Slides das palestras de Juiz de Fora (29/ago) e de Vitória (30/ago)

Amigos,

Os slides das palestras que dei em Juiz de Fora e Vitória já estão no meu perfil do Slide Share para download. A foto a seguir é da palestra de Vitória, com mais de 300 pessoas. Participação total.

 

Em breve teremos o curso de formação e certificação de consultores de marketing digital em Juiz de Fora e Vitória. Acompanhem o blog e o meu Facebook para saberem das datas (elas serão definidas em breve).

Obrigado à calorosa recepção de todos os mais de 600 participantes de Juiz de Fora e Vitória. Duas cidades que adoro. Obrigado, mesmo ;)

Abraços a todos!

FInalmente, Social Commerce

Na segunda edição do Google Marketing, em 2008, falei de uma tendência que prometia muito, o comércio social, ou s-commerce. Naquela época ainda não havia uma rede social flexível para possibilitar tal ação por parte das lojas.

O programa de filiados é uma espécie de s-commerce, porém, bem low profile. Faltava tecnologia e um grande player para apoiar a tendência e transformá-la em realidade. Eu disse “faltava”. Em algumas palestras e em um post, já havia falado na relação entre o comércio por catálogo e pela internet.

Após um projeto de um ano, o Magazine Luiza lança sua plataforma social de venda C2C – consumidores vendendo para consumidores produtos do Magazine por meio de redes sociais. Como eu diria: poético :)

Esse movimento, certamente, vai mexer com o mercado e muitos outros players o seguirão. Aparecerão empresas para criar estratégias de s-commerce para e-commerces. Entraremos em uma nova era de micro-segmentação em que o comércio irá se integrar ao social. Para quem leu o livro 8Ps, em que o mercado econômico irá se integrar melhor ao mercado social. Talvez essa ação seja o elo perdido para tal integração.

É claro, saiba que você ganhará amigos vendedores, o que, dependendo do amigo não vai lhe agradar muito, porém, o amigo invasivo você perdoa, a marca, não.

 

Gamificação: um mundo em jogo

Se você tem trinta e poucos anos, você deve se lembrar de Enduro, Pitffal, Pac Man e, principalmente, Decathlon – o destruidor de joysticks. Os tempos em que um Atari e um grupo de amigos para contarmos e disputarmos nossos pontos eram o suficiente. As dicas de jogos que se espalhavam pela comunidade – a rede social offline.

Foi uma época que marcou a muitos de nós em todo o mundo. A época do Atari passou, mas a época dos jogos, não. A indústria de games já fatura mais do que a indústria de cinema, já há um bom tempo. O público-alvo dos games elevou sua faixa etária ao longo dos últimos anos. Adultos e pós-adolescentes povoam os compradores de jogos, seja online – como os famosos MMORPG (Massively multiplayer online role-playing game) – ou os jogos de consoles como Nintendo Wii ou Play Station 3.

O que mostrei nos parágrafos anteriores pode até ser novidade para alguns leitores, porém, existe um desdobramento dessa tendência que devemos ficar muito atentos, pois vai mudar a nossa maneira de fazer negócios.

Acompanhe meu raciocínio. Se você se lembra bem da sua época de gamer, o que mais escutava era “esse menino é viciado nesse jogo” ou a sua mãe gritando algo do tipo “Carlos Alberto, eu já falei para você largar esse joguinho e vir logo jantar”. Chamar o nome todo é uma técnica utilizada por mães do mundo todo e sempre deu certo para dar o tom de seriedade quando somos crianças.

Esse estado imerso na realidade do jogo em que o mundo real se torna irrelevante é chamado “estado de fluxo”. Eu chamaria por um outro nome – engajamento.

“Peraí, você falou engajamento?”, você deve estar pensando. Essa não é uma das palavras mais cobiçadas de um mundo em que as marcas enfrentam cada vez mais concorrência? É ela mesma.
Parece que os jogos já resolveram há muito tempo a questão de engajamento do consumidor, tanto que os advergames já são realidade há muito tempo. Ou então, marcas anunciando dentro de jogos, como Fifa.

Se os jogos geram engajamento, ao invés de levarmos nossas marcas do mundo real para dentro dos jogos, por que não trazer o jogo para o mundo real em que estão nossas marcas? Essa é a pergunta que muitos norte-americanos estão se fazendo em alimentando uma tendência chamada “gamificação”. Um dos poucos nomes referência nesse assunto é Gabe Zichermann.

