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Professores x geração Z: o choque de gerações contemporâneo

Antes de começar esse post, cabe uma ressalva quando falo de geração Z. Nasci no Rio de Janeiro, mas vivo no interior de São Paulo – lugar onde as novidades tecnológicas chegam mais rápido e são mais consumidas do que na média do país devido ao poder aquisitivo da população. Essa denominação geração Z, em termos de Brasil pode ser um pouco equivocada porque vivemos vários Brasis dentro de nosso Brasil. Contudo, tem seu fundamento devido ao tamanho da mudança que estamos passando.

É lógico que tal geração (nascidos no início da década de 90, juntamente com a criação da WWW) já nasceu em um mundo interativo. Com a chegada da internet no Brasil ainda estavam pequenos demais para entender que havia um mundo antes da internet e um mundo depois da internet. Para uma criança de 12 ou 15 anos hoje, simplesmente é inconcebível a ideia de um mundo desconectado.

Mesmo para aqueles que não têm acesso à tecnologia, ela invade nossas vidas de maneira irreparável. A geração Z, em praticamente todos os lugares do país tem o mesmo sentimento de “posso ficar bilionário montando um Facebook ou um Google. Se eles podem, porque eu não posso também?”. Esse tipo de pensamento rehierarquiza  sua cadeia de valores e sua percepção de autoridade.

O Google se torna o novo médico e o novo professor. Que não te julga e te responde tudo o que quer saber. O Facebook se torna o seu novo contato com o mundo, e diga-se de passagem, bem divertido. A autoridade do professor se baseava em assimetria de informação, porém, em um mundo em que o professor tem que manter 50 aulas por semana para ter um salário digno (dei aulas de química e matemática por 10 anos, ou seja, sem bem do que estou falando) não tendo tempo para se atualizar, a informação democratizada pela web se torna o maior tirano da sala de aula.

Antes o professor, bastião do saber em nosso modelo escolar jesuítico, era tratado com o respeito daquele que formava o cidadão. Após o golpe militar com o proposital sucateamento da educação, com os novos tempos de um Brasil com papel global de formador de média gerência e com a internet invadindo a sala de aula e desafiando o saber do professor, o seu papel foi relegado a um repetidor de aulas (ou a melhor expressão seria “vendedor de aulas”? ). Muitas dessas aulas repetidas a exaustão desde a década de 70.

É verdade. A matemática não mudou. E nem a física. O ponto, contudo, é que a maneira de se comunicar com o aluno mudou. Um estudante acostumado com a velocidade estonteante entrecortada de um Harry Porter ou com a interação e nivelamento com a realidade a níveis insanos de um MMORPG naturalmente acha uma aula de física tremendamente chata. Diante da realidade enfadonha para onde ele foge: para a web ubíqua. O seu smartphone em plena sala de aula para o desespero docente.

É o aluno que está errado? É o professor que se atualizar e deixar sua aula mais interessante? Ou todo o sistema deve ser reformulado? São perguntas que não parecem ter respostas fáceis. Uma coisa é certa porém, o sistema de ensino tem que mudar para se adaptar a novas maneiras que alunos veem a vida, bem diferente de quando professores frequentaram as mesmas salas de aula e escutaram as mesmas aulas.

Citando o post anterior, sobre o estrategista e o ferramenteiro, muitos professores, por não se posicionarem como um estrategista em sala de aula – mostrando o caminho – acabam por tentar competir com o aluno no jogo dele, o de ferramenteiro.

Saber mexer no Twitter não é papel do professor, mas saber qual o impacto do Twitter em uma sociedade que anseia pela informação rápida e muitas vezes fútil, sim. (para se aprofundar nesse assunto, leia alguns livros do Zygmunt Bauman e o livro “Ansiedade de Informação 2“).

Saber apertar os botões certos no Facebook não é o papel do professor, mas incitar o pensamento crítico do aluno sobre porque o Facebook cresce tanto sendo uma ferramenta de externalização de nosso desejo de como nós queremos parecer para o mundo, isso sim, é papel do mestre. Fazer com que o aluno cresça como um ser humano e cidadão pensante e crítico é papel do professor.

