Você troca presença por presente

Nós vivemos em uma sociedade em que o presente entrou no lugar da presença. A rotina atarefada do dia a dia, a vontade de ter uma vida financeira confortável, as cobranças do trabalho nos induzem a ficar cada vez mais longe de quem amamos e quando tentamos uma aproximação sempre tendemos a suprir isso com algum presente de alto valor monetário. É entendível que isso esteja acontecendo, uma vez que enfrentamos uma crise e temos que nos mostrar dispostos a trabalhar mais e mais para se manter estável no mercado. Ao mesmo tempo que compreendemos, também lamentamos.

Mas você sabe quais são os três sabotadores financeiros que te atormenta todos os dias?

O primeiro deles é o orgulho. Quanto mais você se orgulha de algo que fez, quanto mais você se sente bem com uma conquista, mais você gasta. Aquela sensação de merecimento depois de um trabalho duro ter gerado resultados é o que mais te leva a gastar o dinheiro de forma descompensada e sem nenhum planejamento. Já estive nessa pele e sei que não é uma visão tão legal de ser vista.

O segundo deles é a culpa e isso retoma o tema central que eu disse no começo deste artigo. Você se sente culpado por estar cada vez mais longe dos seus filhos. O seu trabalho exige que você esteja cada vez mais presente e mais disposto a fazer o que é e o que não é da sua função. Você, pai de família, com três filhos para criar não questiona muito o que está acontecendo e logo assume a função de deixar a família de lado, colocar o lado emocional de escanteio e apenas manter o foco no trabalho, afinal é dele que sai o dinheiro que você sustenta a sua esposa, seus filhos.

O que você começa a fazer após tudo isso é a trocar a presença por presente. Você sai do trabalho e compra o brinquedo da última geração para o seu filho, compra uma joia para a esposa, a boneca tão sonhada da sua filha. Nesse momento tudo pode ficar feliz, pois o nosso vazio material será preenchido, mas é o seu lado pai/esposo? Como fica?

Ele não fica, ele se vai.

O último sabotadores financeiro tem a ver com a inveja. Por mais que você se julgue ser uma pessoa com zero inveja dentro de si, você sabe que quando o seu concorrente alcança algum resultado ou esbanja um carro novo, você se sente passado para trás e tenta ficar no mesmo patamar. Você compra carro, se exibe por aí com roupa de marca, gasta com uma viagem internacional desnecessária e por aí vai.

Não confunda o palco com o bastidor…

Esses três pontos são sorrateiros, trapaceiros e te fazem ir de um ponto a outro, do sucesso ao fracasso em pouco tempo. Lembre-se: o seu palco é o que você mostra ser, o seu bastidor é o que você sofre para mostrar.

  • http://www.treinamentoadsense.com.br Rodrigo Porto

    Conrado é sinistro mesmo! Por isso que eu admiro esse cara. Não tem como não admirar.