Segundo uma palestra ministrada por ele no TedX em Bruxelas, “70% das aplicações das 2.000 maiores empresas do mundo serão gamificadas até 2.015″. A Gartner prevê que 50% dos seus processos de inovação serão também eles gamificados.

A palavra me foi apresentada em uma agradável conversa com o amigo Israel Nacaxe – gamificação. O que é um processo gamificado, afinal? Levar para rotinas comuns do dia a dia os conceitos de games, como recompensas por ações, diversos níveis a serem explorados (tome como exemplo os badges do Foursquare), colaboração, ranking board e muitos outros.

Por outro lado, adesão a games é algo muito fácil à natureza humana uma vez que eles permitem várias chances de vencer em um mundo em que tudo é possível e, principalmente, começar de novo. Algo que não é possível, mas desejado, na “first life”. Os games atuam no cerne da teoria de Maslow. As duas grandes molas que movem o ser humano são o medo e o prazer. A punição por não ter feito, prática comum em empresas de todos os tipos, trabalha no campo da punição. A recompensa por ter feito, no universo gamificado.

A gamificação não atua no “fun” puro e simples, mas no aumento de prazer e engajamento em tarefas cotidianas, aquelas tarefas naturalmente chatas e de difícil adoção. O universo dos games baseados em puramente em diversão é apenas o início de tudo isso. A gamificação irá invadir o mundo inclusive de quem diz coisas do tipo “não tenho paciência para jogos. Isso é coisa de criança ou de quem não tem o que fazer”. Não se engane, você também será gamificado em pouco tempo.

O fato de termos uma geração que cresceu em meio à explosão de games entre as décadas de 70 e 80, a geração XY – o maior grupo etário do país, entre 20 e 40 anos hoje – altera de maneira significativa a estratégia das empresas que necessitam gerar engajamento de seu público-alvo. O processo de gamificação atua em um universo de prazer aprendido pelos jogos ao longo de décadas.

Professores têm usado processo gamificados de aprendizado em sala de aula para aumentar a atenção dos alunos – lembre-se que vivemos em uma época de crise de atenção gerando menor recall de marca devido à quantidade abissal de estímulos. Uma prefeitura têm utilizado técnicas de games em radares – carros que passam abaixo da velocidade limite em radares passam a participar de uma loteria custeada pelas multas dos carros que passam no radar acima da velocidade permitida.

Os antigos programas de fidelidade nada mais são do que uma gamificação prosaica, porém, não planejado como game e sem vários elementos que perfazem tal processo de maneira formal. É lógico que definir gamificação é algo razoavelmente complexo uma vez que ainda é uma nuvem intangível com alguns poucos resultados práticos – muito positivos, contudo. No Brasil é assunto de alguns poucos blogs, mas já mostra sua força em iniciativas pelo mundo.

Agora que entendemos o conceito macro do que é a gamificação, imagine trabalhar tal tema com o que vivemos hoje nas redes sociais. Juntarmos pontos em radares e mostrarmos nosso ranking no Facebook ou ganharmos um badge de “chef” porque compramos três vezes no mês um molho de tomate. Um mundo em que o MMORPG será a nossa própria vida em rede. Micropagamentos, assim como alguém que compra uma vaquinha roxa no Colheita Feliz, transformarão o que é mercado social – luta pela reputação pelo ranking em um processo gamificado juntando pontos e dinheiro (como um ranking de um anúncio de Adwords) – em mercado econômico, dinheiro vivo no caixa das empresas gerando uma experiência positiva e engajada do público-alvo.

Tenho certeza de que abri uma porta para você, leitor, pensar e repensar em suas estratégias acrescentando um viés de “game based marketing” – leia o livro com o título entre as aspas – em seus negócios. Lembre-se de sua época de gamer e imagine se sua empresa se chamasse Enduro.

Preste atenção nesse assunto que ainda vai gerar muitas mudanças no mercado. Gamifique-se.

Minha entrevista na CBN

Amigos,

Compartilho com vocês a seguir o vídeo da entrevista que fiz na CBN.

Imagem de Amostra do You Tube

Slides da palestra na Paraíba.

