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A empresa circular: como a economia digital está mudando o fluxo de processos nas empresas

Há 30 anos o processo de lançar um produto era uma pequena fórmula que todos seguiam. A empresa detectava uma demanda no seu segmento, fazia uma pesquisa de mercado (que, diga-se de passagem, custava uma fortuna e nem sempre fornecia as respostas corretas), gastava-se um ou dois anos em pesquisas e só depois disso iniciava a produção em larga escala.

Após os produtos saírem da fábrica, o departamento comercial ia para as ruas para cuidar da distribuição. A ordem era “desovar o estoque”. O risco de o produto não agradar aos consumidores era grande, porém, estes nem sempre tinham escolha. A quantidade de produtos era muito limitada e as opções de compra reduzidas. Vivíamos na economia da escassez em que as grandes empresas “nadavam de braçada”.

A chegada avassaladora da economia digital mudou a maneira como as empresas devem gerir seus processos. Se antes a empresa tinha tempo para estudar o mercado, planejar e produzir, hoje em dia, com a tecnologia acessível e barata, qualquer um pode lançar um produto em pouco tempo e pouquíssimos recursos. Ou seja, a competição aumentou.

Uma empresa pequena pode se alavancar no Grau de Atividade do Consumidor, tese defendida por mim, e brigar de igual para igual com grandes corporações – utilizando as redes sociais, como: Facebook, Youtube, Instagram, etc.

Resta à empresa do século XXI uma única palavra – agilidade. Lançar produtos semi-acabados se torna uma constante, o que conhecemos como produtos “beta”. Um produto em que a empresa informalmente avisa – produto passível de defeitos e que vocês, consumidores, é que vão nos dizer o que deve ser mudado nele.

É a pesquisa de mercado misturada com a venda do produto. As fases de pesquisa, produção e lançamento praticamente se misturam.

O tempo exíguo entre lançamentos, e o risco de tornar-se obsoleto antes mesmo do lançamento, faz com que o processo de lançamento seja circular. A empresa detecta levemente uma demanda no mercado. Já se apressa para lançar algo que supra aquela demanda, sem mesmo saber ao certo como. Produz seu produto em tempo recorde e o lança no mercado de forma semi-acabada sob o sobrenome “beta”.

O mercado começa a usá-lo e percebe alguns problemas reportando isso para a empresa. O produto volta para o marketing e para a produção e, em uma ação conjunta, relançam o produto com modificações solicitadas pelo mercado.

O mercado usa e percebe mais alguns problemas e o ciclo se repete.

O processo, que antes era linear, passa a ser circular. O produto vai para o mercado e volta várias vezes para a empresa para ser refeito. A velocidade de atualizações é estonteante e, em alguns setores, o produto chega a ser modificado mais de uma vez por dia.

É fácil perceber que diante desse cenário as empresas devem mudar sua estrutura e processos para que absorvam essa nova maneira de agir diante da nova economia.

Processos circulares exigem um ouvido atento por parte da empresa, característica que nunca fora bem trabalhada num passado focado na produção e nas vendas. A valorização do consumidor é extrema e faz com que ele participe, não só da divulgação, como prega preceitos da web 2.0, mas também da própria produção do produto.

Processos circulares também exigem agilidade acima da média. O mais ágil vence o mais forte. Empresas pequenas são mais rápidas, pois são menos engessadas pela burocracia do controle. Nesse aspecto a pergunta que as grandes se fazem é: como ser uma empresa grande e ágil?

Tal pergunta parece impraticável para um físico newtoniano. Tamanho implica inércia. O que a física clássica não contava era com a tecnologia que tem o poder de transformar átomos em bits que podem estar em vários lugares ao mesmo tempo. Esta é a capacidade de tornar o impossível viável até mesmo para pequenos players.

Processos circulares exigem também uma capacidade incomum às grandes corporações de errar, de admitir o erro e transformá-lo em conhecimento. A máscara da prepotência que muitas empresas seculares ostentam como forma de garantir altas margens cai por terra. A humildade é a palavra de ordem – admita que um simples consumidor pode ser o algoz ou o salvador da sua empresa, por mais colaboradores que tenha.

A inovação, muitas vezes, vem do mercado e é importante saber que você não sabe tudo.

A empresa circular, por fim, é a empresa do novo milênio. A empresa que retroalimenta seu conhecimento por meio de sua capacidade de rever seus próprios conceitos e certezas.

Em uma época em que a única certeza é a mudança (como já dizia Heráclito de Éfeso, 500 a.C.), saiba avaliar o cenário a cada segundo tornando a tarefa de reinventar-se uma rotina. O processo linear tem um fim, o circular, não. Se você deseja perpetuar sua empresa e torná-la sustentável na economia digital, transforme-a em uma empresa circular.

Conrado Adolpho

Minha missão no mundo: "Construir um mundo melhor por meio da internet". Autor do livro "Os 8Ps do Marketing Digital" e entusiasta da internet como fenômeno social.

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3 comentários

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