Estudando a paideia – a formação do homem grego – vemos como deveríamos voltar à Grécia antiga para aprender com os antigos mestres. E olha que eles nada sabiam de internet…

Conrado

Conrado Adolpho, empresário há 22 anos, é especialista em alavancagem rápida de micro e pequenas empresas. Formado em Marketing com especialização em Economia, autor, consultor, palestrante, estudioso de filosofia e ativista social. Idealizador do Método 8Ps - método de Marketing Digital e Vendas, que é utilizado hoje por diversas agências, faculdades e empresas por todo o Brasil, e instituições de alguns outros países. Tem como missão pessoal "Transformar o mundo através do empreendedorismo" e já ajudou mais de 8 mil pessoas através do treinamento Imersão 8Ps e impactou mais de 33 mil empresas através do Método 8Ps. Autor do best-seller brasileiro de marketing mais vendido do país e vendido também em Portugal: Os 8Ps do Marketing Digital.

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78 comentários

  1. Rodney em 26/11/12 às 15:10

    Conrado, li o post e achei muito interessante o seu conteúdo. Isso mostra a pura realidade da década de 90 para cá, ou seja, a criança de hoje em dia já nasce com o windows na cabeça, já querem um celular top, um vídeo game moderno, um tablet de presente de aniversário ou de fim de ano agora, mesmo tendo de 5 a 10 anos apenas, etc….

    Realmente, se o professor da eras do passado não se atualizarem, o aluno do presente já está sabendo mais do que eles e o aluno do futuro mais ainda.

    Infelizmente, a EDUCAÇÃO NESTE PAÍS VAI DE MAL A PIOR, COM UM PÉSSIMO SALÁRIO para transmitir conhecimentos e até EDUCAR OS FILHOS DOS OUTROS, pois hoje em dia, a educação destes filhos não estão vindo mais de casa e o professor atualmente também tem que educar os filhos dos outros. É claro que não são todos !!!

    Sou professor também, além de engenheiro e sócio-proprietário e sei como está a real educação deste país a cada ano que passa.

    Na verdade, os SALÁRIOS DOS PROFESSORES, MÉDICOS, POLICIAIS E BOMBEIROS deveriam ter os MELHORES SALÁRIOS deste país, pois um educa, outro salva vidas, outro impõe segurança e respeito e outro socorrem vidas…

    Mas, como este país se chama BRASIL, quem ganha + são os BANQUEIROS, CORRUPTOS, POLÍTICOS, ETC…

    Um abraço Conrado e sempre escreva sobre determinados assuntos, pois os mesmos enriquecem os nossos dia a dia através de seus conhecimentos.

    Rodney

  2. Yolito Neto em 28/11/12 às 14:17

    Olá Professor Conrado, boa tarde!
    É com enorme satisfação que escrevo para parabenizar pelo trabalho, pois percebo que as ferramentas virtuais, assim como, as redes sociais tornaram a vida do professor um desafio constante. É importante ressaltar que a grande maioria luta contra essas ferramentas, até mesmo por não saberem trabalhar com elas.
    Partindo de uma visão mais atualizada, ve-se que o professor de hoje está sem a famosa didática, não sabendo como atuar ou até mesmo interagir como os alunos. A probabilidade de sucesso na aprendizagem é praticamente nula.
    A geração Z chegou para modificar uma grande parcela docente, inclusive, transformar as políticas públicas, onde passaremos a ter mais jovens conscientes e bem direcionados, pois informações hoje em dia temos muitas, mas na minha visão, falta formação.

  3. Ary Costha em 28/11/12 às 14:27

    É Conrado como diriam; é flórida.

  4. Paola em 28/11/12 às 14:27

    Interessante ponto de vista, é preciso salientar que a melhoria na educação vai muito além de maiores salários aos profissionais. É fundamental o interesse do educador em investir seu tempo em estudar, atualizar, e ser um professor competente, o que temos hoje no cenário brasileiro é muito bem retratado por Pedro Demo, quando ressalta a postura do professor de hoje, que cobra do aluno a leitura, a pesquisa, todavia o professor não lê, o professor não o faz.

    O livro de Lovink (Networks without cause), é uma boa referência para analisar a mídia de um ponto de vista crítico social, cultural, etc., procurando definir o que há de importante e não importante, como seria um ambiente virtual de aprendizagem, o que é fantasia, exploração, deformação no mundo da mídia e o que é fundamental para a sociedade, e assim por diante.