Amigos do Sebrae,

Os slides da palestra ministrada em João Pessoa já estão disponíveis para download :)

Abraços a todos

Sim. Nós podemos mudar o mundo

Confesso que andei um pouco sumido desse blog. O lançamento do livro “Os 8 Ps do Marketing Digital” ( o novo nome que a 4a edição do “Google Marketing” terá), os cursos de certificação de consultores de marketing digital, a criação de uma ONG e todos os outros projetos tiraram o meu tempo e impediu que eu me dedicasse ao blog.

Bom…mas agora eu voltei :)

E nessa volta quero brindar-lhes com um artigo sobre alguns movimentos sobre uma internet voltada para a sociedade. Algumas palavras que mostram minha opinião a respeito do tema: internet como instrumento de uma retomada da consciência de humanidade solidária. Sobre a reflexão de qual é o nosso papel aqui no planeta Terra.

Sim. Nós podemos mudar o mundo.

1968. No ano que não terminou – segundo Zuenir Ventura – Geraldo Vandré, levantava multidões com seu inflamado “para dizer que não falei de flores”. A época conturbada do regime militar gerava na, atualmente denominada, geração baby boomers desejos de mudar o mundo e transformar a sociedade em um lugar melhor para se viver.

Do movimento hippie do icônico “paz e amor” à luta armada contra o sistema militar que já dava ares de ditadura, o cenário mostrava a esquizofrenia vivida naqueles tempos, porém, que partilhava de um objetivo comum: mudar o mundo – algo que valia a vida e, muitas vezes, a morte.

Décadas se passaram e o desejo de mudar o mundo da geração que sobreviveu às loucuras dos anos 60 e 70 arrefeceu com a necessidade de pagar as contas nos anos 80 e 90. A roupa colorida deu lugar ao terno cinza. A mochila de lã, comprada na Bolívia, à maleta 007.

As pessoas vem e vão, mas o desejo de transformar o mundo continua latente como uma reminiscência de nossa espécie. É algo, ainda que vago, inerente ao ser humano. Muitos, absorvidos pelas tarefas cotidianas, não se deram conta do quanto o mundo vem se transformando nas últimas décadas em direção a essa vontade transformadora. Desde a queda do muro em 89, a sociedade tomou consciência de que poderia de fato mudar sua realidade se unindo em números cada vez maiores. Que a menor célula da sociedade – o cidadão – poderia iniciar uma revolução.

Vimos o desenvolvimento do terceiro setor, lideranças globais lutando em prol de um estilo de vida mais sustentável, a exigência cada vez maior de transparência por parte das empresas além de derrubadas de governos e movimentos sociais cada vez mais intensos.

Lógico que também vimos guerras motivadas por interesses individuais, crises geradas pela ganância e mortes causadas por motivos frívolos. A grande mudança reside no fato de que, diante de tais acontecimentos que sempre foram tão comuns ao longo dos séculos, estamos começando a questionar o nosso papel nesse mundo e repudiar com cada vez mais veemência tais atos.

Diante de situações cataclísmicas causadas pelo “Homo industrialis” ou de guerras motivadas por interesses camuflados, o cidadão comum, até então voz velada, passa a lutar para dirigir sua própria vida sem o apelo demagógico das seculares corporações voltadas exclusivamente para o lucro a qualquer preço . Seja aderindo e divulgando uma causa, seja boicotando uma marca, seja escolhendo um estilo de vida mais simples, porém, junto à família. Há um movimento do “nós” que toma conta das pessoas e muda mercados.

A sutil e gradual mudança na maneira de pensar de muitas pessoas se mostra como uma revolução subreptícia. Sem o fervor bélico das revoluções passadas, mas a cada indignação diante da morte vazia de uma criança em um assalto ou no descaso de uma empresa com um cliente. A revolta das massas que descobrem ter voz para mudar o mundo começa com um post em um blog ou um simples tweet.

Em meio a um quadro de mudança social, em meados da década de 90 algo de novo vem a tona. Timidamente no início, toma de assalto empresas, governos e setores inteiros da sociedade. A internet.

A grande rede, que conecta pessoas em todo as partes transformando o próprio planeta em um grande cérebro, vem como uma resposta para o desejo de transformação que já era um brado uníssono em povos de praticamente todo o mundo. A internet muda a economia ao passo que transforma o dinheiro em bits que trafegam livremente sem pátria e, tal qual Einstein postulou, dobra o espaço-tempo, colocando em uma mesma sala de bate-papo pessoas que se encontram fisicamente nos mais diversos lugares do mundo.

A internet muda a realidade das empresas na medida em que torna possível seu crescimento com menos risco e mais rentabilidade. Ao mesmo tempo que traz a ameaça da reclamação em grupo, traz a oportunidade do elogio, também em grupo.

Dinheiro, que sempre movimentou o mundo, não passa hoje de sequências numéricas na tela do seu notebook (ou smartphone). A “ponte aérea monetária” EUA-Europa agora é mais facilmente deslocada para uma start-up de um país “emergente” por intermédio de um meio que ignora o espaço. As micro e pequenas empresas – base da economia de um país e do fomento de melhores condições de vida local – agora tem vez e voz para mostrar ao mundo a qualidade de seu trabalho e, assim, dar uma vida mais digna aos seus proprietários e colaboradores. Exemplos não faltam, seja no Brasil ou na Índia, seja no Paquistão ou Bangladesh.

A internet muda regimes governamentais totalitaristas promovendo a democracia como um caminho natural, o melhor até então, que promove o bem comum, não o interesse individual.

Pela primeira vez as condições de vida de um ser humano podem não estar vinculadas ao lugar onde ele nasceu. Um computador antigo e uma linha de telefone abrem uma janela para o mundo e mostra a realidade possível em outras culturas.

Regimes de partido único, que antes controlavam a população por meio do controle extremo, hoje já sentem dificuldades em dispersar reuniões que engendram contra o sistema, não mais em uma célula de resistência – lugar físico facilmente detectável – mas na internet – um lugar virtual muito mais difícil de ser controlado.

As revoluções nos países árabes parecem ser a melhor metáfora para a frase de Schopenhauer: “Todo homem toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo”. A internet amplia os limites do mundo dos jovens árabes que descobrem outras vias possíveis em outras povos e que anseiam viver em um país sem censura, sem controle, sem repressão. A motivação é a vontade de mudarem suas realidades. A principal arma, como afirmou Tifatul Sembiring, ministro indonésio das Comunicações, as redes sociais. Egito, Síria, Líbia, Tunísia foram apenas os primeiros sintomas da exigência da população que não aceita mais ser usada como massa de manobra. Indivíduos que querem ser tratados com as prerrogativas que o próprio nome deveria lhes atribuir – individualidade, seja na maneira de pensar e agir, seja nas palavras que escolhe para criticar ou elogiar governos e marcas.

A internet muda a economia industrial até então baseada no consumo como maneira de prosperidade de uma nação.

Uma informação estarrecedora se torna necessária nesse ponto. Para cada uma lata de lixo que geramos em nossas casas, outras setenta latas foram geradas na indústria para produzir o que hoje jogamos fora. Quanto mais a “obsolescência planejada” entra em nossas vidas, mais compramos e, portanto, mais lixo geramos.

Só o lixo que se acumula nos oceanos já representa 25% da área de todo o nosso planeta, “um enorme vaso sanitário que nunca dá descarga”, segundo Charles Moore – marinheiro e ambientalista descobridor da desconcertante “mancha do Pacífico”.

Para frear, um pouco que seja, a compra desenfreada no qual consiste o nosso modelo econômico baseado em produção industrial e estímulo ao consumo, um movimento está tomando de assalto nossa maneira de ver a vida baseada em marcas: o consumo colaborativo.

Por meio de site baseados no conceito de redes sociais, pessoas estão compartilhando e doando de roupas a bicicletas que não precisarão ser comprados diminuindo o lixo pessoal e a produção industrial voltada para o consumo – que gera ainda mais lixo. No ThredUp, pessoas compartilham roupas infantis. Foram 12 mil itens negociados nos 8 primeiros dias de funcionamento do site. No SharedEarth, 2 milhões de metros quadrados de terra excedente foram compartilhados com produtores potenciais sem jardim apenas nos 3 meses de funcionamento do site. No Freecycle 5,7 milhões de usuários em 85 países doam mais de 12 mil itens por dia pelo site.

A internet muda o cenário das ONGs por todo o mundo colocando pessoas que precisam e pessoas que desejam ajudar em contato por meio da rede.

