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Um site que tenta atrair videoartistas ao oferecer pagamento

04/07/2006


O website, o qual deixa as pessoas baixarem e assistirem vídeos, disse semana passada que começaria a cobrar uma taxa mensal de U$14.95 por uma conta “pro” e que colocaria 80 por cento desse dinheiro em um fundo especial. Cada mês, o dinheiro será distribuído entre os criadores de vídeo, com a maior cota indo para a pessoa que atrair mais espectadores.

Contas gratuitas com poucas amostragens estarão disponíveis, mas estes usuários não dividirão as rendas. Para conseguir o movimento inicial, a companhia está iniciando o prêmio com U$5.000.

Outros sites de vídeos estão tentando abordagens diferentes para fazer o dinheiro entrar. O YouTube, o mais popular do gênero, tem um acordo com a NBC para promover seus novos shows de televisão em uma seção especial do site. O Rewer.com dividirá 50 por cento de sua renda de anúncio com aqueles que colocarem vídeos lá.

Bob Young, o chefe-executivo da Lulu Enterprises que também começou a companhia de software aberto Red Hat, disse que a Lulu.tv era um experimento inspirado pela tradicional transmissão de televisão mundial, onde as redes compram shows dos produtores, e os shows têm sucesso ou não baseados na audiência.

“O problema com esse modelo é que tem capital muito intensivo e é muito limitado”, disse ele. “Na internet, há um número infinito de canais. Não há motivos por quê não possa haver várias centenas de shows como o ‘Friends’, porque o mercado é muito vasto”.

A Lulu Enterprises também administra uma livraria que imprimi na demanda (http://www.lulu.com/), que paga 80 por cento de royalties a autores depois que eles pagam uma taxa de união e pequena cobrança por página. Autores são responsáveis por sua própria edição e publicidade.

Young disse querer encontrar a maneira mais eficiente de colocar dinheiro mais diretamente nas mãos das pessoas que criarem os vídeos mais interessantes, enquanto trabalham para bloquear pessoas que inflam a audiência com cliques falsos.

Fred Vanderpoel, um criador de comerciais de televisão baseados no Havaí, postava vídeos líricos no Lulu.tv em suas horas vagas, documentando um triatlon e pessoas como o músico Calvin Keys. Ele disse que a promessa de pagamento seria um incentivo bem vindo. “Estou interessado em qualquer coisa que faça dinheiro”, disse ele.

Mas ele disse que ainda não abraçou a idéia de fazer uma conta pro. “Eu não sei se gastaria dinheiro pra ganhar dinheiro”, disse ele.

Jon Gibs, o diretor da empresa analista de mídia Nielsen/NetRatings, disse estar entusiasmado sobre o experimento da Lulu. “Se isso acabar sendo um modelo bem sucedido, eles poderiam bem facilmente ganhar dinheiro com anúncios, e até mesmo indo para um modelo de assinatura da mais alta qualidade”, disse ele.

As contas pro podem também ajudar a cortar o número de vídeos ruins descobertos em outros sites, disse Gibs.

Não haverá qualquer anúncio na versão inicial da Lulu.tv. Por enquanto, disse Young, o modelo deveria ser o mais simples possível. “Como qualquer experimento, se você tentar fazer muitas coisas de uma vez, fica mais difícil estudar a reação”, disse ele. “Quanto mais focado o experimento, mais fácil de ver o que funciona”.

URL: http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/nytimes/2437001-2437500/2437197/2437197_1.xml

 

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