Série 8Ps do Marketing Digital: 1ºP

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Vou iniciar hoje uma série explicando mais detalhadamente cada P da metodologia 8Ps do Marketing Digital. Como todo processo de comunicação, é fundamental que saiba o emissor da mensagem saiba que o processo comunicativo se inicia no receptor – que está ouvindo – e não no emissor – quem está falando. Essa é a base de uma comunicação eficiente. Vamos ver nos parágrafos seguintes porque o 1ºP, relativo à Pesquisa, é um dos mais importantes no processo dos 8Ps do Marketing Digital.

Não é à toa que os 8Ps do Marketing Digital se inicia no 1ºP, de Pesquisa. O 1ºP consiste no levantamento de dados de pesquisa e de interações diversas dos consumidores com a rede. Uma mineração de pistas que os consumidores deixam a cada post, a cada comentário, a cada busca. Isso só é possível por dois motivos. Primeiro porque hoje temos o que chamo de elevado Grau de Atividade do Consumidor. O consumidor hoje é muito ativo em termos de comunicação no mercado. Ele bloga, ele compartilha, ele tweeta, ele curte e tantos outros novos verbos criados pelos novos meios interativos. Isso acontece em muito maior intensidade do que há 10 ou 20 anos devido às possibilidades de interação que o consumidor tem. O consumidor hoje tem o hardware (smartphones, notebooks e outros que estão cada vez mais baratos e acessíveis), a infra-estrutura da rede (também cada vez mais acessível e democrática) e o software (mídias sociais como Facebooks, Instagrams e YouTubes criados aos montes a todo momento em todo mundo). Alem disso vivemos em um estado democrático de direito na maior parte dos países do mundo, o que garante a expressão livre de sua opinião sem o medo da punição pela crítica a um regime, marca ou pessoa.

Esses 4 fatores – o hardware, o software, a rede e a democracia – fazem com que o consumidor hoje não precisa mais guardar sua opinião para si, ou por falta de ferramentas para expô-la ou por falta de um sistema que garanta este direito. Ele critica e elogia. Ele compartilha e comenta. E isso é ótimo para o mercado como um todo, seja por conta do nivelamento da informação para os próprios consumidores com relação a um fato qualquer (um mau atendimento, por exemplo), seja por conta de um serviço que pode salvar a vida de alguém (no caso de fotos de desaparecimentos que vemos no Facebook). As vantagens para a população são muitas. A internet, ao nivelar a informação, força as empresas a serem mais transparentes e elimina o mau jogador por mostrar suas falhas de modo impiedoso ao mercado. A internet – e principalmente as mídias sociais – alteram a dinâmica do mercado de um modo ainda não observado em nenhuma esfera do ambiente comunicacional.

Há, contudo, um ponto a se considerar nesse novo ambiente online que, ao invés de expor as falhas de um negócio, na realidade, o ajuda tremendamente no ato de traçar suas estratégias para a abordagem do mercado. Na internet, cada bit deixa rastro. Quanto mais o consumidor interage com a rede, mais ele deixa pistas do que gosta e do que não gosta.Qual sua intenção de compra ou desejo. Um negócio que saiba como interpretar esses sinais, conseguirá identificar para onde está caminhando essa grande amorfa de desejos e necessidades que povoam as mentes dos consumidores.

Se a busca no Google por uma palavra como “imóveis zona sul rio de janeiro” – que acontece no ambiente online – cresce, é provável que haja uma busca maior por esses imóveis no ambiente offline e que isso altere os preços deles devido à lei de oferta e demanda. Essa informação é essencial para um investidor em imóveis, para um corretor ou para uma imobiliária traçar suas estratégias.

Se palavras-chave pertencentes ao campo semântico da gripe como “gripe”, “resfriado”, “tosse”, “vitamina C”, “vírose” e outras passam a ter um crescente índice de buscas no Google em uma determinada cidade, como Porto Alegre, por exemplo, é possível que esteja se iniciando um surto de gripe na cidade. Essa é uma informação altamente lucrativa para redes de farmácias, laboratórios farmacêuticos, propagandistas e clínicos gerais de Porto Alegre que podem melhorar suas abordagens de vendas ao público já sabendo o que se passa nas mentes deles.

Lendo-se essas linhas, pode-se perceber um fato muito importante para o correto entendimento da dinâmica da comunicação que acontece hoje em dia: que o ambiente físico segue o ambiente virtual. O que quero dizer com isso é que antes de tomarmos alguma atitude no ambiente físico – por exemplo, antes de irmos na farmácia comprarmos um remédio – pesquisamos no Google por “sintomas da gripe” ou “melhor remédio para gripe”. Se soubermos o que está sendo pesquisado e desejado no ambiente virtual, por meio do levantamento das informações das palavras buscadas no Google, saberemos que atitudes tomar no ambiente físico. Após essas buscas no ambiente virtual, o consumidor tomará atitudes no mundo físico, logo, a empresa que estiver melhor preparada terá maior êxito em suas vendas aumentando seu market share.

Tais palavras são registradas o tempo todo no Google e as informações sobre número de buscas, tendências de pesquisa de uma determinada palavra ao longo do tempo e vários outros dados estão abertos gratuitamente para qualquer um que saiba como usar a ferramenta correta. O 1ºP ensina como fazer o levantamento desses dados para que a empresa possa entender melhor seu mercado e, de certa forma, “prever o futuro” do ambiente físico observando as origens das ações por parte dos consumidores no ambiente virtual.

A seguir, apresento um vídeo de como utilizar corretamente a ferramenta de palavras-chave do Google para que você veja o início do que ensino no 1ºP.

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