A Surfrider, fundação para a proteção de oceanos e praias, teve mais de 145 mil horas de voluntariado de pessoas que atuam localmente e online desenvolvendo conversas nas redes sociais. O aplicativo “Causes” no Facebook, utilizado para levantar dinheiro para causas humanitárias, tem até o presente momento – dia 19 de julho, às 23h15 – 7.390.747 de usuários mensais. A internet foi a principal responsável por espalhar o movimento “Free Hug” pelo mundo a partir de um vídeo postado no YouTube que já teve mais de 60 milhões de visualizações. As pessoas que participam do movimento, simplesmente distribuem abraços grátis.

A educação tem sido uma outra área em que a internet tem transformado vidas. Sugata Mitra com seu projeto entitulado “buraco na parede”, que em 1999 embutiu um computador ligado à internet em uma bairro pobre de Nova Deli e percebeu que as crianças aprenderam muita coisa sozinhas ao interagir com uma máquina que a grande maioria delas nunca sequer tinha visto. O indiano Salman khan, que foi notícia em praticamente todo o mundo, que ajuda gratuitamente crianças a entender matérias como matemática, física e biologia por meio de vídeos no YouTube.

Na medicina a rede social PatientsLikeMe ajuda centenas de milhares de pessoas que compartilham informações sobre doenças dos mais diversos tipos a encontrarem novos tratamentos e maneiras de lidar com suas enfermidades a partir da experiência do outro, esteja este em qualquer lugar do mundo físico, mas no mesmo lugar no mundo virtual. No jornalismo a teoria da “Agenda-settings” cai por terra quando damos ao leitor o poder de ser o editor da sua própria notícia. Vários veículos começam a explorar o modelo de negócios do jornalismo cidadão, em que qualquer cidadão munido de um celular com câmera e acesso a internet, vira repórter. O fim do “furo” jornalístico.

Nem vou comentar sobre softwares de código aberto sendo construídos de maneira colaborativa por desenvolvedores em todo o mundo, compras coletivas, inovação aberta em sites como o Innocentive auxiliando empresa a economizarem fortunas ou Zoopa gerando qualidade a partir da quantidade em um processo de “crowdsourcing”, educação à distância em cursos gratuitos da aclamada Harvard University disponíveis para qualquer um que domine minimamente o idioma inglês – ou aulas de inglês gratuitas pela internet no site da BBC ou em redes sociais dedicadas ao ensino de idiomas como o Livemocha – e outros temas que tantos outros já falaram.

A internet não é mais (se é que foi um dia) um meio para se enviar e-mails e criar perfis no Facebook. É muito mais. É a ferramenta que faltou na década de 60 para que nossos baby boomers pudessem levar a cabo seu objetivo de mudar o mundo. Não é de se espantar que nossa geração Y queira transformar a sociedade. Ela tem a motivação, a autoestima necessária e, principalmente, as ferramentas para isso.

A internet é muito mais do que uma revolução tecnológica, é uma revolução social. Vivemos em uma era que daqui a poucos anos conheceremos, juntamente com a revolução industrial ou a revolução francesa, a revolução digital. O período que passamos irá criar um marco histórico que mudará o planeta. A era de transição já está acontecendo há anos, mas, assim como um francês no meio da revolução francesa só pensava em escapar dos tiros e da guilhotina, estamos tentando nos encontrar em meio a tweets e aplicativos de iPhone. Não reconhecemos o local do redemoinho que nos encontramos. Precisamos de distanciamento.

Se haverá um fim do mundo em 2012, será o fim de uma velha consciência que nos trouxe em muitos campos a situações degradantes. Temos cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo que, mesmo com todo avanço tecnológico na área agrícola, ainda passa fome. A mortalidade infantil é maior do que cem para cada cem mil habitantes em países da África subsaariana. Ainda temos regimes escravos de trabalho, tráfico de mulheres e violência doméstica em índices alarmantes.

Acredito na internet como um ambiente em que a troca de informações entre pessoas dos mais diversos povos – nem a diferença de idiomas será mais empecilho com ferramentas como tradutores do Google em tempo real – fará com que as pessoas enxerguem o ponto de vista do outro. Boa parte das brigas e guerras ocorrem justamente pela falta de compreensão do ponto de vista alheio. Podemos resolver isso com a troca. Com a conversa no mesmo local virtual.

Não há limites para o que a humanidade pode fazer ao utilizar corretamente esse imenso cérebro global. A rede como o espelho da própria humanidade pode fazer com que, finalmente, encontremos a solução para os nossas mazelas – nos conhecermos como espécie e como indivíduos.