    A partir daí pode-se trabalhar no jovem diversas formas de utilizar essa maravilhosa ferramenta de uma forma muito mais produtiva. Para isso, é fundamental que o professor seja competente e capaz de se educar para poder direcionar o jovem.

  5. Cris Herrero em 28/11/12 às 15:59

    Conrado vc precisa escrever um livro para professores e os 8ps ou praticas digitais !!!!! Sua experiência e competência te habilitam super para isso.

  6. Wagner Sales em 28/11/12 às 16:01

    Conrado Parabéns pelo artigo.
    Sinceramente, você falou tudo!
    O professor de hoje em dia será engolindo por essa “molecada”. Se eles não tomarem cuidado serão motivo de chacota, como já estão sendo.
    Por isso, temos que fazer um levante a todos os mestres que se posicione, que não deixe nossa educação ir até o limbo, acredito que mais não dá!

    Outra coisinha que quero escrever, estou fazendo meu TCC da minha pós graduação e já decidir será baseada no seu livro 8p´s do marketing ao qual é excelente. Admiro muito o seu trabalho e sou seu fã.
    Um abraço até mais.

  7. Rita Carlini em 28/11/12 às 20:03

    Olá, Conrado. Concordo em muitos pontos, mas também venho destacar que nem a sociedade está preparada para essa geração. Acho que o maior ponto disso tudo é o que fazer com tanta informação. Também, dou aula, mas para faculdade e sei como é desafiador. Minha visão é que o papel do professor não é operar o Facebook ou qualquer mídia social, mas mostrar ao aluno o que fazer com a informação. O que é relevante e o que não é, pois na internet tem muita coisa boa, mas também muita coisa que não serve para nada.
    Quando digo que a sociedade não sabe lidar com essa geração, é baseada na minha experiência, onde conheço muitos jovens brasileiros aqui na Austrália que estão pouco se importando com o que acontece com o país. Que seu foco é apenas em ter coisas e não ser pessoas que atuem para melhorar a vida do próximo nem penso em comunidade.
    A internet trouxe uma sensação de imediatismo, de tudo tem que ser agora. Mas, a maior lição dá para tirar disso é que todas as pessoas jovens e bem sucedidas com seus negócios, precisaram de conhecimento vindo de professores não da internet.
    Na minha opinião, não é o professor que deve mudar, mas o sistema. Acredito que no futuro teremos salas de aulas com diversas crianças cada uma desenvolvendo suas habilidades com material preprado para ela e que o professor agirá como um orientador. Ele não ensinará, pois o aluno de hoje pode muito bem pesquisar na internet e aprender sozinho ( e o faz muito bem), mas o professor dará orientações de que ferramentas usar na internet para isso. E cada aluno se desenvolverá de acordo com o seu tempo necessário para aprendizagem, ou seja, se um tem dificuldade em matemática levará um pouco mais de tempo, mas se tem facilidade em história que estude todos os pontos e termine o conteúdo antes do período determinado. Enfim, espero que as coisas sejam melhores no futuro, mas, acho essa geração um pouco mais egocêntrica do que as de antigamente. Obrigada Conrado pelo seu artigo.

  8. Rosana em 28/11/12 às 21:45

    Oi, Conrado, que legal ver um texto assim por aqui.

    Concordo com a maioria das colocações, com outras concordo em parte. A que eu menos gosto é da referência ao salário, não que eu acredite que todos os professores são bem remunerados, mas tem alguns que são e então temos que aguentar o olhar de pena das pessoas nos desqualificando, sem nunca ter visto nosso contracheques. Sou professora peb-1, a mais baixa na escala evolutiva hehe.

    A minha maior dificuldade e um dos principais motivos de eu estar saindo agora da sala de aula é o fato de, se você quer ser bom professor, você é inimigo mortal de toda a escola. Claro que há excessões, mas é muito complicada a acomodação geral que tomou conta da classe e essa choradeira insuportável de que tudo está mal, tudo vai dar errado, nada adianta, que ganha mal (mesmo sabendo que o salário da pessoa é igual ao do prefeito da sua cidade).

    Escrevi no meu blog um texto sobre a necessidade de os professores estarem nas redes sociais, procurei enfatizar isso que você disse, para conhecer o sistema, conhecer como se aprende por lá, não precisa ter um perfil em cada uma, mas entender como isso afeta a aprendizagem.

