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Aproveitando-se da atividade do consumidor

Usuário comprando na internet

Olá, Amigos,

Estou desenvolvendo uma idéia bem interessante, que foi inicialmente desenvolvida pelo meu amigo e funcionário Raphael Feliz: como as empresas podem se aproveitar do comportamento ativo do consumidor do novo século para investir menos em propaganda e obter um resultado mais significativo.

Pensem comigo: eu sempre digo que a Internet não foi uma revolução, na realidade, ela foi uma resposta a tudo o que o usuário já estava pedindo, implorando, suplicando para as empresas – participar do processo de produção, influenciar no valor de suas marcas, participar das discussões de maneira ativa e mais ações na linha do “fazer” e não só do “assistir”.

Em face disso, o que tem acontecido é que o consumidor cada vez tem ido atrás de seus desejos, tem rejeitado o que não quer e procurado o que de fato quer. Muitas empresas gastam fortunas anunciando para consumidores que não estão interessados em seus produtos ou serviços. Antes essa técnica dava certo porque, como não havia discussão em mão-dupla, mas sim um monólogo em que as empresas mostravam e convenciam o mercado a comprar delas, o consumidor recebia a informação e a aceitava ou não. Como não havia muitas escolhas, acabava por ter que escolher uma delas.

O mercado mudou. Agora o consumidor, em uma atitude cada vez mais ativa, vai atrás de seus objetos de desejo. Procura no Google, no Buscapé, em blogs até encontrar aquilo que se encaixa perfeitamente em seus desejos, seu bolso, seus anseios e necessidades.

Uma nova estratégia surge desse comportamento. Ao invés de gastar fortunas tentando convencer os consumidores a comprar os seus produtos, o que as empresa precisam é se fazer visíveis e bem posicionadas quanto a seus produtos para que os consumidores que procurarem por eles, acharem-na.

É uma mudança completa no paradigma da comunicação. É se utilizar da atitude (dinheiro gasto em forma de tempo, banda de Internet, etc.) do próprio consumidor para economizar sua propria verba de marketing. A atitude custa dinheiro e, antes, se os anunciantes gastavam rios de dinheiro para serem os ativos dessa história, hoje, boa parte dessa atividade está no consumidor, fazendo com que os anunciantes, de forma inteligente se aproveitem dessa atividade para se tornarem mais passivos e com isso gastarem menos em divulgação ativa.

Se o produto da soma “atividade + passividade” é constante, então, quanto mais ativo o consumidor, mais passiva pode ser a empresa para obter um mesmo resultado.

Esse tema merece mais alguns dias de reflexão. Pode ser o início de uma teoria que pode representar uma grande mudança no mercado. Comentem e colaborem para que possamos criar algo mais consistente a partir daí.

Abraços a todos.

Conrado Adolpho

Minha missão no mundo: "Construir um mundo melhor por meio da internet". Autor do livro "Os 8Ps do Marketing Digital" e entusiasta da internet como fenômeno social.

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2 comentários

  1. Bruna Milagres em 27/12/08 às 08:59

    Oi conrado!

    Acredito que a sociedade vem mudando e de forma natural. Assim como o celular, por exemplo, que a 5 anos atrás era visto como luxo e para poucos, hoje é visto como um ítem comum. Falei de um exemplo de evolução natural do celular pois acredito que o google está no mesmo caminho. O google, de forma espontânea, acabou tornando-se pagina principal de muitos usuários. Sem falar das várias ferramentas úteis que ele tem.
    Acredito que falta muito pouco para tudo ser na internet. Aqueles que ainda não se aderiram a novidade da compra pela internet, mais cedo ou mais tarde, perceberão o quanto é fácil e prático realizar esse tipo de compra. Não demora muito para que o mercado da internet seja cada vez mais competivo.. e só os empresários com a visão de que o mercado digital é importante, sobreviverão.
    Abraços!
    http://www.brunamilagres.com.br

  2. Leandro Cianconi em 24/01/09 às 11:18

    Olá,
    Não acredito que as empresas serão mais passivas, na verdade elas poderão assumir esta postura, mas isto também poderá indicar deixar oportunidades passarem.
    O que acho que deva se consolidar é um desvio de esforços para acertar formigas com canhão, e passar a acertá-las com agulhas. E usar toda a energia do canhão em inovação, pleno atendimento e customização. Ir atrás do cliente continuará dando tanto trabalho quanto hoje. A cauda longa representa uma oportunidade e um imenso desafio na conquista de novos nichos.
    Abraços.

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