Categoria: Tendências

Estudo de case de Marketing Digital nº 23 – Franz Ferdinand e a escolha de bandas

A banda escocesa de Rock, Franz Ferdinand trouxe sua turnê para o Brasil no início de 2010 (a imagem acima é da turnê de 2006), onde se apresentou em 4 cidades começando em Porto Alegre, passando por Rio de Janeiro e Brasília e finalizando a turnê em São Paulo. Como já é de costume em shows de rock, uma banda é responsável por fazer o show de abertura para agitar o público antes da banda principal.

Na maioria dos casos são escolhidas bandas do país onde acontecerá a turnê, mas nem todas as organizadoras de eventos escolhem bem os responsáveis pelo show de abertura e a divergência entre os estilos musicas das bandas vem gerando bastante polêmica nos shows e duras críticas as organizadoras.

Para evitar este tipo de problema, a banda optou por outra maneira na hora de escolher as bandas para os shows de abertura. O Franz Ferdinand criou o site www.day1e.com.br/franzferdinand/ onde bandas locais interessadas em abrir o show deles em uma das cidades podiam se cadastrar, enviando perfil no My Spaces, fotos, músicas e vídeos.

Após a etapa de cadastramento que teve um total de 200 mil bandas inscritas, ficou mais fácil da banda escocesa escolher aquela que mais tinha seu estilo musical. A escolha das bandas para a abertura foi muito boa, tanto que os fãs gostaram das apresentações nos 4 shows.

A Internet permite rapidamente reunir quantidade que gera qualidade de uma forma muito barata. Essa ação mostrou o queanto a Internet permite que o público-alvo participe de “ações autosserviço” de maneira abrangente.

Segundo reza uma lenda, Mark Zuckerberg, também conhecido como o garoto bilionário fundador do Facebook, certo dia, em que estava desenvolvendo o que viria a ser a maior rede social do planeta lembrou-se que tinha uma prova para estudar em seu curso em Harvard. O problema é que ele não tinha tempo para estudar porque estava montando o futuro bilionário dele, porém, ser reprovado na matéria não era uma opção.

Zuckerberg montou uma página na web com todas as obras de arte que cairiam na prova e colocou um espaço em branco para as pessoas comentarem sobre cada uma. Espalhou a página entre seus amigos. Imediatamente cada um contribuiu com o que sabia. A soma de todas as contribuições fez da página a melhor coleção de dados que não estava, na sua totalidade, na memória de ninguém, mas agora todos podiam usufruir do conhecimento coletivo. Você lembrou da Wikipédia, certo? É exatamente esse o princípio. A inteligência coletiva.

Pense em como sua empresa pode, em meio à quantidade, descobrir a qualidade, divulgando para o mercado suas iniciativas e o que necessita em termos de produtos, serviços, fornecedores, ideias etc. Esse é exatamente o princípio da Inovação aberta, que já falei no blog, tendência já presente para chegar a todo tipo de empresa nos próximos anos.

A queda da barreira geográfica é que permite tais ações. Esse é um caso de “Pense globalmente, aja localmente”. A internet é um ótimo veículo para reunir pessoas ou instituições que estão espalhados por qualquer lugar do mundo. Essa é uma das grandes mudanças que a internet trouxe para o nosso mundo baseado em informações.

Conversas e devaneios em um sábado de manhã no RJ

Olá, amigos,

Estive ainda há pouco em uma excelente conversa com Bruno Garcia, da editora Com2B na Starbucks de Botafogo (RJ). É um enorme prazer conversar com pessoas que enxergam, não só o lado de negócios do marketing, mas também o lado social.

Resolvi escrever esse post porque na conversa surgiram alguns pontos interessantes para reflexão que gostaria de compartilhar com vocês.

Já falei no post em que analisei o filme “Comer, rezar, amar” a orientalização pela qual passa o nosso ocidente. Quanto a esse assunto, vale a pena ler a revista História Viva desse mês. A matéria de capa sugere que o mundo, em 2.100, ao contrário do que aconteceu nos últimos 500 anos, será dominado pelo Oriente, e não pelo ocidente.

A foto de uma criança chinesa, na muralha da China tomando uma lata de Coca-Cola é sintomática.

Edgar Morin, no seu artigo “da necessidade de um pensamento complexo”, mostra um pouco do lado do pensamento ocidental cartesiano e compartimentalizado, em contraposição ao pensamento holístico oriental.

Em todo sistema há variáveis que são formadas a partir da interação dos elementos do próprio sistema. Um sistema de 2 elementos há 3 objetos de estudo: o primeiro elemento, o segundo elemento e a interação entre os dois elementos – que por si só constitui uma variável. Utilizando o mesmo raciocínio, em um sistema de 3 elementos há os três elementos, as 3 interações dois a dois e 1 interação entre os 3 formando 7 objetos de estudo.

Em um mundo simples, em que há poucos elementos, é mais fácil inferir sobre seu funcionamento conhecendo somente os elementos em si e não as interações entre eles. O mundo atual é complexo demais para ser analisado dessa maneira. O número de objetos de estudo que representam as interações entre os elementos é muito maior do que a própria quantidade de elementos do sistema. Isso constitui um sistema complexo.

Quem diria que uma crise imobiliária nos EUA quebraria a Islândia? Elementos demais, interações demais. A previsibilidade vai por água abaixo em um mundo caótico e complexo. Um novo tipo de raciocínio deve ser praticado. Um raciocínio que lide com o ambiente líquido a todo momento.

A visão necessária para a sua compreensão deixa de ser cartesiana e separatista para ser holística, sistêmica, oriental. A visão que analisa o “todo” e não só as partes, para entender o conjunto. A própria medicina está se voltando para o estudo do contexto e não só para o sintoma de forma isolada. O ser humano é um sistema complexo. E ponha “complexo” nisso.

Outro tema interessante para discussão e reflexão que surgiu na mesa foi a questão da simulação da realidade a partir do desejo de se atingir a idealização imposta pela “vitrine”. Bauman discute sobre isso (no excelente e pessimista “Vida para consumo”) e Jean Baudrillard em “Simulacros e Simulação” (meu próximo livro da lista) também.

As pessoas vêem a estética produzida na vitrine e querem para si aquela idealização de mundo. O manequim perfeito, o carro sem arranhões ou a pele sem rugas. Como uma rosa que não traga seus espinhos ou a pele que não mostre suas marcas do tempo e da experiência de vida. O mundo impessoal, plástico e sem defeitos. Um mundo que definitivamente não existe.

A Editora Abril fez um estudo há alguns anos sobre “Y Trends”, tendências da geração Y. Uma das tendências era o “consumo de expectativa”. Muitas vezes o consumo da expectativa pela aquisição do bem é maior do que a satisfação pelo bem adquirido em si. Toda a industria do consumo trabalha sobre isso. Pense na Apple para exemplificar melhor essa parte.

A invenção de si próprio por meio de uma adaptação tosca de uma realidade inventada e conceitual. Nem preciso dizer o quanto isso influencia na percepção de felicidade de uma pessoa. Percebe-se tal busca em aspectos como as roupas e posturas adotadas por pessoas de diversas classes sociais. O livro “O brasileiro e seu corpo” (outra indicação de Bruno Garcia) de João Paulo Medina, discute um pouco esse assunto. A postura que revela.

Enfim, devaneios em um mundo digital. Pensar sobre a sociedade é o que faz com que entendamos o ambiente que estamos. Tenho certeza de que uma parceria de peso está se formando e posso lhes dizer, amigos leitores: aguardem novidades que virão do Rio de Janeiro. Não só um Treinamento Google Marketing, mas também outros eventos que farão diferença no mercado digital carioca.

Abraços a todos :)

Estudo de case de marketing digital nº17: Calendário Tricolor do São Paulo Futebol Clube

Uma lovemark sempre tem muitas histórias para contar. O São Paulo Futebol Clube é uma lovemark, adorada por seus torcedores (aliás, times de futebol, por definição, são lovemarks devido às paixões que despertam nas pessoas). Se quiser entender a dinâmica de uma lovemark, estude os times de futebol. Lembre dos cases que mostrei do Flamengo e da campanha cooperativa Grêmio x Inter.

Veja esse vídeo de Kevin Roberts, o percurssor do conceito de Lovemarks

Imagem de Amostra do You Tube

Aproveitar as histórias de uma marca é melhorar o relacionamento dela com seus clientes, criar mais motivos para a aderência da marca e fazer com que as histórias se repliquem e estimulem a adesão de novos clientes.