    Enfim, obrigada pelo texto e por todo desespero que tenho passado, tentando focar primeiro em SEO, depois desenvolver meu produto para depois vir aqui fazer seu curso, acredite, é muito tentador pular todas as etapas.

    • Conrado em 29/11/12 às 09:12

      Oi, Rosana,
      Obrigado pelo contra-ponto. De fato, há as exceções, mas independente delas, realmente a choradeira no setor é enorme.
      Fui professor de química por 10 anos e sei bem disso. Não ganhava tão mal também (afinal, cheguei a dar 50 aulas semanais…a maioria em cursinho).

      Com relação aos professores estarem nas redes e aprenderem esse novo idioma é essencial, mas não parece que todos pensam assim. Parece também que quando se está no ofício de ensinar, desenvolve-se uma preguiça em aprender…ou reaprender. Uma pena. “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”. Cora Coralina 🙂

  9. Fernanda Bruno em 29/11/12 às 18:00

    Oi Conrado, adorei o post, atualmente sou Conselheira Tutelar, e o que mais enfrentamos em nosso trabalho é a evasão escolar, a falta de interesse de nossos jovens dentro da sala de aula e o grande interesse em passar horas navegando neste imenso oceano que é a web. Infelizmente alguns professores, orientadores educacionais, diretores e supervisores não admitem, não se interessam pelo que está acontecendo do lado de fora de sua sala de aula, se atenta apenas em preparam mais uma aula massante e sem a interatividade que nossos jovens sabem muito bem onde encontrar, seja ele de qual classe econômica for, sabe onde buscar o conhecimento.
    O volume de informação que temos durante o dia é imenso e falta direcionamento, falta a esses jovens saber o que fazer com tanta informação, e isso cabe sim ao professor e aos pais também, orientarem e direcionarem seus pupilos para a construção de uma sociedade melhor e mais informada. Um grande abraço.

  10. Glauber Couto em 30/11/12 às 09:58

    Nos tempos da Grecia Antiga, os ensinamentos eram por meio de discussões e reflexões. Fomos educados a ficar apenas escutando o que era passado pelo professor. Caso contrario era desrespeito. Muito bom o post.

  11. Gabriel em 30/11/12 às 15:54

    Boa tarde, meu filho tem 1 e 8 meses, não nem falar o nome dele e ganhou um tablet o que eu faço??? tomo isso dele? presente de grego? Esse post ficou muito bom!

    • Conrado em 30/11/12 às 16:06

      rs….Gabriel,
      Não sei o que dizer. Mas acho que não adiantar tirar dele 🙂
      Mas diria para controlar um pouco o que ele vai ver nessa idade.
      Grande abraço,
      Conrado Adolpho

  12. André Gonçalves Fernandes em 01/12/12 às 11:22

    Conrado, Bom Dia! Concordo plenamente quando você questiona sobre a reformulaçao do ensino, porque além do que você comentou sobre o aluno ter mais conhecimento em um determinado tema em relação ao professor o modelo de ensino é anacrônico. Aprendemos muita coisa que não serão utilizadas na vida e tampouco no mercado de trabalho. Há uma dissonância cognitiva entre o que aprendemos nas universidades e o que realmente o mercado espera dos futuros profissionais.

  13. Wuelbe Ribeiro de Oliveira em 09/12/12 às 05:05

    Sou Professor, mas não sou atuante. Ser Professor é sinônimo de vocação, empenho, dedicação, compromisso… Em primeiro lugar no processo de ensino-aprendizagem há uma permuta troca de experiências, onde Professor e Aluno tem de se respeitar mutuamente, pois quando você ensina também está a aprender e vice-versa. Quanto à questão salarial é realmente indigno e desumano (para a maioria dos Professores), principalmente os da Rede Pública de Ensino. Isso mostra que para os nossos governantes a EDUCAÇÃO está em 3º ou 13º plano, pois eles querem cidadãos cada vez mais IGNORANTES, que desconheçam seus direitos e que sejam facilmente manipuláveis por eles… Enfim, independente da área de atuação profissional, devemos ser cidadãos críticos, reflexivos, cumpridores de nossos deveres e cobradores de nossos direitos! Ser mau profissional por conta de má remuneração é injustificável, pois devemos fazer sempre o melhor em todos os campos de atuação pessoal/profissional. Devemos sim, está sempre antenado às novidades tecnológicas, às mudanças e variações dessa ERA DIGITAL e tentar acompanhar tanta informação. Sempre com muita cautela, pois como uma colega comentou, a Internet tem um mundo de novidades e coisas boas, mas também há um sub-mundo de coisas ruins! E seria ai o campo de atuação do Professor de Hoje, ORIENTAR essa JUVENTUDE que está muito vulnerável à tanta informação!!! Um abraço e PARABÉNS pelo artigo!

