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8Ps, a história.

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Para quem não sabe, eu adoro escrever…bom, você já deve ter percebido.

Gosto de escrever de tudo, contos, teorias, livros técnicos e romances. Um dos meus objetivos é escrever um romance. Lógico que nada muito pretencioso. Só uma diversão. Vou postar os pedaços do livro aqui. Vocês vão poder acompanhar capítulo a capítulo. Quem sabe um dia eu publico. O interessante será mudar a história segundo os comentários de vocês leitores do blog. Um livro interativo.

Você vai acompanhar a história de Humberto. Um quase-falido empresário que descobrirá por meio da internet como levantar sua empresa (tinha que ter internet no meio). Humberto encontrará um mentor que o guiará pelos caminhos dos 8Ps. Acho que esse romance vai facilitar o entendimento do que são os 8Ps de uma maneira mais lúdica. Tenho certeza de que vai ser muito divertido.

Vamos à primeira parte do livro e boa leitura.

Capítulo I

Humberto só tinha sentido aquele gosto amargo no dia que não recebeu pelo terceiro ano consecutivo a promoção que tanto almejava em seu último emprego. Executivo de futuro brilhante, por algum motivo que ele ainda não entendia, passou a patinar na carreira. Ter a promoção negada mais uma vez foi o motivo para pedir as contas e partir para montar seu próprio negócio. Apenas 5 anos anos depois do seu novo rumo ele se sentia do mesmo modo: um fugitivo.

– “O sucesso sempre é em grupo. Todo mundo da empresa luta muito para conquistar o grande cliente, mas o fracasso é sempre muito solitário. Ninguém assume a bronca”, pensou em silêncio enquanto ajudava a carregar o pequeno caminhão de mudança com seus móveis do escritório.

Aquilo para ele parecia um pesadelo. Humberto, que apenas há poucos meses ainda tinha algumas dezenas de pessoas para realizar tais tarefas, agora tinha que ajudar na mudança para “baratear o carreto”. Humberto, Zezão, o dono do caminhão, e Bola 7, o ajudante (alcunhas que esqueceria em apenas alguns segundos depois de apresentados) se revezavam no levanta, vira, empurra para encaixar com precisão milimétrica os móveis na caçamba de modo que uma única viagem fosse o suficiente. O pequeno caminhão, na realidade, mais parecia ter saído de um filme nacional da década de 70. Para ele aquilo era humilhante.

Ele sempre se sentira invencível. Essa é uma sensação perigosa que seca um dos principais ingredientes do sucesso equilibrado: a humildade. Definitivamente ele não tinha se preparado para um fracasso daquele tamanho.

O céu acinzentado e a garoa que começava a cair naquela tarde fria de um típico vazio domingo paulistano parecia ser a perfeita representação do estado de espírito que Humberto se encontrava. Fitando a imponente fachada do prédio, ainda ofegante após ajudar a carregar o arquivo, lembrou que há apenas 5 anos ele chegara no mesmo prédio como um empresário de sucesso. Agora estava se mudando para uma pequena sala comercial, emprestada por sua ex-mulher, em um prédio antigo que em nada se parecia com o seu sonho dourado de sucesso.

-“Ainda mais essa. A sala da Beatriz”, murmurou.

Durante meses passou tentando culpar algo ou alguém pela sua derrocada. Ele logo viria a perceber que o único culpado pelas suas ações tivera sido ele próprio. Ele não era diferente da maioria dos empresários à beira da falência: ainda acreditava que existia um culpado.

Com uma dívida que beirava os R$500 mil que insistia em aumentar a cada dia, sem crédito, sem clientes e sem perspectivas, estava quebrado. Nos próximos dias tinha que tomar a difícil decisão de fechar a empresa e negociar com os credores ou continuar lutando para recuperá-la…e negociar com os credores. A sala lhe fora emprestada apenas por 3 meses para ele acomodar os móveis até arrumar um lugar melhor. O tempo estava correndo contra ele.

Para alguém que se achava – pelo menos até aquele momento – à prova de fracassos, não era uma situação nada agradável. Se lembrou de uma frase que ouvira em uma das inúmeras palestras que assistiu – na esperança de escutar alguma dica salvadora que nunca veio – de que o fracasso faz parte do sucesso. Foi uma boa lembrança para aquele momento tão adverso, mas não chegou a servir de consolo. O sabor amargo da derrota não lhe permitiu ter esperanças.

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