Se quiser conhecer mais um pouco das histórias das marcas, aconselho se perder no blog Mundo das Marcas. #recomendo.

Pense que as marcas (assim como as comunidades no Orkut ou os badges e adesivos de carro) funcionam como um pano de fundo para a identidade do indivíduo. Todos querem ter um pano de fundo rico em histórias. Quanto mais histórias, quanto mais sólida é a marca, melhor ela desempenha o papel de dar sustentação cognitiva ao indivíduo.

Resgatar a história da sua marca é uma maneira de aumentar a adesão da marca perante os clientes e fideliza-los. O São Paulo Futebol Clube é um dos maiores times do Brasil, tendo acumulado vários fatos importantes ao longo da sua história, que nem todos os São-paulinos têm conhecimento.

Apoiando-se na ideia de que, com tamanha quantidade de fatos importantes na história do São Paulo, todo dia é dia de comemorar, o tricolor paulista criou um site chamado de Calendário Tricolor: www.calendariotricolor.com.br.

Nesse site é possível ver quais fatos marcantes para o São Paulo F. C. aconteceram nessa mesma data. Fora isso, é possível explorar a data que você quiser, de uma maneira bem fácil.

 

O torcedor do time também pode contribuir para a construção do Calendário Tricolor. É possível adicionar a sua data de nascimento e nesse dia no calendário aparecerá o sua foto com a descrição que foi incluída. Não precisa ser somente a data de nascimento, pode incluir qualquer fato marcante na sua vida que tenha relação com o clube paulista, pode ser a primeira vez que foi ao Morumbi, por exemplo, ou o primeiro gol que viu na televisão, etc.

O layout desenvolvido é muito bonito e conta com diversas fotos, ilustrando cada data. Vale a pena conferir a maneira como foi desenvolvido o projeto.

Se quiser aprender como utilizar esses conceitos, fique atento às próximas datas do treinamento Google Marketing que dou pelo Brasil inteiro. Esse case é um dos mais de 100 cases do livro Google Marketing 4a edição.

Até a próxima :)

Estudo de Case de marketing digital nº13: Twitter+Foursquare na Tasti D-Lite

Muitas empresas me perguntam como utilizar o Foursquare, que parece ser uma rede que boa parte das pessoas não entenderam direito como utilizá-lo para negócios. O Foursquare é uma ferramenta de geolocalização que pode ser utilizada em conjunto com Twitter (que muitos ainda não sabem direito como utilizar também), Facebook etc.

Para entender melhor essa ferramenta, veja essa apresentação que eu encontrei no Slide Share sobre Foursquare:

Agora que você entendeu o que é o Foursquare, vou mostrar um case de utilização do Foursquare. A teoria sobre como utilizar mídias sociais de geolocalização pode ser lida no livro Google Marketing.

A Tasti D-Lite, uma rede de sorveterias localizada nos Estados Unidos tirou bom proveito da propagação que o Twitter e o foursquare podem proporcionar. No início trabalhava somente o básico, mas com o tempo viu potencial nas redes e desenvolveu um bom trabalho.

A rede integrou com as duas ferramentas o seu programa de fidelidade, cada vez que o usuário divulga a marca pelo Twitter ou faz um checkin pelo Foursquare ele ganha pontos. Com isso ganha brindes e descontos para usar na sorveteria, concorrendo inclusive a sorvetes de graça.

Com isso, mais e mais pessoas se tornam adeptos a loja e fica mais fácil de participar do programa de fidelidade, que não precisa guardar cupons, selos ou notas fiscais. Essa foi uma ótima solução, pois além de melhorar esse programa as pessoas ainda divulgam a rede com suas contas.

Twitter: http://twitter.com/tastidlite
Para saber mais: http://conra.do/hcX6ds

Essa é a maneira mais básica de utilização do Foursquare. Bares e restaurantes tem se utilizado muito dessa ferramenta para promover seus estabelecimentos tendo um endosso do usuário.

Quando você faz um check-in no Fousquare, se ele estiver integrado ao seu Twitter e Facebook, esse check-in é mostrado por um Twitt e no seu mural do Facebook. Como o Foursquare é um passo além do Facebook e Twitter (geralmente, quem tem Foursquare já tem Twitter e Facebook), essa integração geralmente já está feita nos seus usuários.

