FInalmente, Social Commerce

Na segunda edição do Google Marketing, em 2008, falei de uma tendência que prometia muito, o comércio social, ou s-commerce. Naquela época ainda não havia uma rede social flexível para possibilitar tal ação por parte das lojas.

O programa de filiados é uma espécie de s-commerce, porém, bem low profile. Faltava tecnologia e um grande player para apoiar a tendência e transformá-la em realidade. Eu disse “faltava”. Em algumas palestras e em um post, já havia falado na relação entre o comércio por catálogo e pela internet.

Após um projeto de um ano, o Magazine Luiza lança sua plataforma social de venda C2C – consumidores vendendo para consumidores produtos do Magazine por meio de redes sociais. Como eu diria: poético :)

Esse movimento, certamente, vai mexer com o mercado e muitos outros players o seguirão. Aparecerão empresas para criar estratégias de s-commerce para e-commerces. Entraremos em uma nova era de micro-segmentação em que o comércio irá se integrar ao social. Para quem leu o livro 8Ps, em que o mercado econômico irá se integrar melhor ao mercado social. Talvez essa ação seja o elo perdido para tal integração.

É claro, saiba que você ganhará amigos vendedores, o que, dependendo do amigo não vai lhe agradar muito, porém, o amigo invasivo você perdoa, a marca, não.

 

Gamificação: um mundo em jogo

Se você tem trinta e poucos anos, você deve se lembrar de Enduro, Pitffal, Pac Man e, principalmente, Decathlon – o destruidor de joysticks. Os tempos em que um Atari e um grupo de amigos para contarmos e disputarmos nossos pontos eram o suficiente. As dicas de jogos que se espalhavam pela comunidade – a rede social offline.

Foi uma época que marcou a muitos de nós em todo o mundo. A época do Atari passou, mas a época dos jogos, não. A indústria de games já fatura mais do que a indústria de cinema, já há um bom tempo. O público-alvo dos games elevou sua faixa etária ao longo dos últimos anos. Adultos e pós-adolescentes povoam os compradores de jogos, seja online – como os famosos MMORPG (Massively multiplayer online role-playing game) – ou os jogos de consoles como Nintendo Wii ou Play Station 3.

O que mostrei nos parágrafos anteriores pode até ser novidade para alguns leitores, porém, existe um desdobramento dessa tendência que devemos ficar muito atentos, pois vai mudar a nossa maneira de fazer negócios.

Acompanhe meu raciocínio. Se você se lembra bem da sua época de gamer, o que mais escutava era “esse menino é viciado nesse jogo” ou a sua mãe gritando algo do tipo “Carlos Alberto, eu já falei para você largar esse joguinho e vir logo jantar”. Chamar o nome todo é uma técnica utilizada por mães do mundo todo e sempre deu certo para dar o tom de seriedade quando somos crianças.

Esse estado imerso na realidade do jogo em que o mundo real se torna irrelevante é chamado “estado de fluxo”. Eu chamaria por um outro nome – engajamento.

“Peraí, você falou engajamento?”, você deve estar pensando. Essa não é uma das palavras mais cobiçadas de um mundo em que as marcas enfrentam cada vez mais concorrência? É ela mesma.
Parece que os jogos já resolveram há muito tempo a questão de engajamento do consumidor, tanto que os advergames já são realidade há muito tempo. Ou então, marcas anunciando dentro de jogos, como Fifa.

Se os jogos geram engajamento, ao invés de levarmos nossas marcas do mundo real para dentro dos jogos, por que não trazer o jogo para o mundo real em que estão nossas marcas? Essa é a pergunta que muitos norte-americanos estão se fazendo em alimentando uma tendência chamada “gamificação”. Um dos poucos nomes referência nesse assunto é Gabe Zichermann.

Segundo uma palestra ministrada por ele no TedX em Bruxelas, “70% das aplicações das 2.000 maiores empresas do mundo serão gamificadas até 2.015″. A Gartner prevê que 50% dos seus processos de inovação serão também eles gamificados.

A palavra me foi apresentada em uma agradável conversa com o amigo Israel Nacaxe – gamificação. O que é um processo gamificado, afinal? Levar para rotinas comuns do dia a dia os conceitos de games, como recompensas por ações, diversos níveis a serem explorados (tome como exemplo os badges do Foursquare), colaboração, ranking board e muitos outros.

Por outro lado, adesão a games é algo muito fácil à natureza humana uma vez que eles permitem várias chances de vencer em um mundo em que tudo é possível e, principalmente, começar de novo. Algo que não é possível, mas desejado, na “first life”. Os games atuam no cerne da teoria de Maslow. As duas grandes molas que movem o ser humano são o medo e o prazer. A punição por não ter feito, prática comum em empresas de todos os tipos, trabalha no campo da punição. A recompensa por ter feito, no universo gamificado.

A gamificação não atua no “fun” puro e simples, mas no aumento de prazer e engajamento em tarefas cotidianas, aquelas tarefas naturalmente chatas e de difícil adoção. O universo dos games baseados em puramente em diversão é apenas o início de tudo isso. A gamificação irá invadir o mundo inclusive de quem diz coisas do tipo “não tenho paciência para jogos. Isso é coisa de criança ou de quem não tem o que fazer”. Não se engane, você também será gamificado em pouco tempo.

O fato de termos uma geração que cresceu em meio à explosão de games entre as décadas de 70 e 80, a geração XY – o maior grupo etário do país, entre 20 e 40 anos hoje – altera de maneira significativa a estratégia das empresas que necessitam gerar engajamento de seu público-alvo. O processo de gamificação atua em um universo de prazer aprendido pelos jogos ao longo de décadas.

Professores têm usado processo gamificados de aprendizado em sala de aula para aumentar a atenção dos alunos – lembre-se que vivemos em uma época de crise de atenção gerando menor recall de marca devido à quantidade abissal de estímulos. Uma prefeitura têm utilizado técnicas de games em radares – carros que passam abaixo da velocidade limite em radares passam a participar de uma loteria custeada pelas multas dos carros que passam no radar acima da velocidade permitida.

Os antigos programas de fidelidade nada mais são do que uma gamificação prosaica, porém, não planejado como game e sem vários elementos que perfazem tal processo de maneira formal. É lógico que definir gamificação é algo razoavelmente complexo uma vez que ainda é uma nuvem intangível com alguns poucos resultados práticos – muito positivos, contudo. No Brasil é assunto de alguns poucos blogs, mas já mostra sua força em iniciativas pelo mundo.

Agora que entendemos o conceito macro do que é a gamificação, imagine trabalhar tal tema com o que vivemos hoje nas redes sociais. Juntarmos pontos em radares e mostrarmos nosso ranking no Facebook ou ganharmos um badge de “chef” porque compramos três vezes no mês um molho de tomate. Um mundo em que o MMORPG será a nossa própria vida em rede. Micropagamentos, assim como alguém que compra uma vaquinha roxa no Colheita Feliz, transformarão o que é mercado social – luta pela reputação pelo ranking em um processo gamificado juntando pontos e dinheiro (como um ranking de um anúncio de Adwords) – em mercado econômico, dinheiro vivo no caixa das empresas gerando uma experiência positiva e engajada do público-alvo.