  14. Ana em 26/12/12 às 11:45

    Oi, Conrado,
    o início do seu post me lembrou da pergunta que minha filha de 10 anos me fez esses dias: “o que vc fazia no computador quando você era pequena?”
    Olha, foi bem complicado explicar que eu toquei pela primeira vez em um computador (ou melhor, um terminal “burro”) aos 19 anos e que o computador não ficava em casa…
    A minha percepção é de que o sistema de ensino está simplesmente ruindo no mundo inteiro, e o desmoronamento está cada vez mais rápido. O certo é que alguma outra coisa vai ter que ser inventada no lugar dessa coisa medieval que temos por aí…
    Abraço,
    Ana

  15. Valter Sousa em 17/01/13 às 13:38

    O caminho é juntar sala de aula e tecnologia. Aqui em Brasília há escolas com quadros negros digitais que deixam os alunos babando. Em contrapartida, nas cidades satélites, os professores continuam fazendo greve por melhores salários e os alunos não dispõem nem sequer de carteiras e cadeiras, muito menos de um iPad ou Smartphone. Há o choque de gerações, mas continua o choque da renda familiar.

  16. Alessander Raker em 28/01/13 às 04:41

    O conhecimento hoje em dia é muito dinâmico, por isso tanto professores quanto qualquer profissional, deve se atualizar constantemente e rapidamente. Não é fácil viver neste mundo de bits como você diz, mas temos de nos adaptar.

    Um abraço e obrigado pelo artigo

  17. Eduardo em 28/01/13 às 07:17

    Mto bom!!! Parabéns.

  18. Lucas em 28/01/13 às 07:17

    Parabéns.

  19. Ary Costha em 30/01/13 às 18:31

    Olá Conrado, Parabéns!

    Pessoal, pessoal, pessoas, ouçamos o mestre:

    “Da luta dos contrários é que nasce a harmonia.”

    – “Tudo o que é fixo é ilusão.”

    – “Não escutem a mim e sim ao logos.”

    – “Das coisas surge a unidade. E, da unidade, todas as coisas.”

    Heráclito de Éfeso (540 a.C. – 470 a.C)

  20. Anderson em 04/02/13 às 23:33

    o professor é um facilitador da aprendizagem, porém como em qualquer outro segmento profissional existem os mais descuidados ou simplesmente acomodados, não podemos generalizar, mas sem dúvida é um grande desafio ajustar o trato pedagógico aos novos tempos e isto não significa inverter valores…mas o professor de hoje vive de IBOPE ou Marketing e portanto a sugestão de adaptação na obra 8p, pode ser sim uma alternativa…mas antes de qualquer tecnologia, o professor deve ser um condutor em tempos de desafios…

  21. Rômulo Péricles Furatdo em 21/02/13 às 14:25

    meu caro,
    li o post, como muitos, fiquei até maravilhado mas, esse pensamento é algo comum entre todos nós, os dinossauros, mas a geração Z, também terá sua extinção.
    Sou geração X e Y, flexível a mudanças mas, a internet como fonte de informação é um tanto falho no atual momento, pois é sabido de todos que qualquer pessoa é um gerador de dados atualmente, avaliar se estes são informativos ou baboseiras é uma tarefa árdua.

    Apenas discordo do pensamento de que hoje em dia alguns alunos podem saber mais q alguns professores. Apenas tiveram acesso, num momento de folga, a informações, onde nem sempre está informação é válida ou baseada e dados comprovados.

    Estamos caminhando para uma nossa Era digital, onde todos são viciados em acessar alguma informação, boa ou não, mas de certa forma serão apenas ANALFABETOS FUNCIONAIS.

