fbpx

O que aprendi com o Cirque du Soleil

Compartilhe:
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram

Amigos,

Estou de volta de uma breve temporada de 2 meses nos Estados Unidos – precisamente em San Francisco, Vale do Silício etc. Dentre todos os ensinamentos que fui lá buscar que observei por lá, um me chamou mais atenção: o Cirque du Soleil.

Em uma passagem por Las Vegas fui a uma apresentação do Cirque (Mystery). A única coisa que posso dizer é: se ainda não viu nenhuma apresentação deles, e tiver a chance, vá. Não importa o preço. Vale a pena e vou lhe dizer porque.

Eu prezo muito pela qualidade dos meus trabalhos, mas depois de assistir uma apresentação dessas, posso dizer que pus em cheque o conceito de qualidade e excelência que tinha. Falar de excelência perto das performances perfeitas (perfeitas até nas suas ligeiras imperfeições) é no mínimo arriscado. A técnica aliada à arte é de se tirar o chapéu…e o fôlego.

A forma e o conteúdo preenchem o espaço como uma mágica que não quer terminar. Uma cartola com incontáveis coelhos. Cada apresentação se supera e não lembra em absolutamente nada o nosso conceito de “Circo”.  A redefinição do conceito de qualidade que uma apresentação dessas nos traz vale qualquer quantia. Faça bem feito (aliás, faça às raias da perfeição) e todos reconhecerão. Dê conteúdo, forma e alegria e todos perceberão o quão diferente você é.

Por fim, traga a magia e o bom-humor para o que é sério e sofrido para se alcançar. Faça parecer um passeio, por mais calos que a caminhada tenha lhe dado.

O Cirque me ensinou que excelência não se atinge com qualquer tipo de trabalho. A técnica utilizada pelos artistas é invejável. É preciso estudar, ter talento e além de tudo treinar exaustivamente até atingir o ponto em que nada mais o segurará. As famosas 10.000 horas de Gladwell.

Em Vegas, o espetáculo da ganância e da diversão por dinheiro, em que tudo parece fake e algumas coisas de tremendo mau-gosto, diga-se de passagem, o Cirque é um oásis (na verdade, são seis oásis. Os 6 espetáculos fixos nos cassinos). Em um lugar onde pessoas vão para perder dinheiro (e se divertir com isso) o Cirque ensina que não há ganho fácil, como prega os cassinos. Que o ganho duradouro demanda muito, mas muito mesmo, trabalho.

Ao assistir as performances, penso na enorme qualidade de artistas com tornozelos torcidos, pernas engessadas e músculos estirados ao longo dos treinamentos. Penso nas horas e horas de treino sobre algo que já parecia perfeito. Exatamente o oposto do que prega os cassinos. O ganho fácil na sociedade do espetáculo.

No interior dos cassinos, ao lado das máquinas coloridas e kitsches em que o ganho pela sorte e sem esforço é a lei, reside a perfeita representação da vitória da perseverança sobre a preguiça. Do esforço sobre a dor. Da beleza entalhada sobre o talento não lapidado.

Se há algo que temos que tirar de lição do Cirque é que nada do que é espetacular vem de graça. Muito pelo contrário, vem a partir do trabalho em equipe, orquestrado e repetitivo até transformar arte em técnica e técnica em arte. Fundir a leveza do belo com a brutalidade do esforço. Não ache que nada vem fácil. Se algo não está dando certo ou está lhe tomando mais tempo do que achou que iria tomar, saiba que isso é normal.

Quem ganha a luta não é o mais forte, mas o que permanece de pé mesmo apanhando o tempo todo.

 

Compartilhe:
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram