Quem são eles? – Por Conrado Adolpho

Dois bebês são trocados na maternidade. Um filho de uma família muito rica tem seu filho trocado pelo filho de uma família muito pobre.

Ninguém percebe, todos vão para as suas casas e as crianças são criadas normalmente pelos seus novos pais.

Você acha que o filho da família rica iria se tornar rico só por causa do seu “gene da riqueza“?

E o filho da família pobre? Será que estaria condenado a queimar toda a riqueza da nova “pretensa” família e viver na miséria porque herdou o “gene da pobreza“?

Não existe nenhuma relação entre quem são eles e quem eles vão ser.

O que vai construir as identidades deles será o que cada um deles vai fazer com as experiências que eles adquirirem ao longo da vida.

É uma decisão sobre o que fazer com o que eles receberem.

Tenho certeza de que você também acha essa ideia de gene da pobreza e gene da riqueza completamente estapafúrdia. Porém, tem gente que acha que isso existe.

Você acredita que, pasmem, algumas pessoas acreditam que só porque nasceram de uma família pobre serão pobres a vida inteira?

E pior! Tem gente que acredita que só porque é mulher nunca vai ter chance na vida e que nasceu para pilotar fogão. Acha que não tem o gene empreendedor e nunca vai conseguir fazer um negócio dar certo.

Quer saber uma mais engraçada ainda?
Tem gente que acredita que só porque nasceu negro ou índio nunca vai chegar a nenhuma posição de destaque. O gene negro e o gene índio não deixarão eles serem ninguém na vida.

Tenho certeza de que você não acredita nisso e deve estar dando risada pensando – “ha ha ha… não acredito que tem gente que pensa assim“.

Essas pessoas não sabem que não há nenhuma relação entre o lugar onde elas nasceram e quem elas são de fato. Não sabem que o destino delas não está escrito nas suas biografias.

Cada um faz sua história, independente de onde partiu.

É lógico que você, querido leitor, tem um Mindset poderoso e sabe que:

O lugar onde você vive ou nasceu não define quem você é.

A cor da sua pele não define quem você é.

A sua altura e a cor de seus olhos não definem quem você é.

Uma deficiência física não define quem você é.

Sua conta bancária não define quem você é.

Seu carro não define quem você é.

Sua casa não define quem você é.

Só você é quem pode definir quem você é. Nada mais.

Mas tenho certeza de que você não faz parte desse grupo de pessoas que acham que já nasceram predestinadas ao fracasso por causa da cor da pele ou do lugar onde nasceu, certo?

Certo?

Você não muda aquilo que não enfrenta e você não enfrenta aquilo que você não aceita.

  • Rafael Oliveira

    Triste ainda existirem pessoas com esse mindset… Excelente texto, Conrado! Abs

  • Márcio Santos

    Muito bom Conrado. Mentalidade é tudo e nós os brasileiros temos a tendência de sermos maria vai com as outras, sempre partindo para o lado errado. Vejo muitos que acreditam piamente em histórias destrutivas, mas quando algo vem para agregar valor essas pessoas começam a duvidar. É triste!

    http://terfoco.com

  • Rodrigo de Deus

    Muito bom ….. Falou tudo! A maioria das pessoas ficam de mi-mi-mi e procurando desculpas.

  • Alex Furtado Pinto

    Conrado sempre inovando…

  • Ursolina Mmn

    Há Conrado estava em busca destas respostas. Meu filho de 8 anos sempre me diz mamãe faz um vídeo do menino rico e do menino pobre! Tá ai gostei….

  • Edmar Almeida AV

    Gene de riqueza talvez não faça sentido mas creio piamente em uma frase que meu pai sempre diz:

    “Quem tem dinheiro ganha dinheiro.’

    O pobre continua pobre porque não tem nem por onde começar.

    • fulanodigital

      Mas Edmar, porque alguns pobres conseguem ficar ricos, mesmo sem ter por onde começar? Como por exemplo, o Sílvio Santos.

      • Alvaro Domingues

        Quantos camelôs se tornaram Silvio Santos ou similar? É correto afirmar que o Silvio Santos tinha o minset certo e ele se torna um excelente exemplo para a fala do Conrado. Porém, há muitas injustiças sociais ocultas no discursos da meritocracia.Esse cuidado temos que ter.

        Edmar, tome cuidado com crenças limitantes. Por estar aqui e seguindo o Conrado Adolpho, acha que é possível ir pelo menos um pouco além da situação economica anterior.

        Como diria Aristóteles, a virtude está no meio.

    • https://blogdoedmarjunior.com.br Edmar Junior

      Eu tenho visto pobres começarem a empreender totalmente sem recursos financeiros. A escassez, bem como a prosperidade, está no mindset.

  • http://simplicidadeeharmonia.blogspot.com.br/ Rosana

    Conrado,

    Que post!

    Gostei muito da última frase:
    “Você não muda aquilo que não enfrenta e você não enfrenta aquilo que você não aceita.”

  • Alvaro Domingues

    Há alguns pontos a ponderar. Há dois extremos que devem ser evitados. Um é achar que não é possível sair de onde se está por causa vamos dizer das “condições iniciais”, muito bem exposta pelo Conrado Adolpho. Outro ponto é a falácia de meritocracia, ou seja julgar mal o outro por não ter conseguido, sem olhar para algumas condições que realmente foram impeditivas para um progresso maior. Ou seja, num extremo, procurar desculpas para fracassos, e no outro condenar aquele que não conseguiu por ter passado por graves adversidades. Por exemplo, uma pessoa que não aprendeu a ler, dificilmente conseguira uma ocupação que lhe dê renda suficiente.Se ela pensar em aprender a ler, talvez consiga uma pequena melhora de suas condições, mas ela terá que após um periodo de trabalho penoso, em geral longe de sua casa, frequentar aulas noturnas. Esta pessoa ainda terá que enfrentar preconceitos. Pode-se argumentar que alguns conseguirão sair desta condição. Mas quantos?

    • sebastiao freitas

      Concordo na sua análise. Nem sempre o um grande esforço vai ser suficiente.