MindMap – Os 8 Ps do Marketing Digital – versão 1.1

Amigos,

Há algumas semanas (em 15/04) havia postado a versão 1.0 do Mind Map dos 8 Ps do Marketing Digital. Aproveitei os últimos dias para construir mais um pouco do Mind Map e estou liberando no link a seguir a versão 1.1, com várias melhorias e novos Ps desenvolvidos.

O Mind Map Os 8 Ps do Marketing Digital foi feito para que você consiga organizar as ações de marketing digital se baseando em um documento único e que lhe mostre a abrangência da teoria. Esse Mind Map ainda não está completo, mas já explora todos os Ps. Os 1º e 2º Ps estão bem mais desenvolvidos do que os demais.

Nas próximas versões que vou liberar do Mind Map 8 Ps, vou desenvolver melhor cada um dos Ps. Os itens de cada P que você vê no Mind Map tem relação direta com os Ps que você verá na 4ª edição do livro Google Marketing, que agora mudará seu nome e se chamará “Os 8 Ps do Marketing Digital”.

Clique no link a seguir (depois clique de novo no nome do arquivo na próxima página), faça o download gratuito do mapa e divirta-se :)

 

DOWNLOAD: Mind Map dos 8 Ps do Marketing Digital – versão 1.1

 

Acompanhe o meu Twitter (@conradoadolpho) ou o meu Facebook para saber sobre as futuras atualizações desse mind map.

Breves devaneios de um otimista digital

Nos livramos da paranoica máquina déspota de Chaplin em Tempos Modernos, mas continuamos oprimidos e pequenos. O que nos oprime, contudo, não é mais a imensa engrenagem, mas o ínfimo bit. Ao contrário dos tempos em que a ignorância regia o planeta, não é mais a escassez de informações que nos estorva, mas o excesso delas. Como um exército de formigas, os bits nos cobrem, nos subjugam. As engrenagens, essas, coitadas, passaram a ser controladas por eles também.

A promessa da desobrigação humana proporcionada pela tecnologia só nos torna cada vez mais ocupados. A imensidão de escolhas da pós-modernidade nos leva de volta ao prosaico. Desejamos consumir o vazio. Procuramos o sossego do espaço em branco, sem encontrá-lo, porém, em meio ao tudo que existe.

A ansiedade gerada pela notícia não sabida nos faz obstinados e vorazes leitores de emails, posts e tweets. Um segundo que se perde parece ter o poder de mudar a história de toda a humanidade. Enquanto isso, Ele, o tempo, passa, apático à nossa angústia. Vivemos cada vez mais rápido. Quanto mais velozes, mais efêmeros. Desperdiçamos a essência da contemplação. Triunfamos na abrangência, mas nos perdemos do detalhe. Cassiano Ricardo, poeta joseense, já nos dizia no início do século XX que

“Diante de coisa tão doida
Conservemo-nos serenos

Cada minuto da vida
Nunca é mais, é sempre menos

Ser é apenas uma face
Do não ser, e não do ser

Desde o instante em que se nasce
Já se começa a morrer.”

A eterna peleja do tempo. Temos estado tão atribulados. Atarantados com o cotidiano, confundimos o fim com o meio, o palco com a plateia. Será que nossa missão como seres humanos é simplesmente acumularmos riquezas o mais cedo que conseguirmos, vivermos das suas benesses e adiarmos a morte o quanto pudermos? Será que é só isso?

Há de haver uma saturação em que procuraremos o sentido de tudo isso. Corremos tanto que não sabemos mais para onde e nem porque. Se espreitarmos a vida em torno, como um ser nos observando de fora de nós mesmos, perceberemos um movimento, ainda que sutil, da busca de si próprio. A procura pela autenticidade das coisas.

Diante dessa pintura caótica e complexa do mundo em que vivemos, gostaria de lhe dar uma dica dessa nossa longa viagem, e a que considero a mais importante: tome cuidado para não perder o fator humano. A tecnologia não substitui o motivo pelo qual estamos todos aqui – construir um mundo melhor visando o bem comum e sermos felizes sem causar a infelicidade alheia. A tecnologia é uma ótima ferramenta para aproximar o ser humano de si mesmo. Foi feita para servir o homem, não o contrário. Se isso lhe soa como “use filtro solar”, você está certo. É necessária uma volta ao prosaico, uma volta a essência do próprio ser.