Tenho certeza de que abri uma porta para você, leitor, pensar e repensar em suas estratégias acrescentando um viés de “game based marketing” – leia o livro com o título entre as aspas – em seus negócios. Lembre-se de sua época de gamer e imagine se sua empresa se chamasse Enduro.

Preste atenção nesse assunto que ainda vai gerar muitas mudanças no mercado. Gamifique-se.

Minha entrevista na CBN

Amigos,

Compartilho com vocês a seguir o vídeo da entrevista que fiz na CBN.

Imagem de Amostra do You Tube

Slides da palestra na Paraíba.

Amigos do Sebrae,

Os slides da palestra ministrada em João Pessoa já estão disponíveis para download :)

Abraços a todos

Sim. Nós podemos mudar o mundo

Confesso que andei um pouco sumido desse blog. O lançamento do livro “Os 8 Ps do Marketing Digital” ( o novo nome que a 4a edição do “Google Marketing” terá), os cursos de certificação de consultores de marketing digital, a criação de uma ONG e todos os outros projetos tiraram o meu tempo e impediu que eu me dedicasse ao blog.

Bom…mas agora eu voltei :)

E nessa volta quero brindar-lhes com um artigo sobre alguns movimentos sobre uma internet voltada para a sociedade. Algumas palavras que mostram minha opinião a respeito do tema: internet como instrumento de uma retomada da consciência de humanidade solidária. Sobre a reflexão de qual é o nosso papel aqui no planeta Terra.

Sim. Nós podemos mudar o mundo.

1968. No ano que não terminou – segundo Zuenir Ventura – Geraldo Vandré, levantava multidões com seu inflamado “para dizer que não falei de flores”. A época conturbada do regime militar gerava na, atualmente denominada, geração baby boomers desejos de mudar o mundo e transformar a sociedade em um lugar melhor para se viver.

Do movimento hippie do icônico “paz e amor” à luta armada contra o sistema militar que já dava ares de ditadura, o cenário mostrava a esquizofrenia vivida naqueles tempos, porém, que partilhava de um objetivo comum: mudar o mundo – algo que valia a vida e, muitas vezes, a morte.

Décadas se passaram e o desejo de mudar o mundo da geração que sobreviveu às loucuras dos anos 60 e 70 arrefeceu com a necessidade de pagar as contas nos anos 80 e 90. A roupa colorida deu lugar ao terno cinza. A mochila de lã, comprada na Bolívia, à maleta 007.

As pessoas vem e vão, mas o desejo de transformar o mundo continua latente como uma reminiscência de nossa espécie. É algo, ainda que vago, inerente ao ser humano. Muitos, absorvidos pelas tarefas cotidianas, não se deram conta do quanto o mundo vem se transformando nas últimas décadas em direção a essa vontade transformadora. Desde a queda do muro em 89, a sociedade tomou consciência de que poderia de fato mudar sua realidade se unindo em números cada vez maiores. Que a menor célula da sociedade – o cidadão – poderia iniciar uma revolução.

Vimos o desenvolvimento do terceiro setor, lideranças globais lutando em prol de um estilo de vida mais sustentável, a exigência cada vez maior de transparência por parte das empresas além de derrubadas de governos e movimentos sociais cada vez mais intensos.

Lógico que também vimos guerras motivadas por interesses individuais, crises geradas pela ganância e mortes causadas por motivos frívolos. A grande mudança reside no fato de que, diante de tais acontecimentos que sempre foram tão comuns ao longo dos séculos, estamos começando a questionar o nosso papel nesse mundo e repudiar com cada vez mais veemência tais atos.

Diante de situações cataclísmicas causadas pelo “Homo industrialis” ou de guerras motivadas por interesses camuflados, o cidadão comum, até então voz velada, passa a lutar para dirigir sua própria vida sem o apelo demagógico das seculares corporações voltadas exclusivamente para o lucro a qualquer preço . Seja aderindo e divulgando uma causa, seja boicotando uma marca, seja escolhendo um estilo de vida mais simples, porém, junto à família. Há um movimento do “nós” que toma conta das pessoas e muda mercados.

A sutil e gradual mudança na maneira de pensar de muitas pessoas se mostra como uma revolução subreptícia. Sem o fervor bélico das revoluções passadas, mas a cada indignação diante da morte vazia de uma criança em um assalto ou no descaso de uma empresa com um cliente. A revolta das massas que descobrem ter voz para mudar o mundo começa com um post em um blog ou um simples tweet.

Em meio a um quadro de mudança social, em meados da década de 90 algo de novo vem a tona. Timidamente no início, toma de assalto empresas, governos e setores inteiros da sociedade. A internet.

A grande rede, que conecta pessoas em todo as partes transformando o próprio planeta em um grande cérebro, vem como uma resposta para o desejo de transformação que já era um brado uníssono em povos de praticamente todo o mundo. A internet muda a economia ao passo que transforma o dinheiro em bits que trafegam livremente sem pátria e, tal qual Einstein postulou, dobra o espaço-tempo, colocando em uma mesma sala de bate-papo pessoas que se encontram fisicamente nos mais diversos lugares do mundo.

A internet muda a realidade das empresas na medida em que torna possível seu crescimento com menos risco e mais rentabilidade. Ao mesmo tempo que traz a ameaça da reclamação em grupo, traz a oportunidade do elogio, também em grupo.

Dinheiro, que sempre movimentou o mundo, não passa hoje de sequências numéricas na tela do seu notebook (ou smartphone). A “ponte aérea monetária” EUA-Europa agora é mais facilmente deslocada para uma start-up de um país “emergente” por intermédio de um meio que ignora o espaço. As micro e pequenas empresas – base da economia de um país e do fomento de melhores condições de vida local – agora tem vez e voz para mostrar ao mundo a qualidade de seu trabalho e, assim, dar uma vida mais digna aos seus proprietários e colaboradores. Exemplos não faltam, seja no Brasil ou na Índia, seja no Paquistão ou Bangladesh.

A internet muda regimes governamentais totalitaristas promovendo a democracia como um caminho natural, o melhor até então, que promove o bem comum, não o interesse individual.

Pela primeira vez as condições de vida de um ser humano podem não estar vinculadas ao lugar onde ele nasceu. Um computador antigo e uma linha de telefone abrem uma janela para o mundo e mostra a realidade possível em outras culturas.

Regimes de partido único, que antes controlavam a população por meio do controle extremo, hoje já sentem dificuldades em dispersar reuniões que engendram contra o sistema, não mais em uma célula de resistência – lugar físico facilmente detectável – mas na internet – um lugar virtual muito mais difícil de ser controlado.

As revoluções nos países árabes parecem ser a melhor metáfora para a frase de Schopenhauer: “Todo homem toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo”. A internet amplia os limites do mundo dos jovens árabes que descobrem outras vias possíveis em outras povos e que anseiam viver em um país sem censura, sem controle, sem repressão. A motivação é a vontade de mudarem suas realidades. A principal arma, como afirmou Tifatul Sembiring, ministro indonésio das Comunicações, as redes sociais. Egito, Síria, Líbia, Tunísia foram apenas os primeiros sintomas da exigência da população que não aceita mais ser usada como massa de manobra. Indivíduos que querem ser tratados com as prerrogativas que o próprio nome deveria lhes atribuir – individualidade, seja na maneira de pensar e agir, seja nas palavras que escolhe para criticar ou elogiar governos e marcas.

A internet muda a economia industrial até então baseada no consumo como maneira de prosperidade de uma nação.