Quando eu faço um check-in em um estabelecimento, e esse check-in se espalha para o Facebook e Twitter, aparecendo para todos os meus amigos e seguidores. Uma vez que isso aocntece, há um endosso da marca do estabelecimento por minha parte. Eu viro mídia, viro influenciador.

Se você acha que o fato do Foursquare depender de um smartphone é um problema, leia essas notícias:

Venda de smartphones cresce 279%

Venda de smartphones ultrapassa a de PCs

Deloitte prevê explosão do uso de dispositivos móveis

As empresas que se posicionarem corretamente nos próximos anos com relação a divulgação por meios móveis serão cada dia mais agraciadas com mais e mais consumidores. Aprender a utilizar é o primeiro passo, e para isso, é preciso estar disposto a errar.

Veja uma outra campanha, criada pela KLM, unindo offline e online por meio do Foursquare

Imagem de Amostra do You Tube

A Geolocalização é uma forte tendência de comunicação e veio para ficar. Cada vez mais o mundo “online” estará integrado ao mundo “offline” e a geolocalização é uma dessas pontes.

Estudo de case de marketing digital nº5: Starbucks nas mídias sociais

Hoje eu trago um case da lendária marca Starbucks, que aportou aqui pelo Brasil há pouco tempo, porém, nos EUA é uma marca que tem uma cafeteria em cada esquina. A Starbucks segue a estratégia de fazer concorrência consigo mesma e não dar espaço para a concorrência.

No livro Google Marketing mostro esse case e explico a teoria sobre inovação aberta e sua influência na economia (com relação a esse tema, leia o livro “Open Innovation”- http://www.openinnovation.net/books/). Os livros “O Futuro da Competição” e “A empresa co-criativa” também vai ajudá-lo, apesar de falar mais sobre “co-criação”.

Mesmo as grandes marcas que já construíram uma gigante reputação no mundo offline precisam da Internet para manter uma marca que se identifique com o público nos tempos atuais. Um exemplo disso é a Starbucks, maior franquia de café do Mundo e já tem uma marca conhecida por milhares de pessoas. Mesmo assim, segundo Howard Schultz CEO da empresa, em 2008 a Starbucks começou a sofrer uma perda do tráfego de pessoas nas lojas e consequentemente nas vendas; após isso resolveu abrir os olhos e se aproximar do público para entender o porque desse afastamento.

A melhor maneira encontrada pela cafeteria foi a criação de um canal de comunicação na Internet onde é possível que os usuários adicionem ideias que tenham para melhorar a Starbucks, uma vez cadastradas essas ideias outros usuários podem entrar e apoiar ou descordar dessa ideia. Um ambiente totalmente colaborativo onde cada um diz como pode a Starbucks pode melhorar e ficar ainda mais com a cara de seus reais usuários. O site foi lançado em 2008 e é mantido até hoje, coletando mais e mais ideias, no total são mais de 250 mil usuários cadastrados, ele pode ser acessado no endereço: http://mystarbucksidea.force.com/.


Fora esse fórum criado a Starbucks também investiu na criação e gerenciamento de suas redes sociais, atualmente contabiliza um total de 22 milhões de participantes nessas redes. No Facebook é a marca com mais fãs, chegando perto dos 14 milhões de usuários; no twitter tem mais de 1 milhão de seguidores; o canal do YouTube tem 5 milhões de visualizações; no Foursquare 2,25 milhões de Checkins.

Uma tendência que vou falar muito nesse blog é a de inovação aberta. Contar com as pessoas que estão ligadas a sua marca para melhorá-la. Quanto mais amada é uma marca – lovemark – mais fácil será de fazê-lo. A Starbucks é uma marca amada em todo o mundo, em especial no EUA, e isso facilitou em muito a adesão dos consumidores a a utilização do seu Grau de Atividade para dar ideias para melhorar a marca.

A marca tem um papel de tecer um pano de fundo da identidade do consumidor que a adota. Melhorar a marca significa torná-la parecida com aquilo que eu quero ser. É uma relação simbiótica em que a marca molda o consumidor e o consumidor molda a marca. O resultado dessa relação mútua é um pouco a cara do consumidor e um pouco a cara do que a empresa constrói para a marca.

Há um vídeo interessante (está em inglês).

Imagem de Amostra do You Tube

Quando sua empresa abre o processo de criação da marca para o próprio mercado auxiliar nesse construto, sua marca naturalmente, obtém maior aderência ao mercado. Processos de inovação aberta cumprem bem esse papel.

