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“As agências precisam se reestruturar”

Parafraseando Milton, “Certas canções que eu ouço cabem tão dentro de mim, que perguntar carece como não fui que fiz”, digo que algumas frases realmente caem em mim como uma benção.

O juri de Cyber do festival de Cannes alertou às agências que elas precisam se reestruturar para que campanhas em um mundo digital não dependam apenas de um redator e de um diretor de arte. A velha dupla de criação está caduca e dependente cada mais da tecnologia para uma verdadeira criação interativa. Não é um discurso cyber-apológico, mas sim uma necessidade de integração de equipes do mesmo modo como a própria internet exige.

Foi-se o tempo das campanhas de cigarro que diziam que ele fazia bem para a saúde. O público não aceita mais isso porque a web traz a informação e a interatividade (que dápossibilidade da reclamação em tempo real) que o consumidor sempre pediu.

Como já disse algumas centenas de vezes nesse blog, internet é uma área do conhecimento multidisplinar. Há o designer, o jornalista, o arquiteto de interfaces (que amplia o papel do designer porque pensa na usabilidade além da simples beleza), o programador, o gerente de projetos, o publicitário e ainda outros que não contei para não transformar esse post em uma lista de presença.

O modelo interativo que já impera na mente do consumidor ainda não chegou nas mentes dos diretores de agências e ainda menos nos bancos de faculdade – que é quem de fato preenche os espaços vazios do mercado de trabalho.

Um publicitário que tenha conhecimento do mundo dito offline e do mundo online com igual propriedade será valorizado como uma peça rara, simplesmente, porque praticamente não existe esse tipo de profissional.

Estudantes, não esperem da faculdade esse foco. Estudem por si só para preencher essa lacuna no mercado, que é enorme – um publicitário com conhecimento multidisplinar online e offline.  A faculdade de hoje se faz lendo e testando. Nos meus treinamentos sempre dou dicas de livros que eu chamo de “Biblioteca básica de marketing digital” (Vejam a partir do post 316).

As agências precisam de um novo modelo em que não haja mais uma dupla de criação, mas sim um trio de criação formado por: um redator que tenha conhecimento de webwriting e adequação do texto para mecanismos de busca, um designer de interface que entenda de comportamento de navegação do consumidor na web e usabilidade, um desenvolvedor que entenda de estratégias de SEO, novidades na área de SaaS e alguns outros conhecimentos paralelos.

O planejamento cada vez mais deve contemplar a campanha online, não como um apêndice, mas sim como o início de tudo. As pessoas cada dia mais na internet, seja por meio do celular ou do notebook. É lá que elas interagem e desenvolvem relacionamento com as marcas. É na internet que a campanha tem que começar para depois se expandir para os outros meios.

Concordo em gênero, número e grau com Jeff Benjamin, da Crispin Porter & Bogusky (por um acaso, presidente do juri Cyber de Cannes), que as agências precisam se reestruturar se quiserem produzir “campanhas dignas de levar alguns leões para casa”.

#ficaadica :)

Estratégia da “premiação dobrada”

Vou lhes trazer uma estratégia voltada para geração de mailing via indicação. Essa estratégia exige tempo – pelo menos 6 meses.

Lembre-se do que eu sempre digo sobre campanhas de e-mail marketing (7ºP), o ideal é que você construa o seu mailing, não compre mailing externos, pois a taxa de conversão destes é muito pequena.

Se você leu bem os 8 Pês do marketing digital, você viu que a Promoção visa atingir os “alfas”, aqueles indivíduos que têm 1.000 amigos no Orkut, 10.000 seguidores no Twitter, 5.000 visitas por dia no blog, etc. Pessoas que ifluenciam as outras.

A etapa seguinte é dar motivos para que esses “alfas” queiram propagar (6ºP) essa campanha.

A promoção da Premiação Dobrada deverá primeiramente chegar a esses “alfas”.

A premição consiste em convidar os “alfas” para participarem e qualquer outra pessoa que queira participar da campanha só o poderá se for convidada – pelo “alfa” ou por qualquer outro que já esteja na campanha. É como o Orkut no início ou o Gmail. Só entra mediante convite.

Essa estratégia gera uma percepção de exclusividade, valoriza a marca e a própria campanha. Pessoas querendo entrar e não conseguindo convite. Isso gera uma “panela de pressão” que gera um “buzz” muito maior sobre a campanha do que a quantidade de pessoas que já estão participando.

A partir do momento que os “alfas” começarem a convidar outras pessoas, e estas, convidarem outras ainda, cria-se uma rede em que uma pessoa está ligada à outra.

O mote da campanha pode ser um concurso cultural do tipo “melhor frase”. Todos enviam frases e a melhor ganha o prêmio, por exemplo, um iPad, já que ele está bem na moda atualmente. O ponto focal do sucesso viral da campanha é que, a pessoa que convidou o ganhador, também ganha.

Isso faz com que o “alfa” convidado inicialmente queira convidar a maior quantidade possível de pessoas para que ele tenha mais chances de ganhar. A partir daí, cria-se massa crítica para que a campanha se viralize.

A estratégia da Premiação Dobrada se utiliza em muito do Grau de Atividade do Consumidor e faz com que a campanha seja espalhada via redes sociais, twitter, blogs, etc.

Se alguém tiver um bom case com essa campanha, fale comigo e coloco aqui no blog.

Abraços a todos :)

Uma das maiores redes sociais do mundo (e não é o Facebook).

Outro dia estava lendo sobre uma rede social que já conta com mais de 300 milhões de membros e está presente em mais de 100 mercados. Em número de usuários ela só perde para o Facebook (mas dá muito mais lucro do que ele). Anualmente essa rede social fatura mais de US$ 10 bi e cresce de vento em popa.

