Eu ainda me lembro… – Por Conrado Adolpho

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Eu ainda me lembro... - Por Conrado Adolpho

Eu ainda me lembro. Houve um tempo em que era arrogante, senhor do mundo, cheio de orgulho, ou seja, basicamente um idiota.

Achava que o mundo estava ali para me servir. Tinha uma empresa – um cursinho pré-vestibular – e atribuo ao meu orgulho a principal causa da falência que viria a ter em breve.

Durante muitos anos me perguntei o que tinha dado de errado. Nada tinha dado de errado. Tudo aconteceu exatamente do jeito que tinha que acontecer. Como já mencionei, a melhor escola para algumas coisas é a vida, pena que ela tenha professores tão severos.

Depois desta longa reflexão, descobri a lição mais valiosa que a vida poderia me ter dado: seja humilde. Não quero dizer submissão ou fraqueza. Humildade é bem diferente disso.

Aprendi que a fraqueza produz o orgulho, a mitificação produz a submissão, mas é preciso ser muito forte para ser humilde. Para aceitar a dor da crítica coerente e mudar. Para aceitar que os seus pais podem estar certos.

Aceitar que, se a sociedade não lhe retribui pelo que faz, é por que talvez esteja fazendo algo de errado – e não porque o mundo é cruel e não compreende o gênio que você é.

Humildade é força. É resignação e gratidão. É compaixão e empatia. Ser humilde significa ter a profunda compreensão de que pessoas não são medidas em bens, mas em ações. E que você também será medido por suas ações cedo ou tarde.

É compreender que você não é melhor do que ninguém, apenas tem algumas habilidades ou conhecimentos diferentes que em um determinado contexto ou época são mais valorizadas.

A principal lição, porém, que a vida nos dá com relação a humildade, na minha opinião, é algo ainda mais poderoso: o orgulho intimida, a humildade abre portas e sorrisos.

A sociedade prega o orgulho como caminho para a vitória. Prega que a ostentação é necessária como demonstração de poder. Prega que o bem-sucedido é o senhor de si, o dono do mundo.

Eu em algum dia já segui o conselho do orgulho e da prepotência como caminho para o sucesso (seja lá o que esse “sucesso” queira dizer). Hoje sei que esse conselho não vale de nada.

Ser humilde é a verdadeira vitória. A vitória sobre si mesmo. A vitória sobre a tendência do ser humano de se considerar especial seja por causa da sua religião, cor, escolaridade ou o que mais inventamos para nos diferenciar.

Policiar-se constantemente contra a sensação de “sou melhor do que o outro” é o segredo para manter a mente sã.

Humildade deveria ser a regra, não a exceção. Deveria uma palavra tão corriqueira que nem fosse mais preciso ser pronunciada.

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