Uma informação estarrecedora se torna necessária nesse ponto. Para cada uma lata de lixo que geramos em nossas casas, outras setenta latas foram geradas na indústria para produzir o que hoje jogamos fora. Quanto mais a “obsolescência planejada” entra em nossas vidas, mais compramos e, portanto, mais lixo geramos.

Só o lixo que se acumula nos oceanos já representa 25% da área de todo o nosso planeta, “um enorme vaso sanitário que nunca dá descarga”, segundo Charles Moore – marinheiro e ambientalista descobridor da desconcertante “mancha do Pacífico”.

Para frear, um pouco que seja, a compra desenfreada no qual consiste o nosso modelo econômico baseado em produção industrial e estímulo ao consumo, um movimento está tomando de assalto nossa maneira de ver a vida baseada em marcas: o consumo colaborativo.

Por meio de site baseados no conceito de redes sociais, pessoas estão compartilhando e doando de roupas a bicicletas que não precisarão ser comprados diminuindo o lixo pessoal e a produção industrial voltada para o consumo – que gera ainda mais lixo. No ThredUp, pessoas compartilham roupas infantis. Foram 12 mil itens negociados nos 8 primeiros dias de funcionamento do site. No SharedEarth, 2 milhões de metros quadrados de terra excedente foram compartilhados com produtores potenciais sem jardim apenas nos 3 meses de funcionamento do site. No Freecycle 5,7 milhões de usuários em 85 países doam mais de 12 mil itens por dia pelo site.

A internet muda o cenário das ONGs por todo o mundo colocando pessoas que precisam e pessoas que desejam ajudar em contato por meio da rede.

A Surfrider, fundação para a proteção de oceanos e praias, teve mais de 145 mil horas de voluntariado de pessoas que atuam localmente e online desenvolvendo conversas nas redes sociais. O aplicativo “Causes” no Facebook, utilizado para levantar dinheiro para causas humanitárias, tem até o presente momento – dia 19 de julho, às 23h15 – 7.390.747 de usuários mensais. A internet foi a principal responsável por espalhar o movimento “Free Hug” pelo mundo a partir de um vídeo postado no YouTube que já teve mais de 60 milhões de visualizações. As pessoas que participam do movimento, simplesmente distribuem abraços grátis.

A educação tem sido uma outra área em que a internet tem transformado vidas. Sugata Mitra com seu projeto entitulado “buraco na parede”, que em 1999 embutiu um computador ligado à internet em uma bairro pobre de Nova Deli e percebeu que as crianças aprenderam muita coisa sozinhas ao interagir com uma máquina que a grande maioria delas nunca sequer tinha visto. O indiano Salman khan, que foi notícia em praticamente todo o mundo, que ajuda gratuitamente crianças a entender matérias como matemática, física e biologia por meio de vídeos no YouTube.

Na medicina a rede social PatientsLikeMe ajuda centenas de milhares de pessoas que compartilham informações sobre doenças dos mais diversos tipos a encontrarem novos tratamentos e maneiras de lidar com suas enfermidades a partir da experiência do outro, esteja este em qualquer lugar do mundo físico, mas no mesmo lugar no mundo virtual. No jornalismo a teoria da “Agenda-settings” cai por terra quando damos ao leitor o poder de ser o editor da sua própria notícia. Vários veículos começam a explorar o modelo de negócios do jornalismo cidadão, em que qualquer cidadão munido de um celular com câmera e acesso a internet, vira repórter. O fim do “furo” jornalístico.

Nem vou comentar sobre softwares de código aberto sendo construídos de maneira colaborativa por desenvolvedores em todo o mundo, compras coletivas, inovação aberta em sites como o Innocentive auxiliando empresa a economizarem fortunas ou Zoopa gerando qualidade a partir da quantidade em um processo de “crowdsourcing”, educação à distância em cursos gratuitos da aclamada Harvard University disponíveis para qualquer um que domine minimamente o idioma inglês – ou aulas de inglês gratuitas pela internet no site da BBC ou em redes sociais dedicadas ao ensino de idiomas como o Livemocha – e outros temas que tantos outros já falaram.

A internet não é mais (se é que foi um dia) um meio para se enviar e-mails e criar perfis no Facebook. É muito mais. É a ferramenta que faltou na década de 60 para que nossos baby boomers pudessem levar a cabo seu objetivo de mudar o mundo. Não é de se espantar que nossa geração Y queira transformar a sociedade. Ela tem a motivação, a autoestima necessária e, principalmente, as ferramentas para isso.

A internet é muito mais do que uma revolução tecnológica, é uma revolução social. Vivemos em uma era que daqui a poucos anos conheceremos, juntamente com a revolução industrial ou a revolução francesa, a revolução digital. O período que passamos irá criar um marco histórico que mudará o planeta. A era de transição já está acontecendo há anos, mas, assim como um francês no meio da revolução francesa só pensava em escapar dos tiros e da guilhotina, estamos tentando nos encontrar em meio a tweets e aplicativos de iPhone. Não reconhecemos o local do redemoinho que nos encontramos. Precisamos de distanciamento.

Se haverá um fim do mundo em 2012, será o fim de uma velha consciência que nos trouxe em muitos campos a situações degradantes. Temos cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo que, mesmo com todo avanço tecnológico na área agrícola, ainda passa fome. A mortalidade infantil é maior do que cem para cada cem mil habitantes em países da África subsaariana. Ainda temos regimes escravos de trabalho, tráfico de mulheres e violência doméstica em índices alarmantes.

Acredito na internet como um ambiente em que a troca de informações entre pessoas dos mais diversos povos – nem a diferença de idiomas será mais empecilho com ferramentas como tradutores do Google em tempo real – fará com que as pessoas enxerguem o ponto de vista do outro. Boa parte das brigas e guerras ocorrem justamente pela falta de compreensão do ponto de vista alheio. Podemos resolver isso com a troca. Com a conversa no mesmo local virtual.

Não há limites para o que a humanidade pode fazer ao utilizar corretamente esse imenso cérebro global. A rede como o espelho da própria humanidade pode fazer com que, finalmente, encontremos a solução para os nossas mazelas – nos conhecermos como espécie e como indivíduos.

MindMap – Os 8 Ps do Marketing Digital – versão 1.1

Amigos,

Há algumas semanas (em 15/04) havia postado a versão 1.0 do Mind Map dos 8 Ps do Marketing Digital. Aproveitei os últimos dias para construir mais um pouco do Mind Map e estou liberando no link a seguir a versão 1.1, com várias melhorias e novos Ps desenvolvidos.

O Mind Map Os 8 Ps do Marketing Digital foi feito para que você consiga organizar as ações de marketing digital se baseando em um documento único e que lhe mostre a abrangência da teoria. Esse Mind Map ainda não está completo, mas já explora todos os Ps. Os 1º e 2º Ps estão bem mais desenvolvidos do que os demais.

Nas próximas versões que vou liberar do Mind Map 8 Ps, vou desenvolver melhor cada um dos Ps. Os itens de cada P que você vê no Mind Map tem relação direta com os Ps que você verá na 4ª edição do livro Google Marketing, que agora mudará seu nome e se chamará “Os 8 Ps do Marketing Digital”.