O mais incrível é que ela tem mais de 100 anos, é uma marca conhecida mundialmente e ninguém acha que ela é uma rede social.

Para quem falou, “Avon”, acertou.

A Avon é uma das maiores redes sociais do mundo e desde sempre pratica o que hoje chamamos de comércio social – a junção do conceito de rede social com comércio, no caso pós-moderno, eletrônico.

Para entendermos a Avon como um case de sucesso de rede social aliada a comércio, vamos nos remeter a meados do século XIX, quando a Sears iniciou suas vendas por catálogo. Em 1876, em meio à expansão dos Estados Unidos para o interior, o gigante do varejo – Sears – percebeu que estava perdendo muito mercado em cidades de poucos habitantes, mas numerosas em quantidade.

Uma cidadela de mil habitantes, por exemplo, não justificaria a estrutura de uma Sears, mas certamente geraria vendas se bem trabalhada. A solução foi criar os famosos catálogos da Sears. Levava a informação sobre os produtos, mas não levava, de fato, os produtos.

A mesma estratégia de venda por catálogos foi utilizada pela Avon em 1896, menos de uma década após a sua fundação. A venda direta, porta a porta, aliada ao catálogo de produtos, transformou a Avon na líder mundial de vendas diretas ao longo dessas décadas.

A venda por catálogo é baseada na venda de informações sobre produto. O produto é entregue depois, no caso da Avon, cerca de 20 dias depois. Qual a diferença disso para uma venda em um site de comércio eletrônico? Somente a tecnologia. O conceito continua o mesmo – a venda de informação ao invés da venda do produto em si.

Alie-se a isso a questão da rede social. O que as revendedoras da Avon fazem ao visitar suas clientes e o conceito de rede social e não é muito diferente. As revendedoras têm uma rede de contatos, se tornam amigas das clientes (ou transformam as clientes em amigas) e, entre uma opinião sobre maridos e escola dos filhos, vende-se um produto.

A base é a amizade e a confiança na marca Avon e na revendedora, uma pessoa que entra na sua casa periodicamente. O comércio  é apenas conseqüência.

David McConnel, fundador da Avon criou, muito bem, diga-se de passagem, o conceito de comércio social sem nunca ter imaginado a internet e o Orkut, mas seu resultado está bem alicerçado sobre os conceitos que hoje tanto ouvimos falar com relação a Facebooks e Twitters.

Em tempos de internet, a Avon não poderia deixar de estar na internet, e está. É uma marca cada vez mais interativa e criou uma outra marca – Mark – para ter maior aderência com o público jovem, que tem aplicativo para iPhone e venda pelo Facebook. O verdadeiro comércio social.

O fato da Avon, maior rede de comércio social do mundo, off-line, estar direcionando esforços para atividades online mostra uma tendência clara de migração do comércio eletrônico para comércio social.

No outro extremo, que tal analisarmos o maior varejista do mundo para detectarmos tal tendência: a Amazon.

Recentemente o escritório de marcas e patentes dos Estados Unidos concedeu à Amazon uma patente de uma rede social. Será um movimento do maior varejista online em direção a Avon – criar a rede social baseada em comércio eletrônico?

Só o futuro dirá. Uma coisa é certa: em pouco tempo, plataformas de e-commerce que imitam o varejo off-line, que se limitam a mostrar os produtos e ter uma rotina de carrinho de compras, farão parte da pré-história do comércio eletrônico.

Não há ninguém melhor do que os nossos amigos ou clientes de uma determinada marca para falar sobre a qualidade dos produtos ou serviços. Essas pessoas estarão em nossa rede social.

Aliar comércio eletrônico à rede social, principalmente com a utilização de aplicativos em smartphones, será o futuro do que hoje chamamos de maneira prosaica de e-commerce, e que provavelmente se chamará simplesmente “comércio”.

Slides da 8ª Turma do Treinamento Google Marketing – Curitiba – 17 e 18 de junho

Pessoal,

Como prometido, seguem os slides da turma do Treinamento Google Marketing para download (turma de Curitiba, 17 e 18 de junho). Turma excelente e participativa. Parabéns a todos.

Palestra de Marketing Digital Turístico no 5º Salão do Turismo

Olá Pessoal,

Mais uma sequência de slides para vocês. A palestra que ministrei no 5º Salão do Turismo, no Espaço Anhembi no dia 29 de maio de 2010.

Para quem quiser se aprofundar, se inscreva no Treinamento Google Marketing, de 16 horas de duração, em São Paulo nos dias 17 e 18 de julho. Confira no site www.treinamentogooglemarketing.com.br

Abraços

Palestra de Marketing Digital – Google Markeitng – aplicado ao comércio eletrônico

Olá, pessoal,

Seguem os slides da palestra de Comércio Eletrônico ministrada na Anhembi Morumbi.
Para quem quiser se aprofundar, ministrarei um curso em São Paulo dias 17 e 18 de julho.
Saibam mais no www.treinamentogooglemarketing.com.br

Abraços a todos.

Slides da palestra de Curitiba – Palestra Google Marketing 27 de maio

Amigos de Curitiba,

Os slides da palestra estão embedados a seguir via SlideShare. É só dar download.
Quem quiser fazer o treinamento Google Marketing ou entrar contato comigo para que eu possa ajudar sua empresa, fique à vontade para deixar um recado.

Abraços a todos. A palestra foi intensa e tenho certeza de que saíram com uma outra visão do que é internet.

Aula de marketing digital político na ESPM

Pessoal,
Já publiquei os slides da aula de marketing digital político no SlideShare no meu perfil – conradoadolpho. Quem quiser fazer o download, fique à vontade.
Adorei a turma.
Grande abraço


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