  22. Wander Sena em 27/02/13 às 08:42

    Olá Conrado!
    Muito bom e oportuno o seu ‘post’.
    Lecionei Filosofia, e outras disciplinas em diferentes cursos por alguns anos e observei o quanto as gerações mais novas têm ficado alienadas, ainda que eu esteja pecando pela generalização, pois existem, felizmente, muitas pessoas conscientes, críticas e engajadas. Refiro-me às pessoas que não vão além da ‘tecnocracia’, iludidos com as possibilidades de respostas a um simples clicar em um site de buscas.
    Estamos vivendo uma inversão em relação ao que ocorria na Grécia clássica em que o Pensar era superior ao fazer (Filosofia ‘x’ Empiria). Vejo o pensar e o fazer como indissociáveis, pois não se deve fazer o que não se sabe (a não ser no processo de aprender) e não adianta saber e nada fazer.
    Teknè: “Técnica ou arte (em grego). Como assinala o manual de etimologia grega de F.E.Peters, a teknè ou techne é algo que emerge da experiência (empeiria), dos casos individuais e passa da experiência à tekné quando as experiências individuais são generalizadas num conhecimento de causas: o homem experimentado sabe como, mas não porquê. Assim, é um tipo de conhecimento e pode ser ensinado.”)
    Fonte: http://www.iscsp.utl.pt/~cepp/lexico_grecoromano/tekne.htm
    Destaco em suas colocações:
    “Saber apertar os botões certos no Facebook não é o papel do professor, mas incitar o pensamento crítico do aluno sobre porque o Facebook cresce tanto sendo uma ferramenta de externalização de nosso desejo de como nós queremos parecer para o mundo (…) é papel do professor”.
    P.s. Desculpem-me por me estender nos comentários.

  23. JOHN ROBERT em 31/05/13 às 11:04

    Querido Conrado,

    em internet o bom são artigos de vanguarda e não velhos conhecidos, por exemplo, isso que você escreveu eu já escrevi em 1990, ou seja, há 23 anos eu mesmo já tinha esta percepção e meus artigos, portanto, se desejar escrever artigos interessantes, busque vaticinar com bases e ser mais interessante, porque senão tona-se uma coisa que pensamos assim: “…porque ler o Conrado ele não trás novidades, mas coisas conhecidas…”

    …enfim, você é inteligente e sacou minha dica…no mais…

    Farterno Abraço

    John Robert

  24. Eric Silva em 05/06/13 às 11:31

    Pura verdad! A velocidade da informação rápida ode realmente o que se via era um professor repetindo suas aulas por diversas vezes para pessoas diferentes. Hoje o cenário é outro. Já ministrei treinamento onde tudo que falava percebia que boa parte de sala estava procurando no google. rsrsrsrsr! Inovação!

  25. Bruno em 05/06/13 às 14:50

    Eu acredito que o professor de antigamente não faz mais qualquer sentido…

    Os novos professores devem trabalhar como grandes coaches e tutores mostrando aos alunos boas fontes de conhecimento pela internet.

    Debatendo com os alunos e estimulando a curiosidade e o conhecimento.

    Vamos acabar com nossas escolas antiquadas! Viva o conhecimento!

  26. Enio Edson Garcia em 10/07/13 às 09:43

    Estou criando um espaço na Internet para o professor usar como deposito de arquivos com conteúdos da sua disciplina. Neste local o aluno poderá pegar informações, já filtradas pelo professor, e executar uma tarefa ou atividades proposta naquela disciplina. Diante de tanta perplexidade sobre o uso da internet na educação, posso dizer que a tecnologia é um aliado do professor e não um inimigo. Basta ter rigor e coerência na pratica docente para despertar o interesse e a motivação no aluno para a aprendizagem em rede. Se o professor souber como ganhar a confiança do seu aluno, será belo para ele, o professor, ver o aluno como um espelho da sua própria imagem intelectual e ter a satisfação de acreditar uma missão cumprida… Grande abraço Conrado, e obrigado pela oportunidade de poder aqui expressar meu pensamento e minha visão sobre a educação e as novas tecnologias para o ensino/aprendizagem.

  27. Luiz Morais em 02/08/13 às 11:51

    Valeu Conrrado ! De muito bom conteúdo essa visão de pré-futuro web world wide.