Site: http://mystarbucksidea.force.com/.
Para saber mais http://conra.do/i3fdhB

Caso queira entender melhor sobre a questão abordada nesse case, dê uma olhada no livro Google Marketing e participe de um dos Treinamentos Google Marketing que ministro em várias cidades do país.

Estudo de caso de marketing digital nº4: o carro “open innovation” da Fiat

Neste 4º case, trago uma entrevista que fiz com João Batista Ciaco, diretor de publicidade e marketing de relacionamento da Fiat. Ciaco contou com detalhes a ação de inovação aberta da Fiat.

Em 2009 a Fiat resolveu criar uma ação totalmente inovadora na Internet, como o Fiat Mio: um carro colaborativo, onde os próprios internautas davam opiniões sobre como deveria ser o veículo.

O portal do Fiat Mio (www.fiatmio.com.br) foi criado para apontar e discutir tendências automotivas, seja por meio de ideias ou de matérias de todo o mundo. Queríamos entender o que o consumidor considerava um carro inovador. Começamos a receber sugestões em agosto de 2009, que nos ajudaram a chegar ao briefing do Fiat Concept Car III (FCCIII), que foi construído pelos designers e engenheiros da Fiat e discutido com os internautas no portal.

É a primeira vez que uma montadora trabalha na construção efetiva de um carro, mesmo que um carro conceito, de forma colaborativa. Isso é muito inovador, porque estamos falando de uma indústria muito conservadora. Tradicionalmente, a indústria automobilística esconde o desenvolvimento de um novo carro a sete chaves. Ele só é apresentado, efetivamente, no momento do lançamento.

Com o Fiat Mio, invertemos o processo. Isso está revolucionando toda a nossa forma de pensar os projetos do futuro. Esse é nosso grande objetivo: uma experiência de aproximação com os consumidores para mudar a forma conservadora de pensar da indústria automobilística e entendermos os verdadeiros anseios do mercado.
Entre agosto de 2009 e setembro de 2010, tivemos mais de 17 mil sugestões para o protótipo e quase dois milhões de usuários visitaram o portal
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Imagem de Amostra do You Tube

Geralmente, as pessoas só sugerem o que conhecem ou o que já tenham visto em algum lugar e, muitas vezes, têm a expectativa de encontrar no carro soluções que fazem parte do seu dia a dia. Não necessariamente que estejam ligadas ao carro, mas que podem ser pensadas como conteúdo oferecido nele.

Cabe a nós, como indústria, ir além do que as pessoas estão dizendo para oferecer a solução disponível e surpreendê-las com outras que elas nem imaginam existir.

O FCC III é um projeto realizado na Fiat Automóveis, no Brasil, e foi apresentado no 26° Salão Internacional do Automóvel de São Paulo. Ele é uma criação colaborativa da Fiat, com uma leitura a partir de um corte nas informações reunidas no portal, feito em junho de 2010. Mesmo no momento de construção do carro conceito, prestes a ser apresentado ao público, optamos por continuar recebendo as ideias no portal e ficamos sempre atentos ao que as pessoas continuaram sugerindo.

A princípio, faríamos uma campanha para criar um nome para o carro colaborativo, mas decidimos não fazer mais isso, pois Fiat Mio já se consagrou. Todos já incorporaram Fiat Mio. Desta forma, outro nome para o carro não faria sentido.

Acreditamos que o consumidor representa o poder no mundo de hoje, em tempo real, e isso é um caminho sem volta. As empresas podem até não falar com ele, mas as conversas e discussões em torno das marcas não deixarão de acontecer.

A iniciativa do Fiat Mio mostrou, na prática, o quanto é importante desenvolver canais eficientes de comunicação com os consumidores, capazes de ‘escutar’ e ‘dialogar’ com cada um deles.

Como dito anteriormente, o Fiat Mio representa uma mudança radical na forma de ouvir o consumidor e de abrir espaço para projetos colaborativos. Estamos vivendo o momento de revolucionar a forma de comunicação, utilizando novas tecnologias, e podendo reverter este processo na produção de produtos sofisticados e alinhados com os anseios de nossos clientes”.

Perceba como que essa ação só foi possível pelo Grau de Atividade do Consumidor e pela maneira com que a Fiat organizou a caótica quantidade de informações transformando-a em inteligência.