A sua prosperidade será medida pela quantidade de pessoas que você ajudou a prosperar também. A sua felicidade, pela quantidade de felicidade que gerou nas pessoas que tomaram contato com você. Madre Teresa citou uma frase certa vez que deveríamos trazer conosco como uma lição de vida: “Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz”.

É a nossa capacidade de nos solidarizarmos com nossos semelhantes e lutar pela humanidade de cada um deles – lembre-se do conceito de Ubuntu – que nos fará uma espécie vitoriosa. Será essa solidariedade que nos livrará do trágico final com o qual flertamos a cada homicídio ou desejo de vingança – a auto-destruição, como algumas vezes na história do mundo nos aproximamos tão perigosamente vendendo barato o nosso maior dom, a vida. A tecnologia, a internet, o marketing digital são só meios para construirmos uma história que desejaremos contar aos nossos netos. A tecnologia não é um fim em si mesma. Apenas um meio.

A internet é um meio para construirmos um legado e para que partamos deixando um mundo melhor do que o que encontramos quando chegamos. Um meio para promovermos uma vida digna para quem, por exemplo, a maior preocupação hoje não é se a campanha vai viralizar ou não, mas se irá conseguir comer no dia seguinte.

Há cerca de 1 bilhão de pessoas que passam fome no mundo. 1% da população detém 43% da riqueza mundial e 43% da população reparte 2% da riqueza. Cerca de 50% da população mundial vive com US$ 2,50 por dia. Esse não é o mundo que queremos deixar para nossos filhos. As estatísticas nos mostram que devemos fazer algo para mudar esse quadro e rápido. O abismo social está se tornando insustentável e o resultado nós já sentimos a cada calafrio que nos invade quando algum desconhecido se aproxima para perguntar as horas.

A mudança de consciência do ser humano com relação ao que está fazendo consigo mesmo já vem acontecendo há alguns anos, porém, faltava um elemento de ligação. Que fizesse com que as tímidas e estanques iniciativas formassem um único corpo para transformar a realidade. Acredito na internet como esse elementos de coesão. Uma ferramenta de democratização do conhecimento gerador de riqueza, de distribuição mais igualitária de renda em nível global e de formação de indivíduos que compreendam e aceitem a diferença. Posso ser considerado um otimista, mas quando observo as belíssimas ações sociais que pequenos grupos de pessoas têm realizado ao redor do mundo para transformar sua sociedade, vejo que tenho motivos para acreditar na solidariedade, na consideração do ser humano com os seus semelhantes – do latim “con”= junto e “sidera”= estrelas, por alguém junto às estrelas.

Em uma passagem do filme “O Dia em que a Terra Parou”, Keanu Reevers (na versão mais moderna), interpretando o extra-terrestre Klaatu com poderes de exterminar toda a raça humana, tem uma discussão filosófica com um prêmio Nobel, Professor Barnhardt (interpretado por John Cleese). O motivo da eminente exterminação da nossa espécie seria o que estaríamos (e estamos) fazendo com o planeta Terra, um dos poucos planetas no universo capaz de abrigar formas complexas de vida: destruindo-o. O professor argumenta que a humanidade, diante de uma situação limite, acharia seu caminho, assim como a própria espécie de Klaatu encontrou o seu. Algo como Jeff Goldblum dizendo “Nature finds its way” (a natureza encontra seu próprio caminho) em Parque dos Dinossauros. Estamos nessa situação limite. A crença de que a humanidade encontrará seu próprio caminho antes de ultrapassarmos o limite a partir do qual não haverá mais volta, divide o mundo entre otimistas, pessimistas e os que não pensaram sobre o assunto (que representa a maioria, infelizmente).

Nossa espécie não chegou até aqui por um mero acaso. Somos fruto de uma evolução contínua que nos trouxe das cavernas aos arranha-céus. Da pedra lascada ao iPad. As mazelas humanas das quais somos todos vítimas, ricos ou pobres, são frutos da vontade e da vaidade de uma porcentagem ínfima da população. A porcentagem que ainda detém o poder representado unicamente pela quantidade de zeros em sua conta bancária. Um Egito, uma Líbia, um ReclameAqui ou uma crise global de 2008 levando poderosos a bancarrota e fazendo países até então considerados pobres a ganharem o estatus de “emergentes” nos mostra que o eixo de poder está mudando de sentido.