  28. Paulo Brites em 14/08/13 às 12:28

    Caro Conrado

    Há muito tempo venho falando isso para muito gente e para colegas professores. Estamos no s´culo XXI com uma escola do XIX (na melhor das hipóteses) e olha que eu tenho 68 anos.

    Tem fugido o tempo todo do que eu chamo “aula-missa”. O padre reza e os fiéis dizem amém.

    Sei que dá muito trabalho planejar uma aula participativa em que profesrro age mais como um moderador, mas é muito prazeroso quando chega ao final e alguns aluns dizem “obrigado mestre, valeu pela aula” .Isso não tem preço.

    Abraços

  29. Giovanni Pereira em 28/08/13 às 07:55

    Bastante oportuna a publicação Conrado. Penso inclusive, como assunto tratato e comentado aqui, que há uma necessidade iminente de reavaliação do modelo de ensino em nosso país.

    O tema principal é a tecnologia que hoje é quase onipresente e, portanto, já faz parte da vida de nossas crianças desde o seu nascimento. Quem já visitou uma maternidade nos dias atuais pôde presenciar pais, tios e avós ávidos pela primeira foto do bebê que está prestes a se tornar uma publicação em uma rede social. E sobre tecnologia vemos que faltam ainda políticas de incentivo e investimentos para que essa educação se torne tão interessante para essa geração quanto o mundo tecnológico que as rodeia.

    Vemos projetos no exterior, onde a cultura de investimento nos novos talentos rendem grandes frutos, que primam pela simplicidade mas que alcançam resultados globais. Um exemplo é o pequeno Raspberry Pi, um mini computador que custa – lá fora – cerca de 35 dólares e que está revolucionando a forma de contato dos jovens com a tecnologia, criando oportunidades em várias áreas como desenvolvimento de novos produtos , aprendizagem de programação, entre outras.

    Aqui em terras tupiniquins quase tudo é proibitivo em termos de valores quando falamos em tecnologia. A educação hoje está diretamente relacionada com mais investimentos, principalmente no elo fundamental dessa corrente que é o professor. Melhores salários e condições de trabalho é fundamental para que nosso trem – já quase descarrilando – ande nos trilhos rumo á próxima geração. Ou… a próxima geração ainda vai ter de dedicar um bom tempo para discutir essa mesma realidade daqui há 20, 30 ou 40 anos.

    Parabéns mais uma vez pelos conteúdos que publica e que acompanho sempre. Parabéns também pelo sucesso no curso 8Ps. Assim que for possível quero ser um dos seus alunos.

  30. Ricardo Sierban em 13/09/13 às 10:14

    No mínimo muito bom este artigo, realmente a “coisa tá preta” para os professores, eu lecionei aulas em um curso técnico de informática de 2002 a 2005 e já era extremamente complicado, enfim, eu parei de tentar ensinar a geração que já não queria mais ser ensinada ou pelo menos ser ensinada de maneira diferente, confeço que não aguentei.

    São artigos como este que fazem com que novas percepções se abram na mente das pessoas, principalmente dos professores.

  31. Paulo S Orti em 15/11/13 às 11:18

    Ola Conrado, compartilho de sua análise como professor universitário também e quero compartilhar sobre como o desafio é grande num mundo tão fast, com agilidade sim e com futilidades e problemas éticos também. Estou no caminho do ijumpers e sai de sala de aula há um ano, mas o professor não saiu de ‘dentro’ de mim. Seguindo no caminho de fazer chegar meus infoprodutos e ideias para um mundo melhor até esse pessoal ávido de coisas que toquem e preencham suas ansiedades de informação, prazer, sentido de vida e vida melhor. Obrigado por sua partilha … estou nesse caminho também Conrado. Abraço

  32. Silmara Pires em 13/02/14 às 12:04

    Muito bom o texto, já sinto isso na pele, pois trabalho com tecnologia, e sei o quanto tenho que estar antenada para meus alunos, novos ou não.
    O melhor de tudo é que a essência do ser humano não muda tanto, saber ouvir esta ou qualquer outra geração é o que realmente faz diferença, meus curso tem uma linha, mas vão se moldando conforme o desejo do alunos, sem nunca perder a raiz.
    Abraços

  33. RINALDO em 08/05/14 às 10:54

    Oi Conrado. Como sempre seu post está irretocável. Gostaria de saber como faço para baixar seu livro plano B. Obrigado.

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