Clique no link a seguir (depois clique de novo no nome do arquivo na próxima página), faça o download gratuito do mapa e divirta-se :)

 

DOWNLOAD: Mind Map dos 8 Ps do Marketing Digital – versão 1.1

 

Acompanhe o meu Twitter (@conradoadolpho) ou o meu Facebook para saber sobre as futuras atualizações desse mind map.

Breves devaneios de um otimista digital

Nos livramos da paranoica máquina déspota de Chaplin em Tempos Modernos, mas continuamos oprimidos e pequenos. O que nos oprime, contudo, não é mais a imensa engrenagem, mas o ínfimo bit. Ao contrário dos tempos em que a ignorância regia o planeta, não é mais a escassez de informações que nos estorva, mas o excesso delas. Como um exército de formigas, os bits nos cobrem, nos subjugam. As engrenagens, essas, coitadas, passaram a ser controladas por eles também.

A promessa da desobrigação humana proporcionada pela tecnologia só nos torna cada vez mais ocupados. A imensidão de escolhas da pós-modernidade nos leva de volta ao prosaico. Desejamos consumir o vazio. Procuramos o sossego do espaço em branco, sem encontrá-lo, porém, em meio ao tudo que existe.

A ansiedade gerada pela notícia não sabida nos faz obstinados e vorazes leitores de emails, posts e tweets. Um segundo que se perde parece ter o poder de mudar a história de toda a humanidade. Enquanto isso, Ele, o tempo, passa, apático à nossa angústia. Vivemos cada vez mais rápido. Quanto mais velozes, mais efêmeros. Desperdiçamos a essência da contemplação. Triunfamos na abrangência, mas nos perdemos do detalhe. Cassiano Ricardo, poeta joseense, já nos dizia no início do século XX que

“Diante de coisa tão doida
Conservemo-nos serenos

Cada minuto da vida
Nunca é mais, é sempre menos

Ser é apenas uma face
Do não ser, e não do ser

Desde o instante em que se nasce
Já se começa a morrer.”

A eterna peleja do tempo. Temos estado tão atribulados. Atarantados com o cotidiano, confundimos o fim com o meio, o palco com a plateia. Será que nossa missão como seres humanos é simplesmente acumularmos riquezas o mais cedo que conseguirmos, vivermos das suas benesses e adiarmos a morte o quanto pudermos? Será que é só isso?

Há de haver uma saturação em que procuraremos o sentido de tudo isso. Corremos tanto que não sabemos mais para onde e nem porque. Se espreitarmos a vida em torno, como um ser nos observando de fora de nós mesmos, perceberemos um movimento, ainda que sutil, da busca de si próprio. A procura pela autenticidade das coisas.

Diante dessa pintura caótica e complexa do mundo em que vivemos, gostaria de lhe dar uma dica dessa nossa longa viagem, e a que considero a mais importante: tome cuidado para não perder o fator humano. A tecnologia não substitui o motivo pelo qual estamos todos aqui – construir um mundo melhor visando o bem comum e sermos felizes sem causar a infelicidade alheia. A tecnologia é uma ótima ferramenta para aproximar o ser humano de si mesmo. Foi feita para servir o homem, não o contrário. Se isso lhe soa como “use filtro solar”, você está certo. É necessária uma volta ao prosaico, uma volta a essência do próprio ser.

A sua prosperidade será medida pela quantidade de pessoas que você ajudou a prosperar também. A sua felicidade, pela quantidade de felicidade que gerou nas pessoas que tomaram contato com você. Madre Teresa citou uma frase certa vez que deveríamos trazer conosco como uma lição de vida: “Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz”.

É a nossa capacidade de nos solidarizarmos com nossos semelhantes e lutar pela humanidade de cada um deles – lembre-se do conceito de Ubuntu – que nos fará uma espécie vitoriosa. Será essa solidariedade que nos livrará do trágico final com o qual flertamos a cada homicídio ou desejo de vingança – a auto-destruição, como algumas vezes na história do mundo nos aproximamos tão perigosamente vendendo barato o nosso maior dom, a vida. A tecnologia, a internet, o marketing digital são só meios para construirmos uma história que desejaremos contar aos nossos netos. A tecnologia não é um fim em si mesma. Apenas um meio.

A internet é um meio para construirmos um legado e para que partamos deixando um mundo melhor do que o que encontramos quando chegamos. Um meio para promovermos uma vida digna para quem, por exemplo, a maior preocupação hoje não é se a campanha vai viralizar ou não, mas se irá conseguir comer no dia seguinte.

Há cerca de 1 bilhão de pessoas que passam fome no mundo. 1% da população detém 43% da riqueza mundial e 43% da população reparte 2% da riqueza. Cerca de 50% da população mundial vive com US$ 2,50 por dia. Esse não é o mundo que queremos deixar para nossos filhos. As estatísticas nos mostram que devemos fazer algo para mudar esse quadro e rápido. O abismo social está se tornando insustentável e o resultado nós já sentimos a cada calafrio que nos invade quando algum desconhecido se aproxima para perguntar as horas.

A mudança de consciência do ser humano com relação ao que está fazendo consigo mesmo já vem acontecendo há alguns anos, porém, faltava um elemento de ligação. Que fizesse com que as tímidas e estanques iniciativas formassem um único corpo para transformar a realidade. Acredito na internet como esse elementos de coesão. Uma ferramenta de democratização do conhecimento gerador de riqueza, de distribuição mais igualitária de renda em nível global e de formação de indivíduos que compreendam e aceitem a diferença. Posso ser considerado um otimista, mas quando observo as belíssimas ações sociais que pequenos grupos de pessoas têm realizado ao redor do mundo para transformar sua sociedade, vejo que tenho motivos para acreditar na solidariedade, na consideração do ser humano com os seus semelhantes – do latim “con”= junto e “sidera”= estrelas, por alguém junto às estrelas.

Em uma passagem do filme “O Dia em que a Terra Parou”, Keanu Reevers (na versão mais moderna), interpretando o extra-terrestre Klaatu com poderes de exterminar toda a raça humana, tem uma discussão filosófica com um prêmio Nobel, Professor Barnhardt (interpretado por John Cleese). O motivo da eminente exterminação da nossa espécie seria o que estaríamos (e estamos) fazendo com o planeta Terra, um dos poucos planetas no universo capaz de abrigar formas complexas de vida: destruindo-o. O professor argumenta que a humanidade, diante de uma situação limite, acharia seu caminho, assim como a própria espécie de Klaatu encontrou o seu. Algo como Jeff Goldblum dizendo “Nature finds its way” (a natureza encontra seu próprio caminho) em Parque dos Dinossauros. Estamos nessa situação limite. A crença de que a humanidade encontrará seu próprio caminho antes de ultrapassarmos o limite a partir do qual não haverá mais volta, divide o mundo entre otimistas, pessimistas e os que não pensaram sobre o assunto (que representa a maioria, infelizmente).

Nossa espécie não chegou até aqui por um mero acaso. Somos fruto de uma evolução contínua que nos trouxe das cavernas aos arranha-céus. Da pedra lascada ao iPad. As mazelas humanas das quais somos todos vítimas, ricos ou pobres, são frutos da vontade e da vaidade de uma porcentagem ínfima da população. A porcentagem que ainda detém o poder representado unicamente pela quantidade de zeros em sua conta bancária. Um Egito, uma Líbia, um ReclameAqui ou uma crise global de 2008 levando poderosos a bancarrota e fazendo países até então considerados pobres a ganharem o estatus de “emergentes” nos mostra que o eixo de poder está mudando de sentido.