Vale a pena ver os vídeos do canal da Fiat no YouTube – www.youtube.com/user/fiat – para analisar mais profundamente o case e pensar em como implementar um processo de inovação aberta na sua empresa.

Site: www.fiat.com.br / www.fiatmio.com.br

Quer aprender mais sobre estratégias de marketing digital para sua empresa? Participe de um dos Treinamentos Google Marketing e adquira o livro “Google Marketing”, um dos livros de marketing mais vendidos do país.

Estudo de caso de marketing digital nº3: Inimigos Públicos no Mafia Wars

Uma ótima solução para atingir grandes quantidades de pessoas de um perfil específico é associar publicidade com games, com os chamados “advergames”.

Vou apresentar um case de inserção de marca dentro de um social game que todos já estão lá. É como escolher entre vender cerveja na rua ou em uma festa em que todos já estão lá e querendo novidades. Esse case está na 4ª edição do livro Google Marketing.

Falando sobre ações publicitárias voltadas para a indústria de games, em que o Grau de Atividade do Consumidor é explorado ao máximo, falarei aqui no blog sobre a ação da Kraft Foods para o Mini Bis Limão dentro do Colheita Feliz. Porém, a Kraft não foi a única a fazer esse tipo de divulgação. Para divulgar o lançamento do filme Inimigos Públicos em DVD e Blu-ray nos Estados Unidos, foi pensada uma ação que deu muito certo e conseguiu atingir um público bem específico e interessado no tema do filme, a máfia nos EUA

Foi criada uma campanha para o jogo Mafia Wars, um aplicativo bastante utilizado dentro do Facebook. O jogo é sobre a Máfia, e cada jogador deve construir seu império e fortalecer sua máfia, podendo fazer isso com a compra de propriedades e negócios específicos, compra de armamento, veículos etc.

A ação foi a implantação de nove itens especiais e exclusivos, relacionados ao filme e aos personagens do filme. Os itens eram roupas, armas e veículos e um óculos do personagem principal do Inimigos Públicos, o Dillinger; fora isso logo ao entrar no aplicativo o usuário já era informado sobre a semana temática no game e também sobre o lançamento do filme em DVD e em Blu-ray.

Todos os jogadores de Mafia Wars do mundo foram impactados pela mensagem, no review postado no site wiki do aplicativo é possível ver mais detalhes e as telas utilizadas na divulgação, http://conra.do/fTKRmP

Ações em games têm um ótimo apelo para o público-alvo. Mais um detalhe importante: se engana quem acha que games é coisa de criança. Era coisa de criança quando éramos crianças, hoje atinge tanto os mais jovens quanto os mais velhos. Minha faixa de idade, dos trinta e tantos, cresceu jogando Atari e MSX e se acostumou com eles como um estilo de vida – adultos jogam bastante hoje.

Alguns dados para você entender o que o mundo dos games sociais significa:
O perfil do jogador social do Colheita Feliz, por exemplo, é mulher, de classe média, com cerca de 40 anos que passa 1,5 horas cuidando da sua fazenda e gasta cerca de US$25 por mês com os itens a venda no jogo (dados de 2010). Os games sociais atraem mais de 500 milhões de jogadores em todo o mundo.

Se utilizar de um jogo social para mostrar a sua marca para os jogadores ou criar seu próprio jogo social é uma excelente tática para sua empresa.

Site: http://conra.do/fTKRmP
Vídeo: http://conra.do/hcByIE

Se quiser saber mais sobre essa estratégia de advergames, leia o livro Google Marketing ou participe de um de nossos cursos, os “Treinamentos Google Marketing“, que são dados por todo o país. Participe também dos cursos online divulgados aqui no blog.

A internet como instrumento de transformação do mundo

Para quem me conhece pessoalmente, sabe que uma das minhas maiores preocupações não é a otimização de um site ou uma campanha de links patrocinados, é como utilizar a internet para construir um mundo melhor. A internet, na minha visão, é uma ferramenta de transformação do quadro social.

O Banco Mundial revelou em um estudo relacionando o crescimento da economia de um país com o crescimento da banda larga em seu território. O objeto de estudo foi 120 países no período de 1980 a 2006. Tal análise revelou que para cada 10% de penetração da banda larga há um aumento de 1,21% no PIB per capita nos países desenvolvidos e 1,38% no PIB per capita dos países em desenvolvimento.