Em um mundo em que o local virtual faz com que as pessoas se unam para lutarem pelos seus direitos independente do local onde habitam, bastando para isso ter uma conexão com o mundo e um hardware, faz com que a vontade de muitos seja mais forte do que o poder de poucos. Um novo mundo de possibilidades se abre a partir de então. Uma saída para o beco em que a humanidade se encontrava até o século passado em uma economia baseada na indústria e na manufatura. O poder será cada vez mais medido pela conexão e pelo compartilhamento, não mais unicamente pelo dinheiro. Será medido pelo capital social, não tanto pelo capital monetário. Talvez o melhor exemplo disso atualmente seja o Facebook.

É lógico que existe uma grande chance da história ainda nos reservar algumas surpresas com relação a isso. Com o aumento de poder advindo das massas conectadas, governos brigarão, não mais por terras ou petróleo, mas pelo controle da conexão. A semente disso já está acontecendo com sob o tema “imparcialidade da rede”. Será um mundo em que possivelmente hackers serão revolucionários construindo redes de conexão clandestinas e paralelas para manter a comunicação livre. MadMax parecerá um filme infantil diante de um mundo, como diria Thomas Friedman, quente, plano e lotado, e ainda com batalhas centradas em domínio de alta tecnologia de infra-estrutura de conexão global. A humanidade encontrará seu jeito? Acredito que sim.

A internet chega ao nosso cotidiano como um fator de coesão e potencialização humana. Uma enorme rede neural que transforma o próprio planeta Terra em um grande cérebro. Um cérebro é formado por neurônios e sinapses, dentre outros elementos. Atualmente o planeta, nossa plataforma cerebral global, é formada por cérebros e conexões. Um cérebro de cérebros. Não há como imaginar onde essa massa cefálica multicultural poderá nos levar dado que não sabemos ao certo nem a capacidade total de nosso próprio cérebro.
Assim como o organismo da menina do início de Guerra dos Mundos intuitivamente sabia que seu organismo solucionaria sozinho o problema do corte, acredito que esse grande organismo formado pelo nosso planeta Terra, seres humanos e a internet, que chamo carinhosamente de sistema geohumanointerativo, resolverá as suas próprias mazelas (recomendo ler a teoria de gaia, que considera o próprio planeta como um sistema complexo vivo).

Mudar o mundo não é algo fácil. Muitos dos que leem esse artigo tentam mudar a cabeça de seus chefes, de suas famílias ou simplesmente de seus amigos tentando mostrar que a internet é algo muito maior do que se percebe. É uma força criada pela natureza humana que modificou profundamente o criador. Que lhe fez enxergar mais longe e a criar uma nova dimensão existencial que interfere e modifica a dimensão física cotidiana. Da mesma maneira que você leitor, tenta mudar a cabeça dos seus pares quanto a eficiência da internet para mudar uma empresa, eu tento, através desses parágrafos finais, convencê-lo da internet como uma ferramenta de mudança global.

Mudar o mundo exige esforço, dedicação e principalmente persistência – “as pessoas não falham, elas desistem”, é a minha filosofia de vida. Não desista dos seus sonhos e conseguirá o que quiser, até mesmo mudar a sua própria realidade e das pessoas que o cercam por meio da rede. Finalmente, nós, indivíduos até então isolados pelo espaço, temos a oportunidade de nos juntarmos para discutir a mudança nesse espaço virtual e aumentarmos as chances de sucesso na nossa empreitada de construir um mundo melhor.
Concluído isso, terminarei meu breve devaneio, com uma frase que deve fazer você pensar:

Estou disposto a mudar o mundo. E você?

Palestra Chapecó – CDL – sobre marketing digital

A seguir, posto os slides da palestra de Chapecó-SC do CDL que foi realizada no dia 27/maio/2011. Os slides estão livres para download. Pode baixar e compartilhar :)


Palestra “Como vender serviços profissionais” – EDTED RJ

Amigos,

Abaixo, os slides da minha palestra sobre venda de serviços profissionais de marketing digital. Sei que alguém gravou a palestra. Procurem na web que logo, logo deve estar no YouTube.

Abraços e obrigado pelo auditório lotado :)


Minhas Dicas de Marketing Digital
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