Em um mundo em que o local virtual faz com que as pessoas se unam para lutarem pelos seus direitos independente do local onde habitam, bastando para isso ter uma conexão com o mundo e um hardware, faz com que a vontade de muitos seja mais forte do que o poder de poucos. Um novo mundo de possibilidades se abre a partir de então. Uma saída para o beco em que a humanidade se encontrava até o século passado em uma economia baseada na indústria e na manufatura. O poder será cada vez mais medido pela conexão e pelo compartilhamento, não mais unicamente pelo dinheiro. Será medido pelo capital social, não tanto pelo capital monetário. Talvez o melhor exemplo disso atualmente seja o Facebook.

É lógico que existe uma grande chance da história ainda nos reservar algumas surpresas com relação a isso. Com o aumento de poder advindo das massas conectadas, governos brigarão, não mais por terras ou petróleo, mas pelo controle da conexão. A semente disso já está acontecendo com sob o tema “imparcialidade da rede”. Será um mundo em que possivelmente hackers serão revolucionários construindo redes de conexão clandestinas e paralelas para manter a comunicação livre. MadMax parecerá um filme infantil diante de um mundo, como diria Thomas Friedman, quente, plano e lotado, e ainda com batalhas centradas em domínio de alta tecnologia de infra-estrutura de conexão global. A humanidade encontrará seu jeito? Acredito que sim.

A internet chega ao nosso cotidiano como um fator de coesão e potencialização humana. Uma enorme rede neural que transforma o próprio planeta Terra em um grande cérebro. Um cérebro é formado por neurônios e sinapses, dentre outros elementos. Atualmente o planeta, nossa plataforma cerebral global, é formada por cérebros e conexões. Um cérebro de cérebros. Não há como imaginar onde essa massa cefálica multicultural poderá nos levar dado que não sabemos ao certo nem a capacidade total de nosso próprio cérebro.
Assim como o organismo da menina do início de Guerra dos Mundos intuitivamente sabia que seu organismo solucionaria sozinho o problema do corte, acredito que esse grande organismo formado pelo nosso planeta Terra, seres humanos e a internet, que chamo carinhosamente de sistema geohumanointerativo, resolverá as suas próprias mazelas (recomendo ler a teoria de gaia, que considera o próprio planeta como um sistema complexo vivo).

Mudar o mundo não é algo fácil. Muitos dos que leem esse artigo tentam mudar a cabeça de seus chefes, de suas famílias ou simplesmente de seus amigos tentando mostrar que a internet é algo muito maior do que se percebe. É uma força criada pela natureza humana que modificou profundamente o criador. Que lhe fez enxergar mais longe e a criar uma nova dimensão existencial que interfere e modifica a dimensão física cotidiana. Da mesma maneira que você leitor, tenta mudar a cabeça dos seus pares quanto a eficiência da internet para mudar uma empresa, eu tento, através desses parágrafos finais, convencê-lo da internet como uma ferramenta de mudança global.

Mudar o mundo exige esforço, dedicação e principalmente persistência – “as pessoas não falham, elas desistem”, é a minha filosofia de vida. Não desista dos seus sonhos e conseguirá o que quiser, até mesmo mudar a sua própria realidade e das pessoas que o cercam por meio da rede. Finalmente, nós, indivíduos até então isolados pelo espaço, temos a oportunidade de nos juntarmos para discutir a mudança nesse espaço virtual e aumentarmos as chances de sucesso na nossa empreitada de construir um mundo melhor.
Concluído isso, terminarei meu breve devaneio, com uma frase que deve fazer você pensar:

Estou disposto a mudar o mundo. E você?

Palestra Chapecó – CDL – sobre marketing digital

A seguir, posto os slides da palestra de Chapecó-SC do CDL que foi realizada no dia 27/maio/2011. Os slides estão livres para download. Pode baixar e compartilhar :)


Palestra “Como vender serviços profissionais” – EDTED RJ

Amigos,

Abaixo, os slides da minha palestra sobre venda de serviços profissionais de marketing digital. Sei que alguém gravou a palestra. Procurem na web que logo, logo deve estar no YouTube.

Abraços e obrigado pelo auditório lotado :)

Se levo esse sorriso…

Esse mundo virtual, algumas vezes, é bem estranho. Se você não se policiar perde o fator humano. O calor que faz com que nos percebamos parte da mesma espécie. O monitor distancia e cria um autismo digital em que nos remete a falsa percepção de que nosso mundo nos basta. Schopenhauer tem uma frase que gosto muito e termino todas as minhas palestras com ela: “Todo homem toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo”. Lembre-se sempre dessa frase para não cair nesse erro.

O mundo digital é só uma parte do mundo real, aquele no qual vivemos no dia a dia. O mundo que tem o cheiro de mato molhado que nenhuma máquina consegue imitar ou o por do sol que não consegue ser capturado em sua essência nem pela câmera mais potente. O mundo em que, somente lá, vemos do sorriso espontâneo da criança ou a sensação de beber nos lábios da mulher amada o perfume de seus sorrisos, como diria Vinícius. Esse mundo é o mundo real. E é sensacional.

Várias das pessoas que estão no meu Facebook ou no meu Twitter se resumem a nomes, fotos, informações compartilhadas. Há quem diga que somos o que compartilhamos, mas somos bem mais do que isso. Por isso faço questão de conversar com as pessoas ao final de cada palestra. A internet é uma rede de pessoas, não de computadores.

Gente é o que importa. Há uma frase que gosto muito que fala um pouco disso, “conseguimos fazer uma festa sem dinheiro, mas não conseguimos fazer uma festa sem amigos”. O dinheiro não está nos bancos, está na sua capacidade de ser feliz fazendo o que você gosta. Na sua capacidade de amar o ser humano em suas diferenças e se importar com cada um dos que cruzam seu caminho, se importar de maneira honesta e verdadeira. De viver com propósito.

Existe um conceito africano chamado de Ubuntu – o mesmo nome do universo Linux – que significa, segundo Mandela, que só somos humanos através da humanidade dos outros. Se privamos os outros de exercer a sua condição humana nos tornamos menos humanos também – “Eu sou porque nós somos”.

Encorajado pelas histórias de alguns amigos (que, por sinal, bem mais difíceis do que a minha), resolvi escrever um post com a história da minha vida. Conto para poucas pessoas, mas acho que é importante para que me entendam na totalidade, não só o Conrado palestrante, ou o Conrado autor de livro, mas o Conrado Adolpho ser humano. Não quero ser só um rosto nos Facebooks de vocês :)

Poderia escrever um livro com essa história, mas vou começar com um post. Um longo post, mas, ainda assim, um post…

Para quem não sabe, sou natural do Rio de Janeiro. Quando terminei o 2º grau na minha cidade natal, resolvi fazer uma faculdade de ponta, porém, como a maioria dos adolescentes, não sabia exatamente o que queria. Se naquela época – 1991 – houvesse internet, eu saberia.

