar a marca nas mídias sociais, como, postar e organizar fotos no Flickr (e poderá utilizar o Pixlr ou o Project Rome), postar vídeos no YouTube, Vimeo e outros sites de vídeos, postar as apresentações de produtos no SlideShare, espalhar uma determinada informação pela rede. É praticamente um relações públicas digital.

Para cuidar de mais de uma conta no Facebook, por exemplo, ou no Orkut (a conta da empresa, as contas dos produtos, as contas dos principais executivos etc.), ele pode utilizar o Multifox (plugin para Firefox), sem ter que deslogar de uma conta e logar na outra.

O analista de mídias sociais será responsável por fazer o chamado Social Media Optimization (SMO). Uma técnica de SEO utilizando mídias sociais. A interação com o profissional de SEO nessa tarefa deve ser o mais próxima possível. Os dois contribuirão para um melhor trabalho de classificação do site no Google.

Na equipe mínima, o analista de mídias sociais também cuida do e-mail marketing. Fazer a comunicação segmentada para cada público-alvo tem relação com entender sobre os vários públicos que interagem na rede com a marca.

Com os insights que esse profissional terá diretamente do público consumidor ele poderá municiar o analista de métricas com muitas informações relevantes para a empresa com relação ao produto, serviço, reclamações, sugestões e, com isso, poderá contribuir muito com a maior adequação do produto ao público consumidor.

Ele deve estar sempre atento às novas mídias sociais e às ferramentas que aparecem a todo o momento sobre isso. Para tal, é bom reservar pelo menos 30 minutos por dia para ler tweets sobre mídias sociais, blogs (http://midiassociais.blog.br/, http://mashable.com/, www.socialmediatoday.com/, http://pontomidia.com.br/raquel/) e ficar ligado nos cases que aparecem a todo o dia para aprender sobre o que dá certo e o que não dá.

O analista de mídias sociais deve ser um pesquisador nato de novos instrumentos de web 2.0 para seu trabalho (de preferência que já seja contratado sabendo de vários deles).

Esse profissional tem que ter perfis em várias redes, ter muitos amigos em cada uma, gostar de fazer isso. Não adianta contratar alguém que não tem nem ao menos um perfil no Orkut e que nunca tweetou. Mídias sociais é um hábito, não um conhecimento técnico pura e simplesmente.

O analista de mídias sociais deve ter em mente que é um representante da empresa na Internet. O que ele diz e o que ele não diz reflete na rede (e, muitas vezes, no emprego dele).

Esse tem sido um dos cargos mais importantes na imagem da empresa, logo ele deve estar sempre em contato com o departamento de comunicação, marketing, assessoria de imprensa e outros players que divulgam o posicionamento e brand da marca.

A empresa deve tomar cuidado também com o fato do analista utilizar as ferramentas da rede e o nome da empresa para ficar com uma imagem maior do que a própria empresa, uma imagem aglutinada à da empresa, o que aumentará em muito o seu salário mês a mês.

4) Analista de métricas
Na Internet tudo pode e deve ser medido. O analista de métricas será o responsável por mensurar todos os resultados. Ele trabalhará fundamentalmente no 1ºP, 2ºP e 8ºP, ao paso que participará ativamente da pesquisa e do projeto. Uma vez, tendo planejado as ações e estimado o resultado, terá o papel de verificar se as metas estipuladas estão sendo alcançadas reportando os resultados ao gerente de marketing.

O analista de métricas deve saber mexer muito bem com Excel, Google Analytics, ferramentas do webmaster, ter um raciocínio profundamente analítico e gostar muito de números. Ao contrário do analista de mídias sociais, que deve ser expansivo e comunicativo, o ideal é que o analista de métricas seja reflexivo e analítico. Concentrado no mar de dados que sempre terá que analisar, fazer correlações, retirar inteligência deles e apresentá-los de forma compreensível, conclusiva e lógica.

O analista de métricas deve acompanhar, desde os vídeos do Avinash Kaushik até as blogs e sites como www.metricasbrasil.com.br/, www.webanalyticsassociation.org/ e outros. Quanto mais conteúdo sobre análise de dados tiver, melhor desempenhará o seu trabalho. Livros, ele poderá ler Web Analítica: uma hora por dia e Otimização da Página de Entrada, além da apostila sobre Google Analytics que o Google disponibiliza no que ele denomina de Universidade da Conversão.

Tenha consciência que todos esses profissionais são profissionais do conhecimento. A moeda deles é informação. É importante que tenham um tempo para estudar, fazer cursos etc. Será isso que os motivará a continuar na empresa.

Se você está procurando um profissional para trabalhar na sua empresa ou é um profissional e quer divulgar seu currículo, deixe um comentário para que você profissional, e você, empresário, se conheçam para que o mercado digital ande um pouco mais depressa e não esteja constantemente ameaçado de travar por conta de falta de profissionais.

Profissional que quiser se capacitar, participe dos meus treinamentos online.


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