Ensinar para transformar vidas… – Por Conrado Adolpho

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Ensinar para transformar vidas

Esse insaciável desejo de ensinar para transformar vidas…

Que vontade é essa de querer mudar a vida de quem você nem conhece? De querer saber se suas palavras realmente fizeram a diferença no dia de alguém?

Que tipo de sentimento de gratidão ao mundo é esse que faz com que saia do seu mundo comum e cômodo para socorrer a quem precisa de uma palavra de conforto ou simplesmente de um sorriso?

É uma vontade que, depois de despertada, cresce dentro de cada um de nós com uma fome voraz de mudanças.

É como o nascer do dia, quando o sol aparece apenas como um raiar e aos poucos vai crescendo, iluminando, tomando conta do dia e por fim brilha mais forte do que qualquer outra coisa a nossa frente. Assim é como o desejo de ajudar nasce dentro de cada um de nós.

Tenho experimentado isso a cada dia e, como um “inception”, a ideia de transformar vidas vai se apossando de todo o seu ser e a todo momento você acaba se pegando em pensamentos do tipo “como faço para que entendam melhor esse texto ou essa aula e se motivem para executar o que ensinei?”, “como faço para eliminar as barreiras mentais que fazem tantas pessoas procrastinarem ou não acreditarem em si mesmas e, de fato, vençam o destino que lhes está reservado?”.

Se você já sentiu algo semelhante ou se a ideia está começando a nascer dentro de você, sabe exatamente do que estou falando. Despertar esse desejo em cada um de nós pode ser a solução para construirmos um mundo mais sadio e humano.

Há uma passagem de um poema que amo que diz o seguinte:

(…) Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.
Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é

O Haver – Vinicius do Moraes 

Esse poema merece ser lido.
A passagem “De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é” é sem dúvida digna de um mural.
Esse desejo insaciável que nunca morre e nem arrefece. Que mesmo em face à cólera do mundo, mesmo em face às críticas e desconfianças, segue incólume e “impávido que nem Muhammed Ali”.
Confesso que tomar consciência desse desejo é algo libertador e transformador. A necessidade de mudar vidas.

Não deixe que as dificuldades do dia a dia lhe tomem o desejo de transformar o mundo. A doação é a melhor maneira de mudar a si mesmo, pois vemos na mudança do outro o que precisamos mudar em nós mesmos. Somos todos um.

Há um conceito africano chamado “ubuntu”, que significa “Eu sou porque nós somos”. Veja a profundidade dessa simples frase. Escreva-a e reflita sobre ela. Não ache que o mundo nada mais é do que a existência pura e simples. Viver é muito!

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