Qual a (nova) riqueza deste século?

No início do século passado, mandava no mercado quem tinha mais terras e depois quem tinha mais indústrias. Sabendo disso, nós tínhamos a economia dos átomos, então quem tinha mais átomos, era mais rico. Quanto mais matéria você dominava, maior era o seu poder. Porém todo esse valor territorial e tangível começou a mudar com a chegada da década de 70, onde começava a surgir um novo padrão de mercado. O que era antes átomo, se tornou bits. Se você dominava muitos bits, você tinha um poder muito grande.

Veja que engraçado…

Nós saímos de uma economia completamente indústrial e arcaica, onde terras e bens de consumo eram o que determinava o poder financeiro das pessoas. Fomos para uma economia onde empresas do primeiro setor, que continuavam com os átomos, lideravam o nosso setor. E hoje temos empresas como Google, Facebook, Twitter, Instagram, que trabalham com bits, dominando o mercado e alavancando cada vez mais a economia.

Mas eu consigo observar, pelas minhas andanças (rs) por aí, que a nossa economia continua a mudar – e até acho normal, uma vez que mudanças vem para melhorar ainda mais a nossa qualidade de vida. Hoje já existe uma outra unidade de riqueza, uma unidade que surgiu a um tempo atrás e que vem dominando cada vez mais a nossa economia. As sinapses, para quem não sabe, são as trocas informações que o nosso organismo produz a cada 1 milésimo de segundo – enquanto você piscou o olho aí o seu cérebro já trabalho em mais de 1 milhão de sinapses.

O nosso neurônio, após muitos estudos, começou a ser a nova unidade de riqueza, ou seja, a sua mentalidade, o quanto você sabe é o que tangibiliza os seus bens monetários. Bem, não se engane achando que esses bens monetários se resume a quantidade de zeros que você tem na sua conta, mas sim com quantas pessoas você se conecta. A sua riqueza é somada em gratidões. Esqueça qualquer significado monetário que remeta a dinheiro e começa a lembrar de “obrigados”. Sim, de gratidão, quanto mais pessoas se conectam a você, maior a sua rede irá ficar.

Você é rico em capital social…

Esse conceito, pra mim, é a nova riqueza deste século. Mesmo falando sobre isso, ainda escuto de diversas bocas que o dinheiro é o que mais importa nesse mundo. Concordo, o jogo do dinheiro é incrível e te traz tudo o que você sempre sonhou, mas as regras – das quais eu falo sempre por aqui – dessa “brincadeira” não são tão recompensadoras quanto ao seu “um milhão de obrigados”. A sua conta bancária de gratidão nunca se esgota e você não fica no vermelho, você só acrescenta cada vez mais. Faça contatos, expanda a sua rede, fique bilionário.

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    Era da informação: quem não entendeu isso, de uma maneira ou de outra, acabará ficando para trás.
    Mais uma vez, vemos que o SER está voltando a ser mais importante do que o TER. Ainda bem!

    Abraços,

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