No início daquela década de 90, tendo estudado no colégio marista São José boa parte da minha vida, só existiam 2 profissões que eu conhecia melhor: advocacia (profissão da minha mãe), medicina (profissão dos meus tios). Engenharia era algo que não fazia a mínima ideia que existia e muito menos para que servia. As preocupações naquela época eram de sobrevivência básica. Venho de uma família pertencente às “classes menos favorecidas”, para ser politicamente correto :)

Apesar de ter feito colégio particular, minha mãe trabalhava noite e dia para conseguir me manter nele. Amigos chegavam de carro, lógico, enquanto ela ia me buscar de ônibus. Carro na família só demorou mais que o nosso primeiro aparelho de telefone – que demorou tanto que quando veio, já não valia mais nada. A infância foi bem difícil (na verdade, bem mais difícil para a minha mãe, para que fosse mais fácil para mim).

Um dia, inocente, perguntando para a minha mãe qual era a melhor faculdade do país, ela me falou do IME e do ITA. Eu descobri que o IME era uma faculdade militar e que teria que seguir o sistema da caserna. Como sempre prezei a minha liberdade acima de tudo, escolhi fazer ITA, pois não era totalmente militar. Eu poderia fazer um ano como militar e os outros 4 como civil (e como fui criado escutando muitas história do “mundo real”, como o golpe militar e os anos de ditadura no Brasil, o conceito de democracia, quedas de muros e de estátuas, a vida militar não me agradava muito).

É lógico que entre escolher o ITA e entrar no ITA há uma distância muito grande. A distância da superação pessoal, e esta costuma ser bem grande. Estudei muito para conseguir passar no vestibular, o que consegui dois anos depois. Trago uma filosofia de vida que as pessoas não falham, elas desistem. Se minha história puder lhe ensinar algo, grave essa frase. É a mais importante de todo esse post.

Cursei 3 anos de engenharia aeronáutica e, para o espanto de todos que me conheciam (e que sabiam o quanto eu havia estudado para entrar na faculdade considerada a mais difícil do país) resolvi abandonar o ITA. Não era o que eu de fato queria. Aquilo não estava me fazendo feliz.

Tenho uma meta clara de ser feliz a cada minuto da minha vida (sem, contudo, causar a infelicidade alheia) – esse é o bem maior que persigo. O dinheiro é apenas uma consequência do quão feliz você é. Dinheiro não é um fim, é um meio. Pena que a maioria não entende isso. As pessoas confundem o palco com a plateia. No palco estamos apenas representando papeis – o papel de cliente, o papel de diretor, o papel de vendedor. Na plateia, para a qual deveríamos descer após o horário de trabalho, somos todos iguais e o objetivo desde a Grécia, sempre foi a felicidade.

Esse é um tema que é central na minha vida. A felicidade é algo que você tem que lutar e resgatar o tempo todo (“resgatar” porque a felicidade está dentro de você e não fora. Não está no carro nem no iPad. Está na sua consciência e maneira de enxergar o mundo). Ser feliz dá muito trabalho.

Vejo a infelicidade nos olhos das pessoas dia a dia, ano após ano e isso é muito triste. Se as pessoas se conhecessem melhor, saberiam o que as faria feliz e o que as deixaria triste. A vida é um presente muito precioso para que seja o troco sejam mágoas, arrependimentos e ressentimentos. Empregos massacrantes, casamentos indesejados, profissões forçadas. Muitas pessoas só existem, não vivem.

Logo cedo descobri que ser feliz lhe impõe escolhas por muitas vezes bem difíceis. Largar o ITA não foi algo tão fácil quanto as breves palavras podem transparecer. Esse fato me causou profundas reflexões durante anos e anos. Saber o que você não quer não significa saber o que você quer. Eu estava nesse dilema, então, a única opção foi continuar procurando.

Resolvi escolher uma outra cidade para morar, mudar de ares. Começar de novo. Não queria voltar para o Rio de Janeiro. Tinha que vencer sozinho para provar a mim mesmo que o caminho que eu tinha escolhido estava certo (apesar de todos me dizerem que eu estava fazendo uma loucura…e até eu, em algum momento, comecei a achar que eles estavam certos).

Depois de passar durante alguns meses por cidades como Curitiba, Belo Horizonte e São Paulo, escolhi Campinas e já que estava em Campinas, resolvi fazer Unicamp. Prestei vestibular para engenharia civil, no final de 96. Passei, assisti apenas uma única aula e tive a certeza absoluta de que não queria fazer engenharia. Abandonei a segunda faculdade depois do primeiro dia de aula.

Cabe uma ressalva nesse ponto. Quando eu estava no ensino fundamental, na quinta série, com uns 12 anos, passei a fazer pulseiras e vendê-las na escola. Foi minha primeira “empresa”. Com uns 14 anos, na sexta série, em uma fase muito esotérica, passei a prestar serviço de fazer mapas astrais (e ainda estudava a fundo as pirâmides do Egito e era Rosacruz…ainda hoje sou intrigado com muitas coisas metafísicas, mas minha fase esotérica acabou). Essa fase durou por volta de 3 anos.

Depois disso, passei a vender camisetas com desenhos (que eu fazia). Um “amigo” meu chegou a roubar um desenho meu, enviar para um concurso e ganhar um prêmio (!). Mui amigo…

Desde a quinta série tinha descoberto o que queria fazer, mas não sabia que isso poderia ser uma maneira de ganhar a vida – montar empresas.

A pessoa que nasce para ser empreendedora tem certeza de quer sê-lo. Pode até lutar contra, mas acaba cedendo. É mais forte do que ela. Bom…a essa altura da minha vida, já tinha descoberto – tivera nascido para ser empreeendedor.

Dito isso, quando cheguei em Campinas e não consegui emprego (na verdade, não cheguei a procurar nada que ferisse meu “imaturo orgulho”), porque não tinha praticamente nenhuma qualificação. Tinha sido plantonista e dado aulas em São José dos Campos, enquanto fazia ITA. Era algo que eu poderia fazer, mas havia poucos cursinhos pré-vestibulares em Campinas na época e não consegui nenhuma vaga.

Nos primeiros 4 meses de Campinas, resolvi pular algumas etapas. Mesmo passando alguns dias do mês comendo pão e bebendo água (nada a ver com dietas ou coisas do gênero, mas por pura falta de dinheiro para me manter), e depois de alguns alugueis e condomínios atrasados, resolvi abrir uma empresa – um cursinho pré-vestibular.

Você pode achar que pulei alguma informação entre o “não ter dinheiro nem para comer” e o “resolvi abrir uma empresa”. Não pulei. Foi simples assim.

Sempre tive a opinião que quando queremos fazer algo, primeiro temos que decidir “o que fazer”, para depois decidirmos o “como fazer”. Uma vez que você sabe qual o seu caminho, tudo fica mais fácil porque você descobre para onde tem que ir, que direção tomar. Eu e mais 2 amigos – outros dois perdidos como eu e que também tinham abandonado o ITA – decidimos montar o cursinho pré-vestibular. Em dois anos, depois de muitas penúrias e incompetências administrativas, chegamos a ter cerca de 200 alunos…e um gasto que era maior do que a receita.

Enquanto tinha o cursinho, nas horas de dificuldade financeiras, resolvi não tirar dinheiro dele e trabalhar em outro lugar para sobreviver. Como obviamente não poderia dar aulas em nenhum outro cursinho em Campinas, resolvi tentar outra área.

Queria algo relacionado com criatividade e artes, uma vez que gosto de artes e sou razoavelmente criativo. Encontrei minha oportunidade em agências de propaganda. Isso, em 1.997. Daí começou a minha história com a propaganda e, posteriormente, com o marketing.

