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O texto a seguir faz parte dos três primeiros capítulos (de um total de 28) do meu livro "Google Marketing", sobre marketing digital editado pela Novatec (www.novatec.com.br) e lançado em abril de 2008.
Caso queira copiá-lo, faça-o livremente, mas peço que não altere o conteúdo e deixe visível os créditos "Autor: Conrado Adolpho - livro Google Marketing" com um link para o site www.conrado.com.br.
Obrigado.
O livro se encontra nas melhores livrarias do país.
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3.2.4 Ponha o consumidor no início da sua cadeia de valor
Pense no seu consumidor como a base de decisão de todas as coisas. O consumidor deve ser de fato o início e o final de todas as decisões da empresa.
Não há nenhuma novidade nisto que estou dizendo, mas algumas empresas vão além de simplesmente ouvir o cliente, mas, sim, deixá-lo influenciar diretamente no próprio produto, como vimos o case da camiseteria.com.
Isto é pôr o cliente no seu devido lugar – na direção da empresa.
O Google usa a técnica de lançar produtos semi-acabados para que os próprios usuários contribuam com o seu acabamento e melhoramento. São sempre lançados em formato “beta” e podem levar alguns anos até que estejam terminados. Isto faz com que suas inovações saiam mais rápido do laboratório, diminuam a responsabilidade de estarem 100% concluídas, e, portanto, sem possibilidade de erros, testando o produto no próprio mercado, o melhor lugar para testes.
Muitas vezes o próprio consumidor, além de apontar os problemas, também os resolve.
3.2.5 Crie relacionamentos
Vender cada vez mais torna-se uma conseqüência dos relacionamentos que sua empresa criou ao longo do tempo. O vendedor tirador de pedidos, se é que ainda existe (em áreas remotas do país em que a oferta de certos produtos ainda é menor do que a demanda, talvez) está com os dias contados.
Veja o exemplo da Natura, uma especialista em relacionamentos. Não é à-toa que está crescendo. A internet está repleta de ferramentas para que as empresas criem tais relacionamentos de forma duradoura e em grande escala, basta a sua empresa querer. Exploraremos várias destas ferramentas ao longo do livro, principalmente falando de web 2.0.
Criar relacionamentos passa por escutar ativamente seu consumidor. A época do “qualquer cor, desde que seja preto ” acabou faz tempo. Personalize sua comunicação e faça com que ele se sinta único.
As ferramentas de personalização e a possibilidade de interferir diretamente em empresas e governos (quanto aos governos, ainda não derrubamos nenhum político a partir de posts em blogs, porém, em alguns países, isto já é realidade) faz com que o consumidor seja o dono da bola e, com razão, eleito o “cidadão do ano” da Revista Time em 2006.
3.2.6 Renove-se a cada dia
Não dá para deixar de falar do Google neste quesito. Google Maps, Google Phone, Gmail, Google AdWords, Google Adsense, Google Docs, Google isto, Google aquilo. Surpreender o seu usuário sempre foi uma das suas principais vantagens competitivas.
Um dos fatores por este fato, além de atrair mentes brilhantes sendo uma empresa estimulante e cool, como um dia foi a Microsoft, são os 20% do tempo que dedica sua estrutura para que os seus funcionários criem produtos pessoais. É lógico que isto só é possível em uma empresa que transborda dólares pelo ladrão, mas não deixa de ser uma ótima estratégia para cultivar um ambiente inovador.
A sua capacidade de inovação sempre o coloca no topo das marcas em termos de divulgação e adoração. É lógico que o Google não é líder em tudo o que lança (quantas vezes você já utilizou o Google Checkout?), mas a sua performance é invejável. O Google Docs, por exemplo, contabilizou com mais de 1,4 milhão de usuários em outubro de 2007, o que o coloca com folga na liderança do setor. Estamos falando de editores de textos e planilhas on-line, e não off-line, que a Microsoft lidera com mais de 500 milhões de clientes para o seu pacote Office no mundo (sem contar, é claro, os piratas).
Quanto ao Gmail, em dezembro de 2006, ele tinha 60 milhões de usuários, atrás do Live Hotmail (236 milhões) e Yahoo! Mail (249 milhões), mais populares no Brasil.
A Apple também é uma empresa que se renova constantemente, criando novidades bem-adaptadas aos anseios do mercado. Estar sempre se renovando não é fácil, mas se a sua empresa abrir suas portas para que o mercado a ajude nesta missão, torna-se mais fácil.
Deixar o seu consumidor participar da gestão da sua empresa, produto ou marca é fundamental para manter esta capacidade de inovação.
O seu consumidor quer participar. Ele quer fazer parte daquilo que irá comprar.
Além da camiseteria.com, podemos citar também a Build a Bear. Esta empresa genial vende uma experiência em que a criança escolhe, dentre uma variedade de 30 bichinhos, qual ela deseja ter. A partir daí, é possível gravar um som para ir no enchimento – a criança pode incluir um coração dentro dele -. O brinquedo recebe um código de barras, para, caso seja perdido, ser devolvido à loja. É penteado e perfumado com um cheirinho escolhido pelo dono, ganha um nome, e tem certidão de nascimento impressa, além de ser vestido com uma enorme variedade de roupas e acessórios.
A empresa foi fundada em St. Louis em 1997 e já conta com 260 lojas nos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Irlanda. Há lojas franqueadas na Europa, Ásia e Austrália. No Brasil, o mesmo modelo de negócio é explorado pela empresa Happy Town (www.happytown.com.br), instalada em diversos quiosques em shoppings de São Paulo e Campinas
Este exemplo mostra que mesmo sem ser uma empresa interativa que esteja localizada na web, pode utilizar o Google Marketing para levar tais conceitos ao mundo dos átomos.
Os princípios do Google Marketing são só uma breve orientação de como as empresas devem agir frente ao seu mercado consumidor. Nenhum deles é novidade, mas muitas empresas parecem se esquecer deles.
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