A internet muda a sociedade ao passo que, em uma economia baseada em informação (dinheiro, hoje, é “informação sobre dinheiro”, é bit), a rede é em si um meio natural de disseminação de dados. Uma compra de um produto em um e-commerce é compra de informação sobre produto (foto, preço, especificações técnicas etc.). Pagar com cartão de crédito é pagar com informação sobre dinheiro.

Um artigo interessante do portal Abril comenta sobre o crescimento da economia a partir da disseminação da banda larga colocando alguns exemplos reais em pauta. Há centenas, milhares de outros.

Atualmente no Brasil, segundo um estudo do IBGE, temos um quadro de insegurança alimentar que atingia 30,2% do lares brasileiros em 2009 (esse percentual era de 34,9% em 2004). 11,5 milhões de pessoas ficaram sem comer em pelo menos um dos 90 dias que antecederam à pesquisa, caracterizando um quadro de insegurança alimentar grave. Um artigo do site do Globo comenta tal estudo.

Se internet é um meio natural para a disseminação de informação e, atualmente, informação é dinheiro, nada mais natural do que a internet ser utilizada para a distribuição de renda. Isso já está acontecendo.

Um site americano, o  Donorschoose.org, promove a distribuição de renda por meio da rede. Você entra no site, escolhe uma escola e doa uma quantidade também escolhida por você para a compra de material escolar para escolas distribuídas por todo o território americano.

Um outro site, o The Girl Store.org, promove a compra de uniformes, material escolar e outras necessidades para garotas indianas sem condições financeiras para arcar com tais compras. Por meio de um crowdfunding solidário, a internet ajuda a mudar o quadro social de pessoas em todo o mundo.

O Brasil poderia ter muitas iniciativas desse tipo para fazer com que as milhões de pessoas que carecem de segurança em sua alimentação possam ter uma vida mais digna. Basta arregaçarmos as mangas.

Estou começando um projeto para distribuição de alimentos via internet para uma instituição nacional que atua nesse sentido. Quem tiver interesse em ajudar, entre em contato.

Vamos mudar o mundo?

Abraços a todos os leitores

A era “Sync”

Há algum tempo já temos percebido que os aparelhos estão se diferenciando apenas pelo tamanho das telas, não mais pelos seus nomes propriamente ditos. Em muito pouco tempo teremos aparelhos que terão praticamente as mesmas funções, porém, em tamanhos diferentes e com aplicações distintas apenas definidas pelo tamanho da tela que eles têm.

Pense no novo iPod nano, no iPhone, no iPad, no MacBook, na TV LCD 30″, na LCD de 50″, etc. Aparelhos que (exceto as TVs, por enquanto), acessam internet, tocam músicas, são touch screen (com exceção do MacBook, por enquanto) e outras funcionalidades.

A Apple foi a primeira a perceber que o consumidor quer ter suas telas nos mais diversos lugares e acessar suas informações por meio de dispositivos espalhados pelos seus ambientes. Em breve produtores terão que disponibilizar os mais diversos dispositivos visuais dos mais diversos tamanhos para que o consumidor escolha qual quer usar em determinado momento.

Em breve, todos farão ligações facetime, navegarão na internet, passarão programas de TV armazenarão nossos contatos e muito mais que nem sequer imaginamos. Isso exigirá uma era de sincronização nunca vista. As nuvens terão seu lugar garantido. A era Sync. Adicionaremos um contato no notebook e esses contato poderá ser acessado pela TV 2 anos depois.

Essa é uma ótima oportunidade para empresas que já dispõem de estrutura de servidores e habilidade para lidar com enorme tráfego de dados. Hoje sincronizei iPhone, iPad e Macbook por meio do MobileMe, utilizando também o Omnifocus (#recomendo) e a sincronização do Evernote (#recomendo muito). Acesso às mesmas informações por meio de diversas plataformas.

Isso fatalmente exigirá que as empresas criem padrões para conversarem entre si. A Apple por natureza é uma empresa que explora muito os padrões que ela mesmo criou para seus aparelhos. Os consumidores não irã querer ficar presos nos padrões da Apple, mas experimentar outros campos. Outras empresas deverão seguir a padronização de dados para facilitar o “sync”.

Consequência: ponto para os códigos abertos.


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