Durante 97, 98 e 99, enquanto estava com o cursinho, trabalhava em agência de propagandas e dava aulas de química. Trabalhei com o Neto e o Beto da Ideale (aliás, se alguém souber onde ele está o Beto Lima, da extinta Ideale de Campinas, gostaria de dar um grande abraço nele e dizer o quanto sou grato por ter me ensinado a trabalhar com marketing) e depois trabalhei com o Silvio Bigon, da Spaço Publicidade.

Era uma vida completamente esquizofrênica. Às vezes eu estudava para a prova de química na agência junto dos designers e no outro dia pensava na arte de um anúncio enquanto estava dando uma aula de estequiometria (além de namorar uma menina que morava a 150 km de mim). Costumava dizer que a minha vida era um intervalo entre a fome e o sono.

Depois de 3,5 anos, o cursinho quebrou. Não foi uma falenciazinha leve, não. Ele quebrou de uma maneira espetacular que me deixou completamente na miséria.

A inexperiência de alguns garotos de vinte e poucos anos que achavam que “dissídio” era nome de remédio administrando uma empresa de mais de 30 funcionários e mais de 200 alunos (clientes) em um mercado extremamente competitivo como o de Campinas foi o caminho mais rápido para o desastre. E que desastre. Na época contratamos até um pai de santo para tentar salvar o negócio, mas isso é outra história…

Curiosamente foi esse desastre que fez com que eu descobrisse o que eu realmente gostava de fazer. Com a quebra do cursinho eu tinha o mundo inteiro a minha frente. Cheio de dívidas, qualquer caminho para mim, seria igualmente difícil, então podia ir para qualquer lugar que quisesse, fui para o marketing. É lógico que não foi assim tão imediato. Nunca é.

Anime-se. Já estamos na metade da história :)

Depois que o cursinho quebrou, atolado em dívidas até o pescoço, resolvi voltar para a Unicamp para cursar química. Na época, não tinha dinheiro nem para almoçar no famoso “bandeijão” da Unicamp, que custava R$2. Em alguns dias eu tinha que escolher se eu pegaria o ônibus para a Unicamp ou se eu almoçaria.

Achei que fosse virar professor de química, já que gostava muito de dar aulas (depois descobri que gostar de dar aulas não significava dar aulas só de química). Passei os dois anos seguintes, durante todo o ano de 2.000 e de 2.001 em uma depressão estranha. Parecia que o mundo estava turvo.

A falência do cursinho não foi algo fácil de aceitar. Foram dois anos perambulando pela vida, apenas vagando, apenas existindo.

Após esses dois anos depressivos, voltei à ativa, comecei a dar aulas de novo. Rapidamente assumi a coordenação de um cursinho. Coordenar era fácil, afinal eu sabia todas as coisas que não podiam ser feitas em um cursinho – era só fazer as coisas que sobraram e tudo daria certo.

Fiquei dando aulas de 2.001 a 2.003 sabendo que não era mais aquilo que eu queria. Um dia, em uma sala dos professores de um dos cursinhos em que estava dando aulas, em 2003, presenciei uma conversa entre 3 ou 4 professores reclamando da vida, xingando os alunos, praguejando contra o dono do cursinho. Naquele momento decidi que não queria virar uma pessoa amargurada daquele jeito. Resolvi mudar de atividade. mais uma vez eu digo, entre resolver mudar de atividade e de fato mudar, há um longo espaço de tempo.

Nesse meio tempo, abandonei o curso de química – minha terceira faculdade – e resolvi fazer um curso de química e física integrados (sinceramente, não sei onde eu estava com a cabeça). Larguei esse curso em poucos meses – minha quarta faculdade abandonada.

Cheguei a conclusão que a única faculdade que eu deveria fazer naquela altura era uma de filosofia. Já que eu não me entendia, talvez entendendo o pensamento dos outros eu descobrisse algo sobre mim. Passei a assistir várias aulas no Instituto de Ciência Humanas na Unicamp.

Lógico que isso não durou muito, mas até hoje estudo filosofia. Deveria ser matéria obrigatória em todas as séries do colégio. Ainda vou fazer (e terminar) um curso de filosofia.

Um pouco antes de 2.003, quando decidi largar a profissão de professor, passei a ajudar uma amiga de uma amiga minha. Ela estava abrindo uma empresa e precisava de algumas dicas. Era uma empresa de treinamentos empresariais em Língua Portuguesa. Era um negócio que unia algo que eu sabia – ensino – com algo em que eu já tinha trabalhado e gostado muito – marketing. Comecei a entrar no mundo de palestras a ajudando a vender as palestras dela para as empresas.

Estudando muito sobre marketing e estratégia de negócios, criei uma solução para a empresa dela baseando sua divulgação em algo que estava começando a pegar no Brasil – a internet. Vi que esse era o único caminho para aquela empresa. Poucos recursos, podendo vender para o Brasil inteiro. A estratégia principal foi a de utilizar buscadores – na época, o Yahoo! (que custava R$99 por mês…parece que foi ontem…na verdade, foi ontem)

A empresa começou a crescer vertiginosamente (hoje é uma das maiores empresas de cursos de argumentação e redação empresarial do país – www.scrittaonline.com.br).

No final de 2.004, após quase dois anos estudando marketing na internet (matéria que não havia nenhuma literatura sobre o assunto no Brasil) e tendo um tremendo case de sucesso, resolvi abrir uma agência que repetisse para outras empresas o que tinha sido feito para a Scritta. Só pude abrir a agência formalmente em 2.005. Lembra-se que disse que estava atolado em dívidas? Fiquei 5 anos pagando dívidas. Era triste dar aulas o dia inteiro, pegar praticamente todo o dinheiro e entregar para os credores. E não eram poucos.

Alugamos uma casa para ser a sede da agência (a minha cliente na Scritta resolveu se tornar minha sócia na agência), eu sai da república de estudantes que eu morava em Barão Geraldo , local de Campinas onde fica a Unicamp, e me mudei para a edícula de 4×3 m dos fundos da casa (para economizar o dinheiro do aluguel, lógico).

Há uma história engraçada nessa parte. Antes de alugarmos a casa, montei a agência na casa da minha sócia durante um mês e depois na recepção da sala de um amigo meu. A secretária dele tinha pedido as contas e eu passei a ser a secretária dele por uns 3 meses. Atendia telefones e marcava reuniões, mas também, ali, conseguia receber clientes e fechar contratos até que tivéssemos clientes para pagar um aluguel de uma casa. Daquele tal “imaturo orgulho” que disse ter quando cheguei em Campinas, não sobrou nem uma gota. Algumas vezes precisamos aprender algumas lições a duras penas. Sou grato por ter tido a chance de aprender e de mudar. Algumas pessoas nunca mudam.

Ela começou suas atividades com um capital inicial de cerca de R$ 6.000 – que se resumia a um computador, um programador, duas estagiárias não remuneradas e a organização de um evento para o lançamento da agência. Eu e minha sócia fazíamos todo o resto, de design a varrer o chão. De vendas a pagamento do aluguel.

A Publiweb não deveria ser focada em campanhas publicitárias, pura e simplesmente. Queríamos trabalhar com estratégias de negócios em ambiente online. Na época, em 2.005, o mercado ainda não conhecia isso, então resolvemos entrar no mercado como uma agência de SEO, que fazia sites e trabalhava-os para que eles ficassem na primeira página do Google.

