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O Google, no fundo, no fundo, é uma empresa frágil

Vocês já pensaram que o gigante Google pode ser, na realidade, uma empresa bem frágil? Uma criança que cresceu muito rápido, mas não amadureceu o suficiente?

O modelo de negócios do Google tem se apoiado em faturamento via links patrocinados. A grande parte do seu faturamento vem daí. Ele vem tentando de todas as maneiras minimizar a importância dos adwords em sua receita, o que de certa forma tem conseguido com…anúncios displays. Tudo aquilo contra o qual Brin e Page lutaram contra no início ideológico da empresa.

Wall Street continua sendo Wall Street…

A premissa do faturamento do Google é que a busca ainda é o centro da web, logo as pessoas sempre entrarão em suas páginas para buscas resultados na web. Até aí eu concordo. Um ponto, porém, é que os anunciantes se beneficiam dessa busca para veicular seus anúncios baseados em palavras-chave.

Anúncios em displays é o que a publicidade “online tradicional”, herdada da velha mídia, sempre fez. Não é relacionamento e cada vez mais as pessoas querem se relacionar. Mídia display todo mundo faz.

As redes sociais têm atraído cada vez mais pessoas e ganhando cada vez mais perfis personalizados. Perfis em que as pessoas colocam seus gostos, perguntam coisas para amigos no mural do Facebook, curtem marcas e outros indícios muito claros de segmentação. Um anunciante poderá veicular sua comunicação de uma maneira muito mais precisa em uma rede social do que em um buscador. Terá uma propaganda praticamente personalizada.

Se os anunciantes começarem a ter retornos maiores com anúncios em redes sociais do que em buscas, eles fugirão para as redes. O Google vai continuar sendo o gigante das buscas, disso eu não tenho dúvidas, mas os anunciantes podem se dividir.

O modelo de concentrar a receita em Adwords pode ser um tremendo perigo para o gigante. Por isso ele arrisca tanto em outras áreas. Segundo Eric Schmidt, não faz nenhum sentido não arriscar já que o Google tem tanto dinheiro em caixa. Para o Google a palavra inovar parece ser um cutelo permanente.

Como uma criança super desenvolvida tentando alcançar a maturidade, o Google sabe que tem que seguir a lei básica de qualquer negócio ou carteira de ações: diversificar para minimizar o risco.

As leis da “velha economia” estão mostrando ao gigante da nova economia que as coisas, afinal, não mudaram tanto assim.

Conrado

Conrado Adolpho, empresário há 22 anos, é especialista em alavancagem rápida de micro e pequenas empresas. Formado em Marketing com especialização em Economia, autor, consultor, palestrante, estudioso de filosofia e ativista social. Idealizador do Método 8Ps - método de Marketing Digital e Vendas, que é utilizado hoje por diversas agências, faculdades e empresas por todo o Brasil, e instituições de alguns outros países. Tem como missão pessoal "Transformar o mundo através do empreendedorismo" e já ajudou mais de 8 mil pessoas através do treinamento Imersão 8Ps e impactou mais de 33 mil empresas através do Método 8Ps. Autor do best-seller brasileiro de marketing mais vendido do país e vendido também em Portugal: Os 8Ps do Marketing Digital.

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12 comentários

  1. Gustavo em 15/10/10 às 23:56

    Boa noite

    O adword é o carro-chefe e dá bom retorno p/ google e quem anuncia, ainda não inventaram nada melhor.

    Com relação as redes sociais no Brasil, digamos que é sub utilizada onde a maior parte das pessoas usa apenas para contactar amigos e publicar fotos, enfim algo bem amador, as empresas não sabem bem o que fazer diante das redes sociais.

    Vejo as redes como locais p/ manter contato com amigos e conhecidos e não p/ fazer novas amizades e/ou contatos profissionais.

    O público que acessa orkut ou facebook diariamente são pessoas que tem muito tempo disponivel.

    Enfim pensando em negócios por enquanto não acho uma boa pedida mas vamos aguardar o futuro

    Abraços

  2. Alex Lunardelli em 16/10/10 às 02:54

    Conrado, creio que o título do artigo da a idéia real de sua opinião. Olhando por seu ponto de vista é de se concluir de que o Google tem sim fraquezas.

    Porém lhe pergunto, em pesquisa realizada recentemente pela revista Forbes vemos que o Google tem uma marca muito valiosa, ate que ponto isto pode atenuar estes pontos de fraqueza citados em seu texto?

    • Conrado em 16/10/10 às 21:38

      Atenua muito, Alex.
      Uma marca forte é essencial, porém, fama não traz dinheiro. É preciso ter um bom “conversor”de fama em dinheiro.
      Quantos artistas famosos, que todos nós conhecemos, morrem na miséria? Vários, não é mesmo?

      Na questão das marcas, há um agravante. As pessoas “esperam” que uma marca tenha um determinado comportamento – aquilo que chamamos de “posicionamento”. Algumas marcas já tentaram mudá-lo e não conseguiram gerar um bom “conversor”. O Google é sinônimo de buscas, também conseguiu rapidamente ser sinônimo de mapas e de e-mail. Porém, isso, até então só tem dado frutos por meio do “conversor” chamado “links patrocinados”.

      A marca é um excelente instrumento, mas tem que ser usado de forma correta e, convenhamos, o Google não tem nenhuma estratégia de marca. Eles deveriam aprender com a Procter ou com a Unilever. O que eles têm é muita gente interagindo com eles todo dia, o dia inteiro. Mas dizer que isso é estratégia de marca, não é 🙂

  3. Livia em 16/10/10 às 08:48

    Conrado,
    Fantástica visão! Concordo totalmente.
    Poxa Gustavo,
    Concordo com a questão do Adwords, afinal, é uma ótima forma de gerar leads e vendas. Porém discordo qdo vc diz que quem acessa diariamente FB ou Orkut são pessoas com mt tempo nas mãos. Hj, em função do meu trabalho, passo em torno de 16 horas conectada na internet, toda elas tb conectada ao FB e Twitter. O que tenho observado na minha rede é que eu não sou a única. 80% dos meus contatos postam durante todo o dia e nenhum deles está desocupado, mt pelo contrário, são extremamente ocupados.
    O acesso as mídias via celular é um dos facilitadores dessa conectividade e, 2o pesquisas, uma tendência mundial que só cresce. Tem inclusive um estudo da TNS que mostra que já passamos mais tempo em mídias sociais, no celular, do que lendo emails. Acho que esse futuro está chegando com uma velocidade enorme e as empresas que não enxergarem isso, já estão ficando para trás. O Google tem mesmo que ficar de olhos bem abertos.
    Abraços!!

  4. Jorge Willian Cardozo em 13/11/10 às 20:34

    Alex,
    A marca Google é realmente gigante, e cresce a cada mês. Isso é um ponto forte.
    As fraquezas, ou melhor, a fragilidade citada no texto é no que diz respeito a forma de rentabilizar seus serviços. As receitas do Google com links patrocinados caem cerca de 13% ao ano. Agências publicitárias hoje preocupam-se mais em aparecer nas buscas orgânicas a aparecer entre os links patrocinados. O que é completamente correto.

  5. Fernando Liell em 06/02/18 às 15:57

    Realmente hoje tem muito anunciante investindo pesado nas redes sociais e post virais. Porem Google parece continuar no mesmo nível de crescimento e serviços. Sempre top

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