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João Carlos Semedo Mendes - Investimento 100%

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Do megafone ao megabyte

20/06/2006


Basta andar pelas ruas do Centro das grandes metrópoles para ser abordado por vendedores nas portas das magazines bradando em megafones as ofertas do dia e puxando consumidores pelos braços para mostrar os últimos lançamentos em eletrodomésticos, eletroeletrônicos ou qualquer outro produto que precise ser desovado dos estoques.

No mundo real, é o varejista que assedia e briga com os concorrentes pelos consumidores fazendo uso de estratégias de merchandising e trade marketing nos PDVs. Já no mercado virtual, não basta apenas anunciar ou lançar campanhas promocionais sedutoras. É preciso, no imenso oceano de https e wwws, estar em contato com o cliente no local e na hora certa, ou seja, no momento da intenção de compra.

Se ao adentrar um shopping center um consumidor normalmente já tem em mente o que deseja comprar, é fato também que ao circular por seus corredores há maiores chances de ocorrer compras por impulso. E aí são as vitrines que têm a função de seduzir e atrair clientes para dentro de lojas.

Na Web, por sua vez, o consumidor-internauta pode, sim, ser atraído por alguma oferta que chegou por e-mail ou simplesmente por ter visto e clicado em um banner que chamou sua atenção. Mas agências e anunciantes já perceberam que a publicidade on-line com banners e e-mail marketing não tem a mesma eficácia e retorno em vendas se marcas e lojas não estiverem presentes nos endereços que atraem o maior tráfego na rede: os portais de busca.

A disputa para aparecer nas primeiras posições nos sites de busca - incluindo aqui os verticais, como os sites de buscas de preços - vem se tornando cada vez mais acirrada. E não é para menos. Estimativas recentemente divulgadas por institutos de pesquisa dão conta de que mensalmente são realizadas 8 bilhões de buscas na Internet.

Mais ainda, 85% dos internautas encontram o que pesquisam através dos sites de busca, sendo que 60% clicam nos três primeiros resultados de busca e 80% não entram na segunda página dos resultados. São índices que justificam os bilhões de dólares que vêm sendo investidos em campanhas de links patrocinados nos últimos anos e atraindo fatias cada vez maiores das verbas direcionadas para campanhas na rede.

Os links patrocinados nada mais são do que anúncios em formato texto, simples e direto, que são comercializados por clique. Surgiram como uma solução há muito sonhada pelos varejistas. Ao invés de aplicar altas verbas em campanhas que geram dispersão da mensagem, ou seja, que atingem targets não adequados às ofertas, o patrocínio de palavras e ofertas viabiliza ao anunciante ser encontrado por um consumidor que está justamente procurando por seu produto ou serviço.

Da mesma forma que vitrines bem arrumadas e com ofertas sedutoras são a chave para aumentar a freqüência de consumidores nas lojas e, consequentemente, vitaminar as vendas, na Web são os buscadores os principais corredores dos centros comerciais construídos com bits e bytes.

Antes de fechar uma compra, seja na Internet ou na loja da esquina, o consumidor sabe que o negócio da China só será consumado se pesquisar e comparar produtos e preços. E já descobriu o quão confortável e confiável é fazer esta pré-compra na Web.

Com a simples digitação da palavra correspondente ao produto que procura é possível ter acesso a um imenso universo de informações, seja sobre os benefícios e vantagens das diferentes marcas ou sobre quais são as melhores ofertas e formas de pagamento disponíveis.

Então, caro leitor, venda você online ou offline é bom ficar atento ao mundo dos megabytes. Ou restará ficar gritando desvairadamente ao megafone.

 

Autor: Romero Rodrigues

 

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