Quando falávamos em “otimização de sites”, “estratégias de SEO” ou qualquer coisa do gênero as expressões das pessoas se alternavam entre descrença e “hein?”. Isso definitivamente não ajudava nas vendas. O mercado simplesmente não estava preparado. Tínhamos chegado muito cedo na festa.

Com meu passado de professor e com a minha sócia dando cursos para empresários pela Scritta resolvemos fazer o que sabíamos: ensinar. Teríamos que ensinar o mercado o que vendíamos para depois vender para ele aquilo que ensinamos.

Em 2.005 comecei a dar palestras beneficentes em Campinas. A entrada era um quilo de alimento não perecível (como curiosidade, vale dizer que em 2 anos ministrei 26 palestras e arrecadamos quase 2 toneladas de alimentos que doamos para instituições de caridade da cidade). Estávamos fechando contratos e a agência estava crescendo. Mantendo a estratégia do conteúdo e do ensino, em 2.006 reuni tudo o que eu falava nas palestras e o que aprendíamos no dia a dia da agência e resolvi colocar tudo isso em um livro – o “Google Marketing”.

Podemos dizer que praticamente ajudamos a criar esse mercado de marketing de buscas no Brasil. O livro abriu caminho para vários outros autores de marketing digital no país e o mercado cresceu. Hoje escuto coisas do tipo “se eu hoje trabalho com marketing digital e escrevi um livro sobre isso foi por sua causa”. Esse é o meu maior prêmio – saber que transformei a vida das pessoas para melhor. Recebo muitos e-mails de pessoas que passaram a ter uma vida mais digna por conta do livro, que aumentaram o faturamento das suas empresas passaram a viver melhor. Nada é maior do que isso.

O objetivo é esse: fazer com que o mercado aprenda e cresça como um todo e para todos, não somente para um grupinho fechado, como muitas vezes acontece com inovações em que muitas vezes o ego do homem é maior do que o próprio homem.

A partir daí a história é mais linear, sem tantos altos e baixos, sem começos e recomeços. Em dezembro de 2.007 me mudei da edícula da agência para um apartamento. Foi uma vitória poder voltar à vida normal. Nessa época também consegui comprar um carro. Outra vitória.

O livro começou a vender muito e passei a dar cada vez mais palestras. Com isso o mercado passou a entender melhor o que era marketing digital e conseguimos vender nossos serviços com um grande diferencial competitivo: o “Google Marketing” e o meu nome, que começou a ficar cada vez mais forte na área de marketing digital.

Formei em marketing – finalmente -, curso que comecei praticamente junto com a abertura da agência, fiz um curso de especialização em economia, MBA em estratégia empresarial e vou iniciar um mestrado em 2012 em desenvolvimento econômico. Hoje o “Google Marketing” é um dos livros de marketing mais vendidos do país e está com sua 4ª edição prevista para meados de julho. O livro será editado aqui no Brasil, europa e alguns outros países no mundo. Somos nós brasileiros exportando conhecimento de marketing digital!

Meu objetivo é mostrar para o mundo como que a internet contribui para tornar a sociedade mais igualitária.

O dinheiro atualmente é puro bit, é pura informação. Uma sequencia de números na tela de um computador. Existe muito mais informação sobre dinheiro do que dinheiro em espécie no mundo. A internet, porém, é a via natural dos bits. Nesse cenário, o dinheiro ficou muito mais fluído e trafega livremente pela internet modificando mercados. Hoje, devido a essa fluidez, ele pode ser distribuído mais facilmente.

Se antes tínhamos um eixo monetário global entre EUA-Europa, a ponte aérea do dinheiro global, hoje ele não tem mais pátria. Não é mais um dinheiro atômico preso em cofres de banco, são bits trafegando pelos mercados.

Essa fluidez faz com que consigamos muito mais facilmente deslocar esse eixo monetário global para nós, emergentes e mais ainda, para os que não tem nem computador nem internet nem nada. Veja o projeto http://www.donorschoose.org/. Doação de material escolar a partir de doações financeira de pessoas físicas pela internet. A informação transformada em dinheiro pela web e ajudando à crianças nos EUA.

Por isso acredito na internet como uma ferramenta de (r)evolução social à medida em que ela possibilita a distribuição de renda de forma mais plana em nível global. Um e-commerce nada mais é do que a compra de informação sobre produtos (e não o produto em si, mas a foto, o preço, a descrição etc. do produto – as informações do produto, é isso que você compra) em que você paga com informação sobre dinheiro (o cartão de crédito). A informação, os bits, são os protagonistas da história. Os átomos vêm depois que a informação decidiu a compra.

É nessa nova economia baseada em bits que temos a chance de construir um mundo melhor. Essa é a minha causa – construir um mundo melhor por meio da internet. A missão que escolhi para levar comigo de modo a nortear minhas atitudes.

A internet vai muito além de perfis em Twitter e campanhas de e-mail marketing.

Considero que tive muita sorte em encontrar o caminho daquilo que realmente gosto, quero proporcionar isso para os outros. Fazer com que as pessoas, através de suas pequenas empresas, possam ter tranquilidade para se encontrarem. Quando você está preocupado com as contas que têm para pagar, não há tranquilidade para se encontrar. Boa parte da infelicidade humana reside nesse ponto.

A minha experiência em aulas me possibilitou dar palestras pelas quais hoje sou conhecido. A minha passagem pelas ciência exatas e pelas ciências humanas me deu uma visão privilegiada sobre o conceito da web, que reúne bits e pessoas. Talvez por isso tenha uma visão tão particular do que é a rede.

Como diria Jobs, “conecting the dots”.

Para construir um mundo melhor por meio da internet, optei por ajudar pequenas e médias empresas por meio da distribuição de conteúdo acessível e em larga escala. Por isso me concentro cada vez mais em produção de conhecimento por meio de livros, palestras e cursos (além de estar abrindo uma ONG focada em projetos sociais na internet e idealizando um Fórum Social Digital que vai discutir como que a internet pode construir um mundo melhor).

Hoje a Publiweb está sendo tocada por dois gestores com experiência em gestão de agências web e produtoras web. Descobri, também a duras penas, que ainda não sou um bom gestor de empresas (Sou “hunter”, não “farmer”). Saber o que fazer e organizar os recursos disponíveis para fazê-lo continuamente, não como um projeto de start-up, mas na manutenção do dia a dia, são duas coisas muito diferentes. Resolvi sair da operação para participar somente do conselho da empresa. Me dedico hoje a iniciar projetos de alto impacto na sociedade e deixá-los de pé para que outra pessoa toque a rotina deles depois de criados.

Ajudar as empresas é uma maneira de atingir algo muito maior – mudar a economia do país fortalecendo o mercado interno por meio das pequenas empresas. De certa forma, com o livro e os cursos tenho conseguido isso. Acredito em um Brasil forte utilizando a internet para isso.

Os royalties do livro ou a receita obtida em palestra fica muito pequena frente ao que consigo impactar na sociedade por meio desse conhecimento. Isso é felicidade.

Lembra da frase “as pessoas não falham, elas desistem”? As pessoas desistem de alcançar a felicidade. Nunca desista. Ela é possível.

Obrigado.


Minhas Dicas de Marketing Digital
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